Resíduos da Construção Civil

Resíduos da Construção Civil

Aracaju - 2005Aracaju - 2005

NANACONSTRUÇÃO CIVILCONSTRUÇÃO CIVIL Ismeralda Maria Castelo Branco do Nascimento Barreto

Confederação Nacional da Indústria CNI e Conselho Nacional do SENAI

Armando de Queiroz Monteiro Neto Presidente

SENAI Departamento Nacional

José Manuel de Aguiar Martins Diretor-Geral

Regina Maria de Fátima Torres Diretora de Operações

Edilelson Santos Oliveira Eduardo Machado P. Barreto Presidente Vice-Presidente Mercado Imobiliário

José Ancelmo SilvaJoão Ricardo Maia de Magalhães Vice-Presidência AdministrativoVice-Presidente Ciência e Tecnologia

Ubirajara Madureira RabeloValdir Pinto Santos Vice-Presidente Financeiro Vice-Presidente Políticas e Relações

Trabalhistas

Francisco Otoniel de M. Costa Vice-Presidente de Obras Públicas

Gilson Silveira FigueiredoEmanoel Silveira Sobral PresidenteDiretor Técnico

José de Oliveira GuimarãesPaulo do Eirado Dias Filho Diretor SuperintendenteDiretor Administrativo Financeiro

Eduardo Prado de OliveiraDenise Almeida de Figueiredo Barreto PresidenteDiretora Regional - SENAI

Paulo Sérgio de Andrade BergaminiSilvia Regina Delmondes Freitas Superintendente Dantas

Gerência de Educação e Tecnologia - SENAI

Ismeralda Maria Castelo Branco do Nascimento Barreto

Aracaju 2005

© 2005. SENAI-SE Departamento Regional

Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte.

GETEC- Gerência de Educação Tecnológica

Ficha Catalográfica

BARRETO, Ismeralda Maria Castelo Branco do Nascimento. Gestão de resíduos na construção civil. Aracaju: SENAI/SE; SENAI/DN; COMPETIR; SEBRAE/SE; SINDUSCON/SE, 2005. 28p. il.

ISBN-85-7519-142-X

1. MEIO AMBIENTE 2. CONSTRUÇÃO CIVIL 3. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

CDU69(075.2)

SENAI. SE Av. Carlos Rodrigues da Cruz, s/n Edifício Albano Franco Centro Administrativo Augusto Franco. Casa da Industria 49080-190 Aracaju-SE Tel.: (0xx79) 226-7400 Fax: (0xx79) 226-7444 w.se.senai.br Senai@se.senai.br

ANEXO: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002

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A gestão do meio ambiente, tem sido um desafio atual e tema discutido sob o ponto de vista ambiental e econômico para as indústrias, empresas e sociedade, deixando de ser considerado como custo para ser uma oportunidade de redução do passivo ambiental que compromete a qualidade de vida no planeta.

A Indústria da Construção Civil como geradora de resíduos, tem um papel relevante na construção do futuro, disseminando a cultura da responsabilidade com a preservação do meio ambiente. Assim, vem introduzindo novas tecnologias em seus processos construtivos quando utilizam métodos e técnicas de racionalização , classificação e reaproveitamento de resíduos através do processo de reciclagem, bem como, quando responsabilizam-se pelo destino final do resíduo gerado no canteiro de obra.

É motivo de orgulho constatar o avanço conquistado pela cadeia produtiva da Construção Civil do Estado de Sergipe, onde o SINDUSCON e o Projeto COMPETIR - acordo de coorperação técnica entre o Brasil e a Alemanha, operacionalizado pelo SENAI e SEBRAE - têm tido um papel significativo nesse processo, disseminando informações, capacitando técnicos e viabilizando ações que fortalecem o objetivo comum de contribuir para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da construção civil na região.

Gilson Silveira FigueiredoEduardo Prado de Oliveira Presidente do SEBRAE/SEPresidente Sistema FIES

A construção civil é um setor cuja atividade produz grandes impactos ambientais, percebidos desde a extração das matérias-primas necessárias à fabricação de seus produtos, passando pela execução dos serviços nos canteiros de obra, até a destinação final dos resíduos gerados, provocando uma grande mudança na paisagem urbana .

