cooperativas de catadores de lixo

cooperativas de catadores de lixo

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CERES-GO JUNHO DE 2009

CERES-GO JUNHO DE 2009

Projeto referente à implantação de uma cooperativa de catadores de lixo no município de Ceres – GO apresentado à disciplina de Projetos ambientais urbanos.

1 – INTRODUÇÃO04
2 – JUSTIFICATIVA05
3 – OBJETIVOS06
3.1 – gerais06
3.2 – específicos06
4 – METODOLOGIA07
4.1 – programas de educação ambiental e mobilização social07
4.2 – estratégias de conscientização07
4.2.1 – estratégias gerais07
4.2.2 – estratégias do setor empresarial07
4.2.3 – estratégias do poder público08
4.2.4 – estratégias dos cooperados10
4.3 – capacitação dos funcionários da cooperativa10
5 – INSTALAÇÕES1
6 – CRONOGRAMA12
7 – ORÇAMENTO13
8 – CONCLUSÃO14
9 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS15

SUMÁRIO 3

1 – INTRODUÇÃO

Um dos maiores problemas de nosso século tem sido encontrar uma solução para o crescimento das cidades, pois a sociedade urbana é amplamente consumidora e, conseqüentemente, é também um grande produtor de lixo. Durante décadas o “lixo foi colocado de lado na agenda das administrações governamentais e da própria sociedade, o crescimento populacional, o aumento do consumo e de produção de lixo, aliados a um certo descaso na resolução do problema tem trazido consigo inúmeras conseqüências, como a queda da qualidade de vida dos cidadãos .

O problema do lixo envolve questões de saúde pública, saneamento e também vários problemas sociais, pois, quando os resíduos sólidos não são tratados de forma adequada, pode ocorrer a contaminação do solo e da água além de propiciar a proliferação de doenças através de vários vetores. Dessa forma, a questão do lixo envolve aspectos sanitários, ambientais e de saúde pública. Essa situação tem sido agravada com a presença constante de catadores em lixões, e que com muita freqüência tem sido desconsiderados ou relegados a um segundo plano pelos administradores públicos e privados”. Nossa preocupação é exatamente com a ponta desta cadeia: os catadores de material reciclável. O crescimento do desemprego juntamente com as modificações no mercado de trabalho e na própria organização econômica no Brasil e no mundo está desencadeando um forte processo de expansão de novas formas de organização do trabalho e da produção .

Este projeto visa formalizar uma cooperativa de catadores de lixo no município de Ceres –

GO minimizando – se os impactos recorrentes da disposição inadequada desses resíduos, à geração de renda e inserção social das pessoas que vivem da coleta e reciclagem de recicláveis.

2 – JUSTIFICATIVA

Se faz necessário a implantação de uma cooperativa de catadores de lixo no município de Ceres para: ➢Diminuir a exploração dos recursos naturais;

➢Criar fontes de renda para a comunidade;

➢Regularizar a situação dos catadores e reduzir a quantidade de lixo a ir para o lixão.

3 – OBJETIVOS

3.1 – Geral : formalizar uma cooperativa de catadores de lixo no município de Ceres – GO minimizando

– se os impactos recorrentes da disposição inadequada desses resíduos, à geração de renda e inserção social das pessoas que vivem da coleta e reciclagem de recicláveis.

3.2 – Específicos : ➢Diminuir os gastos com a limpeza urbana;

➢Diminuir o desperdício;

➢Diminui a exploração de recursos naturais;

➢Diminuir a poluição do solo, da água e do ar;

➢Gerar emprego e renda pela comercialização dos recicláveis;

➢Prolongar a vida útil do lixão de Ceres.

4 - METODOLOGIA

4.1 – Programas de Educação Ambiental e mobilização social

Dentro do programa de Educação Ambiental ( EA ) está previsto a sensibilização da comunidade Ceresina em geral para que, logo em suas residências separem o seu lixo e o depositem nos postos coletores que serão implantados.

