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Assim, de um lado é fundamental que o solo tenha a diversidade suficiente desses organismos, para que eles façam o trabalho necessário de formação de um solo rico, fértil e bem estruturado. Por outro lado, a utilização de agrotóxicos e adubos químicos mata os seres vivos do solo, diminui a sua qualidade e impede a prática de uma agricultura de base ecológica.

bactérias, fungos, protozoários, algas, minhocas, besouros, ácaros e outros vermes e insetos.

Solo pobre e sem vida do monocultivo. Solo rico e fértil do policultivo.

A quantidade e o número de espécies que habitam o solo varia muito de região para região, de acordo com o clima e o manejo empregado. De forma geral, em solos de clima quente, úmido e de boa qualidade, podemos encontrar até 24.200 kg de organismos vivos por hectare (PRIMAVESI, 1992).

Em um ecossistema natural, todo ser vivo, seja ele vegetal ou animal, tem um papel a desempenhar (um serviço a prestar) para a comunidade da qual faz parte. No agroecossistema não é diferente. Quando manejamos um sistema produtivo, aparecem, inevitavelmente, plantas invasoras da O importante,neste caso, não é gastar energia para eliminar essa vegetação espontânea por completo,mas sim manejá-la de forma a beneficiar o agroecossistema. As plantas invasoras, alémdenos indicar a qualidade do solo, podem ser manejadaspara que apareçam em momentos que nos tragam mais vegetação espontânea. benefícios do que prejuízos.

Oxalis oxyptera Euphorbia heterophylla Portulaca oleracea Echinochloa crusgalfi Carex ssp Cenchrus ciliatus Eryngium ciliatum Baccharis ssp Amaranthus ssp Tagetes minuta Taraxum officialis Galinsoga parviflora Sida ssp Rumex ssp Senecio brasiliensis

Solo argiloso, pH baixo, falta de cálcio e/ou molibdênio.

Desequilíbrio de nitrogênio com cobre, ausência de molibdênio.

Solo bem estruturado, com umidade e matéria orgânica.

Solo anaeróbico, com nutrientes “reduzidos” a substâncias tóxicas.

Solo muito exausto, com nível de cálcio extremamente baixo.

Solo depauperado e muito duro, pobre em cálcio.

Planta de pastagens degradadas e com húmus ácido.

Solos que retêm água estagnada na estação chuvosa, pobres em molibdênio.

Presença de nitrogênio livre (matéria orgânica).

Solo infestado de nematóides.

Presença de boro.

Solos cultivados c/ nitrogênio suficiente, faltando cobre ou outros micronutrientes.

Solos muito compactados.

Excesso de nitrogênio livre, terra fresca.

Camada estagnante em 40 a 50cm de profundidade, falta de potássio.

NOMENOME CIENTÍFICO O QUE INDICAM

Azedinha

Amendoim brabo Beldoegra Capim arroz

Cabelo-de-porco Capim amoroso ou carrapicho

Caraguatá

Carqueja Caruru Cravo brabo Dente de leão Fazendeiro ou picão branco Guanxuma ou malva

Maria mole ou bemeira Língua de vaca

Veja na lista algumas coisas que as plantas espontâneas nos dizem a respeito da qualidade do solo.

Ricinus communisSolo arejado, deficiente em potássio.Mamona

A vegetação espontânea é aquela que aparece quando o solo está com pouca diversidade. Ela surge com o objetivo de recolonizar a área rumo a um ambiente com mais diversidade de plantas e animais. Este conceito tem relação com o de sucessão vegetal, pois a vegetação espontânea abre o caminho para o estabelecimento de plantas mais arbustivas e arbóreas ao longo do tempo, as quais fazem parte da sucessão vegetal da área em questão. Esta sucessão sempre se dá na busca de reconstruir um ecossistema original da região, como veremos no próximo item desta cartilha.

A vegetação espontânea desempenha uma determinada função no agroecossistema. Assim, é importante que deixemos de encarar essas plantas como ervas daninhas e passemos a considerá-las como um recurso que está à nossa disposição. E que, com um manejo adequado, torna-se bastante útil.

A Cartilha Agroecológica

Instituto Giramundo Mutuando27 (Adaptado de MEIRELES E RUPP, 2005)

Deficiência de Cultura Cálcio

Boro

Cobre

Magnésio

Manganês

Molibdênio - Fósforo

Molibdênio

Zinco

Arroz, Trigo Cafeeiro Tomateiro, Acácia

Aveia, Trigo Algodoeiro

Alfafa Seringueira, Milho

Parreira, Tomate, Tomateiro, Morango, Feijoeiro

Cevada, Trigo, Girassol, Couve-flor, Milho, Batata, Melancia, Batata-doce

Observar as pragas e as doenças que atacam os cultivos pode ser uma forma eficiente de entender as carências do solo. Isso ajuda a escolher a melhor prática de manejo que deve ser adotada para melhorar as condições de equilíbrio do agroecossistema em questão.

Doença ou inseto que aparece

Infecções bacterianas, Besouro serrador (Oncideres impluviata)

Infecções Bacterianas, Ferrugem (Puccinia gaminis tritici)

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