Direito Civil 13-09-08

Direito Civil 13-09-08

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style="BORDER-RIGHT: #999 1px solid; PADDING-RIGHT: 8px; BORDER-TOP: #999 1px solid; PADDING-LEFT: 8px; BACKGROUND: #ddd; PADDING-BOTTOM: 8px; MARGIN: 12px; FONT: 13px arial,sans-serif; BORDER-LEFT: #999 1px solid; COLOR: #000; PADDING-TOP: 8px; BORDER-BOTTOM: #999 1px solid; TEXT-ALIGN: left">Este 
é o cache do Google de <A style="COLOR: #00c; TEXT-DECORATION: underline" 
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Ele é um instantâneo da página com a aparência que ela tinha em 5 dez. 2010 
22:46:08 GMT. A <A style="COLOR: #00c; TEXT-DECORATION: underline" 
href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html">página atual</A> 
pode ter sido alterada nesse meio tempo. <A 
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href="http://www.google.com/intl/pt-BR/help/features_list.html#cached">Saiba 
mais</A><BR><BR>
<DIV style="FLOAT: right"><A style="COLOR: #00c; TEXT-DECORATION: underline" 
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somente texto</A></DIV>
<DIV>Estes termos de pesquisa estão realçados: <SPAN 
style="FONT-WEIGHT: bold; BACKGROUND: #a0ffff; COLOR: black">direito</SPAN> Estes 
termos aparecem somente em links que apontam para esta página: <SPAN 
style="FONT-WEIGHT: bold">exercicios</SPAN> <SPAN 
style="FONT-WEIGHT: bold">fago</SPAN>  </DIV></DIV></DIV>
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<H1 class=style1 style="FONT-WEIGHT: normal; COLOR: rgb(91,46,0)" 
align=center><B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> 
Civil</H1>
<H2 style="FONT-WEIGHT: normal; COLOR: rgb(91,46,0); FONT-FAMILY: Georgia" 
align=center>sábado, 13 de setembro de 2008</H2>
<P class=MsoNormal style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: center">Lista de 
exercícios de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> 
Civil</P>
<P class=MsoNormal 
style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,255); TEXT-ALIGN: center"><SPAN 
style="FONT-WEIGHT: normal; FONT-STYLE: italic"></SPAN></P>
<OL style="COLOR: rgb(0,0,255)">
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_1">Usando 
  os conhecimentos da LlCC, exemplifique uma hipótese de uso da 
  lei<O:P></O:P></A><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_1"> 
  estrangeira, pois atenderá de forma melhor o critério de 
  justiça.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_2">Explique 
  a carência acionária e a obrigação natural.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_3">Disserte 
  sobre o princípio da vigência simultânea e a controvérsia doutrinária surgida 
  a partir da lei Complementar 95/98.</A> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_4">Faça 
  relação da <I>vacatio </I><I>legis </I>e um ato administrativo com eficácia no 
  estrangeiro</A><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_4">.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_5">Disserte 
  sobre as teorias da obrigatoriedade da norma e explique o porquê de o 
  princípio ser relativo.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_6">Explique 
  o erro de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> 
  </A><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_6">positivamente 
  e doutrinariamente.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_7">Classifique 
  os tipos de analogia</A><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_7">.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_8">Classifique 
  os tipos de costumes</A><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_8">.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_9">Disserte 
  sobre a eqüidade</A><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_9">.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_10">Diferencie 
  <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> atual, <B 
  style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> futuro deferido e 
  <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> futuro 
  indeferido</A><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_10">.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_11">Diferencie 
  capacidade de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B>, 
  capacidade de fato e legitimação</A><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_11">.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_12">Disserte 
  sobre a natureza jurídica do nascituro e os efeitos 
  patrimoniais.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_13">Diferencie 
  nascituro de concepturo, fundamente legalmente e explique os 
  efeitos<O:P></O:P> jurídicos.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_14">Explique 
  e fundamente positivamente a responsabilidade civil do incapaz.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_15">Explique 
  a presença do incapaz no processo de inventário.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_16">Explique 
  se a ausência caracteriza incapacidade.</A><O:P></O:P> 
  <LI><A 
  href="http://notasdeaula.org/dir2/direito_civil1_13-09-08.html#Quest%E3o_17:">Explique 
  os efeitos jurídicos da sentença nula e anulável.</A> </LI></OL>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_1></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
1</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Primeira coisa a se lembrar: a Lei de Introdução ao Código 
Civil é de 42, e a finalidade era exatamente tirar a aplicabilidade do princípio 
da nacionalidade e efetivar a aplicação do princípio da territorialidade. Antes 
de 42 usava-se a lei de nacionalidade do autor. Então a LICC removeu esse 
procedimento. Mas ainda há certos momentos na lei, em caráter de exceção, em q 
ela permite a utilização de legislação estrangeira aqui no Brasil. Há dois 
exemplos na LICC, onde a legislação, em caráter de exceção, permite que se 
aplique a legislação estrangeira.</P>
<P class=MsoNormal>Art. 7º, § 1º: </P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <P><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">        
      <B>Art. 7<U><SUP>o</SUP></U></B>  A lei do país em que domiciliada a 
      pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o 
      nome, a capacidade e os direitos de família.</SPAN></P>
      <P><B><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">        
      § 1<U><SUP>o</SUP></U></SPAN></B><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"> 
       Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira 
      quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da 
      celebração.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE>
<P class=MsoNormal></P>
<P class=MsoNormal>Esse artigo se preocupa com o casamento de estrangeiros no 
Brasil. Devemos tomar cuidado com o detalhe de que o artigo não se preocupa com 
o fato do estrangeiro ter fixado ou não o domicilio em território brasileiro. 
