Infertilidade conjugal

Infertilidade conjugal

(Parte 1 de 3)

INFERTILIDADE CONJUGAL

INFERTILIDADE CONJUGAL

ADRIANA DA SILVA C. OLIVEIRA 01

ADRIANO JÚNIOR 04

FLÁVIA FALCÃO 13

FERNANDA GODINHO 14

LÚBIA 24

SOLANGE DA SILVA 29

ÍNDICE

  1. INTRODUÇÃO-----------------------------------------03

  2. DEFINIÇÃO---------------------------------------------

  3. CAUSAS-------------------------------------------------

  4. INFERTILIDADE MASCULINA--------------------

  5. INFERTILIDADE FEMININA----------------------

  6. TRATAMENTO---------------------------------------

  7. INDUÇÃO DA OVULAÇÃO-----------------------

  8. INSEMINAÇÃO INTRA- UTERINA--------------

  9. FERTILIZAÇÃO IN VITRO------------------------

  10. POSSIBILIDADES DE

SUCESSO-----------------------------------------------

  1. REPORTAGENS RELACIONADAS

AO ASSUNTO----------------------------------------

  1. CONCLUSÃO---------------------------------

  2. BIBLIOGRAFIA-------------------------------

INTRODUÇÃO

Fertilidade é o termo empregado para categorizar a capacidade de produzir vida. A fertilização é a união do espermatozóide com o óvulo, é um processo complexo, que dependem de uma série de propriedades inerentes aos dois gametas (espermatozóide e óvulo).

Numa relação sexual, alguns milhões de espermatozóides são depositados no fundo do saco vaginal. Neste momento eles devem entrar em contato com o muco cervical e iniciar sua trajetória para encontrar o óvulo, na porção terminal das trompas.

Esse caminho é bastante árduo. Estima-se que, de cada 1,5 milhão de espermatozóides ejaculados, somente um terá a oportunidade de chegar próximo ao óvulo.

São essas condições que explica o porquê os homens tem de ter muitos milhões de espermatozóides enquanto a mulher ovula um único óvulo a cada mês.

Aproximadamente dois em cada dez casais têm dificuldades de engravidar. É muito importante que esse casal procure ajuda especializada.

O médico que cuida desses casos é chamado no Brasil de especialista em reprodução humana.

O primeiro passo desse especialista é realizar exames no casal procurando as causas de baixa de fertilidade. Costuma-se chamar isso de pesquisa básica de fertilidade.

É fundamental que o casal procure o médico conjuntamente e que exames sejam feitos no casal. Tal de fato se justifica por dois motivos:

  • Primeiro, pela oportunidade do especialista discutir o planejamento da pesquisa e depois o tratamento do casal.

  • Segundo, pela possibilidade de ambos terem problemas de fertilidade.

É um absurdo o tratamento de apenas um membro do casal sem conhecer se o outro tem capacidade reprodutiva plena.

A pesquisa básica de fertilidade mostrará as causas de infertilidade.

O trabalho que se seque irá abortar assuntos relacionados ao tema descrito e métodos baseados na solução deste problema.

DEFINIÇÂO

A reprodução humana é uma das áreas com maior progresso na medicina.

Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta no mundo, em 1978(Louise Brown nascida na Inglaterra, sob os cuidados dos doutores Edwards e steptoe), um enorme progresso na investigação e diagnóstico da infertilidade, assim com o desenvolvimento de modernos procedimentos, tem ocorrido.

Define-se por um casal infértil, aquele que não obtém gestação após manter relações sexuais regularmente, pelo período de um ano sem o emprego de qualquer método de contracepção.

Nessas condições, um casal jovem (menos de 30 anos), tem 20% de chance de conceber a cada mês. Isso significa que é essencial aguardar certo período para permitir que o casal engravide de forma natural. Entretanto, mesmo aguardando um tempo adequado, 10 a 15% dos casais em idade produtiva apresentam dificuldades em gestar.

Deste percentual apenas 5% não conseguiram engravidar definitivamente. Para aqueles casais que estão incluídos nesses 5%, nenhum progresso nessa área será válido.

Agora, se dermos conta, que com ou sem a ajuda de profissionais da área de reprodução, 95% dos casais engravidarão se assim o desejarem, parece-nos um fato bastante estimulante. Contrapondo-se ao conceito, antes tão cultivado pela população em geral, de que a incapacidade de um casal de gerar filhos decorria sempre de dificuldades inerentes à parceira, as pesquisas mais recentes demonstraram que, em um percentual significativo dos casos, o problema reside no homem.

