Diretrizes coletas final

Diretrizes coletas final

(Parte 3 de 5)

Carnosos: frutos com polpa suculenta internamente. Secos: não apresenta polpa internamente.

Quanto à liberação de sementes

Deiscentes: quando maduros, liberam as sementes.

Indeiscentes: os frutos não liberam as sementes. Em frutos indeiscentes, devese cortar transversal e longitudinalmente, na ocasião da prensagem.

Coletar no mínimo cinco amostras de cada espécime preferencialmente fértil, isto é, com flores e/ou frutos porque estes órgãos são essenciais à classificação dos vegetais. Adicionar mais flores e/ou frutos a coleta, armazenando em meio líquido (flores e frutos) ou dissecados (frutos), para que quando seja necessário utilizá-los, não sejam retirados da exsicata.

Caso o espécime não esteja fértil coletar no máximo duas amostras e se possível acompanhada de uma pequena amostra de madeira. Exsicatas - Herbário

Ferreira G.C. 810Ferreira G.C. 810Ferreira G.C. 810

Ferreira G.C. 810Ferreira G.C. 810

Coleção em meio líquido Ferreira G.C. 810Ferreira G.C. 810

FrutosFlores

Ferreira G.C. 810

Xiloteca Carpoteca Ferreira G.C. 8102627

Planejamento da coleta: inicialmente deve-se planejar a coleta, com auxílio de mapas. Nunca a coleta deve ser feita por apenas uma pessoa e sempre, o grupo formado, deve ter pelo menos um integrante que conheça a área de coleta.

-Fazer as anotações na ficha de campo: as anotações dos dados, característicos das plantas, devem ser feitas no ato da coleta, isto é, em baixo da árvore ou de frente para o espécime, para com isso não esquecer de anotar nenhum dado importante.

Coletar o material botânico: coletas feitas em plantas lenhosas (árvore, arbustos, cipós) retirar parte de ramos, cerca de 35cm, com flores e frutos. Plantas herbáceas (ervas, epífitas e hemiepífitas) coletar o vegetal inteiro, inclusive as raízes.

Fazer anotações no jornal: anotar na barra do jornal o numero da amostra, local de coleta, data, nome e numero de coletor.

Planejamento da coleta: inicialmente deve-se planejar a coleta, com auxílio de mapas. Nunca a coleta deve ser feita por apenas uma pessoa e sempre, o grupo formado, deve ter pelo menos um integrante que conheça a área de coleta.

-Fazer as anotações na ficha de campo: as anotações dos dados, característicos das plantas, devem ser feitas no ato da coleta, isto é, em baixo da árvore ou de frente para o espécime, para com isso não esquecer de anotar nenhum dado importante.

Coletar o material botânico: coletas feitas em plantas lenhosas (árvore, arbustos, cipós) retirar parte de ramos, cerca de 35cm, com flores e frutos. Plantas herbáceas (ervas, epífitas e hemiepífitas) coletar o vegetal inteiro, inclusive as raízes.

Fazer anotações no jornal: anotar na barra do jornal o numero da amostra, local de coleta, data, nome e numero de coletor.

Prensar o material ainda no campo: a prensagem do material coletado requer bastante cuidado e paciência, pois o mesmo não pode ficar muito agrupado dificultando o estudo; deve ser arrumado, no jornal, de maneira, a evidenciar flores e/ou frutos, muito importantes na identificação; as folhas devem ficar arrumadas de maneira a evidenciar as duas faces (virar algumas folhas para expor o lado inferior), quando forem muitas e/ou grandes demais deve-se retirar algumas que serão cortadas no pecíolo, para que seja possível verificar a filotaxia das mesmas. É prático colocar a amostra em jornal apenas entre dois papelões e estes entre os dois lados da prensa de madeira, fazer uma pequena pressão e amarrar com a corda ou cinta. Os corrugados poderão ser adicionados apenas no final de todas as coletas de um dia, quando as amostras estarão menos frescas, facilitando a organização das mesmas. Caso possível corta-se um fruto longitudinalmente e outro transversalmente, para adicionar em cada amostra.

Separar flores e frutos suculentos para conservação em solução: quando for possível separar flores e frutos suculentos para conservação em álcool 70% ou FAA, não esquecendo de fixar no vidro as mesmas informações anotadas no jornal. Pode-se também, fazer as anotações em papel vegetal e colocar dentro do vidro.2829

Para alguns tipos de plantas há necessidade de ter alguns cuidados durante a coleta, como:

- Plantas aquáticas: pode-se fazer uso de uma folha de papel, colocando-a submersa sob o individuo, retirando-o da água, dessa forma a amostra fica apegada a folha.

- Plantas ramifloras ou caulifloras: se possível destaque os frutos e flores junto com a área de suporte do tronco. Caso não seja possível destacar com a região de suporte, destaque-as e faça anotação de como estavam presas e agrupadas.

- Bromélias: os espécimes pequenos são coletados inteiros, quanto aos grandes, coleta-se algumas folhas e inflorescência e/ou frutescência, não esquecendo de especificar o tipo de base, geralmente herbáceo.