Não faz parte, ainda, da cultura do setor, preocupações com a questão ambiental, mas que não pode mais ser desprezada, pela exigência do uso racional dos recursos naturais.

Diante dessa problemática, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Sergipe, SINDUSCON/SE, visando estimular um ambiente favorável à participação de todos os envolvidos na solução de um problema que não pode ser resolvido individualmente, criou e consolidou a Comissão de Meio Ambiente, COMAB, em setembro de 2004, - fórum de reunião dos agentes envolvidos-, com o objetivo de disponibilizar informação para as empresas e a sociedade sobre a necessidade da gestão dos resíduos de construção e demolição.

Visando a melhoria da qualidade de vida da sociedade, foi decidido a criação de uma cartilha para informar e sensibilizar sobre a nova forma de cuidar dos resíduos gerados de forma simples e objetiva.

Nossos agradecimentos a todos os participantes da Comissão pela realização dessa grata tarefa, em especial ao Projeto COMPETIR, na viabilização para elaboração e impressão desta cartilha.

José Anselmo Vieira Silva Presidente do SINDUSCON-SE - em exercício

A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, Rio-92, definiu na Agenda 21, no Capítulo 21, o manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos. A gestão sustentável baseia-se no princípio dos três Rs, de Reduzir os resíduos ao mínimo; Reutilizar e Reciclar ao máximo. Correlacionar estas ações de forma integrada constitui a estrutura ambientalmente saudável do manejo dos resíduos. Medidas como o controle, o monitoramento e a fiscalização fazem parte de atividades afins da gestão dos resíduos sólidos.

O princípio dos 3 Rs destaca a necessidade de minimizar os impactos causados pelas atividades industriais. A indústria da construção, impacta o meio ambiente ao longo de sua cadeia produtiva, desde a ocupação de terras, a extração de matériaprima, o transporte, o processo construtivo, os produtos, a geração e a disposição de resíduos sólidos.

Visando disciplinar os impactos causados na indústria da construção, o Governo Federal deu passos importantes com a Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002, estabelecendo diretrizes, critérios, e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil (anexo 1).

A indústria da construção através de representantes institucionais do setor, como a Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC), os SINDUSCON(S), e os sistemas SENAI e SEBRAE vêm demonstrando compromisso e responsabilidade ao buscar tecnologias eficientes, eficazes e sustentáveis, respondendo as demandas do setor produtivo e as exigências da legislação.

Diz-se que 40% a 70% da massa dos resíduos urbanos são gerados pelo processo construtivo, dos quais 50% são dispostos irregularmente sem qualquer forma de segregação. Em Aracaju essa realidade não é diferente, mas estes dados serão disponibilizados após o Diagnóstico dos resíduos da construção civil, que atualmente se encontra em fase de elaboração pela COMAB, através de parceria entre o Projeto Competir e SINDUSCON, SENAI e SEBRAE. O diagnóstico visa conhecer a problemática local e definir segundo a Resolução CONAMA nº 307, os parâmetros do futuro Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.

O novo paradigma da construção civil fundamenta-se na integração dos seus principais agentes. Integrar significa compartilhar responsabilidades; recursos humanos e financeiros; conhecimento e tecnologia; instrumentos; e esforços, minimizando os impactos ambientais da cadeia produtiva da indústria da construção.

A gestão dos resíduos no canteiro de obras prioriza segregar, reduzir custos do construtor com a remoção do entulho reciclável (papelão, vidro, plástico etc.) e reduzir desperdício.

A Resolução CONAMA nº 307, prevê na gestão ações educativas visando sensibilizar os atores envolvidos para segregar e reduzir os resíduos desde sua geração.

Conselho Estadual de Controle do Meio Ambiente (CECMA) SEMA ADEMA

Conselho Municipal de Meio Ambiente SEPLAM EMSURB e EMURB

Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. Define Sistema Nacional de Meio Ambiente. FEDERAL

Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002.

Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção.

ESTADUAL Política de Resíduos Sólidos Em tramitação na Casa

Civil.

MUNICIPAL Lei Municipal nº 1.721, de 18 de julho de 1991.

Trata do Código de Limpeza Urbana e atividades correlatas.

– Resíduos da construção civil e resíduos volumosos – Áreas de transbordo e triagem – diretrizes para projeto, implantação e operação

ABNT NBR–15113 - Resíduos sólidos da construção e resíduos inertes –

Aterros – Diretrizes para projeto, implantação e operação

– Resíduos sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação.

- Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Execução de camadas de pavimentação – Procedimentos.

– Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos.

Resíduos da construção civil

Os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha.

Geradores

Pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que geram resíduos de construção civil, reforma, reparos e demolições de estruturas e estradas, bem como por aqueles resultantes da remoção de vegetação e escavação de solos. Deve-se priorizar a não geração de resíduos; ou a redução; reutilização; reciclagem; e a destinação final adequada.

Exigência da Gestão

A gestão exige diretrizes, critérios e procedimentos, disciplinando ações para minimizar impactos ambientais gerados pelos resíduos da construção, proporcionando benefícios de ordem social, econômica e ambiental. Nas áreas urbanas gera-se um elevado percentual de resíduos e sua disposição em locais inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental.

Transportadores

Pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes

Gerenciamento de resíduos

Sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos.

(tijolos, blocos, telhas, de construção, placas de revestimento demolição, reformas e etc.), argamassa e reparos de concreto;pavimentação e de outras obras de infrade processo de estrutura, inclusive solos fabricação e/ou provenientes de demolição de peças terraplanagem; pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, de construção, meios-fios etc.) demolição, reformas e produzidas nos canteiros reparos de edificações: de obras.componentes cerâmicos

CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO A RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307

Casse A - reutilizáveis ou recicláveis como agregados:

Tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros.

Classe B - recicláveis para outras destinações:

Classe C - não permitem a sua reciclagem/ recuperação:

Classe D - perigosos oriundos do processo de construção:

Plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros.

Produtos oriundos do gesso.

Atenção:

Os resíduos da construção civil não podem ser dispostos em aterros de resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", encostas, corpos d`água, lotes vagos e em áreas protegidas por lei.

CLASSE A Reutilizáveis, recicláveis

Reutilizado ou reciclado na forma de agregado encaminhado a áreas de aterro de resíduos da construção, de modo a permitir sua utilização futura.

CLASSE B Reutilizáveis, recicláveis

Áreas de armazenamento temporário para reciclagem futura.

CLASSE C Armazenados, transportados Conforme as normas técnicas especificas.

CLASSE D Armazenados, transportados,

(perigosos)

Conforme as normas técnicas especificas.

1. parques 5. obras de recreativos;drenagem e contenção;

2. estacionamentos provisórios;6. produção de componentes pré- fabricados; 3. base e sub-base de pavimentação; 7. construção de habitações 4. recuperação de populares áreas degradadas;(Programa Entulho Limpo/UnB, 2004).

Resíduos classe A:

Transformados em matéria prima secundária, na forma de agregados reciclados, podem ser aplicados em:

A. Programa Municipal B. Projeto de de Gerenciamento de Gerenciamento de Resíduos da Construção Resíduos da Construção Civil (PMGRCC) Civil (PGRCC), privado, destinado a pequenos de responsabilidade dos geradores. grandes geradores.

Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PIGRCC), de responsabilidade do Município, incorpora:

disposição final de ÞDiretrizes técnicas resíduos;e procedimentos para o Programa Municipal ÞProibição da

(PMGRCC) e para os disposição dos resíduos

Projetos de de construção em

Gerenciamento áreas não licenciadas;

ÞIncentivo à

ÞCadastramento reinserção dos resíduos de áreas, públicas ou reutilizáveis ou privadas para reciclados no ciclo recebimento, triagem e produtivo; armazenamento

ÞDefinição de temporário de critérios para o pequenos volumes, cadastramento de conforme o porte da transportadores;área urbana municipal, possibilitando a ÞAções de destinação posterior orientação, de dos resíduos gerados às fiscalização e de áreas de controle dos agentes beneficiamento; envolvidos;

ÞEstabelecimento ÞAções educativas de processos de visando reduzir a licenciamento para as geração de resíduos e áreas de possibilitar a sua beneficiamento e de segregação.

