(Parte 1 de 7)

MANAUS 2010

1 AMANDA DANIELLE BELEZA DE SOUZA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Ensino Superior Materdei, como requisito de nota parcial na disciplina TCC I, para obtenção de grau de Bacharel em Enfermagem, sob orientação da Profa. Esp. Raimunda Lúcia F. de Andrade.

MANAUS 2010

O Trabalho de Conclusão de Curso intitulado INTERVENÇÕES DE

ENFERMAGEN FRENTE AO PACIENTE TERMINAL E SUA FAMÍLIA, elaborado por AMANDA DANIELLE BELEZA DE SOUZA, matrícula n° 060110000020, foi julgado por todos os membros da banca examinadora para obtenção do Grau de Bacharel em Enfermagem, apresentado em defesa pública, em 01 de dezembro de 2010 e entregue em sua forma final em 15 de dezembro de 2010, conforme observâncias das normas da instituição conforme ABNT.

Manaus, 15 de dezembro de 2010 Banca Examinadora:

Profª Dra; Valdelize Elvas Pinheiro Membro da Banca

Profª Esp. Anete Rodrigues Dantas Membro da Banca

Dedico a Deus em primeiro lugar, pelo fato de que ele tenha sido o responsável direto pela força que encontrei para continuar essa jornada, e em seguida a minha mãe Eneida por não ter me deixado cair nesses caminhos que tive que cruzar, e claro a minha segunda mãe Euridice que me ensinou tudo sobre ser uma pessoa de caráter.

Dedico a toda minha família, Tios, Tias, primos, aos meus verdadeiros amigos, Ricardo, Mayara, Erika, que são mais que simples amigos e ao meu coração Gustavo. E aos amigos que são tantos.

Dedico em memória aos que estiveram aos que tentaram está aqui hoje comigo, mas por forças maiores não puderam e sei que fariam tudo para está vivendo este momento.

Agradeço a Deus por tudo que tem feito por mim. É infinito os agradecimentos que tenho que fazer a minha mãe Eneida, uma mulher guerreira, que me ensinou a ser forte, me deu a mão para levantar todas as vezes que cai. Se não fosse você mamãe eu não seria nada hoje.

Agradeço em memória a minha mãe/vó Euridice que daria tudo pra está aqui presenciando este momento tão espercial para mim.

Tenho muito que agradecer ao meu tesouroa minha irmã Anne por ter

Agradeço minha família por ter acreditado que eu poderia chegar aqui no fim desta enorme jornada. Em especial ao meu Tio José Carlos que sempre me teve com uma filha para ele, e que até hoje carrega minha foto na sua carteira. feito muito cafuné em mim quando eu estava estressada. Nos Dias que eu queria desistir ela tão pequena chegava comigo e dizia que eu venceria!

A minha amiga Mayara que eu não deixava dormir nas madrugadas pois não queria ficar sozinha acordada estudando.

Não poderia esquecer da Erika por ter me dado palavras de conforto quando precisei.

Não Poderia deixar de agradecer a meu grande amigo, confidente, e padrinho CMT Ricardo, que foi e é uma pessoa presente em minha vida nos bons e maus momentos, nunca me deixou só, sempre esteve presente mesmo quando estava longe, foi responsável por muitas alegrias de minha vida, e em um momento desses eu não poderia deixar de agradecer a ele.

Impossível esquecer meu coração Gustavo que estava aqui presente em meus pensamentos, e hoje nesta correria que me encontro, está aqui ao meu lado neste momento de tão grande importância para mim. O que posso dizer é que meu coração é teu.

E evidentemente não poderia deixar de agradecer a minha Professora,

Orientadora Raimunda Lucia por tudo que fez por mim, por ter sido esta pessoa maravilhosa que foi comigo, eu só tenho que te agradecer. Obrigada a todos vocês!

5 RESUMO

A morte é um tema controverso que suscita nos enfermeiros sentimentos e atitudes diversas.

