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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MECÂNICA

Rafael Brasoloto 313599-3

Diogo Andre G. da Silva 313796-1

Gustavo Bucci da Silva 421326-6

COMPARAÇÃO ENTRE DRE POR ABSORÇÃO E DRE POR CUSTEIO VARIÁVEL EM EMPRESA DO RAMO DE EMBALAGENS

LIMEIRA – SÃO PAULO

2010

ÍNDICE

1.INTRODUÇÃO 3

2.ESTUDO DE CASO FICTÍCIO 4

2.1.Estimativa de Valores 4

2.1.1.Custos Variáveis 4

2.1.2.Custos Fixos 5

2.1.2.1.Depreciação de Máquina 5

2.1.2.2.M.O. Produtiva, Salário de Manutencistas e estoquistas. 6

2.1.3.Despesas Variáveis 7

2.1.4.Despesas Fixas 7

2.2.Capacidade da Produção 8

2.3.Margem de Contribuição 10

2.4.Pontos de Equilíbrio 10

2.4.1.Ponto de Equilíbrio Contábil 10

2.4.2.Ponto de Equilíbrio Econômico 11

2.5.Ponto de Equilíbrio Financeiro 12

2.6.DRE por Custeio Variável 13

A partir desta tabela, poderemos também estabelecer variações de volumes e assim verificar o grau de alavancagem e as diferença nos custos variáveis. Para demonstrar isto, simulamos mais dois períodos, uma com 12000 unidades vendidas e outra com 14000 unidades vendidas (quantidade bem próxima a capacidade máxima), conforme mostra a tabela: 14

2.7.DRE por Custeio de Absorção 15

3.CONCLUSÃO 15

4.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 15

  1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho visa estudar as diferenças entre os cálculos da DRE por absorção e DRE por custeio variável em uma empresa fictícia do ramo industrial com foco na fabricação de embalagens.

De modo a facilitar o estudo, de forma rápida e com qualidade, foi considerado o desenvolvimento de apenas um único produto,. O produto escolhido foi o palete de madeira que possui um processo simplificado, que consiste em: Seleção e inspeção de matéria prima, usinagem e aparelhamento, corte e serragem, chanfro, montagem, fixação e acabamento, identificação de embalagens e armazenamento.

Todos os valores usados em cálculos foram estimados através de pesquisas e conhecimento prévio da equipe. O esboço dos cálculos se apresenta em formato de planilha do Microsoft Excel e será explicado detalhadamente a seguir.

  1. ESTUDO DE CASO FICTÍCIO

    1. Estimativa de Valores

Conforme mencionado, foram estimados alguns dados com base em pesquisas e conhecimento prévio da equipe. Sempre que os valores forem resultados de cálculos de outros dados adicionais; estes serão aqui expostos para um melhor entendimento do estudo.

O preço do produto que foi definido por preço no mercado, é igual a R$14,90. Esta valor será usado mais adiante.

      1. Custos Variáveis

O custo variável total, por unidade do produto, equivale a R$5,11. O detalhamento encontra-se na tabela abaixo, retirada de nossa planilha do MS Excel:

Custos variáveis

Matéria-prima (madeira)

R$ 2,00

Embalagem

R$ 0,70

Parafusos

R$ 1,00

Água

R$ 0,03

Energia elétrica

R$ 0,13

Ferramentas

R$ 0,40

Lubrificantes de Máquinas

R$ 0,20

Peças de máquinas

R$ 0,35

Manutenção de empilhadeiras e acessórios de estocagem

R$ 0,30

Total:

R$ 5,11

      1. Custos Fixos

Com base nos mesmos critérios, foram estabelecidos os valores referentes ao custo fixo por período, no caso, o custo fixo total é equivalente a R$ 24400,00 por mês.

Custos fixos:

Depreciação de máquina

R$ 5.000,00

Mão de obra fábrica

R$ 13.600,00

Salários de manutencistas

R$ 3.000,00

Salários de estoquistas

R$ 2.800,00

Total:

R$ 24.400,00

Para chegar a estes valores, foram necessárias as seguintes observações quanto a Depreciação das Máquinas e à salários:

        1. Depreciação de Máquina

De acordo com o nosso processo, estabelecemos quais seriam as máquinas que fariam parte da realização do produto. Conforme apresentado na tabela a seguir, nosso maquinário consiste em 63 equipamentos, totalizando R$ 300.000,00.

