Anuario FECITEC 2010

Anuario FECITEC 2010

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Núcleo de Divulgação Científica da Região Tocantina

FECITEC – Sul do Maranhão 2010

O Núcleo de Divulgação Científica da Região Tocantina é uma organização sem fins lucrativos fundada por profissionais de educação de diferentes instituições de diferentes naturezas, pública ou privada, e de diferentes esferas de atuação, municipal, estadual e federal, que busca popularizar ciências em nossa região.

O Núcleo de Divulgação da Região Tocantina não pertence a nenhuma instituição em particular, porém convida a todas para a elaboração de um grande movimento científico em nossa região.

O Núcleo, fundado em 2007, tem como carro chefe a realização da Feira de Ciências e Tecnologia – Sul do Maranhão, evento que reúne alunos e professores de nossa região, mas também de outros estados para apresentarem seus trabalhos de pesquisa. Esses trabalhos são desenvolvidos por alunos e orientados por profissionais de educação.

Como apoio a esse movimento, o Núcleo de Divulgação Científica da Região Tocantina vem trazendo para Imperatriz profissionais renomados na história da pesquisa jovem para a devida capacitação de nossos professores.

Alunos de Imperatriz têm se destacado no cenário nacional da pesquisa jovem e também em importantes eventos internacionais.

Em 2010, ocorre a 4ª dição da FECITEC – Sul do Maranhão, reunindo trabalhos de 8 estados brasileiros e 4 países da América Latina.

Ciências

Biológicas

AVALIAÇÃO PARASITOLÓGICA DE ALFACES (LACTUCA SATIVA) COMERCIALIZADAS EM FEIRAS LIVRES E SUPERMERCADOS DO MUNICÍPIO DE IMPERATRIZ-MA

Gabriel Nicácio Garcia – gabriel.nik@hotmail.com

Eduardo Costa da Silva – eduardo.costah@hotmail.com

Erick Bruno Silva de Abreu - bruno09gato@hotmail.com

Flávio Antonio de Oliveira Sousa (Orientador) - flaviooliveiraa@hotmail.com

Ana Claudia da Conceição Silva (Co – Orientador) – claldia@hotmail.com

Educandário Frei Osvaldo – EFO, Imperatriz – MA

Ciências Biológicas – 213 Parasitologia

O presente trabalho objetivou verificar a ocorrência de estruturas parasitárias em alface crespa (Lactuca sativa) comercializadas em uma feira livre e em um supermercado de Imperatriz-MA. Foram analisadas 20 amostras, sendo cinco adquiridos em uma feira livre e cinco em um supermercado. Cada lote de verdura foi desfolhado e macerado sendo colocado em cálices com água destilada. Onde permaneceram 24 horas à temperatura ambiente para sedimentação. Foi observado que todos os lotes adquiridos em feira livre continham algum tipo de estrutura, parasitária, demonstrando contaminação de 100% nessas amostras. Por outro lado, os lotes coletados em supermercado apresentaram dos cincos, apenas. Notou-se também que a quantidade de parasitas foi mais expressiva em variação de espécies nas feiras-livres, comparado com o supermercado. Com este trabalho ficou evidenciada a importância de uma adequada higienização das hortaliças ingeridas cruas, devendo-se lavá-las folha a folha com bastante água corrente até que não sejam mais observados resíduos.

PALAVRAS-CHAVE: PARASITAS – ALFACE – AMOSTRAS

INSETICIDA NATURAL A BASE DA FOLHA DE HORTELÃ (Mentha arvensis) E MANJERICÃO (Ocimum basilicum L.): CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE BIOCONTROLADORES COM POTENCIAL FORMICIDA E MOSQUICIDA.