- Cipó: algumas vezes encontramos várias espécies de cipó, no mesmo suporte, deve-se ter o cuidado de não coletar informações e amostras de caule de um espécime e ramos de outro.

- Palmeira: como as folhas das palmeiras são geralmente grandes, corta-se cada folha em três partes, especificando a base com a letra B, o meio com a letra M e o ápice com a letra A.

- Briófitas: como as briófitas são vegetais avasculares, não devem ser prensadas, devem ser acondicionadas em sacos de papel.

- Algas: As algas são conservadas em água do mesmo local da coleta, ou em formol a 4% quando não for possível herborizar logo.

Para alguns tipos de plantas há necessidade de ter alguns cuidados durante a coleta, como:

- Plantas aquáticas: pode-se fazer uso de uma folha de papel, colocando-a submersa sob o individuo, retirando-o da água, dessa forma a amostra fica apegada a folha.

- Plantas ramifloras ou caulifloras: se possível destaque os frutos e flores junto com a área de suporte do tronco. Caso não seja possível destacar com a região de suporte, destaque-as e faça anotação de como estavam presas e agrupadas.

- Bromélias: os espécimes pequenos são coletados inteiros, quanto aos grandes, coleta-se algumas folhas e inflorescência e/ou frutescência, não esquecendo de especificar o tipo de base, geralmente herbáceo.

- Cipó: algumas vezes encontramos várias espécies de cipó, no mesmo suporte, deve-se ter o cuidado de não coletar informações e amostras de caule de um espécime e ramos de outro.

- Palmeira: como as folhas das palmeiras são geralmente grandes, corta-se cada folha em três partes, especificando a base com a letra B, o meio com a letra M e o ápice com a letra A.

- Briófitas: como as briófitas são vegetais avasculares, não devem ser prensadas, devem ser acondicionadas em sacos de papel.

- Algas: As algas são conservadas em água do mesmo local da coleta, ou em formol a 4% quando não for possível herborizar logo.

A organização do material para desidratação inicia-se dispondo, em uma superfície plana, um dos lados da prensa, depois uma folha de papelão, um corrugado, mais um papelão, depois a amostra em jornal, uma folha de papelão, um corrugado, um papelão, outra amostra, daí em diante seguindo a mesma seqüência de material. No final da pilha, geralmente de quatro palmos de altura, colocar o outro lado da prensa, apertando-a ao máximo possível, com auxilio da corda ou cinto de lona. As partes da pilha devem ficar dispostas de modo que, as amostras e corrugados, fiquem entre as folhas de papelão.

Quando o fruto for grande e não for possível prensar, este deve ser enrolado em jornal, não esquecendo de anotar as informações de coleta neste jornal.

Para secagem do material, utiliza-se uma fonte de calor branda, geralmente estufas, com temperatura de aproximadamente 45ºC, as amostras serão expostas o tempo suficiente para secá-las por completo. O material prensado deve ser examinado regularmente, tendo o cuidado de apertar as cordas e virar a prensa, pra que o calor seja distribuído igualmente.

Caso não seja possível desidratar o material coletado, pode-se borrifar cada amostra com álcool 70%, colocando o pacote em sacos plásticos, selando a abertura do saco com fita não solúvel em álcool, de preferência. O álcool preserva o conteúdo durante alguns meses. E importante verificar os pacotes semanalmente e, se tiver sinal de estar secando, deve-se adicionar mais álcool.

Por se tratar de vegetal avascular, as briófitas, não devem ser prensadas e nem mesmo desidratadas em estufa. Quanto aos liquens e fungos, segundo INPA/KEW (1998) quando secos em estufa são mais suscetíveis a ataques por insetos, recomenda-se antes de incorporar na coleção, que sejam tratados, de preferência por congelamento.

O herbário é uma coleção de plantas inteiras ou ramos com folhas, flores e frutos desidratadas, montadas geralmente em cartolina padrão com etiquetas contendo informações de coleta e número de registro, recebendo o nome de exsicata, conservadas de acordo com técnicas específicas.

No herbário as amostras coletadas são identificadas, pela comparação com as amostras depositadas na coleção. Geralmente a coleção botânica é atualizada por especialistas de famílias, gêneros ou espécies, chamados de Taxonomistas.

As coleções de um herbário são as mais importantes ferramentas para o conhecimento sistemático e entendimento das relações evolutivas e fitogeografias da flora de uma região, para o desenvolvimento de pesquisas, dissertação, teses e monografias sobre os mais variados aspectos da Botânica, além de ser um forte instrumento de treinamento para estudantes, técnicos e parataxônomos.

O sistema de manejo de herbário envolve vários processos como prensagem, secagem, montagem das amostras, registro, conservação, informatização, intercâmbio e atualização de exsicatas.

Empresas que exploram os recursos vegetais, devem montar coleções botânicas de referência, para implementar a identificação científica correta, principalmente a identificação das amostras dos inventários florestais, sendo de fundamental importância para garantir a integridade das transações comerciais de madeiras e demais produtos vegetais, além de promover a conservação da Biodiversidade.

