evangélico - adão carlos nascimento - oficina de casamento

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Não existe casamento tão ruim que não possa ser consertado Não existe casamento tão bom que não possa ser melhorado

Copyright © 2001 by Adão Carlos Nascimento

Projeto Gráfico: Sérgio Paulo da Silveira Nascimento

Capa: Lucas Santos Heler

1a Edição:

A Conquista do Éden - Editora Candeia -1994 2â Edição:

Oficina de Casamentos - maio de 2001

Reimpressões: junho de 2001, setembro de 2002

Ficha catalográfica:

Elizabete K. Karakida Figueiredo

Bibliotecária responsável CRB 1152

Nascimento, Adão Carlos

Oficina de casamentos / Adão Carlos Ferreira do Nascimento. — 2.ed. —

Governador Valadares : Apoio Pastoral, 2001. 128p.; 21cm.

Título da l.ed.: A conquista do Éden. ISBN 85-88064-03-0 1. Casamento (Religião). 2. Orientação familiar (Religião). I. Título. CDU 265.5

Publicado com autorização e com todos os direitos reservados à: Editora

Apoio Pastoral

Caixa Postal 268 13012-970 - Campinas, SP w.amx.com.br/apoiopastoral

1. O COMPROMISSO O Compromisso Estabelece Alvos a Serem Alcançados O Compromisso Produz Segurança Compromisso é Compromisso

2. O AMOR Ficar Mais Tempo Juntos Reviver e Praticar Cortesias e Amabilidades O Amor Nasce, Cresce, Morre e Ressuscita

3. A COMUNICAÇÃO DO AMOR As Cinco Linguagens do Amor Como Descobrir a Linguagem de Amor

4. O Sexo Ato Sexual Só no Casamento O Ato Sexual Entre Marido e Mulher É Recomendado Por Deus O Ato Sexual Exige Respeito

5. A TRANSPARÊNCIA Amor e Aceitação A Comunicação O Respeito

6. CARACTERÍSTICAS E DEFEITOS Diferença Entre Características e Defeitos A Valorização das Características A Correção dos Defeitos

7. FEEDBACK NO CASAMENTO As Dificuldades de Dar Feedback As Dificuldades de Receber Feedback Como Superar as Dificuldades de Dar e Receber Feedback

8. LUCROS E PREJUÍZOS DAS PEQUENAS COISAS Os Pequenos Erros Os Pequenos Aborrecimentos As Pequenas Demonstrações de Amor e Respeito

9. TEMPERAMENTO Os Tipos de Temperamento Compatibilidade dos Temperamentos Adaptação dos Temperamentos

10. As FINANÇAS O Significado dos Bens Materiais O Uso Correto dos Bens Algumas Recomendações Úteis

1. Os FILHOS O Lugar dos Filhos na Família O Dever dos Pais Para Com os Filhos Como Cuidar dos Filhos Sem Sacrificar os Pais

12. O RELACIONAMENTO COM OS FAMILIARES A Aprovação do Casamento A Independência do Casal Amor, Atenção e Amabilidade no Trato

13. O ESPOSO NA CRISE DA MEIA-IDADE Conceituação e Causas da Crise da Meia-Idade Os Perigos da Meia-Idade Ajuda Para Enfrentar a Crise

14. A RESTAURAÇÃO DO CASAMENTO A Vontade de Restaurar o Casamento A Confissão e o Perdão A Redescoberta das Virtudes A Reconciliação com Deus

15. A MANUTENÇÃO DO CASAMENTO O Mito do Casamento Perfeito O Marketing no Casamento A Disposição Para a Mudança Deus, o Patrono do Casamento

Não existe casamento tão ruim que não possa ser consertado. Não existe casamento tão bom que não possa ser melhorado.

O casamento nasceu no Éden. Deus o instituiu e celebrou a primeira cerimonia. O noivo, eufórico e radiante, exclamou; "Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne" (Gênesis 2.23). A harmonia entre o casal era completa: os dois eram uma só carne!

harmonia acabou, a paz desapareceu, a felicidade evaporouAs acusações mútuas,

Mas o pecado entrou na história do casal. Os dois foram expulsos do Éden. A os ressentimentos e outras formas de sofrimento se instalaram junto ao casal. E tão nefastas co:npanhias turvaram os horizontes de suas vidas. Cada manhã, em vez de trazer-lhes maviosa sinfonia de esperança, fazia ressoar em seus corações o estrépito da insegurança, do medo, do quase desespero. E entre nuvens carregadas de ameaças e breves aparições do sol da alegria - curtas e raras - os dois iam vivendo; vivendo não, vegetando.

A história de Adão e Eva tem muita coisa em comum com vários casais de nossa época. Muitos começam a vida conjugal no Éden, mas depois tudo fica pálido, insípido, sem sabor. Ou, o que é pior, turvo, ameaçador. Mas não existe casamento tão ruim, que não possa ser consertado.

Oficina de Casamentos pretende mostrar que a felicidade daqueles primeiros dias, meses ou anos pode ser reconquistada. O sonho não acabou!

