Diretrizes coletas final

Diretrizes coletas final

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Diretrizes para coleta, herborização e identificação de material botânico nas

Parcelas Permanentes em florestas naturais da Amazônia brasileira.

ProManejo

Diretrizes para coleta, herborização e identificação de material botânico nas

Parcelas Permanentes em florestas naturais da Amazônia brasileira.

Diretrizes para coleta, herborização e identificação de material botânico nas Parcelas

Permanentes em florestas naturais da Amazônia brasileira

Realização:

GT Monitoramento e da Implantação da Rede de

Monitoramento da Dinâmica de Florestas da Amazônia brasileira

Manaus, AM 2006

Elaboração:

Gracialda Costa Ferreira Augusto César S. Andrade

Sumário

Apresentação05
Introdução07
Pra que identificar08
Como identificar09
Material para coleta10
Métodos de escalada em árvores14
Ficha de campo16
Como preencher a ficha de campo17
O que coletar27
Como coletar28
Processamento do material coletado31
Herbário e coleções de referência32
Identificação botânica35
Morfotipagem37
Principais famílias de espécies florestais da Amazônia37
Fichários40
Bibliografia41

A eficiência de uma boa identificação botânica é necessária para dar subsídio a estudos taxonômicos; auxiliar na elaboração de trabalhos científicos sobre a flora de uma determinada região; determinar as espécies de um inventário; facilitar o conhecimento de plantas medicinais e tóxicas com objetivo de melhor utilizá-las e controlá-las e; armazenar exemplares de todas as espécies possíveis para identificação de outras espécies por comparação. Tudo isso depende de uma coleta bem feita, obedecendo a regras básicas, mas muito importantes, uma vez que as partes coletadas não possuem todas as características da planta no seu habitat natural.

O método utilizado hoje para identificar as plantas no campo, não considera suas características, e assim, gera agrupamentos de diferentes espécies que geralmente recebem um mesmo nome vulgar ou diferentes nomes vulgares relacionados com uma mesma espécie (Camargos et al., 2001). Estes procedimentos acabam comprometendo a qualidade dos produtos originários, mas, principalmente, comprometem a conservação das espécies.

O processo de identificação é muito complexo por exigir do identificador conhecimentos sobre a morfologia vegetal, visto que, só através da combinação de diferentes características das plantas pode-se chegar a sua identificação. Identificar a espécie é o primeiro passo, para o manejo correto dos recursos vegetais, pois não se pode manejar algo que não se conhece (Marchiori, 1995). Com o nome correto de uma planta é possível acessar todas as informações a ela relacionadas como, por exemplo, dados de ecofisiologia, fitossociologia, fenologia, distribuição geográfica, dados tecnológicos e, ainda, indicar usos e potencialidades da espécie.

A identificação botânica é um pressuposto para a aquisição de diferentes informações sobre espécies que possuem características individuais e diferem nas propriedades. Espécies bem identificadas resultam em produtos homogêneos, seguros e com qualidade. A identificação científica assegura o uso sustentável da floresta e promove o conhecimento sobre nossas espécies.

Infelizmente a identificação das espécies durante os inventários florestais ou até mesmo em trabalhos científicos têm sido realizada com base em nomes vernaculares, com auxílio de mateiros, os quais relacionam nomes às árvores e, posteriormente, no escritório são relacionados os nomes científicos de acordo com a literatura acessível a cada região ou empresa. Esse procedimento pode gerar prejuízos ecológicos irreparáveis para a conservação das espécies, já que nesse momento, estará sendo realizada a seleção das árvores que serão exploradas, porta-sementes e remanescentes, sem considerar as características morfológicas, fisiológicas ou mesmo tecnológicas de cada espécie e assim não garantindo a continuidade da espécie para aquele ambiente ou área.

A utilização de um nome vernacular freqüentemente sugere ao identificador, espécies completamente diferentes da que foi indicada por tal nome, podendo apresentar caracteres fisiológicos, tecnológicos, usos e valor comercial também completamente diferentes.