4.2 - Estratégias de Conscientização

As estratégias para implementação de ações e programas de Educação Socioambiental estão agrupadas em quatro conjuntos: estratégias gerais, estratégias do setor empresarial, estratégias do poder público e estratégias direcionadas aos catadores. Trecho da Plataforma de Educação Socioambiental do Programa Coleta Seletiva Solidária do instituto Polis de março 2003 disponível em http://www.polis.org.br/obras/arquivo_213.pdf

4.2.1- Estratégias gerais • Formar, capacitar e valorizar os profissionais e agentes multiplicadores envolvidos nos programas educativos, nos diversos setores da sociedade e do governo; • Priorizar a capacitação dos participantes das iniciativas já existentes de coleta seletiva solidária;

• Realizar gincanas, olimpíadas, feiras culturais, oficinas de artesanato e arte;

• Elaborar campanhas e materiais para divulgação (folhetos, cartazes etc.);

• Organizar fóruns de discussão, cursos de capacitação, seminários, debates, eventos culturais; desenvolver material educativo e a abordagem porta-a-porta etc.; • Organizar visitas monitoradas a centros, associações e cooperativas de triagem e de compostagem, a aterros sanitários e a outras unidades de aproveitamento e tratamento de resíduos; • Definir estratégias educativas de médio e de longo prazo;

• Estimular ações que inibam o descarte ilegal;

• Articular as iniciativas já existentes e difundir experiências de educação socioambiental;

• Realizar planejamento estratégico participativo com gestão compartilhada, para garantir a implementação das ações educativas; • Obter o apoio da mídia, sobretudo da televisão, salientando a importância de seu comprometimento com a educação; • Formular propostas para a Política Nacional de Resíduos Sólidos, de forma a responsabilizar os geradores de resíduos.

4.2.2 - Estratégias do setor empresarial

•Estimular parcerias entre empresas e catadores para a gestão de resíduos sólidos com educação socioambiental; • Fornecer infra-estrutura para a implantação de Postos de Entrega Voluntária — PEVs de materiais recicláveis e contratar catadores para atuar como educadores nesses postos; •Apoiar programas públicos de formação de agentes socioambientais;

• Apoiar programas e ações educativas na esfera civil, coordenados por atores da sociedade, não vinculados a interesses de mercado, através da criação de um fundo empresarial e de outras modalidades de captação de recursos; •Promover eventos segmentados para pequenas, médias e grandes empresas, para estimular o engajamento com o Programa Coleta Seletiva Solidária; •Participar efetivamente da educação socioambiental na sua comunidade, envolvendo os funcionários das empresas; •Estimular as empresas a realizarem pesquisas sobre o ciclo de vida de seus produtos;

• Criar um fórum de associações e de sindicatos patronais para o fomento de sistemas de coleta seletiva solidária e de outras ações de educação socioambiental; • Incentivar as empresas para o desenvolvimento de programas e ações de educação voltadas para os três Rs e para a inclusão social dos catadores; • Ser exemplo na destinação final de seus materiais e divulgar informações sobre a reciclabilidade desses materiais; • Desenvolver discussões junto ao setor empresarial sobre as Políticas Nacional, Estadual e Municipal de Resíduos Sólidos; • Contribuir de forma efetiva, criando espaços de discussão, na elaboração das Políticas Nacional, Estadual e Municipal de Resíduos Sólidos; • Implantar um programa de coleta seletiva nas empresas que envolva associações e cooperativas de catadores; • Divulgar instrumentos que habilitem as empresas como instituições social e ambientalmente responsáveis; • Divulgar mensagens de conteúdo educativo, nos produtos, voltadas à economia solidária e à sustentabilidade ambiental; • Engajar as empresas na reciclagem dos produtos fabricados;

• Engajar as empresas no desenvolvimento de pesquisas sobre o ciclo de vida dos produtos, que possam ser utilizadas para eventual redefinição de procedimentos e práticas produtivas; • Desenvolver um debate público no meio empresarial para divulgação da Plataforma de Educação Socioambiental do Programa Coleta Seletiva do munícipio.