Quanto aos impedimentos e formalidades, aplicamos a legislação nacional. Há 
vários exemplos de impedimentos: relação de afinidade, relação de padrasto, 
madrasta... deve-se também verificar se os noivos já são casados ou não, o que 
gera nulidade absoluta em caso afirmativo... lembremos também das formalidades 
necessárias ao casamento,como a porta do cartório aberta, número de 
testemunhas... Existe um terceiro artigo, que é o 1517 do Código Civil, que 
trata da <I>idade núbil</I>:</P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <P style="TEXT-ALIGN: center" align=center><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">CAPÍTULO 
      II<BR>Da Capacidade PARA O CASAMENTO</SPAN></P>
      <P><B><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">Art. 
      1.517</SPAN></B><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">. O homem e a 
      mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos os 
      pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade 
      civil.</SPAN></P>
      <P><B><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">Parágrafo 
      único</SPAN></B><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">. Se houver 
      divergência entre os pais, aplica-se o disposto no parágrafo único do art. 
      1.631.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
<P class=MsoNormal>Isso prova que a idade não está nem no artigo de impedimentos 
nem no artigo de formalidades.<SPAN>  </SPAN>Para a idade, pelo que vimos 
no § 1º, não usaremos a legislação nacional, mas a estrangeira. A idéia da 
legislação do Código Civil é usar sempre a legislação nacional, e a estrangeira 
apenas em caráter de exceção. Entrar com pedido de casamento no cartório, que 
está ligado ao judiciário: o cartório preocupar-se-á se a idade dos noivos é a 
núbil. </P>
<P class=MsoNormal>Outro exemplo, o art. 10, § 1º da LICC: </P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <P><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">        
      <B>Art.  10.</B>  A sucessão por morte ou por ausência 
      obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, 
      qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.</SPAN></P>
      <P><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">        
      <B>§ 1º</B> A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será 
      regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos 
      brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais 
      favorável a lei pessoal do de cujus.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
<P class=MsoNormal>Para a prova, estudaremos os artigos 1º ao 6º da LICC. 
Fala-se, no 10, de sucessão. Então, preocupa-se com a divisão dos bens da pessoa 
que faleceu. Olhem a situação: o estrangeiro comprou algum imóvel aqui no 
Brasil. Se esse imóvel tiver alguma pendência, o juiz competente é o juiz do 
local da situação, ou do local do bem. Quando o estrangeiro morre e deixa um 
imóvel aqui, o juiz competente é o da situação do imóvel, ou seja, o juiz da 
jurisdição onde se encontra o imóvel. Regra: o juiz competente é o juiz do 
local. Na segunda parte do parágrafo temos a exceção: O juiz brasileiro usará a 
legislação estrangeira se esta for mais favorável aos herdeiros. Então, este é 
outro exemplo em que a lei permite o uso de legislação estrangeira.</P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_2></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
2</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Nada nos foi falado de <I>carência acionária</I>, mas 
aprendemos sobre obrigação natural. </P>
<P class=MsoNormal>A obrigação natural é: falamos em dois momentos: na Lei de 
Introdução ao Código Civil e mais à frente, quando estávamos falando sobre os 
incapazes: o art. 814 do Código Civil...</P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <DIV style="TEXT-ALIGN: center"><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">CAPÍTULO 
      XVII</SPAN><BR><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">Do Jogo e da 
      Aposta</SPAN></DIV>
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Art. 814</SPAN>. As dívidas de jogo ou de aposta 
      não obrigam a pagamento; mas não se pode recobrar a quantia, que 
      voluntariamente se pagou, salvo se foi ganha por dolo, ou se o perdente é 
      menor ou interdito. [...]</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE>
<P style="TEXT-ALIGN: center" align=center></P>
<P class=MsoNormal>...fala sobre jogo e aposta. Tem a ver com obrigação natural. 
