Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana

(Parte 4 de 9)

Meninges

O encéfalo e a medula espinhal são envolvidos e protegidos por lâminas (ou membranas) de tecido conjuntivo chamadas, em conjunto, meninges. Estas lâminas são, de fora para dentro: a dura-máter, a aracnóide e a pia-máter. A dura-máter é a mais espessa delas e a pia-máter a mais fina. Esta última está intimamente aplicada ao encéfalo e á medula espinhal. Entre as duas está a aracnóide, da qual partem fibras delicadas que vão ter á piamáter, constituindo uma rede semelhante a uma teia de aranha. A aracnóide é separada da dura-máter por um espaço capilar denominada espaço subdural e da pia-máter pelo espaço subaracnóide, onde circula o liquido cérebro-espinhal (ou líquor).

Partes do Sistema Nervoso Central:

Encéfalo - Cérebro

- Tronco Encefálico

Medula Espinal

Partes do Sistema Nervoso Periférico:

Nervos - espinais

Gânglios Terminações Nervosas

ESSA – Escola da Saúde | Rua dos Jequitibás, 101 | Metrô Jabaquara| 5012-1020 | w.essa.g12.br17

Enfermagem

Aula 08 – Sistema Respiratório

A respiração é uma das características básicas dos seres vivos e consiste na absorção, pelo organismo, de oxigênio, e a eliminação do gás carbônico resultante de oxidações celulares.

O sangue é um elemento intermediário entre as células do organismo e o meio, servindo como condutor de gases entre eles. O órgão respiratório por excelência é o pulmão, mas para facilitar a condução do ar desenvolvem-se órgãos especiais que promovem o rápido intercambio entre o ar e sangue. No conjunto estes órgãos constituem o sistema respiratório.

Divisão do sistema respiratório

Anatomicamente, o sistema respiratório pode ser dividido em duas partes:

Vias aéreas superiores Vias aéreas inferiores

Vias aéreas superiores – constituída por órgãos tubulares cuja principal função é a de conduzir o ar inspirado, filtrando, aquecendo e umidificando-o para facilitar o processo de troca gasosa, bem como conduzir o ar a ser expirado eliminando assim o dióxido de carbono.

Das vias aéreas superiores, fazem parte, o nariz, cavidade nasal, a faringe, a laringe e os terços superior e médio da traquéia. Além de condutores de ar, a cavidade nasal, a faringe e a laringe cumprem as funções olfatoria, de via de condução de alimento e de fonação, respectivamente.

Vias aéreas inferiores – tem inicio a partir do terço inferior da traquéia estendendo-se até os alvéolos pulmonares, passando por brônquios principais, lobares e segmentares e bronquíolos terminais, respiratórios e ductos alveolares.

Funcionalmente, o sistema respiratório também pode ser dividido em duas partes:

Zona condutora Zona respiratória

Zona condutora – dessa porção do sistema respiratório fazem parte órgãos tubulares cuja função é a de levar o ar inspirado até a porção respiratória. Estende-se desde o nariz até os bronquíolos terminais.

Zona respiratória –É constituída pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e alvéolos pulmonares onde já acontecem as trocas gasosas (hematose).

A partir de agora vamos conhecer os órgãos que compõem o sistema respiratório.

ESSA – Escola da Saúde | Rua dos Jequitibás, 101 | Metrô Jabaquara| 5012-1020 | w.essa.g12.br18

Enfermagem

Nariz

É visível externamente no plano mediano da face apresentando três regiões anatômicas: a raiz, o dorso, o ápice e a base onde existem duas aberturas chamadas narinas que funcionam como porta para a entrada do ar. O esqueleto do nariz é osteocartilaginoso, sendo formado pelos ossos nasais e pelos processos frontais da maxila e pelas cartilagens laterais, alares maior e menor

Cavidade Nasal

Comunica-se com o meio externo através das narinas e com a porção nasal da faringe através dos cóanos. Lateralmente a cavidade nasal é limitada pelas conchas e meatos nasais, superiormente pelos ossos que constituem a fossa craniana anterior e inferiormente pelo processo palatino da maxila e pela lâmina horizontal do osso palatino. O septo nasal também é osteocartilaginoso sendo constituído pela lamina perpendicular do osso etmóide, pelo osso vômer e pela cartilagem septal e divide a cavidade nasal em metade direita e esquerda. Anatomicamente a cavidade nasal é dividida em três partes:

Vestíbulo nasal – é a parte anterior da cavidade nasal que vai das narinas até o limiar do nariz. Nessa porção encontram-se as vibrissas que iniciam o processo de filtração do ar.