Allison Daniel Fernandes Coelho Souza – allison_daniel@hotmail.com

Jakson Henrique Sousa Belisário (Orientador) – jaksonmat@hotmail.com

Joelbe José Sousa de Almeida (Co-orientador) – joelbejs@hotmail.com

Colégio Santa Luzia, Imperatriz – MA

Ciências Biológicas – 203 Botânica

Inseticidas são substâncias utilizadas para atrair, repelir e matar insetos, sendo sua descoberta, toxicologia e impacto ambiental um vasto tópico de pesquisas e que tem se desenvolvido nas últimas décadas. Novas substâncias são necessárias para o efetivo controle de pragas, oferecendo maior segurança, biodegradabilidade, viabilidade econômica, aplicabilidade e baixo impacto ambiental. Extratos de plantas vêm sendo utilizados pelo homem desde a Idade Antiga, numa prática que persiste até hoje, com mais de duas mil espécies de plantas conhecidas por suas propriedades inseticidas. Para a realização deste trabalho propõe-se a utilização de um inseticida à base do extrato das plantas Hortelã (Mentha arvensis) e Manjericão (Ocimum basilicum L.), uma alternativa de baixo custo e que não agrida o meio ambiente, a saúde das plantas e das pessoas que fazem o manejo. Para obtenção do extrato extraiu-se o sumo das suas folhas verdes, processando-as no liquidificador com água. Logo após uniu-se os dois e assim obtém-se o inseticida, que foi caracterizado quimicamente através de reações químicas. Para o teste dos extratos foram utilizadas quatro plantas com alto índice de insetos, sendo respectivamente Morangueiro (Fragaria vesca), Palmeira Ráfia (Raphis excelsa), Tomate (Lycopersicon esculentum) e Alface (Lactuca sativa). Após quarenta e oito horas, foi constatada a diminuição dos insetos, sem que as plantas sofressem alterações em seus aspectos estruturais, vitais e biológicos. O inseticida a base da Hortelã e Manjericão mostrou-se válido, levando em consideração a redução do nível de insetos das plantas de teste.

PALAVRAS- CHAVE: INSETICIDA-EXTRATO-PLANTAS

AVALIAÇÃO MICROBIOLÓGICA DAS CARNES DE SOL EM FEIRAS LIVRE DA CIDADE DE IMPERATRIZ-MA.

Anny Karoline Santos Soares – karolwwf@hotmail.com

Virginia Maria Moura de Almeida – virginia.maria10@hotmail.com

Flávio Antonio de Oliveira Sousa (Orientador) – flaviooliveiraa@hotmail.com

Ana Claudia da Conceição Silva (Co-orientador) – claldia@hotmail.com

Educandário Frei Osvaldo – EFO, Imperatriz – MA

Ciências Biológicas – 212 Microbiologia

As condições higiênicas do ambiente de trabalho e o cumprimento das exigências oficiais e legais são fatores importantes na produção e comercialização dos alimentos seguros e de qualidade. A carne por ser um alimento muito perecível, necessita da utilização de métodos de conservação eficientes e eficazes, especialmente após o abate do animal. Neste trabalho foram analisadas as condições higiênico-sanitárias de alguns estabelecimentos que comercializam carne bovina, na cidade de Imperatriz/MA. Para realização de análises microbiológicas, foram coletadas 5 amostras de carne bovina provenientes de feiras livres. Os resultados dos valores encontrados na determinação do número mais provável de coliformes totais variaram de 1,1x103 a >2,4x103 NMP/g. Os resultados das análises de coliformes fecais encontravam-se entre 1,1x103 e >2,4x103 NMP/g. A análise dos resultados sugere que o comércio de carnes em feiras livres visitados, não atende às exigências da Resolução - RDC, n 12, 02/01/2001 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (ANVISA/MS) que regulamenta esse setor, mas ainda sim, os resultados encontrados estão dentro do limite máximo permitido pela legislação.