Levando em consideração que estas máquinas teriam uma depreciação total em 5 anos, divide-se o valor total das máquinas por 60 meses, ou seja, a depreciação mensal das máquinas é de R$5000,00.

Máquina

Quantidade

Custo

Custo Total

Retífica

2

R$ 40.000,00

R$ 80.000,00

Serra

3

R$ 25.000,00

R$ 75.000,00

Parafusadeira

5

R$ 4.000,00

R$ 20.000,00

Máquina para adesivar

1

R$ 11.000,00

R$ 11.000,00

Empilhadeiras

2

R$ 20.000,00

R$ 40.000,00

Dispositivos de fixação e Montagem

30

-

R$ 27.000,00

Prateleiras

12

-

R$ 18.000,00

Bancadas

8

-

R$ 12.000,00

Outros

-

-

R$ 17.000,00

Total

63

-

R$ 300.000,00

        1. M.O. Produtiva, Salário de Manutencistas e estoquistas.

A quantidade de funcionários por função foi definida de acordo com nosso processo e número de máquinas disponíveis. Os salários que integram o custo fixo estão destacados; os demais salários serão discutidos mais adiante.

Cargo

Salário

Total

Orçamentista

1

R$ 1.700,00

R$ 1.700,00

Processista

1

R$ 2.100,00

R$ 2.100,00

Auxiliar Administrativo

2

R$ 1.200,00

R$ 2.400,00

Inspetor de qualidade

2

R$ 1.500,00

R$ 3.000,00

Supervisor

2

R$ 3.000,00

R$ 6.000,00

Salário Diretoria

2

R$ 7.000,00

R$ 14.000,00

Estoquista - Conferente

4

R$ 700,00

R$ 2.800,00

Manutencistas

3

R$ 1.000,00

R$ 3.000,00

Faxineiros

4

R$ 500,00

R$ 2.000,00

Segurança

3

R$ 700,00

R$ 2.100,00

Operador Especialista

6

R$ 1.200,00

R$ 7.200,00

Auxiliar de Produção

8

R$ 800,00

R$ 6.400,00

Total

38

R$ 21.400,00

R$ 52.700,00

      1. Despesas Variáveis

Assim como os custos, é necessário saber quanto estamos gastando com as despesas variáveis.

As despesas variáveis também foram estimadas, gerando a um total de R$1,23 por unidade do produto.

Despesas Variáveis

Comunicação e Marketing

R$ 0,07

Material de papelaria e suprimentos para informática

R$ 0,04

Serviços de Motoboy e Correio

R$ 0,09

Produtos de Limpeza

R$ 0,02

Comissões de Vendedores

R$ 0,11

Aluguel de Veículos dos Vendedores

R$ 0,20

Despesas Com Viagens

R$ 0,40

Despesas com Protótipos

R$ 0,30

Total

R$ 1,23

      1. Despesas Fixas

As despesas Fixas estão relacionadas na tabela a seguir. Nesse nosso estudo, as Despesas Fixas somam R$44170,00 por período.

Os salários de funcionários não produtivos foram retirados da mesma tabela “função” que foram retirados os salários dos funcionários produtivos em “2.3. Custos Fixos”.

Despesas Fixas

Salários da Administração

R$ 15.200,00

Honorários da Diretoria

R$ 14.000,00

Despesas Com Saúde, Segurança e Meio Ambiente

R$ 1.500,00

Depreciação de mobiliário

R$ 4.000,00

IPTU

R$ 300,00

Salários faxineiros

R$ 2.000,00

Salário Segurança

R$ 2.100,00

Conservação do prédio

R$ 500,00

Gastos com laudo e licenças

R$ 170,00

Equipamentos de informática

R$ 3.500,00

Infra Estrutura de Segurança

R$ 400,00

Licença de Software

R$ 500,00

Total

R$ 44.170,00

    1. Capacidade da Produção

Nossa capacidade foi calculada conforme estimativas de tempo operacionais de cada máquina ou processo, conforme se pode observar a seguir:

Op

Descrição

Máquina

H/pç

1

Seleção e Inspeção de MP no Recebimento

-

0,0028

2

Usinagem e Aparelhamento

Retífica

0,0500

3

Corte e serragem

Serra

0,0333

4

Chanfro

Retífica

0,0167

5

Montagem

-

0,0167

6

Fixação e acabamento

Parafusadeira

0,0667

7

Identificação das embalagens

Máquina para adesivar

0,0042

8

Armazenagem

Empilhadeiras

0,0250

Como a empresa Wood Box trabalha em dois turnos, temos 18 horas/dia, multiplicando por 20 dias úteis, chegamos a 360 horas por mês. Quando dividimos este valor pela quantidade de Horas/Peça (mostradas na tabela anterior) e multiplicamos este valor pelo número de máquina repetida naquele processo, temos a Capacidade Mensal de Unidades por operação, como a tabela a seguir demonstra:

Descrição

Máquina

Capac. mensal (Pçs)

Seleção e Insp. de MP no Receb.

-

259200

Usinagem e Aparelhamento

Retífica

14400

Corte e serragem

Serra

32400

Chanfro

Retífica

43200

Montagem

-

21600

Fixação e acabamento

Parafusadeira

27000

Identificação das embalagens

Máquina para adesivar

86400

Armazenagem

Empilhadeiras

28800

A Capacidade Mensal da Fábrica é o processo mais lento; aquele que possui a menor Capacidade Mensal na tabela, isto é, o gargalo entre estas operações. A capacidade mensal da fábrica neste estudo fica definida em 14.400 unidades por mês.

    1. Margem de Contribuição

A empresa obteve R$149.000,00 de Receita no final do período por vender 10.000 unidades a R$14,90 cada e como os gastos variáveis resultaram em R$65.350,00; a margem de contribuição resulta em R$85.650,00; ou seja, esta é a quantia que irá garantir a cobertura do custo fixo e do lucro.

    1. Pontos de Equilíbrio

      1. Ponto de Equilíbrio Contábil

O Ponto de Equilíbrio Contábil é um indicador utilizado para conhecer o quanto precisa ser vendido para a receita se igualar aos custos e despesas do produto. A partir deste ponto, tudo o que a empresa vender é puro lucro. No caso de nossa empresa, o Ponto de Equilíbrio Contábil foi de 8006, o que equivale a R$119286,98. O gráfico abaixo demonstra esta situação:

Estabelecemos uma margem de segurança de 1.995 peças – A diferença entre a quantidade de vendas atual (10.000) e o ponto de equilíbrio (8006) – que irá superestimar o valor do Ponto de Equilíbrio a fim de evitar erros. Portanto, nosso Ponto de Equilíbrio é equivalente a R$149.000,00 de receita, já com a margem de segurança embutida.

      1. Ponto de Equilíbrio Econômico

O Ponto de Equilíbrio Econômico, assim como o Ponto de Equilíbrio Contábil, é mais um indicador para a empresa saber o quanto ela precisa ter de receita, a diferença é que este indicador também considera o lucro que a empresa deseja. A empresa Wood box pretende alcançar um lucro mínimo de R$12600 ao mês (Valor de maquinários e instalações prediais tendo um rendimento mínimo de 1% ao mês). Na tabela a seguir, é possível verificar como chegamos a este valor:

Máquina

Quantidade

Custo

Custo Total

Retífica

2

40000

80000

Serra

3

25000

75000

Parafusadeira

5

4000

20000

Máquina para adesivar

1

11000

11000

Empilhadeiras

2

20000

40000

Dispositivos de fixação e Montagem

30

-

27000

Prateleiras

12

-

18000

Bancadas

8

-

12000

Outros

-

-

17000

Depreciação Predial

960000

960000

Total

-

-

1.260.000

Rendimento Mínimo de 1% ao mês

-

12.600

Isto é, para a empresa chegar ao Ponto de Equilíbrio Econômico, ela deverá ter uma receita R$12.600 maior do que teria com o Ponto de Equilíbrio Contábil. No nosso estudo, o Ponto de Equilíbrio Econômico é 9477 paletes, o que equivale a R$141206,42 de receita. O gráfico demonstrativo se encontra a seguir:

    1. Ponto de Equilíbrio Financeiro

O Ponto de Equilíbrio Financeiro considera somente os custos e despesas que efetivamente movimentam o caixa da empresa. Ou seja, desconsidera aqueles valores que são usados somente para cálculos contábeis e não há movimentação de dinheiro, como é o caso, por exemplo, da depreciação de máquinas; nesse caso, este valor é subtraído das despesas e custos usados nos cálculos de Pontos de Equilíbrio anteriores e as deduções são somadas ao mesmo valor. Em nosso estudo, o Ponto de Equilíbrio Financeiro ficou em 6955 unidades, o que equivale a R$103630,24 de receita. Abaixo, o gráfico que demonstra este último valor.

