Efeitos neurológicos do ecstasy

Efeitos neurológicos do ecstasy

EFEITOS NEUROLÓGICOS DO ECSTASY

PROFº: HOMERO

Diego Fernandes Costa – 04 – 3º B

Renato Nunes Alves – 14 – 3º B

Tiago Krupinsk Oliveira Cruz – 18 – 3º B

Vinícius Carvalho Vieira – 19 – 3º B

ÍNDICE

INTRODUÇÃO......................................................................... 03

DESENVOLVIMENTO.............................................................. 04

CONCLUSÃO........................................................................... 11

BIBLIOGRAFIA......................................................................... 12

INTRODUÇÃO

O Ecstasy também chamado de Eve ou Adam é composto por um grupo parecido com o das anfetaminas. As substâncias vendidas como Ecstasy são MDMA, MDMB, MDA e não é incomum encontrar LSD nas cápsulas vendidas como Ecstasy.

O Ecstasy tem o efeito geral de alterar a noção de percepção de algumas coisas, assim como nas drogas psicosomáticas, como cores e sons.

O composto químico chamado de MDMA, componente do ecstasy recebe o nome de 3,4 – metilenodioximetanfetamina.

O tratamento medicinal como complemento a terapias psíquicas foi interrompida com a ilegalidade da “penicilina para a alma”.

DESENVOLVIMENTO

O MDMA ou 3,4 – metilenodioximetanfetamina, mais conhecido como Ecstasy de venda, manufatura, tráfico ou uso proibido pela lista F2 da Portaria SVS/MS 344 de 12/05/1998 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, assim como em todos os países que seguem as indicações da Organização Mundial de Saúde.

A fórmula estrutural do MDMA é a seguinte:

O Ecstasy, uma droga psicotrópica, é vendida normalmente na forma de comprimido, mas também pode ser inalado (cheirado), injetado e fumado, sendo os últimos dois os mais incomuns e menos apreciados pelos usuários que alegam perda de tempo fumar o ecstasy ou efeitos parecidos com os das anfetaminas quando injetado.

O Ecstasy é uma droga sintetizada a partir do piperonal, do isosafrole ou do safrole e é totalmente produzida em laboratório. Foi sintetizada pela primeira vem em 1914 por cientistas do laboratório Merck, na Alemanha, com a finalidade de ser usado como supressor do apetite, porém, nunca foi utilizado com essa finalidade, com a Primeira Guerra Mundial foi esquecido e só foi redescoberto em 1960 pelos americanos como um complemento nas psicoterapias. Somente em 1970 surgiu o uso recreativo nos EUA e em 1977 foi proibido no Reino Unido e posteriormente em 1985 nos EUA.

O uso do MDMA é comum e concentra-se nas boates, nos ambientes classificados como “rave” onde há aglomeração noturna em espaços fechados para dança com música eletrônica e com grande quantidade de luzes onde a percepção, tanto do som quando das luzes é aumentada com o consumo do Ecstasy.

O Ecstasy recebe muitos nomes entre eles Eve e Adam. Muitas outras substâncias são vendidas em baladas como sendo ecstasy entre elas o MDA, o MDE e também o MDMB. Não é incomum encontrar LSD nas pílulas vendidas como Ecstasy e muitos usuários ingerem junto com o Ecstasy comprimidos de vasodilatador periférico, como o Viagra, para evitar uma perda na “performance” sexual que o MDMA normalmente provoca em algumas pessoas, assunto que será abordado posteriormente.

Fórmula Estrutural do MDA

Fórmula Estrutural do MDE

Fórmula Estrutural do MDMB

O MDMA, assim como as anfetaminas – substâncias de estrutura química parecida-, atua como estimulante e perturbador do sistema nervoso central. Interfere nos receptores do neurotransmissor dopamina e também na produção e na degradação da serotonina.

Dentre tantos efeitos que o MDMA causa podemos citar dois grupos principais que são:

Efeitos Físicos: Provoca aumento na temperatura corporal, alterações nas habilidades motoras e perda de apetite. A hipertemia pode causar desidratação e levar à morte. Também atua em outros órgãos do corpo causando degeneração muscular e enfraquecimento do músculo cardíaco, bem como lesões no fígado (onde é metabolizado).

