Biodiversidade

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1. Cerradão

O cerradão apresenta fi sionomia fl orestal, as árvores formam um dossel contínuo com poucas emergentes. No sub-bosque podemos observar arbustos pequenos e herbáceas como o capim-navalha e o caraguatá. A vegetação tem um aspecto de mata seca. No cerradão encontramos árvores típicas do cerrado como o barbatimão e o pequi, mas são mais comuns árvores como a candeia, o cinzeiro, a copaíba, o angico-preto, a marmelada entre outras. Os animais que vivem nessa formação em geral também estão presentes na fl oresta estacional e nas outras fi sionomias de cerrado como a anta (fi gura 2.10), o porco-do-mato, a onça-pintada, gambás, veados, diversos roedores e um número muito grande de aves.

Fig. 2.10 A anta (Tapirus terrestris) é um dos animais também da Mata Atântica

Foto Acervo Fundação Zoológico

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2. Cerrado Típico

O cerrado típico apresenta árvores e arbustos em geral tortuosos e com casca espessa, dispersos em uma área dominada por gramíneas e outras plantas herbáceas. Nessa fi sionomia ocorre a perobinha-do-campo, o ipêamarelo, o marolo, o paratudo, o pequi entre diversas outras (fi gura 2.1).

O cerrado apresenta uma fauna extremamente característica como por exemplo, o tamanduá-bandeira, o lobo-guará (fi gura 2.12), o tatu-canastra entre outros.

Fig. 2.1 Cerrado típico com árvores e arbustos. Formação aberta com muitas herbáceas

Fig 2.12 Lobo-guará é encontrado também em outros ambientes, além das fi sionomias do cerrado foto F austo Pires de Campos foto Acervo Instituto de Botânica

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3. Campo Cerrado

O campo cerrado, também chamado cerrado ralo, apresenta fi sionomia um pouco mais aberta que o cerrado típico (fi gura 2.13). As árvores cobrem de 5 a 20% do terreno e apresentam as mesmas características do cerrado típico, porém são mais baixas. Como espécies típicas temos o cajuzinhodo-cerrado, a douradinha, a fruta-de-lobo, a jalapa, entre outras. A fauna é representada pelos tamanduás, tatus (fi gura 2.14), diversos répteis e aves.

4. Campo Sujo

No campo sujo a vegetação lenhosa é muito esparsa, geralmente representada pelos mesmos subarbustos ocorrentes nas outras fi sionomias do cerrado. As gramíneas dominam a paisagem. Os animais observados no campo sujo são os mesmos presentes nas outras fi sionomias.

É difícil correlacionar as espécies da fl ora do cerrado com as fi sionomias do bioma. A maioria das espécies pode ocorrer em diferentes fi sionomias, porém com abundâncias e aparências (hábitos) variáveis.

No cerrado de São Paulo existem espécies que podem ser consideradas exclusivas como gochnatia, gabiroba e fruta-de-pomba, com muito poucas coletas em outros estados e não encontradas em outros biomas.

Em relação à fauna também não é possível correlacioná-la com as diferentes fi sionomias do bioma, uma vez que os animais se movimentam de uma fi sionomia para outra em busca de alimentos ou abrigo.

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Fig. 2.13 Campo cerrado com árvores muito esparsas. Fig. 2.14 Cupinzeiros no campo sujo. Foto Marie Sugiyama Fig. 2.14 Tatu. Foto Fausto Pires de Campos foto Acervo Instituto de Botânica

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