Embora faça parte do ciclo natural da vida, a morte é, ainda, nos dias de hoje, um assunto polêmico, por vezes evitado e por muitos não compreendido, gerando medo e ansiedade. Uma vez que a enfermagem tem nos seus ideais o compromisso com a vida, lidar com a morte pode torna-se um acontecimento difícil e penoso, gerando uma multiplicidade de atitudes por parte dos profissionais de enfermagem. Durante a fase terminal, o paciente e sua família esgotam todas as suas perspectivas de regressão da doença. Sendo assim o objetivo geral dessa temática é compreender a dor do paciente terminal e orientar sua respectiva família para o desenlace. Para o alcance desse objetivo foi necessário discutir os seguintes objetivos específicos: Descrever a morte e suas características psicológicas, sociais, biológicas e religiosas; Caracterizar paciente terminal e seu envolvimento com a família; Contextualizar um envolvimento maior da enfermagem com o paciente terminal e sua família na hora da morte. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica através de referenciais bibliográficas utilizando o método qualitativo dedutivo. Buscando em bibliotecas públicas e privadas da cidade de Manaus, sites da Internet, livros, revistas, artigos científicos, jornais. O estudo será fundamentado no código de ética dos profissionais de enfermagem, resolução COFEN n. 311/2007, Art. 9. Publicar em seu nome, produção técnico-científica do qual não tenha participado ou omitir nomes de co-autores e colaboradores. Art. 101. Apropriar-se ou utilizar produções teórico-cientifica das quais tenha participado como autor ou não, implantadas em serviços ou instituições sob concordância ou concessão do autor (CONSELHO, 2007). A morte continua a ser um grande obstáculo. Resultando em abandono de sentimentos e falta de humanização por lado do profissional de enfermagem não preparado para tratar de paciente terminal. No entanto, nada de proveitoso se adquire deste tipo de comportamento e conduta, resultando no errado acompanhamento dos profissionais de saúde à família e doente, no momento da morte. Com essa vivência dentro de hospitais e a proximidade com a equipe de enfermagem o paciente acaba vendo o enfermeiro como alguém próximo e depositando nele total confiança. Se o acompanhamento ao doente em fase terminal, for adequado e antecipadamente se inserir a família neste processo de apoio, o doente usufruirá de uma melhor qualidade de vida, do ponto de vista emocional e afetivo, assim como, na diminuição da dor e angústia, inerentes à doença.

PALAVRAS-CHAVE: Morte; Medo; Enfermeiro; Paciente terminal; Família

6 ABSTRACT

The death is a controversial subject that excites in the nurses feelings and diverse attitudes.

Although it is part of the natural cycle of the life, the death is, still, nowadays, an controversial subject, for times prevented and many not understood, generating fear and anxiety. A time that the nursing has in its ideals the commitment with the life, to deal with the death can becomes a difficult and laborious event, generating a multiplicity of attitudes on the part of the nursing professionals. During the terminal phase, the patient and its family deplete all its perspectives of regression of the illness. Being thus the general objective of this thematic one he is to understand the pain of the terminal patient and to guide its respective family for the outcome. For the reach of this objective it was necessary to argue the following specific objectives: To describe psychological, social, biological and religious the death and its characteristics; To characterize terminal patient and its envolvement with the family; To develop a bigger envolvement of the nursing with the terminal patient and its family in the hour of the death. The used methodology is the bibliographical research was through through bibliographical referenciais using the deductive qualitative method, the research is capable to take care of to the objectives of the boarding. Searching in public and private libraries of the city of Manaus, scientific sites of the Internet, books, magazines, articles, periodicals. The study it will be based on the code of ethics of the nursing professionals, resolution COFEN N. 311/2007, Art. 9. To publish in its name, technician-scientific production of which has not participated or to omit names of co-authors and collaborators. Art. 101. To assume themselves or to use productions theoretician-scientific of which he has participated as author or not, implanted in services or institutions under agreement or concession of the author (ADVICE, 2007). The death continues to be a great obstacle. Resulting in abandonment of feelings and lack of humanização for side of the prepared professional of nursing not to deal with terminal patient. However, nothing of beneficial if it acquires of this type of behavior and behavior, resulting in the missed accompaniment of the professionals of health to the family and sick person, at the moment of the death. With this experience inside of hospitals and the proximity with the nursing team the patient finishes seeing the nurse as somebody next thing and depositing in it total confidence. If the accompaniment to the sick person in terminal phase, will be adjusted and anticipatedly to insert the family in this process of support, the sick person will usufruct of one better quality of life, of the emotional and affective point of view, as well as, in the reduction of pain and anguish, inherent to the illness.