Pesquisadores procuram um baixo nível de 5-HIAA que pode indicar danos aos 5-HT neurônios (neurônios receptores de serotonina). Não acharam nada convincente sobre isso em humanos, porém, diminui a síntese de 5-HT o que implica em uma dose cada vez maior de MDMA para obter o mesmo resultado. Muitos depoimentos de usuários de Ecstasy dizem que a primeira vez que se usa o ecstasy é a melhor viagem que você pode a vir sofrer com o uso do ecstasy, comumente chamada de “Magic-trip”.

Efeitos Psíquicos: Levam a um estado eufórico e inquieto, além de provocar aumento da libido, sensação de bem-estar e intensificação da percepção de sons e cores, e por esse motivo a droga é muito utilizada em “raves” como já foi citado. De acordo com uma usuária: "Bach fica indescritível!".

GENERALIDADES SOBRE AS DROGAS PSICOTRÓTICAS

As drogas psicotrópicas agem no sistema nervoso central, cujo órgão principal é o cérebro. O cérebro humano é formado em grande parte por neurônios, células muito sensíveis responsáveis por transmitir informações nervosas. Quando nosso cérebro vai executar qualquer atividade – desde aquelas que controlamos, como falar ou correr, até as que não dependem de nossa vontade, como respirar ou manter o coração em funcionamento-, entram em ação os impulsos nervosos. Impulsos nervosos são sinais formados basicamente por estímulos químicos, que desencadeiam um sinal elétrico. Esse sinal passa de um neurônio para o outro, transmitindo a informação necessária para o cumprimento da ação. Toda essa atividade elétrica no cérebro pode ser monitorada pelos médicos em um exame de eletroencefalograma, por exemplo.

Todo impulso no cérebro é transmitido nas sinapses – conexões entre os neurônios. Os cientistas associam nossa capacidade de armazenar informações às sinapses. Quando aprendemos uma informação inédita ou vivemos experiências inéditas, novas sinapses são estabelecidas entre os neurônios. É justamente na sinapse que atuam as drogas psicotrópicas.

Ao contrário da maioria das células do nosso corpo, que morrem e são substituídas por outras, os neurônios não se regeneram. Por isso, todas as células danificadas pela ação das drogas no organismo se perdem para sempre.

Quando um neurônio precisa se comunicar com outro, ele manda um neurotransmissor para o espaço sináptico – onde estão localizadas as sinapses. Os neurotransmissores são substâncias químicas que cumprem funções específicas e se conectam a determinadas regiões dos neurônios, chamadas receptores. Cada tipo de neurotransmissor possue receptores específicos, capazes de reconhecer unicamente sua estrutura química. Para entender esse processo, pode-se comparar um neurotransmissor a uma carta com remetente – apenas o destinatário é capaz de receber e interpretar a carta.

Um neurotransmissor funciona como um mensageiro químico. Quando ele sai de um neurônio e se liga a outro, dá início a uma seqüência de reações químicas que levam à produção de substâncias capazes de alterar a regulação do nosso organismo.

Várias substâncias - sejam elas químicas, sintéticas ou produzidas por outros seres vivos - possuem estruturas químicas semelhantes às dos neurotransmissores, podendo ligar-se temporariamente a determinados receptores. Essa ligação não-natural altera a transmissão de informações no espaço sináptico, produzindo efeitos diversos no organismo, tanto nas funções fisiológicas e metabólicas quanto nas funções psíquicas. Substâncias como a cocaína, a heroína, a morfina, o tetraidrocanabinol, a MDMA e o LSD são capazes de interferir significativamente na transmissão do impulso nervoso que ocorre no espaço sináptico. A maneira como essas substâncias atuam é apenas parcialmente conhecida, por causa das dificuldades envolvidas no estudo da complexa química que opera no espaço sináptico.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Erowid Organization foi elaborado um ranking das drogas mais perigosas. Abaixo segue tabela:

Ranking do Risco provocado pelo uso de drogas

1

Heroína

2

Cocaína

3

Anfetaminas

4

PMA

5

GHB

6

DXM

7

Álcool

8

Cigarro

9

Ecstasy

10

LSD

O MDMA causa Mal de Parkinson? Esse é um mito. A droga que pode causar o Mal de Parkinson é uma droga derivada do ópio, chamada de MPTP.