As obrigações podem ser: </P>
<P class=MsoNormal>Civis ou jurídicas: obrigam ao pagamento. </P>
<P class=MsoNormal>Naturais: o pagamento não é obrigatório. A prova que elas 
existem está exatamente na primeira parte do art. 814. As dívidas de jogo e 
aposta não obrigam a pagamento. Caso vocês venham a perder um jogo ou aposta, 
você paga se você quiser. Se vocês não pagarem e lhes processarem, este processo 
não terá prosseguimento. Então, haverá carência acionária: faltarão elementos 
para o prosseguimento do processo, já que não é uma obrigação jurídica, mas 
natural. Entrar com ação é atitude subjetiva. Haverá sentença terminativa logo 
na petição inicial. Não é falta de legitimidade, mas falta a <I>causa de 
pedir</I>. O pedido está em desacordo com a lei. </P>
<P class=MsoNormal>A questão vai até aí, mas vamos prolongar. O art. 814, em seu 
final, diz: caso quem venha a pagar essa dívida voluntariamente for menor, 
interdito, ou caso aquele jogo tenha ocorrido num elemento chamado dolo, haverá 
devolução se o perdente volutariamente pagar e for menor. Não faz diferença 
quanto ao critério de idade ou quanto a absolutamente ou relativamente incapaz. 
Se se tratar de um interdito, então vamos cair num caso de processo de 
interdição. Então, concluímos que as pessoas citadas nos arts. 3º e 4º, se 
vierem a pagar voluntariamente, poderão exigir o dinheiro de volta. </P>
<P class=MsoNormal>E o dolo? É o exemplo usado até para os maiores: o dolo é um 
vício do consentimento ou da vontade: é quando induzimos a pessoa a erro. Quem 
prova o dolo? Aquele que perdeu. Vamos aprender em <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> Civil 2: o dolo, 
dentro do grau da invalidade do negócio jurídico, gera anulação. Então, temos um 
prazo de quatro anos da data do jogo para entrar com essa ação. Se o prazo 
expirar, o inválido se tornará válido. Quando se prova o dolo, implicitamente 
prova-se a boa-fé do querelante e a má-fé do réu. </P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_3></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
3</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Primeira coisa: estamos vendo o art. 1º da LICC. Ele também 
tem um contexto histórico. Antes da LICC, o princípio que vigia não era o da 
vigência simultânea, mas o da vigência proporcional. Quando falamos em princípio 
da vigência simultânea, não importa onde estejamos no território nacional, o 
prazo será sempre de 45 dias. Segunda parte da questão: Lei Complementar 95/98. 
A partir dela, em seu art. 8º, toda lei deverá trazer sua própria <I>vacatio 
legis</I>. Então surgiu uma discussão doutrinaria se essa lei complementar 
revogou ou não o art. 1º da LICC. Há dois posicionamentos: uma corrente, que tem 
uma visão mais técnica, apesar de ser minoritária. Ela traz três justificativas: 
primeira: para o autor dessa corrente, existe hierarquia entre lei complementar 
e lei ordinária. A Lei Complementar 95/98 é complementar, então de acordo com 
essa corrente ela é superior à LICC, que é lei ordinária, de acordo com a forma 
que o decreto-lei de 1942 foi recepcionado pela Constituição atual. Outro 
critério é o da cronologia: lei mais nova revoga a lei mais velha. Terceira 
justificativa: revogação tácita: ambas tratam da mesma matéria. Logo, a lei mais 
nova derroga a mais velha.</P>
<P class=MsoNormal>Segunda corrente: entende que não há hierarquia entre lei 
complementar e lei ordinária; esta é a corrente majoritária. O raciocínio dela 
é: as duas leis de fato tratam da mesma matéria, mas o legislador pode 
eventualmente se esquecer de trazer a <I>vacatio legis</I>, então não vamos 
deixar de aplicá-la. Nesse caso, usaremos o prazo de 45 dias, conforme o art. 1º 
da LICC. Então, o raciocínio é usar a LICC de maneira subsidiária.</P>
<P class=MsoNormal>Tipos de revogação: expressa ou tácita. A expressa pode ser 
indeterminada ou determinada. Na indeterminada, deixa-se em aberto: "revogam-se 
as disposições em contrário". Expressa determinada: especifica-se o que foi 
revogado. Exemplo: “revogam-se os artigos X, Y e Z da lei W”. Tácita: ocorre 
quando há incompatibilidade de matérias, e a revogação decorrerá de 
interpretação. Se algum autor colocar a "revogam-se disposições em contrário" na 
descrição da revogação tácita, isso é um erro. <SPAN> </SPAN></P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_4></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
4</SPAN></P>
<P class=MsoNormal>Vamos relembrar um detalhe: nos preocupamos em <I>vacatio 
legis</I> de uma lei que eu quero que tenha eficácia no Estado estrangeiro. Isso 
também está no art. 1º da LICC. Na Lei de Introdução diz que essa <I>vacatio 
</I>legis será de 3 (três) meses (não 90 dias, cuidado). Um detalhe é: a partir 
de 98, o raciocínio é que toda nova lei deve trazer sua própria <I>vacatio 
legis</I>. Então, deve-se especificar onde se deseja que a lei faça efeito. Se o 
prazo for especificado para o Brasil mas esquecer-se do Estado estrangeiro, ou 
ser omisso na <I>vacatio legis</I> quanto ao Estado estrangeiro, aplicaremos o 
prazo de três meses. Quem resolverá esse problema será a doutrina. Ela entende 
que o prazo de 5 meses de <I>vacatio </I>legis citado para o brasil será o mesmo 
prazo para o Estado estrangeiro. </P>
<P class=MsoNormal>Mas a questão fala de ato administrativo. Portarias, por 
exemplo. Não importa: o ato administrativo não tem <I>vacatio legis</I>. Ele 
entra em vigor na data da sua publicação. Não importa se esse ato administrativo 
é para ter eficácia aqui ou no Estado estrangeiro.Há ainda um decreto ativo 
antigo que ainda está em vigor, que diz que todo ato administrativo deve entrar 
em vigor da data de sua publicação por causa da necessidade de celeridade no 
âmbito da administração pública.</P>
<P class=MsoNormal><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_5></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
5</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Princípio da obrigatoriedade da norma: está no art. 3º da 
LICC. É o artigo mais famoso. Não podemos alegar desconhecimento da norma. Há 
teorias que tentam explicar sua existência na Lei de Introdução ao Código Civil. 