WORDS KEY: Death; Fear; Nurse; Terminal patient; Family

7 SUMÁRIO

INTRODUÇÂO
1 MORTE
1.1 HISTORICO DA MORTE
1.2 CONCEITOS
1.3 TIPOS DE MORTES E SUAS CARACTERÍSTICAS
1.3.1 Aspectos Legais
1.4.1 Luto
1.4.2 A simbologia das cores em relação á morte
1.4.3 Simbologia da vela
1.4.4 Simbologia da cruz
1.4.5 Religião, cultura e povos
2 PACIENTES TERMINAL X FAMÍLIA
2.1 ESTÁGIOS DO PRECESSO DE MORRER
2.1.1 Negação da realidade
2.1.2 Aceitação

1.4 MITOS, COSTUMES, LENDAS E CURIOSIDADES SOBRE A MORTE

FAMÍLIA
3.1 ENFERMEIRO X PACIENTE TERMINAL
3.2 DILEMAS ÉTICOS E LEGAIS
3.4 DISTANÁSIA, EUTANÁSIA E ORTOTANÁSIA
3.5 DESPREPARO DO ENFERMEIRO
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS

3 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO AO PACIENTE TERMINAL E SUA

A morte é um tema controverso que suscita nos enfermeiros sentimentos e atitudes diversas. Embora faça parte do ciclo natural da vida, a morte é, ainda, nos dias de hoje, um assunto polêmico, por vezes evitado e por muitos não compreendidos, gerando medo e ansiedade. Uma vez que a enfermagem tem nos seus ideais o compromisso com a vida, lidar com a morte pode torna-se um acontecimento difícil e penoso, gerando uma multiplicidade de atitudes por parte dos profissionais de enfermagem. Durante a fase terminal, o paciente e sua família esgotam todas as suas perspectivas de regressão da doença.

Baseado neste contexto questiona-se: O enfermeiro estaria psicologicamente preparado e com conhecimento técnico-cientifico para atender esse tipo de paciente. E a família? O enfermeiro deve envolver-se também com a família naquele momento?

O assunto em questão começou a surgir a partir de observações durante o período de estágio acadêmico, nas atitudes da equipe de enfermagem ao prestarem assistência ao paciente terminal, percebendo que os profissionais não correspondiam às necessidades do paciente, principalmente no que diz respeito à afetividade. Demonstrou-se certa indiferença até mesmo um desinteresse em comentar sobre o assunto, o que reforçou ainda mais a preocupação de que os profissionais tratam o ser humano hospitalizado, na maioria das vezes, como apenas um instrumento de trabalho, ou seja, não permitindo que a pessoa tenha uma morte digna.

Justifica-se pela importância de proporcionar um estudo direcionado para acadêmicos e profissionais de enfermagem com a finalidade de proporcionar um melhor atendimento ao paciente terminal e sua família.

Durante a fase terminal, o paciente e sua família esgotam todas as suas perspectivas de regressão da doença. Sendo assim, o objetivo geral dessa temática é compreender a dor do paciente terminal e orientar sua família para o desenlace. Para o alcance desse objetivo é necessário discutir os seguintes objetivos específicos: Descrever a morte e suas características psicológicas, sociais, biológicas e religiosas; Caracterizar o paciente terminal e seu envolvimento com a família; Contextualizar um envolvimento maior da enfermagem com o paciente terminal e sua família na hora da morte.

Segundo Prestes (2007) compreende-se que através de referenciais bibliográficas utilizando o método qualitativo dedutivo, a pesquisa é capaz de atender aos objetivos da abordagem. Buscando em bibliotecas públicas e privadas da cidade de Manaus, sites da Internet, livros, revistas, artigos científicos, jornais.

