Transplante de órgãos

Transplante de órgãos

Lesão irrecuperável do cérebro após TCE grave, TU ou AVC

  • Lesão irrecuperável do cérebro após TCE grave, TU ou AVC

  • Exames clínicos

  • Diagnóstico claramente documentado através de angiografia dos 4 vasos e EEG

  • Por algum tempo as condições do doador cadáver podem ser mantidas artificialmente (PA, T, FC e FR)

Dispõe sobre a retirada de órgãos e define os critérios de morte encefálica

  • Dispõe sobre a retirada de órgãos e define os critérios de morte encefálica

  • No seu 5 º artigo dispõe do intervalo dos exames complementares:

  • 7 dias a 2 meses incompletos: 48h

  • 2 meses a 1 ano incompleto: 24h

  • I ano a 2 anos incompletos: 12 h

  • Acima de 2 anos : 6h

Doador cadáver: morte cerebral

  • Doador cadáver: morte cerebral

  • Doador vivo: a legislação prevê a possibilidade de que pessoas vivas doem órgãos duplos: rins, pulmões e partes do fígado e do pâncreas e medula óssea. O doador pode doar seus órgãos a familiares até o segundo grau de consangüinidade

Deve-se fornecer todas as informações éticas, ajustada ao seu contexto social, econômico, afetivo e etc...

  • Deve-se fornecer todas as informações éticas, ajustada ao seu contexto social, econômico, afetivo e etc...

  • Certificar-se de que a informação foi compreendida pelo doador, que ele está ciente dos riscos que corre

  • ENFATIZAR O LADO ALTRUÍSTA

DOADOR CADÁVER

  • DOADOR CADÁVER

  • EXIGE CUIDADOS EXTREMOS E MUITO ESFORÇO DA ENFERMAGEM

  • Uma parte significativa dos potenciais doadores têm contra indicação médica por falta de cuidados adequados, resultante da falta de infra-estrutura hospitalar ou descaso dos profissionais com os programas de Tx

  • Otimizar a perfusão e a entrega de O2 aos tecidos, manter o equilíbrio hemodinâmico, manter os órgãos em condições a serem transplantados e afastar qualquer foco de infecção

Mudança de decúbito de 2/2h

  • Mudança de decúbito de 2/2h

  • Cuidado meticuloso com; SVD, catéteres venosos ou outros dispositivos invasivos

  • Após ME retirar catéter de monitorização de PIC

  • Instalar SNG AF

Arteriais:somente em artérias periféricas de M.S

  • Arteriais:somente em artérias periféricas de M.S

  • Venosos: idem

  • OBS: os vasos femurais não devem ser utilizados

T

  • T

  • MCC

  • TA

  • PVC

  • OXIMETRIA DE PULSO

  • DÉBITO URINÁRIO

  • Gasometria arterial

  • Eletrólitos séricos

  • Uréia e creatinina

  • Enzimas hepáticas

  • Hemoglobina, hematócrito e plaq.

Hemocultura

  • Hemocultura

  • Urucultura

  • Cultural de secreção traqueal

  • Cultural de LCR

  • Cultural de ferida operatória

  • 3 AMOSTRAS

TA: 100-120 mmHg

  • TA: 100-120 mmHg

  • PVC: 8-10 mmHg

  • Débito Urinário: 100-300 ml/h

  • T: > ou = 35ºC

  • PaO2: > 94%

  • pH: = 7,37-7,45

  • Hg: 10-12 g/dl

  • Hematócrito: 30-35%

Hipotensão: anormalidade mais comum: hipovolemia, hipotermia e disfunção cardíaca

  • Hipotensão: anormalidade mais comum: hipovolemia, hipotermia e disfunção cardíaca

  • Disfunção Cardíaca: arritmia, doença pré-existente e efeito adverso de drogas.

  • Desidratação: poliúria, diabetes insípidus e uso de diuréticos.

Dopamina: < 10 ųg/Kg/min

  • Dopamina: < 10 ųg/Kg/min

  • Evitar dobutamina: efeito vaso dilatador e aumento no consumo de O².

  • Não usar noradrenalina: efeito vaso constritor.

  • Hipertensão: nitroprussiato de sódio.

  • Bradiarritmia: atropina.