Para compor uma coleção de referência, há necessidade de um ambiente com condições mínimas de funcionamento, com espaço para receber o material botânico proveniente das coletas e vindo de outras instituições, como herbários, para secagem, montagem, catalogação e armazenamento e conservação. E importante não utilizar o mesmo ambiente para manusear amostras ainda verdes e desidratadas, evitando assim contaminação do material seco e exsicatas. 32

O herbário é uma coleção de plantas inteiras ou ramos com folhas, flores e frutos desidratadas, montadas geralmente em cartolina padrão com etiquetas contendo informações de coleta e número de registro, recebendo o nome de exsicata, conservadas de acordo com técnicas específicas.

No herbário as amostras coletadas são identificadas, pela comparação com as amostras depositadas na coleção. Geralmente a coleção botânica é atualizada por especialistas de famílias, gêneros ou espécies, chamados de Taxonomistas.

As coleções de um herbário são as mais importantes ferramentas para o conhecimento sistemático e entendimento das relações evolutivas e fitogeografias da flora de uma região, para o desenvolvimento de pesquisas, dissertação, teses e monografias sobre os mais variados aspectos da Botânica, além de ser um forte instrumento de treinamento para estudantes, técnicos e parataxônomos.

O sistema de manejo de herbário envolve vários processos como prensagem, secagem, montagem das amostras, registro, conservação, informatização, intercâmbio e atualização de exsicatas.

Empresas que exploram os recursos vegetais, devem montar coleções botânicas de referência, para implementar a identificação científica correta, principalmente a identificação das amostras dos inventários florestais, sendo de fundamental importância para garantir a integridade das transações comerciais de madeiras e demais produtos vegetais, além de promover a conservação da Biodiversidade.

Para compor uma coleção de referência, há necessidade de um ambiente com condições mínimas de funcionamento, com espaço para receber o material botânico proveniente das coletas e vindo de outras instituições, como herbários, para secagem, montagem, catalogação e armazenamento e conservação. E importante não utilizar o mesmo ambiente para manusear amostras ainda verdes e desidratadas, evitando assim contaminação do material seco e exsicatas.

As etapas básicas para o manejo das coleções são:

Prensagem do material: as amostras são dispostas em jornal e colocadas entre as folhas de papelão e estes entre as folhas de alumínio corrugado, tendo-se o cuidado de não colocar as amostras perto dos corrugados amostras, para evitar queima. No final da pilha, usa-se a prensa e a corda de sisal ou cinta para prensar o material.

Desidratação: a forma mais eficiente para secagem do material é com o uso de estufas à temperatura média de 65ºC . As pilhas devem ser revisadas, diariamente, apertando-as à medida que as plantas perdem água e a prensa vai folgando. Caso não seja possível desidratar as amostras no campo, as mesmas deverão ser borrifadas com álcool 70% e acondicionadas em saco plástico bem lacrado pelo prazo de até três meses.

Seleção das amostras: das cinco amostras coletadas, uma fará parte da coleção principal, a segunda poderá ser reservada para duplicata e as demais deverão ser enviadas a outros herbários por meio de intercâmbio (troca) científico.

Estrado da prensa papelão alumínio corrugado papelão jornal com a amostra

Montagem de exsicatas: as amostras são montadas em cartolinas rígidas e de preferência na cor branca. O tamanho será em função do local onde as amostras serão armazenadas, geralmente as coleções em herbário, são conservadas em armário de ferro, separadas em escaninhos, com tamanho médio de 35 X 45 X 20 cm. As informações de coleta devem constar em uma etiqueta, afixada no canto inferior direito da cartolina, no outro lado será lançado o número de registro da exsicata, o qual não deve repetir em coletas diferentes, funciona de forma semelhante ao número de coletor. O número de registro inicia no 1 até o infinito.

Registro de exsicata: para controle, será lançado em um livro ou caderno, o número de registro, nome e número do coletor, local e data da coleta e nome científico.

Tratamento e conservação: é prudente fazer o tratamento das exsicatas, antes de inserí-las na coleção, para evitar a contaminação do acervo. A forma mais prática é por meio do congelamento, por um período de sete dias, quando for utilizado freezer comum. Pode-se fazer uso de Gastoxin a base de fosfina, seguindo as determinações técnicas, de uma empresa especializada. A coleção deve ser conservada a uma temperatura média de 18-23º C e umidade a 40-60% diariamente.

Montagem de exsicatas: as amostras são montadas em cartolinas rígidas e de preferência na cor branca. O tamanho será em função do local onde as amostras serão armazenadas, geralmente as coleções em herbário, são conservadas em armário de ferro, separadas em escaninhos, com tamanho médio de 35 X 45 X 20 cm. As informações de coleta devem constar em uma etiqueta, afixada no canto inferior direito da cartolina, no outro lado será lançado o número de registro da exsicata, o qual não deve repetir em coletas diferentes, funciona de forma semelhante ao número de coletor. O número de registro inicia no 1 até o infinito.

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