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•estabeleça vínculos, aproxime-se das pessoas.

No início do trabalho em grupo:

•lembre os motivos que deram origem à reunião; •descreva os assuntos da reunião e os objetivos a alcançar;

•levante as expectativas de cada participante;

•mencione os tópicos que serão abordados;

•defina e enquadre horário, local, freqüência dos encontros.

Durante o trabalho em grupo:

•desperte o interesse do grupo usando papelógrafo para anotações; •dinamize a discussão com dinâmicas e jogos de grupo;

•preste ou solicite informações sobre o assunto;

•encoraje a participação;

•distribua atenção entre todos;

•seja membro do grupo com o qual trabalha;

•auxilie os raciocínios fazendo perguntas;

•controle a discussão, mantendo-a dentro do assunto;

•registre as idéias e opiniões no papelógrafo:

•concilie diferenças;

•esclareça comentários que possam confundir;

•evite ressentimentos aclarando pontos de vista;

•assegure-se sempre de que todos compreenderam o que expôs;

•trabalhe as barreiras individuais reforçando os vínculos entre os participantes; •observe o clima do grupo e traduza-o para os participantes;

•faça a conexão entre comentários, sintetizando-os.

Ao final do trabalho em grupo:

•desenvolva o consenso e/ou expresse as conclusões identificadas pelo grupo; •resuma e organize no papelógrafo as informações geradas pelo grupo;

•defina com o grupo as tarefas, os responsáveis e prazos;

•avalie os resultados das reuniões coletivamente, comparando com as expectativas iniciais; •defina com o grupo o enquadre dos próximos encontros.

39 Instituto Giramundo Mutuando

Para começar, é bom planejar!

Podemos ressaltar três tipos de técnicas participativas que podem ser utilizadas durante as atividades de ATER:

Técnicas de Dinâmicas de Grupo Técnicas de Visualização Técnicas de Observação de Campo proporciona a vivência do conteúdo que se pretende trabalhar, bem como a interação entre os participantes, além de ser um momento de mobilização das emoções e conhecimentos relativas ao tema discutido.

são de suma importância na sistematização dos conhecimentos, como auxílio na busca de consensos e na participação de pessoas com diferentes níveis de formação (alfabetizados ou não). São representações gráficas que podem ser reunidas em quatro grupos:

é fundamental para que as pessoas compreendam conceitos a partir da observação de suas próprias realidades. Essas técnicas orientam o olhar dos participantes do grupo durante um determinado trajeto percorrido em uma área; em seguida é feito uma sistematização e um debate sobre os elementos encontrados.

Muitas são as Metodologias Participativas e apresentaremos nesta cartilha apenas algumas delas, ressaltando seus elementos mais importantes e sugerindo fontes de informação complementares, por meio da bibliografia recomendada ao final deste material.

A Dinâmica de Grupo As Técnicas de Visualização

A Observação de Campo Matrizes Mapas Fluxogramas Diagramas Temporais

Algumas dicas de como eleger e usar as técnicas participativas

• As técnicas devem provocar curiosidade, estimular a discussão e fazer o grupo refletir. Devem ainda fazer emergir os conhecimentos locais e as capacidades do grupo, bem como o desejo de entender e ajudar para que se avance na direção da melhoria de suas realidades.

• As técnicas estão previstas para ser utilizadas de forma grupal e com enfoque interdisciplinar, para produzir informações que refletem, de forma quantitativa e qualitativa, as características da realidade das famílias agricultoras.

40A Cartilha Agroecológica

• Todo o material gerado através da aplicação das técnicas deve ser sistematizado de forma que possa ser visualizado por todos os participantes, a fim de que as informações geradas sejam compartilhadas por todos.

• As técnicas participativas devem ser consideradas como complementares: nenhuma delas é suficiente para assegurar um processo participativo, se aplicada sozinha. Devem ser combinadas segundo as necessidades e realidades das distintas comunidades.

c Diagnóstico Rural Participativo (DRP)

Esta metodologia exige uma série de encontros de agricultores(as) e técnicos(as), reunidos por um trabalho de mobilização feito pelo(a) técnico(a). É uma metodologia para criar e compartilhar conhecimentos, reconhecer pontos positivos e negativos e planejar e avaliar ações. Deve ser conduzido por um(a) técnico(a) que tenha habilidade em trabalhar com grupos e saiba eleger as técnicas que mais se adequam ao local, aos participantes e ao tema que o grupo deseja abordar.

O DRP é uma metodologia indicada para o início de um trabalho de mobilização para um determinado tema de interesse da comunidade rural. Ele tende a ser aberto e amplo e abordará os problemas da comunidade de forma geral, para preparar e mobilizar as forças sociais para o processo de mudança.

O DRP pode acontecer em qualquer escala temporal, ou seja, pode levar uma semana ou três meses, dependendo da disponibilidade do grupo e do objetivo estabelecido. Os DRPs de curta duração tendem a somente iniciar um processo de participação da comunidade, sendo que os mais longos podem, de fato, concretizar uma dinâmica de diagnóstico aprofundado, planejamento de ações e avaliações. Mas, de forma geral, é importante que o DRP tenha um começo, um meio e uma avaliação final, para que o grupo possa opinar sobre a continuidade ou não do processo participativo e definir quais os próximos passos.

41 Instituto Giramundo Mutuando

Para começar, é bom planejar!

A família agricultora deve participar sempre de todo o processo!

Algumas técnicas participativas utilizadas em DRPs

Mapa falante

São mapas desenhados pela família, pela comunidade ou pelos indivíduos participantes. Eles devem mostrar os recursos naturais, cultivos, problemas e tudo o que estiver sendo debatido e demandar entendimento.

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