  • Taquiarritmia: antagonista dos canais de cálcio e digoxina

Toalete traqueobrônquica vigorosa

  • Toalete traqueobrônquica vigorosa

  • Mudança de decúbito (drenagem de secreções)

  • PEEP 5 cm h2o para evitar atelectasias

  • PaO2 de 100%

DISTÚRBIOS AÍDOS-BÁSICOS: evitar alcalose metabólica com correção através acidose respiratória

  • DISTÚRBIOS AÍDOS-BÁSICOS: evitar alcalose metabólica com correção através acidose respiratória

  • FUNÇÃO RENAL: manter até 20 ml/h, fazer restauração volêmica (líquido), se superior (cloreto de sódio)

  • DIABETES INSIPIDUS: cloreto de sódio e reposição volêmica (300 ml/h)

Vancomicina: 1 g EV, infundir em 1h, iniciar 30/min antes da retirada

  • Vancomicina: 1 g EV, infundir em 1h, iniciar 30/min antes da retirada

  • Cefotaxima: 2g EV infundir no início da retirada (5 min antes)

Avaliar as condições clínicas do doador na chegada:

  • Avaliar as condições clínicas do doador na chegada:

  • Comunicar o laboratório para a coleta de exames:

Distúrbio ácido básico

  • Distúrbio ácido básico

  • Função renal

  • Diabete insipidus

Vancomicina 1gr EV

  • Vancomicina 1gr EV

  • Cefotaxima 2 gr EV

Casos de retira múltiplas de órgãos o coordenador deverá:

  • Casos de retira múltiplas de órgãos o coordenador deverá:

  • Estabelecer o início da retirada e a ordem de atuação das equipes

  • Após o término do procedimento: verificar as condições de recomposição do cadáver (decreto n.º 2.268/97)

  • Conferir preenchimento do relatório de retirada

Rim: 2 nefrologistas e 2 urologistas, 2 anestesistas

  • Rim: 2 nefrologistas e 2 urologistas, 2 anestesistas

  • Fígado: 2 médicos clínicos, sendo 1 gastroenterologista, 2 cirurgiões com treinamento formal em serviço especializado de Tx de fígado (1 ano), 2 anestesistas

  • Pulmão: 2 pneumologistas com treinamento formal e m Tx e exercendo as seguintes atividades:

2 cardiologistas, 2 cirurgiões cardiovasculares, 2 anestesistas

  • 2 cardiologistas, 2 cirurgiões cardiovasculares, 2 anestesistas

  • Córneas

  • Um oftalmologista e um enfermeiro com treinamento formal em Tx de córneas

  • OBS: em todas as equipes deve constar 2 enfermeiros com treinamento formal em Tx de órgão (MS)

Critérios excludentes: amostra de soro do receptor fora do prazo de validade, incompatibilidade ABO

  • Critérios excludentes: amostra de soro do receptor fora do prazo de validade, incompatibilidade ABO

  • Critérios de classificação: compatibilidade HLA (antígenos leucocitários humanos), idade, tempo de inscrição na lista única,indicação para Tx combinado de rim e Pâncreas

Critérios excludentes: incompatibilidade ABO, relação de peso corporal (20%)

  • Critérios excludentes: incompatibilidade ABO, relação de peso corporal (20%)

  • Critérios de classificação: tempo de inscrição na lista única, gravidade do receptor.

Critérios excludentes: incompatibilidade ABO, relação de peso corporal (20%)

  • Critérios excludentes: incompatibilidade ABO, relação de peso corporal (20%)

  • Critérios de classificação: indicação de Tx bilateral, idade, tempo de inscrição na lista única, gravidade do receptor

Critérios excludentes: incompatibilidade ABO, relação de peso corporal (20%)

  • Critérios excludentes: incompatibilidade ABO, relação de peso corporal (20%)

  • Critérios de classificação: idade, tempo de inscrição na lista única, gravidade do receptor

Tempo decorrido na lista única e compatibilidade de idade

  • Tempo decorrido na lista única e compatibilidade de idade

Fígado: hepatite fulminante, rejeição hiperaguda (48h)

  • Fígado: hepatite fulminante, rejeição hiperaguda (48h)

  • Pulmão: rejeição hiperaguda (48h)