A primeira delas é a teoria da <I>legalidade</I>. De acordo com ela, se é lei, 
então já existe uma presunção de obrigatoriedade. Presunção é meio de prova, 
porém frágil. É indício. Essa teoria então dá a entender que há certas leis 
devem subentender obrigatoriedade e outras não. Logo, é uma corrente 
fraca.<SPAN>  </SPAN>Indício e presunção são coisas fracas para o <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>. Mas é admissível 
como meio de prova. No Processo Civil, provas documentais têm muito mais valor 
do que uma prova de presunção. Então há um grau dentro dos meios de prova. A 
presunção é fraca.</P>
<P class=MsoNormal>Outra teoria usada é a da <I>ficção</I>. De acordo com ela, 
quem cria a obrigatoriedade da norma é o legislador. Seria a vontade do 
legislador que iria criar tal obrigatoriedade. Também é um entendimento frágil. 
Na realidade, o Brasil não adota nem uma nem outra, ele usa a...</P>
<P class=MsoNormal>Teoria da <I>necessidade</I>: tem uma explicação ligada ao 
contexto social. Se entendemos que uma lei é obrigatória, então ela tem a 
finalidade de conter conflitos sociais. A segunda parte da questão pergunta por 
que o princípio é relativo. Para provarmos, devemos recorrer ao art. 337 do 
Código de Processo Civil: </P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left"><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Art. 337</SPAN>.  A parte, que 
      alegar <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> 
      municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário, provar-lhe-á o teor e 
      a vigência, se assim o determinar o juiz.</SPAN> </TD></TR></TBODY></TABLE>
<P class=MsoNormal>Esse artigo só será aplicado para juiz federal. O juiz 
federal não tem a obrigatoriedade de conhecer matéria estrangeira, lei estadual, 
lei municipal nem costumes locais. Olhe a parte final do desse artigo: quem deve 
trazer a lei aos autos é o interessado. Mesmo assim o juiz não deixará de 
julgar, <I>non liquet </I>não é mais permitido. Então, o art. 337 prova que pelo 
menos uma pessoa não tem a obrigatoriedade, então o princípio é relativo, não 
absoluto.</P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_6></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
6</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>A professora tem mania de botar assim na prova: fundamente 
legalmente o artigo. Positivamente é, para estes efeitos, sinônimo de 
“legalmente”. Então não se enrole nas palavras. Fundamente doutrinariamente, use 
a explicação que a doutrina dá, cite o artigo. As questões da professora são 
passíveis de perder-se ponto se o artigo não for citado. (lembrete: pode levar o 
Código Civil em <I>papel</I>, e mais nenhuma anotação, nem legislações em 
documentos eletrônicos como PDF.) Então vamos explicar o erro de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> positivamente e 
doutrinariamente. </P>
<P class=MsoNormal>Erro também é um vício do consentimento ou da vontade. É 
matéria de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> Civil 
2. Ocorre erro quando se desconhece algo. Ignorância é sinônimo de erro. O erro 
é um vício, e dentro do grau da invalidade, ele gera anulação. E se ele gera 
anulação, caso venhamos a desconhecer algo na hora em que eu esteja negociando, 
abrir-se-á prazo para entrar com anulação. Desconhece-se o fato<I> sem indução 
de terceiros</I>. Esse erro gera anulação. Mas há prazo de quatro anos da data 
do fato. Há o erro de fato e o erro de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>. Quando falamos em 
erro de fato, então erra-se em uma <I>circunstância</I>. “Errei quanto ao objeto 
da negociação, pensei que tava comprando lebre e comprei gato.” Mas, quando veio 
o Código Civil novo, veio com ele um detalhe: o Código trouxe o <I>erro de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B></I>. A idéia do erro 
de fato vem desde o <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> Romano. A idéia do 
erro de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> é algo 
novo. O erro de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> é 
fundamentado pelo art. 139, inciso 3º do Código Civil:</P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Art. 139</SPAN>. O erro é substancial 
      quando:</SPAN></P>
      <P><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">[...]</SPAN></P>
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">III - 
      sendo de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> e 
      não implicando recusa à aplicação da lei, for o motivo único ou principal 
      do negócio jurídico.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
<P class=MsoNormal>Diz que pode-se alegar desconhecimento de uma norma. Mas, 