O uso medicinal do MDMA começou em 1977 quando um químico da Dow Chemicals, Alexander Shulgin descobre o sintético e apresenta ao seu amigo Leo Zeff que era psicoterapeuta e descobre um uso medicinal para o MDMA. Desde o início todos eles estavam bastante conscientes da poderosa ferramenta que tinham em mãos, e a difusão do uso de algo que eles chamavam de Adam, por remeter a um "estado de inocência original antes da culpa", continua. Mais cautelosos desta vez, porém, este círculo cuidou para que Adam não tivesse o mesmo fim que o LSD havia tido, banido como ilegal desde o início dos setenta.

E por alguns anos tiveram êxito. Uma extensa literatura sobre o uso do MDMA como adjunto terapêutico relata os diversos usos da "penicilina para a alma" (MDMA): depressão, suicídio, fobias, estresse pós-traumático, problemas conjugais, abuso de drogas, e o sofrimento de doentes terminais. Por diferir, em muitos aspectos, dos alucinógenos (que também foram utilizados em psicoterapias), o MDMA foi encarado, por algum tempo, com indiferença pelo governo americano.

Logo depois, porém, o MDMA foi descoberto pelo povo da rua, e em certos lugares ele substituiu a cocaína como droga de escolha. Um distribuidor anônimo de Los Angeles batizou a nova droga de ecstasy, pois "ecstasy vende melhor do que chamá-la de 'empathy'. Esta seria mais apropriada, mas quanta gente sabe o que empatia significa?". Em 1983 um grupo situado no Texas começou a comercializar o MDMA, com o nome de "Sassyfras". Durante alguns anos, o seu uso era aberto, sendo distribuído normalmente na porta de bares e boates, vendido por telefone, ou até mesmo em lojas de conveniência, até que em 1985 o MDMA foi colocado como Schedule One pelo Controlled Substances Act.

Schedule One é a categoria reservada para substâncias com nenhum fim médico, cuja produção deve ser constantemente supervisionada. Foi um processo longo e demorado, e muitos estudiosos colocam em dúvida a legitimidade desta classificação "apressada e desesperada". De um lado, estavam os relatos dos psicoterapeutas, clamando para que o uso terapêutico pudesse continuar, e do outro estavam os órgãos governamentais, clamando pelos efeitos nocivos ainda desconhecidos para a juventude americana. Estas audiências ocuparam um espaço considerável na mídia americana, o que deve ter atiçado a curiosidade de muitos, e o consumo de MDMA registrou um aumento considerável. Grande parte dos psicoterapeutas, temendo pela sua carreira e pelos seus clientes, abstiveram-se de usar uma substância ilegal; com a ilegalidade, assim, temos o nascimento do ecstasy como a "droga da balada" que conhecemos hoje, começando a sua carreira meteórica por nada menos que a Europa.

Ibiza é uma ilha espanhola, conhecida por ser um resort turístico de belas praias, e com a fama de ter abrigado o nascimento da Acid House. Os anos oitenta foram profícuos em finais de semana onde milhares de pessoas divertiam-se com o haxixe, o ácido e o E; na volta pra casa, levaram a lembrança do verão e a nova droga consigo, espalhando-a pelo continente, até o Reino Unido. Na Inglaterra o MDMA encontra seu espaço, associado com a cena “rave”.

A cultura agora chamada "clubber" nasce ali, marcada pelo pacifismo e pela tolerância. O Ecstasy proporciona um aumento de tolerância aos seus usuários, este é um dos efeitos psíquicos que o E provoca.

