Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana

(Parte 1 de 9)

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Anatomia e Fisiologia Humana (Módulo I)

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Aula 01 – Introdução ao Estudo da Anatomia Humana

Considerações Gerais

No seu conceito mais amplo, a Morfologia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados. Microscopicamente a Morfologia é representada pela ação conjunta da Citologia (estudo da célula), com a Histologia (estudo dos tecidos e como estes se organizam para a formação de órgãos) e ainda pela Embriologia (estudo do desenvolvimento do indivíduo). Especificamente a Anatomia (Ana = em partes; tomein = cortar) é a ciência responsável pelo estudo macroscópico do corpo humano e se utiliza para isso da dissecação de peças previamente fixadas por soluções apropriadas.

Esta aula refere-se aos dados anatômicos macroscópicos considerados como referencias fundamentais para o reconhecimento dos órgãos e dos sistemas por eles constituídos visando á melhor compreensão de sua estrutura. Os sistemas que, em conjunto, compõem o organismo do indivíduo são os seguintes:

Sistema tegumentar; Sistema esquelético;

Sistema articular; Sistema muscular; Sistema nervoso;

Sistema circulatório; Sistema respiratório;

Sistema digestório; Sistema urinário;

Sistema genital – feminino e masculino; Sistema endócrino;

Sistema sensorial.

Alguns sistemas podem ser agrupados formando os aparelhos:

Aparelho locomotor: constituído pelos sistemas esquelético, articular e muscular;

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Aparelho urogenital: constituído pelos sistemas urinário e genital (masculino ou feminino)

Divisão do Corpo Humano

Depois de conhecer os níveis de desenvolvimento do corpo humano devemos agora enxerga-lo como um todo.

O corpo humano divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A cabeça é constituída por um conjunto ósseo chamado crânio que aloja na cavidade craniana parte do sistema nervoso central, e ainda por uma parte visceral denominada face e está unida ao tronco por uma porção estreitada, o pescoço. O tronco compreende o tórax, o abdome e a pelve, anteriormente, com suas respectivas cavidades torácica, abdominal e pélvica; a parte posterior do tronco é chamada de dorso.

Os membros são divididos em superiores e inferiores, sendo os membros superiores constituídos por três segmentos: o braço, o antebraço e a mão. Na transição entre o braço e o antebraço há o cotovelo e entre o antebraço e a mão, o punho. Os membros inferiores também são constituídos por três segmentos: a coxa, a perna e o pé, sendo que, entre a coxa e a perna existe o joelho, e entre e perna e o pé, o tornozelo.

Conceito de Variação Anatômica e Normal

As descrições anatômicas obedecem, necessariamente um padrão que já incluem a possibilidade das variações. Este padrão corresponde ao que ocorre na maioria dos casos ao que é mais freqüente; para o anatomista o padrão é normal, numa conceituação, portanto, puramente estatística. Para o médico, normal tem outro sentido; não é o que se representa na maioria dos casos, mas sim o que é sadio, ou com saúde, hígido, não doente.

Podemos, então chamar de normal ou padrão anatômico o individuo que apresenta todas as partes que constituem o corpo humano localizadas em local correto. A simples observação de um agrupamento humano evidencia de imediato diferenças morfológicas entre os elementos que compõem o grupo. Estas diferenças morfológicas são denominadas variações anatômicas e podem apresentar-se externamente ou em qualquer dos sistemas do organismo, sem que isso traga prejuízo funcional para o indivíduo

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Daí dizer-se que a variação, em anatomia, é uma constante. Quando examinar peças isoladas ou cadáveres, não se esqueça desse importante conceito. Não espere encontrar sempre no seu material de estudo a reprodução exata de figuras de Atlas ou de livros textos que estiver utilizando.

Idade – notáveis modificações anatômicas ocorrem desde a fase intra- uterina até a fase senil. Sexo – é o caráter do masculino ou feminino.

Raça – cada agrupamento humano possui caracteres físicos comuns, externa e internamente relacionados ás raças branca, negra e amarela. Biótipo – é o resultado da soma dos caracteres herdados e dos caracteres adquiridos por influência do meio e da sua interrelação. Distinguem-se os grupos chamados de longilíneos, mediolíneos e brevelíneos.

Evolução – sugere o aparecimento de diferenças morfológicas, no decorrer dos tempos.

Anomalia

Quando a modificação do padrão anatômico causa prejuízo funcional mas, permite a continuidade da vida do individuo, diz-se que se trata de uma anomalia e não de uma variação.

Monstruosidade

Se a anomalia for acentuada de modo a deformar profundamente a construção do corpo do indivíduo, sendo, em geral, incompatível com a vida, denomina-se monstruosidade. O estudo desse assunto é feito em Teratologia.

Nomenclatura Anatômica

Nome que se dá ao conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes. Ao designar uma estrutura do organismo, a nomenclatura atual procura adotar termos que estejam relacionados com a forma; posição ou situação; trajeto; conexões ou interrelações; relação com o esqueleto; função, deixando de lado os epônimos que na antiguidade produziam uma infinidade de termos repetitivos.

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Posição Anatômica

Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas, considerando-se que a posição pode ser variável, optou-se por uma posição padrão, denominada posição de descrição anatômica (posição anatômica): indivíduo em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente.

la 01 – Conceitos Gerais

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Aula 02 – Osteologia

Introdução

O termo osteologia significa o estudo dos ossos. Apesar de sua aparência simples, o osso é um tecido vivo, complexo e dinâmico, sendo formado por um conjunto de tecidos distintos e especializados que contribuem para seu arranjo final. Entre eles destacam-se o tecido ósseo, cartilaginoso, epitelial, tecidos formadores de sangue, nervoso e adiposo. Por esta razão, cada osso individual é um órgão. Partindo-se do princípio que um conjunto de órgãos que atuam com o mesmo objetivo funcional constituem um sistema, pode se concluir que o conjunto formado por ossos e cartilagens dará origem ao Sistema Esquelético.

O esqueleto humano, como em outros vertebrados, é interno aos músculos com os quais se desenvolveu. Ele é um endoesqueleto constituído por um eixo, dividido em segmentos para dar flexibilidade e de dois pares de membros, superiores e inferiores, também divididos em partes articuladas para locomoção e preensão. O crânio é a extremidade expandida do eixo. No esqueleto do adulto, há 206 ossos distintos como segue:

Esqueleto Axial:Esqueleto Apendicular:

Coluna Vertebral – 26 Crânio – 2 Membros Superiores – 64 Osso hióide – 1 Membros Inferiores – 62 Costelas e esterno – 25 Ossículos da orelha – 6 Total - 74 Total - 132

A contagem do numero de ossos está relacionada a diferentes critérios:

Idade – o numero de ossos diminui com o passar do tempo, pois com o desenvolvimento alguns deles se soldam tornando-se um único osso. Ex. osso frontal (fig 82; pág 48/1; Sobotta)

Fatores individuais – Em alguns indivíduos ocorre a presença de ossos que se formam onde normalmente não existiriam e são chamados de heterotópicos ou extranumerários, termo que também se refere a ossos que não se fundiram na idade adulta.

Funções do Sistema Esquelético

Sustentação e conformidade – Os ossos funcionam como arcabouço estrutural para o corpo, sustentando os tecidos moles e fornecendo um ponto de aderência para os tendões de grande parte dos músculos esqueléticos fazendo com isso com que o corpo ganha forma.

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