quando aparece no novo Código Civil esse novo instituto do erro de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>, a doutrina foi à 
loucura. “Agora, qualquer um pode cometer ilícitos e alegar desconhecimento da 
lei!” Ela pensou que o legislador queria revogar tacitamente o princípio da 
obrigatoriedade da norma. Então, a doutrina, para consertar o ato bisonho do 
legislador, que é o erro de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>, trouxe requisitos 
para serem elencados na petição do erro de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>, que visam 
<I>dificultar</I> sua invocação.<SPAN>  </SPAN>A doutrina diz: “caso você 
alegue que desconhece a norma, então você deve provar sua boa-fé”, o que não é 
nada fácil de provar. E continua: “e essa norma deverá ser obrigatoriamente 
<I>dispositiva</I>”, ou seja, que pode ser alterada. Lembre-se que o art. 666 do 
Código Civil diz que o relativamente incapaz pode ser procurador de alguém: </P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left"><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Art. 666</SPAN>. O maior de dezesseis e menor de 
      dezoito anos não emancipado pode ser mandatário, mas o mandante não tem 
      ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis às 
      obrigações contraídas por menores.</SPAN> </TD></TR></TBODY></TABLE>
<P class=MsoNormal><SPAN 
style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><BR></SPAN></P>
<P class=MsoNormal>Mas quem deu a procuração só terá, contra ele, as regras 
gerais. É o contrato de <I>mandato</I>. As regras gerais são aquelas copiadas do 
artigo do Código, enquanto as específicas são aquelas que as partes criaram. 
Essas regras especiais são exatamente as dispositivas. Pode-se alegar difícil 
interpretação de cláusula, então pode-se pedir anulação do contrato. Quanto à 
parte genérica do artigo, não se pode pedir anulação. </P>
<P class=MsoNormal>Tudo que é ilícito é nulo, entra no art. 166 do Código 
Civil:</P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Art. 166.</SPAN> É nulo o negócio jurídico 
      quando:</SPAN></P>
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">I - 
      celebrado por pessoa absolutamente incapaz;<BR>II - for ilícito, 
      impossível ou indeterminável o seu objeto;<BR>III - o motivo determinante, 
      comum a ambas as partes, for ilícito;<BR>IV - não revestir a forma 
      prescrita em lei;<BR>V - for preterida alguma solenidade que a lei 
      considere essencial para a sua validade;<BR>VI - tiver por objetivo 
      fraudar lei imperativa;<BR>VII - a lei taxativamente o declarar nulo, ou 
      proibir-lhe a prática, sem cominar 
sanção.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_7></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
7</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Analogia: vamos lembrar: ela está citada de forma expressa no 
art. 4º da Lei de Introdução ao Código Civil. Analogia é fonte de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>. A doutrina traz uma 
classificação da analogia. Então, encontramos três tipos de analogia 
(classificação doutrinária, não legal):</P>
<UL>
  <LI><I>legis</I>: busca-se semelhança na lei. É a única referida no art. 4º da 
  LICC. 
  <LI><I>facti</I>: procura-se na doutrina algo parecido com o que 
  aconteceu.<SPAN>  </SPAN>Se admitimos que há esse tipo de analogia, então 
  estamos entendendo de forma ampliativa, pois o art. 4º não fala em doutrina 
  como fonte de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>. 
  <LI><I>juris</I>: busca-se na jurisprudência algo parecido. Jurisprudência não 
  é citada no art. 4º. Se admitirmos que existe analogia <I>juris</I>, também 
  estamos em interpretação extensiva do mesmo artigo. </LI></UL>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_8></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
8</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Eqüidade: tem muitos livros que citam a eqüidade como fonte 
de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>. Mas ela não é 
fonte do <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> Civil; é 
fonte expressa apenas no <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> Trabalhista. O 
conceito de eqüidade é a aplicação do justo. A eqüidade tem suas classificações: 
legal ou judicial.</P>
<UL>
  <LI>Legal: exemplos na legislação. Tome cuidado. Esses exemplos na legislação 
  poderão estar expressos, com a palavra eqüidade escrita, ou às vezes com um 
  entendimento implícito. Exemplo: lei de alimentos (pensão alimentícia), 
  atualização da pensão. Ação de alimentos não tem a palavra eqüidade em seu 
  texto, todavia, pelo entendimento de maneira implícita, entendemos que o 
  legislador está pedindo o uso da eqüidade. 