O Plano (PIGRCC) contém:

1. Será elaborado, procedimentos e implementado e responsabilidades dos coordenado pelo pequenos geradores, município;conforme critérios técnicos do sistema de limpeza urbana de

2. Deverá estabelecer Aracaju diretrizes técnicas e

1. Serão elaborados e procedimentos implementados pelos necessários para o grandes geradores;manejo e destinação ambientalmente adequados dos 2. Estabelecem resíduos.

Importante:

O Projeto de gerenciamento (PGRCC), de empreendimentos e atividades não enquadrados na legislação como objeto de licenciamento ambiental, deve ser apresentado juntamente com

O projeto do empreendimento para análise pelo órgão competente do poder público municipal, conforme o Programa Municipal (PMGRCC).

O (PGRCC), de atividades e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental, a ser analisado dentro do processo de licenciamento, junto ao órgão ambiental competente.

A Resolução CONAMA nº 307, diz também que:

Os municípios elaborem seus Planos Integrados (PIGRCC), contemplando os Programas Municipais (PMGRCC), de geradores de pequenos volumes, e sua implementação.

Para as CONSTRUTORAS, grandes geradores, incluam os Projetos de Gerenciamento (PGRCC), nos projetos de obras a serem submetidos à aprovação ou ao licenciamento dos órgãos competentes, conforme § 1º e § 2º do art. 8º da citada Resolução.

Os Municípios deverão cessar a disposição de resíduos de construção civil em aterros de resíduos domiciliares e em áreas de "bota fora".

ETAPAS DO PROJETO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS CARACTERIZAÇÃO O gerador deve identificar e quantificar os resíduos.

Realizada, preferencialmente, pelo gerador na origem, ou nas áreas de destinação licenciadas, respeitadas as classes de resíduos.

O gerador deve garantir o confinamento dos resíduos após a geração até a etapa de transporte, assegurando em todos os casos possíveis, as condições de reutilização e de reciclagem.

Realizado conforme as etapas anteriores e de acordo com as normas técnicas vigentes para o transporte de resíduos.

Deve atender a Resolução CONAMA Nº 307, conforme descrito em “Destinação dos Resíduos da Construção Civil”.

CLASSE A Reutilizáveis, recicláveis CLASSE B Reutilizáveis, recicláveis

Tecnologia ou aplicações economicamente viáveis ainda não desenvolvidas que permitam sua reciclagem/recuperação.

Construtoras: 2 de janeiro de 2005:

Os grandes geradores devem incluir os projetos de gerenciamento de resíduos em seus projetos de obras, que serão submetidos ao licenciamento nos órgãos competentes.

Atenção:

A Resolução CONAMA nº 307 está em vigor desde 02 de janeiro de 2003.

Municípios: 2 de julho de 2004:

Fim da disposição dos resíduos da construção em aterros de resíduos domiciliares e em áreas de bota-fora, e implementação da gestão.

- Plano de redução de resíduos - Plano de Reutilização

- Plano de reciclagem

Projeto, composição:

3. Procedimentos para reciclagem em relação à:

a) responsabilidades b) coleta seletiva c) quantificação do resíduo gerado d) armazenamento e) transporte e f) destinação dos resíduos.

Sensibilizar, conscientizar, monitorar e avaliar continuamente a mão-de-obra.

1. Preparação do canteiro de obras para a gestão de resíduos

2. Preparação da mão de obra para reciclagem no canteiro:

Acondicionamento

- Evitar a "contaminação dos resíduos", principalmente dos resíduos classe A, de maior potencial para reciclagem;

- Não misturar resíduos orgânicos, gesso ou materiais perigosos, com resíduos classe A. Os resíduos deverão ser adequadamente acondicionados para o transporte.