Os nomes vernaculares podem constituir a mais simples maneira de identificar uma árvore, mas freqüentemente vem ser a causa de grandes problemas. São freqüentemente inseguros, pois uma dada designação popular é aplicada a espécies muito diferentes de acordo com a região, pois é comum o uso de um nome vernacular para designar diferentes espécies, chegando às vezes até famílias diferentes. Muitas vezes, o uso da nomenclatura popular pode funcionar como forma de burlar as fiscalizações do IBAMA e Receita Federal, ou ainda, para lançar no mercado uma espécie de baixo valor comercial em substituição à outra, já consagrada pelo consumidor.

PRA QUE IDENTIFICAR 08

A identificação botânica é um pressuposto para a aquisição de diferentes informações sobre espécies que possuem características individuais e diferem nas propriedades. Espécies bem identificadas resultam em produtos homogêneos, seguros e com qualidade. A identificação científica assegura o uso sustentável da floresta e promove o conhecimento sobre nossas espécies.

Infelizmente a identificação das espécies durante os inventários florestais ou até mesmo em trabalhos científicos têm sido realizada com base em nomes vernaculares, com auxílio de mateiros, os quais relacionam nomes às árvores e, posteriormente, no escritório são relacionados os nomes científicos de acordo com a literatura acessível a cada região ou empresa. Esse procedimento pode gerar prejuízos ecológicos irreparáveis para a conservação das espécies, já que nesse momento, estará sendo realizada a seleção das árvores que serão exploradas, porta-sementes e remanescentes, sem considerar as características morfológicas, fisiológicas ou mesmo tecnológicas de cada espécie e assim não garantindo a continuidade da espécie para aquele ambiente ou área.

A utilização de um nome vernacular freqüentemente sugere ao identificador, espécies completamente diferentes da que foi indicada por tal nome, podendo apresentar caracteres fisiológicos, tecnológicos, usos e valor comercial também completamente diferentes.

Os nomes vernaculares podem constituir a mais simples maneira de identificar uma árvore, mas freqüentemente vem ser a causa de grandes problemas. São freqüentemente inseguros, pois uma dada designação popular é aplicada a espécies muito diferentes de acordo com a região, pois é comum o uso de um nome vernacular para designar diferentes espécies, chegando às vezes até famílias diferentes. Muitas vezes, o uso da nomenclatura popular pode funcionar como forma de burlar as fiscalizações do IBAMA e Receita Federal, ou ainda, para lançar no mercado uma espécie de baixo valor comercial em substituição à outra, já consagrada pelo consumidor.

Para realizar a identificação científica correta das espécies devem ser feitas, no ato das coletas, descrições minuciosas das estruturas vegetativas da planta. Estas estruturas devem evidenciar as particularidades diferenciais que facilitam a diferenciação entre as espécies.

A associação das diferentes estruturas, seus tamanhos, cores, disposição e arranjo são peculiares aos diferentes grupos taxonômicos, e possibilitam ao identificador determinar, ainda no campo uma identificação prévia, principalmente em nível de família, e em algumas vezes ao gênero e mesmo espécie botânica.

As amostras devem ser levadas a um herbário indexado internacionalmente, ou seja, que esteja de acordo com as Normas do Código Internacional de Nomenclatura Botânica (CINB) onde terão sua identificação confirmada por um especialista.

No herbário o processo de identificação mais comum é por meio de comparação; neste processo a amostra recém coletada é comparada com outra já coletada anteriormente e identificada. Se todas as características assemelharem-se se pode determinar o nome para a amostra.

Quando ocorrer da amostra nova não coincidir, nas características, com nenhuma outra do herbário, esta é dita “espécie nova”. Neste caso, deverá ser enviada a um especialista da família ou grupo taxonômico onde ela apresente mais afinidade e este providenciará sua descrição e publicação dentro das normas do CINB.

