coloração de Gram

coloração de Gram

(Parte 1 de 4)

Ministério da Saúde

Secretaria de Políticas de Saúde Programa Nacional de DST e Aids

Técnica de Coloração de GRAM

Brasília 2001

José Serra Ministro de Estado da Saúde

Cláudio Duarte Secretário de Políticas de Saúde

Paulo Roberto Teixeira Coordenador Nacional de DST/AIDS-MS

Miriam Franchini Coordenadora de Produção do Projeto TELELAB

Autores:

Cláudia Renata Fernandes Martins José Antônio Pinto de Sá Ferreira Luiz Fernando de Góes Siqueira Luís Alberto Peregrino Ferreira

Maria Luísa Bazzo Miriam Franchini Oscar Jorge Berro Sílvio Valle

Assessoria Pedagógica: Maria Lúcia Ricciotti Ribinik Martistela Arantes Marteleto

Técnica de Coloraçao de Gram.

Brasilia: Ministerio da Saúde, Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, 1997. 63 p.: iI. (Série TELELAB) 1. Gram I. Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, (Brasil). I. Série TELELAB

Os responsavéis pela implatação do TELELAB empenharam toda sua capacidade profissional para tornar este projeto digno da qualidade técnica e científica e da eficiência que nossa coordenadora geral sempre imprimiu às realizações do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde.

À Dra. Lair Guerra de Macedo Rodrigues, exemplo de coragem e liderança, dedicamos este trabalho.

Pedro Chequer

APRESENTAÇÃO6
INTRODUÇÃO E MODIFICAÇÕES AO MÉTODO DE GRAM9

PN-DST/AIDS/Ministério da Saúde Técnica de Coloração de Gram

GRAM15
material necessário para preparar os corantes17
preparação da violeta-de-metila18
preparação do lugol e da safranina19
armazenamentos dos corantes20
técnica de coloração de Gram20
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO23
CONTROLE DE QUALIDADE27
RESULTADOS31
FÓRMULAS37
BIOSSEGURANÇA41 - 63
CONSIDERAÇÕES FINAIS57

PN-DST/AIDS/Ministério da Saúde Técnica de Coloração de Gram

Agora você faz parte do Sistema de Educação a Distância para profissionais da saúde envolvidos com o diagnóstico laboratorial das Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids - DST/AIDS - TELELAB.

O TELELAB foi criado para levar até você cursos com informações indispensáveis para que seu trabalho seja realizado dentro dos padrões de qualidade estabelecidos pelo Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, do Ministério da saúde - PN-DST/AIDS-MS.

Assistindo ao programa de vídeo e estudando este manual você terá a oportunidade de verificar o que pode ser mudado no seu dia-adia e o que pode ser mantido.

Assim, você terá mais confiança nos resultados do seu trabalho e mais tranqüilidade no que se refere à sua segurança pessoal.

Para esclarecimentos de dúvidas e sempre que precisar, comunique-se diretamente com

Telefax gratuito: 0800 - 61 - 2436

PN-DST/AIDS/Ministério da Saúde Técnica de Coloração de Gram

Ao final deste curso você será capaz de:

• identificar os procedimentos e técnicas recomendados pelo PN-DST/AIDS - MS para preparação dos corantes e para a realização da coloração Gram; e

•executar a coloração de Gram, obedecendo aos critérios técnicos, critérios de controle de qualidade e cuidados de biossegurança recomendados.

Funcionamento do seu curso TELELAB

Agora que você fez a inscrição e o pré-teste, está na hora de se organizar para fazer seu curso! Você tem1mês para concluí-lo.

Assista ao vídeo quantas vezes você precisar. No manual, estão todos os conteúdos para o seu estudo.

Faça o pós-teste e responda ao questionário de avaliação. Suas informações são fundamentais para a melhoria do TELELAB.

Para obter o certificado, você deverá acertar no minímo 80% do pós-teste. Depois da correção do seu teste pelo PN-DST/AIDS, você receberá o certificado.

Inscrição Pré-teste

Vídeo e Manual

Pós-teste

Certificado

PN-DST/AIDS/Ministério da SaúdeTécnica de coloração de GRAM

Introdução

O método tintorial predominante utilizado em bacteriologia é o método de Gram. A bacterioscopia, após coloração pelo método de Gram com diagnóstico presuntivo, de triagem, ou até mesmo confirmatório em alguns casos, constitui peça importante e fundamental na erradicação e no controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Essa técnica é simples, rápida e tem capacidade de resolução, permitindo o correto diagnóstico em cerca de 80% dos pacientes em caráter de pronto atendimento em nível local.

Os custos com investimento e manutenção são consideravelmente baixos diante da eficácia alcançada com os resultados imediatos dos testes. Essa técnica requer instalação simples, necessitando apenas de uma sala pequena com disponibilidade de água e gás, onde deverá ser instalado um balcão com pia e um bico de Busen, eventualmente substituído por uma lamparina ou espiriteira.

São ainda necessários: microscópio com objetiva de imersão e bateria para a coloração de Gram. Os corantes devem ser preparados pelo próprio laboratório ou por um laboratório habitado que assegure a qualidade do produto.

Finalmente, e mais importante, são necessários técnicos de laboratório treinados, responsáveis e conscientes do valor do seu trabalho.

A coloração de Gram recebeu este nome em homenagem a seu descobridor, o médico dinamarquês Hans Cristian Joaquim Gram. Em 1884, Gram observou que as bactérias adquiriram cores diferentes, quando tratadas com diferentes corantes. Isso permitiu classificá-las em dois grupos distintos: as que ficavam roxas, que foram chamadas de Grampositivas, e as que ficavam vermelhas, chamadas de Gram-negativas.

Após descrição do método, inúmeras propostas de modificação foram feitas. Neste manual, você vai conhecer a técnica, os corantes e os procedimentos para a correta realização da coloração de Gram, recomendados pelo Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde.

PN-DST/AIDS/Ministério da SaúdeTécnica de coloração de GRAM

Quais as modificações feitas ao método de Gram?

O método original utilizava violeta-de-genciana. Hoje se utiliza um outro tipo de cristal violeta, a violeta-de-metila. É importante ressaltar que a solução de violeta-de-metila, em sua preparação, já contém fixador químico. Devido a isso, a fixação do esfregaço em chama caiu em desuso e é atualmente contra-indicada.

O diferenciador há 100 anos era uma mistura de solventes. Hoje se usa apenas o álcool etílico (9,5º Gay Lussac). Este é mais seguro do que o álcool acetona utilizado por HURK, que requeria grande habilidade do operador para que não ocorresse a hiperdescoloração. Além do que, não permitia uma boa reprodutibilidade da técnica.

Entretanto, a modificação mais importante foi a do corante secundário, também chamado de corante de fundo. A fucsina fenicada de Gram foi substituída pela safranina. Foi baseado no espectro de cores que substituiu a fucsina pela safranina.

A safranina mantém-se mais distante da violeta no espectro de cor, diferenciado com maior nitidez as bactérias Gram-negativas que se destacam das Gram-positivas e da coloração de fundo, que assume a cor vermelho-claro. Veja a figura 1, na página seguinte:

(Parte 1 de 4)

Comentários