Lembrando que:

Transporte

Deve ser feito por empresas coletoras e ou cooperativas;

Os transportadores também são responsáveis pela destinação e gerenciamento dos resíduos;

O transportador deverá ter documento especificando a origem e a destinação do resíduo, em se tratando principalmente de resíduos classe A.

Destinação

O gerador deve encaminhar os resíduos inertes às áreas de transbordo, ou aterros.

Os resíduos classe B poderão ser encaminhados a agentes recicladores, venda ou doações, principalmente cooperativas e/ou catadores.

Resultados imediatos:

- Redução de custos; - Redução de perdas de material.

Foto extraída do site w.cidadesdobrasil.com.br/ cgi-cn/news.cgi?cl... , em 25/04/05.

ABNT. NBR 15112: Resíduos da construção civil e resíduos volumosos Áreas de transbordo e triagem Diretrizes para projeto, implantação e operação Rio de Janeiro, 2004. 7p.

_. NBR 15113: Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes Aterros Diretrizes para projeto, implantação e operação Rio de Janeiro, 2004. 12p.

_. NBR 15114: Resíduos sólidos da construção civil Áreas de reciclagem Diretrizes para projeto, implantação e operação Rio de Janeiro, 2004. 7p.

BARRETO, Ismeralda Mª Castelo Branco do N. A sustentabilidade socioambiental dos resíduos sólidos urbanos da cidade de Propriá, Sergipe. Aracaju: UFS/NESA/PRODEMA. 2000. 163p.

BLUMENSCHEIN, RAQUEL N. Projeto de gerenciamento de resíduos sólidos em canteiros de obras. Programa de gestão de materiais. Brasília: UnB. Sinduscon-DF. 2002. 39p.

CASSA, José Clodoaldo da Silva. Reciclagem de entulho para a produção de materiais de construção: projeto entulho bom. Salvador: EDUFBA; Caixa Econômica Federal, 2001. 312p.

CONAMA, Resolução nº 307, de 05 de julho de 2002. Brasília: MMA/CONAMA. 2002.

PINTO, Tarcísio de Paula. A nova legislação para resíduos da construção. São Paulo: techne. 2004 (artigo).

Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (CONAMA), no uso das competências que lhe foram conferidas pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto nº 9.274, de 6 de julho de 1990, e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno, Anexo à Portaria nº 326, de 15 de dezembro de 1994, e Considerando a política urbana de pleno desenvolvimento da função social da cidade e da propriedade urbana, conforme disposto na Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001;

Considerando a necessidade de implementação de diretrizes para a efetiva redução dos impactos ambientais gerados pelos resíduos oriundos da construção civil;

Considerando que a disposição de resíduos da construção civil em locais inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental;

Considerando que os resíduos da construção civil representam um significativo percentual dos resíduos sólidos produzidos nas áreas urbanas;

Considerando que os geradores de resíduos da construção civil devem ser responsáveis pelos resíduos das atividades de construção, reforma, reparos e demolições de estruturas e estradas, bem como por aqueles resultantes da remoção de vegetação e escavação de solos;

Considerando a viabilidade técnica e econômica de produção e uso de materiais provenientes da reciclagem de resíduos da construção civil; e

Considerando que a gestão integrada de resíduos da construção civil deverá proporcionar benefícios de ordem social, econômica e ambiental, resolve:

Art. 1º Estabelecer diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos

ANEXO: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a minimizar os impactos ambientais.