E necessário levar ao campo o maior número possível de material utilizado na coleta, não esquecendo que poderão ser encontradas árvores de grande porte até arbustos e gramíneas. A quantidade de material pode variar de acordo, com o objetivo da coleta, duração, acesso a área, entre outros fatores.

Altímetro: utilizado para indicar a altitude do local de coleta.

Binóculo: para observar a copa de árvores muito altas.

Bússola e mapas: Orientam, facilitando a correta determinação e anotação dos pontos de coleta.

Caderneta de campo (fichas): necessária a todo coletor, pois é nela que serão anotadas todas as características observadas no campo.

Corda de sisal ou cintos de lona: servem para amarrar o material prensado.

Botas: necessárias no campo, para proteção do coletor.

E necessário levar ao campo o maior número possível de material utilizado na coleta, não esquecendo que poderão ser encontradas árvores de grande porte até arbustos e gramíneas. A quantidade de material pode variar de acordo, com o objetivo da coleta, duração, acesso a área, entre outros fatores.

Altímetro: utilizado para indicar a altitude do local de coleta.

Binóculo: para observar a copa de árvores muito altas.

Bússola e mapas: Orientam, facilitando a correta determinação e anotação dos pontos de coleta.

Caderneta de campo (fichas): necessária a todo coletor, pois é nela que serão anotadas todas as características observadas no campo.

Corda de sisal ou cintos de lona: servem para amarrar o material prensado.

Botas: necessárias no campo, para proteção do coletor.

Envelopes: usados para acondicionar plantas de pequeno porte, folhas soltas e sementes.

Facão usado para abertura de picadas e corte de cascas.

Fita métrica ou diamétrica: utilizadas para medir altura, CAP (Circunferência à Altura do Peito) e DAP (Diâmetro à Altura do Peito).

Fitas adesivas

Para identificar as amostras conservadas em meio líquido ou em sílica.

Folhas de alumínio corrugado: proporciona maior aeração, e deve ser colocado entre as folhas de papelão, durante a prensagem.

GPS: para medir as coordenadas do local de coleta.

Folhas de papelão: para separar as amostras do alumínio corrugado.1011

Jornal: usado para acondicionamento das amostras, deve ser cortado no sentido longitudinal e depois dobrado ao meio.

Lápis ou caneta indelével: para anotar as informações, são indicados por não manchar ou apagar com facilidade.

Lupa conta-fios (aumento de 10 a 15 vezes): para observar detalhes, como a cor de flores muito pequenas.

Podão: facilitam a coleta do material de espécimes de porte alto.

Prensa de madeira: utilizada para prensar o material botânico, confeccionada geralmente com seis ripas de 45 x 2,5cm no sentido horizontal e cinco ripas de 30 x 2,5cm no sentido vertical. As ripas (cerca de 0,5 a 1,0cm de espessura, tendo-se o cuidado de não ficar muito pesada e que suporte a pressão) serão pregadas formando um entrelaçado de 45 x 30cm, semelhante a uma grade.

Jornal: usado para acondicionamento das amostras, deve ser cortado no sentido longitudinal e depois dobrado ao meio.

Lápis ou caneta indelével: para anotar as informações, são indicados por não manchar ou apagar com facilidade.

Lupa conta-fios (aumento de 10 a 15 vezes): para observar detalhes, como a cor de flores muito pequenas.

Podão: facilitam a coleta do material de espécimes de porte alto.

Prensa de madeira: utilizada para prensar o material botânico, confeccionada geralmente com seis ripas de 45 x 2,5cm no sentido horizontal e cinco ripas de 30 x 2,5cm no sentido vertical. As ripas (cerca de 0,5 a 1,0cm de espessura, tendo-se o cuidado de não ficar muito pesada e que suporte a pressão) serão pregadas formando um entrelaçado de 45 x 30cm, semelhante a uma grade.