  • Coração: rejeição hiperaguda (48h),choque cardiogênico, permanência em UTI p/ vasopressor, necessidade de auxílio mecânico a atividade cardíaca

  • Rim: falta de acesso a HD

  • Córneas: falência do enxerto (opacidade, úlcera, perfuração)

Determina que a produção referente a ciclosporina seja financiada com recursos do FAEC (fundo de ações estratégicas e compensação), órgão que faz parte do MS e distribuída exclusivamente pela rede SUS

  • Determina que a produção referente a ciclosporina seja financiada com recursos do FAEC (fundo de ações estratégicas e compensação), órgão que faz parte do MS e distribuída exclusivamente pela rede SUS

Ciclosporina 100 mg: solução oral

  • Ciclosporina 100 mg: solução oral

  • Ciclosporina 25 mg: cápsulas

  • Ciclosporina 50 mg: cápsulas

  • Ciclosporina 100 mg: cápsulas

O MS destina R$60.000.000,00 (sessenta milhões de reais), sendo 5 milhões por mês.

  • O MS destina R$60.000.000,00 (sessenta milhões de reais), sendo 5 milhões por mês.

  • Os estados para beneficiar-se destes recursos, deverão cumprir com as exigências do SNT.

O sucesso de qualquer transplante está na capacidade de controlar a resposta imune, permitindo a adaptação do transplante e evitando a sua rejeição

  • O sucesso de qualquer transplante está na capacidade de controlar a resposta imune, permitindo a adaptação do transplante e evitando a sua rejeição

Os principais genes responsáveis pelo reconhecimento de antigénios externos, o complexo de histocompatibilidade maior (MHC), estão localizados no braço curto do cromossoma 6. Nos seres humanos, estes genes codificam várias proteínas da superfície da membrana celular

  • Os principais genes responsáveis pelo reconhecimento de antigénios externos, o complexo de histocompatibilidade maior (MHC), estão localizados no braço curto do cromossoma 6. Nos seres humanos, estes genes codificam várias proteínas da superfície da membrana celular

O complexo de histocompatiblidade maior em sua classe 1 está dividido em 3 tipos de antígenos leucocitários humanos (HLA)

  • O complexo de histocompatiblidade maior em sua classe 1 está dividido em 3 tipos de antígenos leucocitários humanos (HLA)

  • HLA – A

  • HLA – B

  • HLA -C

Antigénios proteicos externos, incluindo tecidos transplantados e são reconhecidos por linfócitos T com especificidade antigénica

  • Antigénios proteicos externos, incluindo tecidos transplantados e são reconhecidos por linfócitos T com especificidade antigénica

Uma vez feito o reconhecimento, ocorre uma importante cascata de eventos ao nível celular que visam destrir o órgão transplantado

  • Uma vez feito o reconhecimento, ocorre uma importante cascata de eventos ao nível celular que visam destrir o órgão transplantado

Febre, sintomas febris, hipertensão, edemas ou aumento súbito de peso, mudança no ritmo cardíaco, falta de ar e dor e sensibilidade no local do transplante

  • Febre, sintomas febris, hipertensão, edemas ou aumento súbito de peso, mudança no ritmo cardíaco, falta de ar e dor e sensibilidade no local do transplante

Hiperaguda

  • Hiperaguda

  • Aguda (tratamento)

  • Crônica

Ocorrendo minutos ou dias após a transplantação

  • Ocorrendo minutos ou dias após a transplantação

  • Deve-se à reação dos anticorpos IgG contra a classe I HLA no órgão transplantado

É a mais comum, ocorrendo frequentemente nos primeiros 6 meses após a transplantação

  • É a mais comum, ocorrendo frequentemente nos primeiros 6 meses após a transplantação

  • Após 6 meses, o corpo adapta-se ao novo órgão e a rejeição aguda é menos provável

  • As drogas imunossupressoras são muito eficazes na prevenção deste tipo de rejeição

É o termo usado quando a função do órgão tranplantado vai lentamente deteriorando, existindo evidências histológicas de hipertrofia e fibrose

  • É o termo usado quando a função do órgão tranplantado vai lentamente deteriorando, existindo evidências histológicas de hipertrofia e fibrose