E, por isso, independente do problema estar no homem ou mulher, o profissional deve atender este casal como uma unidade e, portanto, ambos estão com dificuldades em gestar ao invés de imputar a “culpa” apenas a um deles. O profissional deve ter a sensibilidade de que a infertilidade é uma situação delicada e difícil, geralmente acompanhada de profunda frustração, determinando algumas vezes até a separação do casal. Se o casal não engravida com os tratamentos convencionais, geralmente é encaminhado para o tratamento especializado da infertilidade. Cabe o médico orientar que a chance de gestação por ciclo, entre casais férteis, é em torno de 20%. Ou seja, engravidar não é tão fácil quanto parece.

A incidência de infertilidade na população, em geral, é em torno de 10 a 15%. Entretanto, os casos de infertilidade são mais freqüentes à medida que a idade da mulher é mais avançada.

Prevalência de infertilidade

Idade da mulher

1 entre 7 casais

30 a 34 anos

1 entre 5 casais

35 a 39 anos

1 entre 4 casais

40 a 44 anos

Por definição, infertilidade é a incapacidade do casal após um ano de relação sexual sem uso de contracepção. A infertilidade é dita:

  • Primária quando o casal nunca concebeu;

  • Secundária quando já houve concepção;

  • Pelas alterações da flora intestinal;

  • O termo esterilidade se refere ao homem ou a mulher e não ao casal- é a incapacidade de concepção por métodos naturais (ex: agenesia uterina (ausência do útero), azoospermia (ausência de espermatozóides no ejaculado)).

  • Reprodução assistida é o termo utilizado ao conjunto das técnicas utilizadas no tratamento da infertilidade conjugal que envolve a manipulação no laboratório de, pelo menos, um dos gametas: espermatozóides ou óvulos.

As técnicas amplamente utilizadas são:

  • Inseminação intra-uterina (IIU);

  • Fertilização in vitro;

  • Injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI).

CAUSAS

A investigação das causas da infertilidade deve ser feita de maneira objetiva e sistemática. Não devemos deixar de levar em consideração fatores que podem piorar a infertilidade como: a idade da mulher, o tempo de infertilidade e a causa principal envolvida. Só pediremos novos exames se aqueles apresentados pelo casal não forem conclusivos ou já estiverem fora da validade, pois é comum que os casais que procurem consultas especializadas já tenham passado por outras avaliações e diagnósticos prévios.

Os dados clínicos do casal são importantes para se chegar a possíveis causas da infertilidade. Eles vão nortear muitas vezes quais exames serão pedidos em primeiro lugar. Os antecedentes ginecológicos e pessoais (doenças sexualmente transmissíveis, cirurgias sobre órgãos genitais, caxumba no homem, etc..) e obstétricos (partos, abortos, perdas fetais, etc..), assim como a história menstrual (presença de irregularidades no ciclo) devem ser estimulados durante a entrevista. A presença de hábitos (vícios), alergias, doenças sistêmicas, cirurgias anteriores e vida sexual devem ser investigadas. Uma revisão detalhada de tratamentos e procedimentos de fertilização assistida anteriores também é importante.

INFERTILIDADE MASCULINA

As condições mais freqüentes relacionadas à infertilidade masculina podem ser divididas entre problemas na produção de espermatozóides e problemas no caminho desses espermatozóides até o óvulo.

No primeiro estão as doenças relacionadas à hipófise, da tireóide ou supra-renal (todas são as glândulas que produzem hormônios necessários para a produção de espermatozóides); traumas ou problemas congênitos dos testículos; problemas provocados pelo uso de medicamento, agrotóxicos ou irradiação do testículo; ou varicocele (varizes nas veias dos testículos).

No segundo grupo estão os distúrbios de ejaculação, alguns distúrbios do sistema imunológico (que em alguns casos podem destruir os espermatozóides produzidos pelo próprio organismo), alterações congênitas ou cistos das vesículas seminais, obstruções por má formação congênita, por cirurgia de vasectomia, ou por cicatrizações por infecções no local e ejaculação retrógrada (que podem ser devido a acidentes ou, principalmente, as cirurgias da próstata).

