Estudo do perfil sônico sintético

Estudo do perfil sônico sintético

(Parte 2 de 2)

6B, delimitadas conforme tabela 1. Tabela 1 – Níveis estratigráficos do poço A

Níveis Topo (em m) Base (em m)

A distribuição do perfil sônico é mostrada na figura 1 através do seu histograma, que revela uma distribuição assimétrica a direita, revelando que os maiores valores do perfil sônico estão concentrados abaixo da média.

Figura 1: Histograma da variavel perfil sônico (DT)

Devido aos dois níveis iniciais apresentarem muitas irregularidades em relação ao arrombamento do poço, restringimos nosso estudo a partir do nível 3P, como observado na figura abaixo:

A Figura 2 mostra o gráfico representativo do perfil sônico (DT) gerado no poço A antes e depois do corte em relação aos níveis.

Figura 2: Perfil sônico do poço A antes e após cortes nos dois primeiros níveis.

O resumo apresentado na tabela 2 mostra as principais medidas estatísticas da variável DT relacionada com os seus níveis estratigráficos. Foram observadas as medidas sem os dois primeiros níveis, assim como, foram analisadas as medidas de cada nível separadamente.

O coeficiente de variação mostra como os dados estão variando em relação à média, quanto menor o coeficiente de variação mais homogêneo é o conjunto de dados. Geralmente, quando for menor ou igual a 25%. (DOANE & SEWARD,2008)

Em relação aos nossos dados observa-se que o coeficiente de variação da segunda coluna (14,29%) mostrou ser mais homogêneo do que o da primeira coluna que representa todos os níveis do poço A (19,74%). Ao analisar cada nível separadamente, observa-se que o coeficiente de variação apresenta o menor índice para os níveis 5S(6,60%) e 6B (2,71%), mostrando que os dados nessa região são mais homogêneos.

Tabela 2: Análise Descritiva do Poço 2 Zona Média Desv. Pad. Mínimo Máximo Coef. De Variação

O Box-Plot, também chamado de “Gráfico de Caixa”, é um esquema gráfico para análise exploratória de dados, muito útil no estudo da forma de uma distribuição e na comparação de um ou mais dados. Tem a propriedade de indicar nitidamente a forma da distribuição (simétrica ou assimétrica), detecta a presença de valores extremos (outliers) baseado nos limites inferiores e superiores de discrepância. Sua construção se resume a cinco pontos: valores extremos, quartis 1 e 3 e mediana.(Bussab & Morettin,1991). Na figura 3 é apresentado o diagrama de caixas relativo a cada nível estratigráfico, antes de ser realizadas filtragens no caliper.

Figura 3: Diagrama de caixas separados por nível estratigrafico

Observou-se a presença em todos os níveis de valores discrepantes, podendo ser um problema de medição ou indicar que esses dados não estejam distribuídos normalmente dentro desse conjunto de dados. Mas para nosso estudo, não quer dizer que esses valores possam ser desprezados, somente pelo fato de estarem fora da distribuição padrão. Existe a necessidade de um estudo mais aprofundado em relação a esses dados extremos, para a verificação desse comportamento.

Em virtude desses valores extremos, realizamos algumas filtragens na variável caliper com intuito de observar o comportamento dessas variáveis após esse procedimento. Na figura 4 após filtrar os dados para valores de caliper abaixo de 2,5’’, observamos os seguintes resultados:

Figura 4: Diagrama de caixas separados por nível estratigrafico

Percebeu-se que em relação aos valores extremos não houveram alterações significativas, pelo menos visualmente.

Tabela 3: Análise Descritiva do Poço 2 após filtragem na variavel caliper. Zona Média Desv. Pad. Mínimo Máximo Coef. De Variação

Observando a tabela 3, que informa as medidas estatisticas, após filtragem no caliper percebemos que após filtrar os dados e eliminar os dados não interessantes para análise, observou-se a relativa melhora do coeficiente de variação em relação a tabela 2, mostrando que o fato de eliminarmos os dados espúrios, tornou os valores de DT mais homogêneos para cada nível (exceto o nível 6B).

6. CONCLUSÂO

Com relação ao nosso estudo sobre a variável perfil sônico, existe a necessidade de um estudo mais aprofundado em relação aos dados considerados discrepantes, pois estes podem ter sido medidos de forma incorreta ou até mesmo não representar um bom valor para nosso estudo. Cabe discernir de forma coerente, em relação a esses dados, para que não se exclua valores interessantes para futuros diagnósticos sobre a composição desses materiais. Em relação ao método utilizado, que consistiu em filtrar as variáveis somente através do caliper, existe a necessidade de conciliar esse método com outras técnicas para que o resultado seja mais preciso.

7. REFERÊNCIAS

GARDNER, G. H. F.; GARDNER, L. W; GREGORY, A. R. Formation velocity and density: the diagnostic basis for stratigraphics traps. Geophysics, SEG, Tulsa, vol XXXIX, p - 770-780. 1974. THOMAS, J. E. Fundamentos e Engenharia de Petróleo. PETROBRAS. Rio de Janeiro: Ed. Interciência, 2001 VASQUEZ, A. C. R. Recuperação de atributos sísmicos utilizando a migração para afastamento nulo. Campinas: Dissertação do Depto. de Eng. do Petróleo UNICAMP, 1999 WYLLIE, M. R. J., GREGORY, A. R. & GARDNER, L. W. Elastic Wave Velocities in Heterogeneous and Porous Media. Geophysics, Vol. 21.1956 BUSSAB, W.O. & MORETTIN, P.A. Estatística Básica. 4.ª ed., São Paulo: Atual, 1991. DOANE, D. P., SEWARD, L. E. Estatística Aplicada à Administração e Economia, São Paulo: McGraw-Hill, 2008.

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