  <LI>Judicial: são os aplicadores. Duas pessoas poderão usar de eqüidade: o 
  juiz, de acordo com o art. 127 do Código de Processo Civil, e também o 
  árbitro. </LI></UL>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left"><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Art. 127</SPAN>.  O juiz só 
      decidirá por eqüidade nos casos previstos em lei.</SPAN> 
</TD></TR></TBODY></TABLE>
<P class=MsoNormal><SPAN 
style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">        </SPAN></P>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_9></A><SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 
9</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Costumes: também é fonte de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>, de acordo com o 
art. 4º da LICC. Essa classificação de costumes vem desde o <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> Romano:</P>
<UL>
  <LI><I>Secundum legem</I>: o legislador de maneira expressa permite a 
  aplicação do costume. Exemplos: artigo sobre a divisão de terrenos, cercas 
  divisórias. <BR>
  <TABLE 
  style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
  cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
    <TBODY>
    <TR>
      <TD 
      style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
        <P><B><SPAN 
        style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">Art. 
        1.297</SPAN></B><SPAN 
        style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">. O 
        proprietário tem <B 
        style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> a cercar, 
        murar, valar ou tapar de qualquer modo o seu prédio, urbano ou rural, e 
        pode constranger o seu confinante a proceder com ele à demarcação entre 
        os dois prédios, a aviventar rumos apagados e a renovar marcos 
        destruídos ou arruinados, repartindo-se proporcionalmente entre os 
        interessados as respectivas despesas.</SPAN></P>
        <P><B><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">§ 
        1<U><SUP>o</SUP></U></SPAN></B><SPAN 
        style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"> Os 
        intervalos, muros, cercas e os tapumes divisórios, tais como sebes 
        vivas, cercas de arame ou de madeira, valas ou banquetas, presumem-se, 
        até prova em contrário, pertencer a ambos os proprietários confinantes, 
        sendo estes obrigados, de conformidade com os costumes da localidade, a 
        concorrer, em partes iguais, para as despesas de sua construção e 
        conservação.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
  <LI><I>Praeter legem</I>: praeter, em latim, vem de <I>prática</I>. Não está 
  expresso na legislação, mas é um hábito da sociedade. Exemplo: cheque 
  pré-datado. 
  <LI><I>Contra legem</I>: a doutrina entende que esse costume nunca é usado. 
  Mas há casos em que o juiz se posiciona em favor de um costume da região, 
  contra a lei. Quando ele faz isso, ele deverá fundamentar, ou a sentença será 
  passível de revisão. </LI></UL>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><A style="FONT-WEIGHT: bold" name=Questão_10></A><SPAN 
style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 10</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal><B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> atual: está no art. 
6º da LICC. Quando falamos em <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> atual, falamos em <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> adquirido. Lembre-se 
do art. 6º, que diz e protege o <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> adquirido, a coisa 
julgada e o ato jurídico perfeito. A regra para o Código Civil é a 
<I>irretroatividade da norma</I>. A lei não deverá retroagir para afetar o ato 
jurídico perfeito. </P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left"><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">     
      <B>Art. 6º</B> A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o 
      ato jurídico perfeito, o <B 
      style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> adquirido e a 
      coisa julgada.</SPAN> </TD></TR></TBODY></TABLE>
<P class=MsoNormal><SPAN 
style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: black; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><BR></SPAN></P>
<P class=MsoNormal><B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> futuro deferido: <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> condicionado. Plano 
da eficácia: “te dou uma casa se você fizer teu dever de casa”. O objeto (casa) 
ainda não foi incorporado ao patrimônio. A doação já aconteceu; o contrato de 
doação já aconteceu. Mas, depende-se da vontade de quem está recebendo a doação 
para se transformar em <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> adquirido. 
Precisamos ver, então, se o receptor se manifestará ou não. Se ele realmente 
fizer aquilo, passará de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> futuro deferido para 
<B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> adquirido.</P>
<P class=MsoNormal><B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> futuro indeferido: 
expectativa de <B style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B>. 
Exemplo: testamento. “Prometo a ti que te colocarei como meu herdeiro 
testamentário.” Não importa a manifestação de vontade. Ninguém é obrigado a 
colocar ninguém como herdeiro testamentário. A vontade do receptor, portanto, 
não é importante, ao contrário do <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">direito</B> futuro deferido. 
</P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><A name=Questão_11></A><SPAN 
style="FONT-WEIGHT: bold">Questão 11</SPAN><B><O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Capacidade de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>, capacidade de fato 
e legitimação.</P>
<P class=MsoNormal>Capacidade de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> é a mesma coisa que 
capacidade de gozo. Adquire-se a partir do nascimento com vida. Pelo Código 
Civil, o termo personalidade é sinônimo de capacidade de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>. Cuidado com as 
doutrinas mais trabalhadas, que se baseiam no <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B> Romano, que 
diferenciam as duas. Capacidade de fato: sinônimo de capacidade de exercício. Em 
regra, ela será adquirida aos 18 anos. Em caráter de exceção, ela pode ser 
antecipada, através do instituto da emancipação. </P>
<P class=MsoNormal>Legitimação: é um requisito a mais na capacidade de fato. 
