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Comitê do viveiro

Comitê do viveiro e clube de jovens

Comitê do viveiro e clube de jovens

Comitê do viveiro ong

João

Preparar o terreno e cercar

Preparar sementeiros

Encher bolsas

Semear

Regar, limpar, aplicar biofertilizante

Preparação do local para plantação

Capacitação em enchertia

Plantação

Reuniões de informação com encarregado florestal

46A Cartilha Agroecológica

Instituto Giramundo Mutuando

Para começar, é bom planejar! d Outras estratégias participativas para o trabalho em grupo

Os mutirões são encontros abertos, sujeitos à participação de diversas pessoas, entre as quais, agricultores, estudantes, pesquisadores, agrônomos, engenheiros florestais, extensionistas e educadores. Os participantes dos mutirões são envolvidos no processo de experimentação, aprendizado, troca e acompanhamento dos resultados. Os mutirões podem assumir funções diferenciadas de acordo com o contexto social em que se desenvolvem, podendo ser mais voltados para estudantes ou para agricultores.

Os dias de campo são atividades nas quais favorecemos a troca de experiências entre agricultores, técnicos, pesquisadores e estudantes. As atividades são realizadas na propriedade rural de um dos participantes através de exposições orais, experimentos práticos, visita orientada a uma área de plantio, debate sobre assuntos técnicos e mostras de fotos ou vídeos.

As visitas técnicas de monitoramento participativo servem para acompanhar e avaliar as inovações agroecológicas realizadas por um ou mais agricultores(as). Elas podem ser realizadas individual ou coletivamente, por um(a) ou mais técnicos(as) e agricultores(as), devendo-se privilegiar as visitas em grupo. Durante a visita técnica de monitoramento participativo devemos:

•fazer uma recuperação dos objetivos das inovações realizadas, visitar o local, fazer esquemas visuais que ajudem a compreender as inovações e abrir o debate geral sobre o andamento da experiência; •estabelecer, junto com os(as) agricultores(as), indicadores que ajudarão a avaliar a eficácia das inovações agroecológicas realizadas; •planejar os passos seguintes da Transição Agroecológica.

Os cursos devem ser programados de acordo com as demandas geradas durante os diagnósticos, análises e planejamentos realizados. Devem, todavia, estar baseados em metodologias participativas de ensino.

A oficina é uma atividade de formação de caráter prático e de curta duração. É através da ação que se desenvolvem os conceitos teóricos.

As visitas de intercâmbio servem para aproximar os(as) agricultores(as) das realidades das quais se possam obter informações e experiências que contribuam para o processo de Transição Agroecológica. O objetivo dessas visitas é despertar a motivação dos(as) agricultores(as) para as práticas realizadas em condições sócioambientais semelhantes e que podem ser adaptadas e usadas por eles.

Mutirões

Dias de Campo Visitas Técnicas de Monitoramento Participativo

Cursos

Oficinas Geradoras Visitas de Intercâmbio e Análise de Agroecossistemas

A Análise de Agroecossistemas oferece diversas técnicas para que os(as) agricultores(as) e técnicos(as) possam, conjuntamente, iniciar a análise sistêmica (conforme capítulo 2) das propriedades envolvidas no processo de participação. São técnicas visuais de fácil aplicação e nos auxiliam no entendimento dos agroecossistemas como um todo.

Como vimos anteriormente no capítulo 3, o agroecossistema é composto por um conjunto de subsistemas de produção que se relacionam de alguma maneira. Os subsistemas são, por exemplo, a roça, a capineira, o pasto, o galinheiro, o engenho e tudo aquilo que gera produtos, sejam eles para a família e para o mercado ou produtos que servem de insumos para outros subsistemas.

Alguns desses subsistemas são os chamados mediadores de fertilidade. Como vimos, os mediadores são componentes vitais dos agroecossistemas que fazem circular a fertilidade nos subsistemas, como a palhada, o composto e a adubação verde. também transportam ou armazenam insumos e produtos, a exemplo do galpão, da cisterna, do biodigestor e da chorumeira.

O modelo sistêmico de análise do agroecossistema deve representar a estrutura e o funcionamento do agroecossistema, com a representação dos seus componentes (subsistemas) e os diferentes fluxos e intercâmbios entre eles (insumos, produtos, trabalho e renda).

Os mediadores

Quanto mais diversificada a produção e mais mediadores houver, maior a chance de sucesso na atividade produtiva.

A Cartilha Agroecológica

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