  • Pode ocorrer em todos os tipos de transplante de órgãos

Manifesta-se tal como uma doença da artéria coronária

  • Manifesta-se tal como uma doença da artéria coronária

Manifesta-se com bronquiolite resistente a tratamentos

  • Manifesta-se com bronquiolite resistente a tratamentos

Maifesta-se com fibrose intersticial progressiva, atrofia tubular e isquemia glomerular

  • Maifesta-se com fibrose intersticial progressiva, atrofia tubular e isquemia glomerular

Parece ser menos afetado pela rejeição crônica, mas quando ocorre, perde-se epitélio biliar, levando a hiperbilirrubinemia e falha no funcionamento do transplante

  • Parece ser menos afetado pela rejeição crônica, mas quando ocorre, perde-se epitélio biliar, levando a hiperbilirrubinemia e falha no funcionamento do transplante

Não é clara, mas há algumas provas de que esta rejeição possa representar uma rejeição aguda de baixo grau..

  • Não é clara, mas há algumas provas de que esta rejeição possa representar uma rejeição aguda de baixo grau..

O objetivo da terapia imunossupressora após a transplantação é prevenir o reconhecimento do órgão transplantado e a subsequente destruição.

  • O objetivo da terapia imunossupressora após a transplantação é prevenir o reconhecimento do órgão transplantado e a subsequente destruição.

  • Atualmente, são usados quatro grandes grupos de terapias imunossupressoras gerais: antimetabólitos, corticosteróides, metabólitos fúngicos e radiação X

Esta classe de fármacos é usada na imunossupressão crônica. Os dois antimetabólitos principais usados em casos clínicos são: a azatioprina e o mofetilo micofenolato

  • Esta classe de fármacos é usada na imunossupressão crônica. Os dois antimetabólitos principais usados em casos clínicos são: a azatioprina e o mofetilo micofenolato

São agentes anti-inflamatórios e têm efeitos a vários níveis da resposta imunitária. Usados desde o inicio dos anos 60, acredita-se que bloqueiam a produção de IL-1 e IL-6 pelas células apresentadoras de antigénios. Estas drogas são normalmente dadas aos pacientes de transplantes juntamente com um inibidor antimetabólito, como por exemplo, a azatioprina, para prevenir a rejeição aguda

  • São agentes anti-inflamatórios e têm efeitos a vários níveis da resposta imunitária. Usados desde o inicio dos anos 60, acredita-se que bloqueiam a produção de IL-1 e IL-6 pelas células apresentadoras de antigénios. Estas drogas são normalmente dadas aos pacientes de transplantes juntamente com um inibidor antimetabólito, como por exemplo, a azatioprina, para prevenir a rejeição aguda

A ciclosporina e o tacrolimus (conhecida como FK-506) são ambos derivados de fungos. A ciclosporina é um polipéptido cíclico produzido por um fungo encontrado na Noruega (Beauvaria nivea), enquanto que tacrolimus é um antibiótico isolado a partir de Streptomyces tsukubaensis, um fungo encontrado no solo japonês.

  • A ciclosporina e o tacrolimus (conhecida como FK-506) são ambos derivados de fungos. A ciclosporina é um polipéptido cíclico produzido por um fungo encontrado na Noruega (Beauvaria nivea), enquanto que tacrolimus é um antibiótico isolado a partir de Streptomyces tsukubaensis, um fungo encontrado no solo japonês.

  • São as drogas mais eficientes em qualquer tipo de rejeição

Devido à elevada sensibilidade dos linfócitos aos raios-x, a irradiação com estes raios poderá ser utilizada para eliminá-los. Desta forma, antes do transplante, são irradiados os nódulos linfáticos, o timo e o baço, resultando na eliminação dos linfócitos do receptor.Devido a este processo, o paciente encontra-se num estado imunossuprimido, não rejeitando com tanta facilidade o novo tecido ou órgão

  • Devido à elevada sensibilidade dos linfócitos aos raios-x, a irradiação com estes raios poderá ser utilizada para eliminá-los. Desta forma, antes do transplante, são irradiados os nódulos linfáticos, o timo e o baço, resultando na eliminação dos linfócitos do receptor.Devido a este processo, o paciente encontra-se num estado imunossuprimido, não rejeitando com tanta facilidade o novo tecido ou órgão

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