4.2.3 - Estratégias do poder público • Implementar programas de capacitação para educadores da rede pública municipal e estadual;

• Articular o conteúdo do Programa de Educação Socioambiental da Prefeitura com o do Governo do Estado;

• Garantir recursos públicos para fazer diagnóstico participativo; • Criar e integrar conselhos de representantes das Subprefeituras, e instrumentalizá- las para a educação socioambiental através dos planos regionais; • Promover diálogo permanente entre as Subprefeituras, visando à implantação, difusão e acompanhamento dos programas educativos; • Participar da elaboração das Políticas Nacional, Estadual e Municipal de Resíduos Sólidos;

• Utilizar espaços públicos para atividades de educação socioambiental;

• Desburocratizar o sistema licitatório dos órgãos públicos;

• Estimular e integrar os diversos setores do poder público na implementação de programas educativos; • Incorporar programas de educação socioambiental nos Planos Regionais das Subprefeituras (planos diretores regionais); • Incorporar informações sobre sistemas de coleta seletiva solidária em materiais informativos sobre meio ambiente e nas contas de água e de luz; • Desenvolver parcerias com empresas privadas e com universidades para a formação dos educadores da Secretaria Municipal de Educação e de outros órgãos públicos; • Articular um fórum de discussão entre as três esferas de governo, para a discussão das Políticas Nacional, Estadual e Municipal de resíduos sólidos; • Capacitar técnicos do poder público municipal e estadual para os programas educativos;

• Contratar ONGs e cooperativas de catadores pela Secretaria de Serviços e Obras e/ou Secretaria de Desenvolvimento do Trabalho e Solidariedade para formação de catadores; • Contratar bolsistas do programa social da Secretaria de Desenvolvimento do Trabalho e Solidariedade para a divulgação porta-a-porta do Programa de Coleta Seletiva Solidária e das atividades educativas; • Envolver as entidades, ONGs, associações ambientalistas na divulgação das propostas da Plataforma de Educação Socioambiental do Programa Coleta Seletiva Solidária; • Atuar em rede com o comércio, com as Subprefeituras de São Paulo e com a sociedade civil, nos locais onde haverá centrais de coleta seletiva solidária; • Garantir a execução de programas educativos em todas as secretarias da Prefeitura e criar uma coordenação intersecretarial para implementar os programas de educação socioambiental na Prefeitura de Ceres; • Integrar outras atividades e programas das secretarias, relacionados com a questão.Estratégias para implementação de ações e programas de Educação Socioambiental

4.2.4 - Estratégias dos cooperados • Promover a conscientização e a valorização do catador;

• Elaborar plano de educação socioambiental tendo como referência exemplos concretos da atuação dos catadores e de suas associações e cooperativas; • Promover troca de experiências entre as organizações dos catadores, para a valorização profissional, através de cursos de capacitação, de visitas a empresas recicladoras, entre outras; • Criar equipes, nas cooperativas e associações, para a formação dos catadores;

• Desenvolver cursos de diversificação da coleta seletiva e de reaproveitamento de materiais sob a forma de arte e artesanato, para ampliar os ganhos dos catadores; • Estimular a sensibilização da população sobre os benefícios sociais e ambientais da coleta seletiva, capacitando-a, através de ação porta-a-porta dos catadores; • Explicar a cadeia produtiva, o ciclo de vida dos produtos e as possibilidades que os materiais oferecem; • Desenvolver processos de formação, em diversas competências, dos catadores que fazem triagem, para atuarem simultaneamente como educadores, agentes ambientais e profissionais de reciclagem; • Promover a criação de espaços nos centros de triagem e nas cooperativas de catadores, para receber a população.

4.3 – Capacitação dos funcionários da cooperativa

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