No Brasil, as “raves” chegam por volta do início dos noventa. Tinham um caráter de “festa de sítio”, realizado no meio do mato, com um público muito seleto. Com a popularização da música eletrônica, as “raves” começaram a ficar maiores e mais populares, chegando ao status que mantêm hoje. Milhares de pessoas conhecem o MDMA sem conhecer a longa e interessante trajetória do entactógeno mais abusado na história da humanidade.

SEXO?!? : - ~

"Não se vai numa ‘rave’ para ‘fuder", diz uma garota. Outra diz que "os dias depois são os bons pra sexo longo e demorado"; outra, que "o E traz pra fora as qualidades femininas no homem". Já aproximadamente metade dos homens se surpreende por problemas em atingir ou manter uma ereção quando usam Ecstasy, dos que seguem adiante, muitos têm o orgasmo atrasado, quando presente. No meio disto tudo, de onde surge a fama do ecstasy de ser uma droga afrodisíaca?

A maioria das pessoas que utilizam o Ecstasy em uma balada sentem os efeitos psíquicos que E que entre tantos está a maior percepção no tato, audição e visão com a sensação de estar com grande capacidade física e metal, atrasa as sensações de sono e fadiga diferentemente de outros alucinógenos onde há a perda de consciência. Com todos estes efeitos e contando a não perda de consciência muitas pessoas preferem ficar somente nos “amassos” a ir para a cama com alguém, porém, se ainda assim preferir ir para a cama, com finalidade de coito, muitos homens tomam um vasodilatador periférico para garantir a ereção.

Os efeitos podem começar tão cedo quanto 15 minutos, ou tardar até uma hora ou duas. O "ataque" (onset) pode vir lentamente, até assumir força total, ou mesmo "bater de vez". Muitas pessoas relatam, durante este "ataque", uma sensação de derretimento do corpo. A duração dos efeitos do Ecstasy pode durar de 4 a 6 horas quando tomando oralmente. Muitos dos efeitos do MDMA parecem-se bastante com aqueles dos estimulantes (como a cocaína e a anfetamina), incluindo aumentos auto-relatados no humor positivo, na auto-estima e na atividade mental e corporal. Os psicoestimulantes são caracterizados, por muitos voluntários, por euforia e aumento no afeto positivo, sentimentos de vigor e de alerta, auto-estima aumentada e ansiedade ocasional como já foi dito anteriormente. Quando o efeito “mágico” do MDMA acaba os efeitos residuais são totalmente contrários podendo durar até 72 horas.

CONCLUSÃO

O Ecstasy, apesar de ilegal, é muito consumido em “raves” principalmente na Europa e Estados Unidos, vindo daí a dificuldade de um material atualizado sobre o assunto e na língua portuguesa, o material que encontramos é do início dos anos 90 onde as raves e o Ecstasy chegaram ao Brasil. O MDMA, entre outros nomes como também é chamado o Ecstasy, altera a percepção de alguns sentidos como visão e audição e também o estado emocional, como o bem-estar, da um aumento (ilusório) da capacidade física entre outros chegando a melhorar o ego com tantas mudanças psíquicas que levam a parecer física. Não há relatos de pessoas que não tenham gostado do Ecstasy, e existem até “casos de amor” com o E, como é observado no livro, PiHKAL: A Chemical Love Story de Alexander Shulgin.

O MDMA já teve uso medicinal como complemento para os tratamentos psíquicos, porém, com grande divulgação na mídia o uso abusivo tornou-se inevitável e tomou o mesmo caminho que seu irmão LSD: foi para a ilegalidade,

Até hoje não há nenhuma pesquisa que prove que o MDMA causa dependência e nem todas as pessoas afirmam que seja prejudicial à saúde, porém, é um ponto altamente discutido entre as autoridades competentes sobre o assunto.

BIBLIOGRAFIA

Enciclopédia Barsa

Portal Educacional – www.educacional.com.br

E de MDMA - www.edemdma.cjb.net

Revista FAPESP – www.revistapesquisa.fapesp.br

Erowid Vault - www.erowid.org

Site Saúde – www.saude.inf.br

MDMA – www.mdma.net

PSICOSITE – www.psicosite.com.br

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