Baseando-se no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem

Resolução COFEN Nº. 311/2007, art. 91 e 92, de fevereiro de 2007 que asseguram o respeito através dos princípios de honestidade e fidedignidade aos respeitos autorais disponibilizando os resultados a comunidade cientifica e a sociedade em geral (COREN, 2007).

1 MORTE

A morte é considerada como parte constituída da existência humana. É sem dúvida, um dos poucos fatos que se tem certeza de seu acontecimento. E sua imprevisibilidade, obriga o ser humano a conviver com a presença in memorian desde o início da vida ao estágio final de seu desenvolvimento. Ao nascer, o indivíduo está em constante estado de preparação: crescendo, para assim então, multiplicar e morrer. Porém, o último citado, é obscuro, a ponto de ser negado durante toda a sua existência. Fato que aponta para o seu enfrentamento ineficaz (CARVALHO; OLIVEIRA; PORTELA, 2006).

O ser humano presencia a morte e conceitua esta, somente como sendo a morte dos outros, isto é, jamais serão acessíveis a nós em sua real dimensão. Mesmo constituindo-se um fenômeno da vida, sempre despertou grande temor no ser humano, e este sentimento se expressa na dificuldade dele lidar com a finitude, estando presente nas crenças, valores e visão que cada pessoa traz consigo (PALÚ; LABRONICI; ALBINI, 2004).

A morte é um evento vivenciado de diferentes formas, por diferentes indivíduos envolvidos: o paciente crítico vivencia a morte de uma forma; seus familiares já sentem-se de outro modo e os elementos da equipe de saúde vêm a morte sob outro ângulo; mas basicamente todos passam por processos semelhantes, experimentam sensações semelhantes (CRUZ; JAWARS, 2001, apud ROCHA et al, 2004).

A morte constitui um dos maiores enigmas da existência humana e demandou esforços para seu equacionamento ao longo da história do pensamento ocidental (DASTUR, 2002). É considerada como grande divisor das águas na plena constituição dos homens e, de acordo com Martins (2001), é a mais universal das experiências, e sua representatividade varia entre as culturas.

A morte, o óbito, falecimento ou passamento são termos que podem referir-se ao termino da vida de um organismo como ao estado desse organismo após um evento (MICHAELIS, 2002).

1.1 HISTÓRICO

Pode-se afirmar que a morte é uma experiência universal. Morrer e morte são mais do que eventos biológicos; eles têm uma dimensão religiosa, social, filosófica, antropológica, espiritual e pedagógica. Questões sobre o significado da morte e o que acontece quando nós morremos são preocupações centrais para as pessoas em todas as culturas e as têm sido desde tempos imemoriais. A preocupação humana com relação à morte antecede ao período da história escrita. Arqueólogos encontraram evidências de tributo aos mortos com flores em locais de enterro datados da idade de bronze (DESPELDER; STRICKLAND, 2001).

Em locais de enterro, ainda mais antigos, como da época dos Neandertais, que começaram a habitar a Europa há aproximadamente 150.0 anos, aparecem ornamentos de concha, implementos de pedra e comida, enterrados junto com o morto, implicando em uma crença que tais itens seriam úteis na passagem da terra dos vivos para a terra dos mortos. Em muitos desses locais de enterro, o corpo está pintado com vermelho ocre e colocado em uma postura fetal, sugerindo idéias sobre revitalização do corpo e renascimento (DESPELDER; STRICKLAND, 2001).

Sócrates foi o príncipe dos filósofos. Ele ensinou que o propósito da filosofia era descobrir o significado da vida em relação à morte e entender a natureza da alma e que o filósofo verdadeiro era o que praticava a arte do morrer o tempo inteiro. A arte de morrer, de acordo com as argumentações de Sócrates, nada mais era que aceitar a morte como a separação da alma (a qual continua a existir) do corpo (o qual cessa de existir). De uma maneira breve, o pensamento socrático pode ser resumido assim:

(Parte 1 de 7)

Comentários