Art. 2º Para efeito desta Resolução, são adotadas as seguintes definições:

I - Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha;

I - Geradores: são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos definidos nesta Resolução;

I - Transportadores: são as pessoas, físicas ou jurídicas, encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação;

IV - Agregado reciclado: é o material granular proveniente do beneficiamento de resíduos de construção que apresentem características técnicas para a aplicação em obras de edificação, de infra-estrutura, em aterros sanitários ou outras obras de engenharia;

V - Gerenciamento de resíduos: é o sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos, incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos para desenvolver e implementar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas em programas e planos;

VI - Reutilização: é o processo de reaplicação de um resíduo, sem transformação do mesmo;

ANEXO: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002

VII - Reciclagem: é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à transformação;

VIII - Beneficiamento: é o ato de submeter um resíduo à operações e/ou processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que permitam que sejam utilizados como matéria-prima ou produto;

IX - Aterro de resíduos da construção civil: é a área onde serão empregadas técnicas de disposição de resíduos da construção civil Classe "A" no solo, visando a preservação de materiais segregados de forma a possibilitar seu uso futuro e/ou futura utilização da área, utilizando princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente;

X - Áreas de destinação de resíduos: são áreas destinadas ao beneficiamento ou à disposição final de resíduos.

Art. 3º Os resíduos da construção civil deverão ser classificados, para efeito desta Resolução, da seguinte forma:

I - Classe A - são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:

a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto; c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras;

I - Classe B - são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros;

ANEXO: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002

I - Classe C - são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso;

IV - Classe D - são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros.

Art. 4º Os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final.

§ 1º Os resíduos da construção civil não poderão ser dispostos em aterros de resíduos domiciliares, em áreas de "bota fora", em encostas, corpos dágua, lotes vagos e em áreas protegidas por Lei, obedecidos os prazos definidos no art. 13 desta Resolução.

§ 2º Os resíduos deverão ser destinados de acordo com o disposto no art. 10 desta Resolução.

Art. 5º É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da construção civil o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, o qual deverá incorporar:

I - Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil; e

I - Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.

Art 6º Deverão constar do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil:

c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras; Resíduos da Construção Civil:

I - as diretrizes técnicas e procedimentos para o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e para os Projetos de

ANEXO: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002

Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem elaborados pelos grandes geradores, possibilitando o exercício das responsabilidades de todos os geradores.

I - o cadastramento de áreas, públicas ou privadas, aptas para recebimento, triagem e armazenamento temporário de pequenos volumes, em conformidade com o porte da área urbana municipal, possibilitando a destinação posterior dos resíduos oriundos de pequenos geradores às áreas de beneficiamento;

I - o estabelecimento de processos de licenciamento para as áreas de beneficiamento e de disposição final de resíduos;

IV - a proibição da disposição dos resíduos de construção em áreas não licenciadas;

V - o incentivo à reinserção dos resíduos reutilizáveis ou reciclados no ciclo produtivo;

VI - a definição de critérios para o cadastramento de transportadores;

VII - as ações de orientação, de fiscalização e de controle dos agentes envolvidos;

VIII - as ações educativas visando reduzir a geração de resíduos e possibilitar a sua segregação.

Art 7º O Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil será elaborado, implementado e coordenado pelos municípios e pelo Distrito Federal, e deverá estabelecer diretrizes técnicas e procedimentos para o exercício das responsabilidades dos pequenos geradores, em conformidade com os critérios técnicos do sistema de limpeza urbana local.

Art. 8º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil serão elaborados e implementados pelos geradores não enquadrados no artigo anterior e terão como objetivo estabelecer os procedimentos

ANEXO: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 necessários para o manejo e destinação ambientalmente adequados dos resíduos.

§ 1º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, de empreendimentos e atividades não enquadrados na legislação como objeto de licenciamento ambiental, deverá ser apresentado juntamente com o projeto do empreendimento para análise pelo órgão competente do poder público municipal, em conformidade com o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil.

§ 2º O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil de atividades e empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental, deverá ser analisado dentro do processo de licenciamento, junto ao órgão ambiental competente.