Saco plástico: utilizado para armazenar e transportar as amostras, para posterior prensagem em local mais apropriado.

Saco de papel: usado para acondicionar briófitas, líquens, fungos e frutos.

Sílica e saco hermético: para acondicionar amostras destinadas ao estudo de DNA.

Vidros: usado para conservar, em álcool a 70% ou FAA, as flores e frutos carnosos.

Tesoura de poda: serve para coleta de ramos finos das amostras vegetativas de folhas, flores e frutos.

Álcool 70%: para conservar as amostras em sacos plásticos e frutos e flores em vidros.

FAA (Formol, álcool e água - 4:3:3): solução para conservação dos frutos e flores em vidros.1213

Árvores muito altas formam a vegetação da Amazônia, tanto em terra firma como em florestas de baixios e várzes, e que em muitos casos é um dos maiores obstáculos para a realização de coletas botânicas.

Para alcançar a copa das árvores (muitas das quais a 40 metros do solo) vários equipamentos podem ser utilizados que exigem muita experiência ou apenas prática dos coletores. Muitas das técnicas exigem equipamentos caros e pouco acessíveis aos botânicos. No entanto, o método mais tradicional e também mais rendável é o com uso de peconha (tipo de escalada tradicional da Amazônia para a prática de coleta de açai) que adaptado com equipamentos de segurança é o mais indicado.

O mais importante na escalada para coletar material botânico é a segurança do escalador. Assim, apresentamos os equipamentos básicos necessários as coletas botânicas:

Cinta: para prender o coletor à árvore e com isto seus braços ficam livres para manejar o podão.

Cinto de segurança: preso na cintura do coletor, serve para fixar as cintas de segurança por meio de mosquetões.

Cadeirinha: equipamento por onde o coletor fica preso ao cinto de segurança.

Peconha: presa aos pés

confere ao coletor a aderência à árvore. 14

Árvores muito altas formam a vegetação da Amazônia, tanto em terra firma como em florestas de baixios e várzes, e que em muitos casos é um dos maiores obstáculos para a realização de coletas botânicas.

Para alcançar a copa das árvores (muitas das quais a 40 metros do solo) vários equipamentos podem ser utilizados que exigem muita experiência ou apenas prática dos coletores. Muitas das técnicas exigem equipamentos caros e pouco acessíveis aos botânicos. No entanto, o método mais tradicional e também mais rendável é o com uso de peconha (tipo de escalada tradicional da Amazônia para a prática de coleta de açai) que adaptado com equipamentos de segurança é o mais indicado.

O mais importante na escalada para coletar material botânico é a segurança do escalador. Assim, apresentamos os equipamentos básicos necessários as coletas botânicas:

Cinta: para prender o coletor à árvore e com isto seus braços ficam livres para manejar o podão.

Cinto de segurança: preso na cintura do coletor, serve para fixar as cintas de segurança por meio de mosquetões.

Cadeirinha: equipamento por onde o coletor fica preso ao cinto de segurança.

Peconha: presa aos pés confere ao coletor a aderência à árvore.

Escadas acopláveis: consiste em escadas de alumínio, com cerca de 3m de comprimento, encaixadas até a altura desejada. A primeira escada tem base mais fina, o que facilita a fixação no solo e as demais possuem uma peça lateral com corrente, para fixação a árvore, dando maior segurança.

Blocante ao tronco: utilizado para escalar árvores com DAP entre 15 e 80cm, livre de epífitas e cipós. Consiste em uma adaptação da peconha tradicional, proporcionando segurança e versatilidade.

Esporas: consiste em um par de lâminas chatas de ferro, com curva em uma das extremidades, para prender as botas e com esporões laterais pontiagudos para fixação das mesmas no tronco de árvores. O escalador deve usar cinto de segurança, em volta da árvore. Seu uso é restrito por causar ferimentos na casca das árvores deixando-as suscetíveis ao ataque de xilófagos.

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