Este livro é, também, uma obra de pesquisa. Aqui estão citações de dezenas de livros escritos por servos de Deus que pesquisaram, refletiram e ensinaram casais a viver melhor a vida conjugal. A obra mais citada, porém, é Começar de Novo, livro escrito pelo casal John e Betty Drescher. Esta obra é valiosa porque reflete a experiência de trinta anos de vida conjugal. Após três décadas de vida em comum, o casal resolveu colocar no papel o que fariam se fossem recomeçar o seu casamento. E da reflexão deles tiramos muitas lições, que estão aqui em Oficina de Casamentos.

Antes de transformar-se em livro, este material foi testado em vários cursos para casais. Muitos encontraram o caminho de volta ao Éden através destas reflexões. Um casal, que antes se decidira pelo divórcio, após fazer o curso reconquistou a harmonia, a paz e a felicidade. Outro casal, que vivia em harmonia mas queria aprender mais para se aperfeiçoar, fez o curso. E, após concluí-lo, declarou que nem na lua-de-mel sua vida conjugal tinha sido tão harmónica e feliz como estava sendo após fazer este curso.

Na Ia edição, este livro recebeu o título A Conquista do Éden. E centenas de casais foram abençoados com a sua leitura. Nesta 2a edição ele vem ampliado, com novos capítulos e com novo título. Mas o objetivo é o mesmo: ajudar os casais que enfrentam dificuldade no casamento a encontrar o caminho da felicidade conjugal, pois não existe casamento tão ruim que não possa ser consertado; e mostrar aos casais felizes que é possível ser mais feliz ainda, porque não existe casamento tão bom que não possa ser melhorado.

1 O COMPROMISSO

O casamento foi instituído por Deus, na criação. "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra esujeitai-a" (Gênesis 1.27,28). "Porissodeixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gênesis 2.24).

O casamento foi instituído por Deus para a felicidade do ser humano. Por intermédio dele ocorre a "propagação da raça humana por uma sucessão legítima".1 Mas o seu principal objetivo é o companheirismo entre os cônjuges. A procriação é uma bênção adicional. Aliás, isso deve ficar bem claro. Nicolas Berdyaev, em seu livro The Destiny of Man (O Destino do Homem), afirma "que a união conjugal com o único propósito de procriação deve ser considerada imoral".2

nupcial. Simplesmente foram viver juntosMas estavam casados, segundo os
Esse tipo de casamento tinha tudo para ser um grande fracassomas

O casamento é uma instituição divina, mas a forma como é feita a escolha dos cônjuges e a celebração da cerimónia nupcial não foi determinada na instituição. E, por isso, varia de um povo para outro, de uma época para outra. O primeiro processo de escolha de cônjuge registrado no Antigo Testamento resultou no casamento de Isaque e Rebeca. A história pode ser sintetizada assim: Abraão, já idoso, encarregou seu mais antigo servo da escolha de uma esposa para Isaque. "Tomou o servo dez camelos do seu senhor e, levando consigo de todos os bens dele, levantou-se e partiu, rumo da Mesopotâmia, para a cidade de Naor." (Gênesis 24.10). E foi parar na casa de Betuel, onde expôs o motivo da viagem, e conseguiu atrair Rebeca, com o consentimento do pai e do irmão, para dirigir-se a Canaã e ser a esposa de Isaque. "Saíra Isaque a meditar no campo, ao cair da tarde; erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos. Também Rebeca levantou os olhos e, vendo a Isaque, apeou do camelo, e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? É o meu senhor, respondeu. Então tomou ela o véu e se cobriu. O servo contou a Isaque todos as cousas que havia feito. Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher." (Gênesis 24.63-67). Os dois nunca se tinham encontrado antes; talvez Isaque nem soubesse da existência de Rebeca. Não foi feita nenhuma cerimónia costumes da época. funcionava. E funcionava bem porque era protegido por um compromisso. O amor que unia os cônjuges era fruto desse compromisso.

O casamento de nossos dias é bem diferente. Os pretendentes têm amplas oportunidades de se conhecer antes da decisão final. Teoricamente suas possibilidades de fazer um bom casamento, de estabelecer uma união harmónica e duradoura são bem maiores. Mas isso não tem acontecido porque eles têm feito deste sentimento emocional subjetivo, denominado amor, a base do seu casamento. E um sentimento, sujeito a muitas vicissitudes, não pode garantir o êxito de uma instituição tão importante.

Para transformar o casamento que você tem no casamento que você quer, o ponto de partida é a conscientização de que o verdadeiro fundamento do matrimónio é o compromisso. O amor é importante, mas até ele deve estar baseado no compromisso. Pois, como disse Erich Fromm: "Amar alguém não é apenas um sentimento forte. É uma decisão, um julgamento, uma promessa".3

Casamento que tem como base o amor não tem futuro. Waylon Ward escreveu: "Um dos fatores mais significativos que afetam o casamento parece ser a ideia de que o amor se tornou o fundamento sobre o qual os casais tentam construir em lugar do compromisso. A maioria dos casais tem uma compreensão do amor emocional e superficial. Eles se apaixonam, se casam, deixam de amar e pedem divórcio".4

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