    1. DRE por Custeio Variável

Sendo assim, diante dos valores calculados e estimados, temos a DRE por custeio variável, que é usado somente para cálculo gerencial:

DRE Simplificado

Total

Unitário

 

Qtde =

10.000

Receita

149.000,00

14,90

(-) Gastos Variáveis

(63.350,00)

(6,34)

(-) Custos Variáveis

(51.100,00)

(5,11)

(-) Despesas Variáveis

(12.250,00)

(1,23)

(=) Margem de Contribuição

85.650,00

8,57

(-) Gastos Fixos

(68.570,00)

(6,86)

(-) Custos Fixos

(24.400,00)

 

(-) Despesas Fixas

(44.170,00)

 

 

 

 

(-) Gastos Totais

(131.920,00)

(13,19)

(=) Lucro Operacional (s/ Desp fin)

17.080,00

1,71

(-) Despesas financeiras

-

-

(-) Impostos (34%)

5.807,20

0,58

 

 

 

(=) Lucro Líquido

11.272,80

1,13

A partir desta tabela, poderemos também estabelecer variações de volumes e assim verificar o grau de alavancagem e as diferença nos custos variáveis. Para demonstrar isto, simulamos mais dois períodos, uma com 12000 unidades vendidas e outra com 14000 unidades vendidas (quantidade bem próxima a capacidade máxima), conforme mostra a tabela:

DRE Simplificado

Total

Unitário

Total

Unitário

 

Qtde =

12.000

Qtde =

14.000

Receita

178.800,00

14,90

208.600,00

14,90

(-) Gastos Variáveis

(76.020,00)

(6,34)

(76.020,00)

(5,43)

(-) Custos Variáveis

(61.320,00)

(5,11)

(71.540,00)

(-) Despesas Variáveis

(14.700,00)

(1,23)

(17.150,00)

(=) Margem de Contribuição

102.780,00

8,57

132.580,00

(-) Gastos Fixos

(68.570,00)

(5,71)

(68.570,00)

(4,90)

(-) Custos Fixos

 

 

 

(-) Despesas Fixas

 

 

 

 

 

 

 

(-) Gastos Totais

(144.590,00)

(12,05)

(144.590,00)

(10,33)

Depois disto, evidenciamos a variação em porcentagem de custos e receitas que nos retorna o valor do Grau de Alavancagem, conforme a tabela abaixo:

DRE Simplificado

Variação

em $

Variação

em %

 

Total

Unitário

Total

Unitário

Receita

29.800,00

-

20,00%

0,00%

(-) Gastos Totais

(12.670,00)

1,14

9,60%

-8,66%

(-) Gastos Fixos

-

1,14

0,00%

-16,67%

(-) Gastos Variáveis

(12.670,00)

-

20,00%

0,00%

(=) Lucro Operacional (s/ Desp fin)

17.130,00

1,14

100,29%

66,91%

(-) Despesas financeiras

-

-

-

-

(=) Lucro Líquido

11.305,80

0,75

100,29%

66,91%

Grau de alavancagem operacional (GAo)

 

 

5,01

Grau de alavancagem financeira (GAf)

 

 

1,00

Grau de alavancagem combinada (GAc)

 

 

5,01

    1. DRE por Custeio de Absorção

Já o DRE por Custeio de Absorção visa a resumir as informações para demonstração de resultados fiscais para sócios e acionistas. Segue tabela.

DRE Simplificado

Total

Unitário

 

Qtde =

10.000

Receita bruta

149.000,00

14,90

(-) Impostos (34%)

50.660,00

5,07

Receita Líquida

98.340,00

9,83

(-) Custo total

(75.500,00)

(7,55)

(-) Custo Variável

(51.100,00)

(5,11)

(-) Custo Fixo

(24.400,00)

(2,44)

(=)Lucro Bruto

22.840,00

2,28

(-)Despesas Variáveis

(12.250,00)

(1,23)

(-)Despesas Fixas

(44.170,00)

(4,42)

Lucro Operacional

(33.580,00)

(3,36)

  1. CONCLUSÃO

  2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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