Um homem anteriormente fértil pode se tornar estéril devido doenças ou problemas ocorridos ao longo da vida. Além disso, o próprio envelhecimento provoca alterações que geram redução na produção de espermatozóides e de esperma, da mesma forma que acontece na mulher na menopausa. Entretanto a menopausa ocorre em torno dos 40 aos 50 anos, ao passo que a redução da fertilidade masculina ocorre a partir dos 70 anos de idade um detalhe deve ser colocado: é o fato de que os homens a partir dessa idade, não devem ser considerados inférteis, pois lhes é possível gerar um filho, uma vez que basta um único espermatozóide, desde que tenha forma e mobilidade adequadas para fecundar um óvulo.

A ereção peniana e ejaculação são processos complexos que dependem da ação conjunta de diversas áreas do corpo humano. É necessário o bom funcionamento do cérebro, para sentir a excitação e comandar todo processo, um bom funcionamento dos nervos responsáveis por transportar os estímulos e as ordens cerebrais envolvidas na ereção, uma produção adequada de hormônios, assim como uma integridade do tecido erétil do pênis. Da mesma forma é necessário que os vasos sanguíneos, canais que transportarão o sangue até esse tecido erétil estejam funcionando bem. Outros fatores como drogas, cigarros, álcool, excesso de exercício físico, ansiedade, stress, depressão e/ou alguns medicamentos, também interferem nesse processo, alterando de forma significativa no desempenho sexual do homem. Assim, mesmo que ele sinta desejo sexual, algumas vezes a ereção pode falhar por problemas com qualquer dos mecanismos acima.

INFERTILIDADE FEMININA

A principal causa da infertilidade feminina é por alterações hormonais, a mulher pode ter períodos sem menstruação, (amenorréia). Na presença de ciclos menstruais regulares, a mulher pode não ovular, pode ovular ovócitos imaturos ou ovócitos com alterações (morfológicas e/ou genéticas). Vários distúrbios hormonais contribuem para difusão ovulatória, como o excesso de prolactina, dos androgênios (ovário poliquístico), ou das hormonas tireóideas (doença da tireóide). Nos casos mais graves pode ocorrer insuficiência ovárica prematura, situação em que o ovário para de produzir folículos (mulheres < 35 anos).

SINDROME DE OVÁRIOS POLIQUÍSTICOS

O ovário poliquístico, apresenta sinais e sintomas que levantam a sua suspeita, como obesidade, pilosidade aumentada, acne, irregularidades menstruais.

Os quistos impedem a formação de ovócitos maduros ou mesmo a ovulação porque respondem aos níveis hormonais e crescem, ocupando espaço livre necessário para o desenvolvimento do ovócito. Seu diagnostico é feito por ecografia e doseamentos hormonais dos andrógenos (aumentados) e da 21-hidroxilase (se diminuída, pedir estudo das mutações do gene). A adolescente com PCOS deve efetuar medicação inibidora dos andrógenos, para não sofrer insuficiência prematura do ovário. Na idade que desejar engravidar, e se tal não ocorrer espontaneamente, após a parada da medicação, a mulher deve efetuar laparoscopia para cauterizar os quistos.

ENDOMETRIOSE

A endometriose é também uma doença congênita, em que existem focos do endométrio (epitélio que reveste a cavidade uterina) espalhados em várias regiões do corpo (zonas mais freqüentes são os ovários, as trompas e a cavidade abdominal). Nessa doença, a mulher apresenta dores muito fortes antes da menstruação ou nas relações sexuais. Os focos ectópicos do endométrio surgem durante o desenvolvimento fetal. Não se sabe se é causa genética ou ligada a fatores tóxicos ambientais (ar, alimentos). A endometriose causa disfunção ovulatória por que os focos ectópicos respondem aos níveis hormonais como se fosse o endométrio uterino, desregulando o ovário (endometrioma), deve efetuar exérese cirúrgica conservadora. Se não for possível e doença for bilateral, deve-se poupar um dos ovários e tentar supressão com medicação usando análogos de GnRH até se conseguir o bebê.

OBSTRUÇÃO TUBAR

A obstrução das trompas deve-se geralmente a uma infecção genital, que é assintomática. Por vezes, a infecção das trompas causa uma inflamação aguda (salpingite), seguida de dilatação das trompas (hidrosalpingite) que obriga a sua remoção cirúrgica (salpingectomia). Evitam essas infecções com a monogamia de relação fiel e estável ou usando sempre preservativo se relação sexual fora de relação estável. Noutros casos deve-se a laqueação das trompas como método anticonceptivo.

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