Porção olfatória – compreende a porção da cavidade nasal onde está a concha nasal superior.

Porção respiratória – é o local por onde passam dois terços do ar inspirado, compreende a região onde esta a concha nasal media e a concha nasal inferior. As conchas nasais são projeções ósseas revestidas por tecido epitelial e os meatos nasais são depressões localizadas entre as conchas nasais onde desembocam as secreções vindas dos seios paranasais.

Seios Paranasais

Os ossos são classificados como pneumáticos por possuírem cavidades revestidas por epitélio respiratório e preenchidas por ar. Estas cavidades existentes nos ossos, frontal, etmóide, esfenóide e maxilar são chamadas de seios paranasais.

Faringe

É um tubo muscular associado a dois sistemas: respiratório e digestório, situando-se posteriormente à cavidade nasal, cavidade da boca e à laringe, o que faz com que ela seja dividida em três partes: parte nasal, parte oral ou bucal e parte laríngea.

Na parede lateral da parte nasal da faringe existe uma comunicação deste tubo com a orelha media chamada óstio faríngeo da tuba auditiva que na sua extremidade medial é revestido por uma cartilagem chamada toro tubário que visa minimizar a entrada de corpos estranhos no pavilhão auditivo. Também nesta região pode-se encontrar uma estrutura anatômica cuja função é a de proteção chamada tonsila faríngea que após episódios repetitivos de inflamações se hipertrofia aumentando de tamanho e dificultando a passagem do ar e sendo chamada neste momento de adenóide (carne esponjosa).

ESSA – Escola da Saúde | Rua dos Jequitibás, 101 | Metrô Jabaquara| 5012-1020 | w.essa.g12.br19

Enfermagem

Laringe

É um órgão tubular situado no plano mediano e anterior do pescoço que além de via aérea é órgão da fonação ou seja, responsável pela produção do som. Coloca-se anteriormente à faringe e é continuada diretamente pela traquéia.

Esqueleto da laringe

O esqueleto da laringe é cartilaginoso, sendo a maior das cartilagens a tireóidea, constituída de duas laminas que se unem anteriormente para formar a proeminência laríngea.

A cartilagem cricóidea é impar, tem forma de anel e limita inferiormente a laringe. A cartilagem aritenóidea é par e posterior apresentando-se na forma piramidal e articulando-se inferiormente com a cartilagem cricóidea. A cartilagem epiglótica, impar e mediana, funcionalmente é muito importante, pois impede a passagem de líquidos e sólidos para as vias respiratórias. As cartilagens cuneiformes e corniculadas completam o esqueleto da laringe.

Na anatomia interna da laringe pode-se observar a presença de uma fenda anteroposterior que leva a uma pequena invaginação, o ventrículo da laringe, que é limitado superiormente pela prega vestibular e inferiormente pela prega vocal. O espaço que vai do adito da laringe (abertura da laringe) até a prega vestibular é chamado de vestíbulo da laringe, já o espaço aéreo compreendido entre as pregas vestibular e vocal é conhecido como glote.

As pregas vocais são constituídas pelo ligamento e músculos vocais, e o espaço existente entre elas é denominado rima glótica. As pregas vestibulares possuem função protetora.

Traquéia

Inicia-se na região cervical, situada anteriormente ao esôfago, descendo em direção ao tórax sendo que no mediastino superior divide-se dando origem aos brônquios principais direito e esquerdo. Ë uma estrutura mediana composta anteriormente por anéis cartilaginosos unidos entre si por ligamentos anulares o que visa impedir um possível colapso do tubo aéreo. Já posteriormente a traquéia possui uma parede membranácea constituída principalmente por músculo liso e tecido fibroelástico. Próximo de sua extremidade inferior a traquéia se desvia para a direita em razão da presença do coração, ocasionando características morfológicas distintas as suas ramificações.

Brônquios Principais

A traquéia bifurca-se e origina os brônquios principais direito e esquerdo. Neles os anéis cartilaginosos da traquéia são substituídos por placas irregulares de cartilagem.

O brônquio principal esquerdo é mais longo, mais horizontalizado e tem menor calibre passando sob o arco aórtico e anteriormente à aorta descendente para alcançar o hilo do pulmão esquerdo. O brônquio principal direito é quase a continuação da direção da traquéia e, portanto, é mais vertical, mais calibroso e também mais curto que o esquerdo. Por esta razão, corpos estranhos que passam pela traquéia penetram no brônquio principal direito mais facilmente.

(Parte 4 de 9)

Comentários