Art. 9º Os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil deverão contemplar as seguintes etapas:

I - caracterização: nesta etapa o gerador deverá identificar e quantificar os resíduos;

I - triagem: deverá ser realizada, preferencialmente, pelo gerador na origem, ou ser realizada nas áreas de destinação licenciadas para essa finalidade, respeitadas as classes de resíduos estabelecidas no art. 3º desta Resolução;

I - acondicionamento: o gerador deve garantir o confinamento dos resíduos após a geração até a etapa de transporte, assegurando em todos os casos em que seja possível, as condições de reutilização e de reciclagem;

IV - transporte: deverá ser realizado em conformidade com as etapas anteriores e de acordo com as normas técnicas vigentes para o transporte de resíduos;

V - destinação: deverá ser prevista de acordo com o estabelecido nesta Resolução.

ANEXO: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002

Art. 10º. Os resíduos da construção civil deverão ser destinados das seguintes formas:

I - Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;

I - Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;

I - Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.

IV - Classe D: deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.

Art. 1. Fica estabelecido o prazo máximo de doze meses para que os municípios e o Distrito Federal elaborem seus Planos Integrados de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil, contemplando os Programas Municipais de Gerenciamento de Resíduos de Construção Civil oriundos de geradores de pequenos volumes, e o prazo máximo de dezoito meses para sua implementação.

Art. 12. Fica estabelecido o prazo máximo de vinte e quatro meses para que os geradores, não enquadrados no art. 7º, incluam os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil nos projetos de obras a serem submetidos à aprovação ou ao licenciamento dos órgãos competentes, conforme § 1º e 2º do art. 8º.

Art. 13. No prazo máximo de dezoito meses os Municípios e o Distrito Federal deverão cessar a disposição de resíduos de construção civil em aterros de resíduos domiciliares e em áreas de "bota fora".

Art. 14. Esta Resolução entra em vigor em 2 de janeiro de 2003.

ANEXO: RESOLUÇÃO CONAMA Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002

COMAB - Comissão de Meio Ambiente do SENAI-SE SINDUSCON/SE

GETEC - Gerência de Educação e Adriana Leite Crepaldi - SINDUSCON-SETecnologia Andréa Lins - Construtora CeliSilvia Regina Delmondes Freitas Dantas Antônio A. da Anunciação Filho - CEFETGerente

Arilmara Abade Bandeira - SENAI-SE

Celso Patrício da Silva - SEBRAE-SEElaboração Emerson Carvalho - SINDUSCON-SEIsmeralda Maria Castelo Branco do N. Gardênia Maria C. M. Costa - IEL-SEBarreto

Geraldo Magela de M. Neto - GP Engenharia

Gleidineides T. dos Santos - SEMAProjeto COMPETIR Ismeralda Maria C. B. N. Barreto - SEMAPeter Feldmann - Representante da José Anselmo V. Silva - SINDUSCON-SEAlemanha - GTZ José Daltro Filho - UFSAntônio Carlos Maranhão de Aguiar José Manuel F. Lourenço - Paulista EntulhosCoordenador Geral do Projeto Competir - José Nilton Belo Lima - Aracaju EntulhosNE José Soares de Aragão Brito - CAREDavid Hulak - Representante do SEBRAE Júlio César Silveira Prado - Paulista EntulhosNacional

Leonilde Gomes Agra - EMSURB

Max Augusto F. Pereira - SENAI-SESENAI/SE Patrícia Carvalho - M & C ENGENHARIASilvia Regina Delmondes F.Dantas Paulo Roberto Dantas Brandão - IEL-SECoordenadora Estadual do Projeto Reginaldo Magalhães - ReciplasCOMPETIR Roberto Barros Filho - ADEMI-SEMax Augusto Franco Pereira Sílvia Regina D. F. Dantas - SENAIGerente do SENAI - CETICC

Tarcísio Mesquita Teixeira - ADEMI-SE SEBRAE/SE Maria Júlia Vasconcelos Gerente da NID - Núcleo de Informação e Unidade de Desenvolvimento SetorialDocumentação Rosângela Soares de JesusCelso Patrício da Silva Coordenador Normalização BibliográficaEstadual do Projeto COMPETIR

Revisão Técnica Patrícia Menezes Carvalho

Projeto Gráfico Ricardo Luiz Costa Barreto

Impressão Gráfica Triunfo

Apoio: Realização:

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