Exemplo: quando ocorre venda de imóvel entre ascendente e descendente, vem dito 
em algum artigo do Código Civil que, se houver outros filhos na família, 
dever-se-á pedir a autorização deles e da esposa. Se não tiver filho, só a 
esposa, obviamente. Observe: O pai nasceu, então ele tem capacidade de <B 
style="COLOR: black; BACKGROUND-COLOR: #a0ffff">Direito</B>; tem mais de 18 
anos, então tem capacidade de fato; porém, para ele poder ser parte legítima na 
ação de venda desse imóvel, ele deverá obter a autorização dos outros filhos e 
esposa. Será ato anulável caso essa exigência não seja cumprida. </P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><B><A name=Questão_12></A>Questão 12<O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Disserte sobre a natureza jurídica do nascituro e os efeitos 
patrimoniais.</P>
<P class=MsoNormal>Quando falamos em <I>natureza jurídica</I> do nascituro, 
então pedimos a <I>classificação</I>. O art. 2º do Código Civil é interpretado 
de três maneiras, cada uma dessas interpretações de acordo com uma corrente 
doutrinária:</P>
<OL>
  <LI>Natalista: Sílvio Rodrigues: visão mais direta. Precisa nascer com vida. 
  Não dá muita importância aos direitos resguardados ao nascituro. A preocupação 
  dele é a partir do nascimento com vida. Então, ele é omisso quanto aos 
  direitos anteriores ao nascimento. <I>(não é necessário saber os nomes dos 
  autores que defendem as correntes.)</I> 
  <LI>Natalista moderada ou condicional: é a visão que a professora acha que o 
  Código seguiu. É copia do art. 2º. Usam a condição <I>se</I>, mas não são tão 
  diretos quanto Sílvio Rodrigues. 
  <LI>Corrente da concepção: todos os direitos já estão adquiridos desde a 
  concepção. </LI></OL>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal>A parte final da questão pede para falar dos efeitos 
patrimoniais. São eles a doação e o testamento. O representante legal do 
nascituro poderá receber em nome dele...</P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <P class=MsoNormal><B><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">Art. 
      542</SPAN></B><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">. 
      A doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita pelo seu representante 
      legal.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE>
<P class=MsoNormal><B><SPAN 
style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><BR></SPAN></B><SPAN 
style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"></SPAN></P>
<P class=MsoNormal>Esse representante legal não necessariamente é a mãe. Se o 
nascituro receber a doação de um imóvel, o registro só acontecerá após o 
nascimento com vida. Se o registro do imóvel só puder acontecer depois do 
nascimento com vida, então estamos em que corrente? Na segunda, a natalista 
moderada. É necessário adquirir personalidade para se efetuar o registro. Se não 
nascer com vida, a doação é desfeita.</P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><B><A name=Questão_13></A>Questão 13<O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Concepturos</P>
<P class=MsoNormal>Nascituro é aquele que foi concebido mas ainda não veio a 
nascer. A fundamentação legal é o art. 2º: os direitos do nascituro estão 
resguardados. Também há os que falam em doação, testamento e curador especial do 
nascituro. </P>
<P class=MsoNormal>Concepturo: aquele que ainda nem foi concebido. É o que é 
doutrina chama de <I>prole eventual</I>. Só tem um artigo falando dele: art. 
1800 §4:</P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Art. 1.800</SPAN>. No caso do inciso I do artigo 
      antecedente, os bens da herança serão confiados, após a liquidação ou 
      partilha, a curador nomeado pelo juiz.</SPAN></P>
      <P><SPAN 
      style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'">[...]</SPAN></P>
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">§ 4</SPAN><U 
      style="FONT-WEIGHT: bold"><SUP>o</SUP></U> Se, decorridos dois anos após a 
      abertura da sucessão, não for concebido o herdeiro esperado, os bens 
      reservados, salvo disposição em contrário do testador, caberão aos 
      herdeiros legítimos.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
<P class=MsoNormal>“Abertura da sucessão” não é a “entrada no inventário”, mas o 
momento da morte. Não precisa nascer dentro de dois anos, apenas haver a 
concepção dentro desse prazo. Da morte do pai que armazenara o sêmen no banco, 
contamos dois anos. Se ocorrer concepção, o testamento será valido. Se o filho 
ou prole não forem concebidos, então o que estava determinado no testamento 
deixará de existir e os bens irão para a sucessão legítima.</P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><B><A name=Questão_14></A>Questão 14<O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Explique e fundamente positivamente a responsabilidade civil 
do incapaz. </P>
<P class=MsoNormal>Isso está disposto no art. 928:</P>
<TABLE 
style="MARGIN-LEFT: auto; WIDTH: 80%; MARGIN-RIGHT: auto; TEXT-ALIGN: left" 
cellSpacing=2 cellPadding=2 border=0>
  <TBODY>
  <TR>
    <TD 
    style="BORDER-RIGHT: black 1pt solid; BORDER-TOP: black 1pt solid; BORDER-LEFT: black 1pt solid; BORDER-BOTTOM: black 1pt solid; TEXT-ALIGN: left">
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Art. 928.</SPAN> O incapaz responde pelos 
      prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
      obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.</SPAN></P>
      <P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'"><SPAN 
      style="FONT-WEIGHT: bold">Parágrafo único</SPAN>. A indenização prevista 
      neste artigo, que deverá ser eqüitativa, não terá lugar se privar do 
      necessário o incapaz ou as pessoas que dele 
  dependem.</SPAN></P></TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
<P class=MsoNormal>Em sala a professora falou: não é porque é incapaz que ele 
não tem responsabilidade civil. O incapaz tem responsabilidade civil sim. O 
artigo fala que a responsabilidade civil do incapaz será <I>subsidiária</I>. 
Incapaz é termo genérico. Fala tanto dos absolutamente e dos relativamente 
incapazes.</P>
<P class=MsoNormal>Situação 1: há pessoas que não são responsáveis, e ainda 
assim são obrigadas a pagar indenização.</P>
<P class=MsoNormal>Situação 2: o incapaz causou um dano. A indenização deve 
acionar seu patrimônio. Entretanto, a subsistência não pode ser prejudicada. Se 
seus dependentes dependem desse patrimônio, então ele não poderá ser 
acionado.</P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><B><A name=Questão_15></A>Questão 15<O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Explique a presença do incapaz no processo do inventário.</P>
<P class=MsoNormal>Pelo que vimos, o inventário poderá ter dois tipos de 
partilha: judicial ou amigável. </P>
<P class=MsoNormal>Na partilha judicial, quem fará a divisão dos bens do 
falecido será o juiz, através de uma sentença. É obrigado a haver partilha 
judicial se houver, dentre os herdeiros, um incapaz, ou maiores divergindo. </P>
<P class=MsoNormal>Sem essas condições, poderá haver a partilha amigável. Então 
eles mesmos farão a partilha. </P>
<P class=MsoNormal>Se houver um ausente, deve haver uma sentença declaratória de 
ausência, na fase <I>inicial</I> da sucessão provisória.</P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<P class=MsoNormal><B><A name=Questão_16></A>Questão 16<O:P></O:P></B></P>
<P class=MsoNormal>Explique se a ausência caracteriza incapacidade. </P>
<P class=MsoNormal>O fato de ser velho, por si só, não gera incapacidade. O fato 
de ser o sujeito surdo e mudo, sem der debilidade mental nenhuma, também não 
gera incapacidade. A ausência gera incapacidade? Não. Ausente não é incapaz. Se 
um indivíduo some, e se torna um ausente de má-fé, e ficar sabendo que está 
tramitando um processo de ausência, não estará ele legitimado? Claro que estará; 
o processo de ausência é justamente para proteger o patrimônio deixado. No 
código antigo, o ausente era considerado incapaz. Não é mais assim.</P>
<P class=MsoNormal></P>
<P class=MsoNormal style="FONT-WEIGHT: bold"><A name=Questão_17:></A>Questão 
17:</P>
<P class=MsoNormal>Sentença nula e sentença anulável são coisas importantes de 
serem relembradas. Quando falamos de emancipação, falamos em emancipação 
voluntária. Se os pais voluntariamente forem a cartório fazer a emancipação, 
então eles não poderão voltar atrás depois de assinado o ato. Mas, às vezes, a 
vontade não está livre; ela está viciada. Se isso ocorrer, então devemos ver 
qual é o grau desse vício. Pode ter ocorrido coação moral ou coação física. 
Quando falamos em coação moral, é a mera ameaça; significa que há um grau de 
escolha. O ato será passível de anulação. Então, é ato anulável, portanto gerará 
efeitos. Isso significa que o menor, delinqüente, poderá lançar mão de manobras 
para protelar a sentença de invalidade ate que atinja os 18 anos. Nesse caso, a 
sentença é chamada <I>ex-nunc: </I>tem efeito <I>para frente</I>. Mas, às vezes 
os pais estão no cartório e são coagidos fisicamente. Isso significa que houve 
violência. Forçar assinatura, usar arma de fogo, faca, maçarico, etc. A doutrina 
entende que a coação física anula o ato jurídico. Então, a sentença de 
invalidade do ato é dita <I>ex-tunc</I>, que retroage e invalida tudo desde a 
data da emancipação.<O:P> </O:P></P>
<P class=MsoNormal><O:P></O:P></P>
<HR style="WIDTH: 100%; HEIGHT: 2px">
<P class=MsoNormal style="COLOR: rgb(91,46,0)">Matéria da prova será até a aula 
passada, até o art. 13.</P></DIV></BODY></HTML>

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