PALAVRAS CHAVE: CARNE – CONTAMINAÇÃO – MICROORGANISMO

GEL CICATRIZANTE E BIO-CURATIVO À BASE DO MASTRUZ E ALGODÃO

Paula Caroline Calisto Silva – Caroline_fofynha@hotmail.com

Dalane da Silva Araujo - Caroline_fofynha@hotmail.com

Maria da Conceição Fonseca Barros – Eryka.thebest@hotmail.com

Fredson Leite Calixto (Orientador) – Fredsoncalixto77@hotmail.com

Silvia Eduvirgens Fonseca (Co-orientador) - Fredsoncalixto77@hotmail.com

Centro de Ensino Jonas Ribeiro/Colégio Militar Tiradentes, Imperatriz – MA

Ciências Biológicas – 210 Farmacologia

Utilizar o mastruz e o algodão para criar um gel cicatrizante e um bio-curativo, aproveitando seus constituintes químicos em benefícios das comunidades. Por ter uma característica cicatrizante e não ser utilizado bioquimicamente em forma de pomada, gel farmacêutico e bio-curativo. Ressaltando que uma delas, o Mastruz, estar em perigo de extinção. Além de serem plantas de fácil cultivo em qualquer região do Brasil, e de ter um baixo custo para o manuseio. Através de procedimentos teóricos e práticos, trabalhos laboratoriais, pesquisas, visitas e experimentos. Foi observado que as plantas, o mastruz e o algodão, têm alto poder de cicatrização. Este resultado foi obtido através de pesquisas feitas mediante as pessoas que utilizam tais plantas e em sites específicos sobre o assunto. O projeto tem como finalidade efetuar de fato o poder cicatrizante das tais plantas, para que possa oferecer a população um medicamento acessível e sem maiores gastos.

PALAVRAS-CHAVE: CICATRIZANTE – MEDICAMENTO – BIO-CURATIVO

IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL CAUSADA PELA AÇÃO ANTRÓPÍCA NO RIO TRAIRI-TRAIRI/CE.

Adriano Machado de Sousa - sueligouv@hotmail.com

Taiane da Silva Vital - sueligouv@hotmail.com

Sueli Moreira Gouveia (Orientadora) - sueligouv@hotmail.com

EEM Maria celeste de Azevedo Porto, Trairi - CE

Ciências Biológicas – 205 Ecologia

O Projeto Identificação e Análise da Degradação Ambiental causada pela ação antrópica no Rio Trairi/Ce, trata de um levantamento dos aspectos físico-naturais e socioeconômicos no Rio Trairi, realizado por dois alunos do ensino médio da EEM Maria Celeste de Azevedo Porto-Trairi/Ce, no período de março a julho de 2010. O mesmo objetivou identificar e analisar a degradação ambiental que este ecossistema vem sofrendo, frente às atividades humanas. O mesmo foi feito com base em entrevistas com moradores locais; nos registros fotográficos; em consultas e parcerias a órgãos públicos como COGERH e SEMACE; na realização de palestras e na coletas e análise da água do Rio. Através dele percebeu-se que muitas atividades vêm produzindo diversos agravos sócio-ambientais e que o gerenciamento deste manancial está sendo feito de forma precária, omissa, desestruturada, faltando fiscalização, controle e planejamento. Há, portanto, necessidade de sensibilização dos órgãos competentes, e da comunidade em geral de modo a responsabilizá-los pela gestão das águas neste município. A inexistência de um sistema de saneamento básico eficaz; a contaminação por efluentes domésticos; a devastação da mata ciliar; o desmatamento; as queimadas; assim como os resultados microbiológicos e físico-químicos da água; dentre outros fatores, são exemplos do que vem provocando a poluição no manancial. Assim o Rio Trairi sofre diretamente os efeitos negativos e a população desperdiça a utilização de modo sustentável os poucos recursos disponíveis. Desse modo, a pesquisa em tela teve não só o objetivo de identificar e analisar a degradação ambiental no Rio, mas sugerir às autoridades competentes que sejam realizadas campanhas educativas, capacitação e políticas públicas voltadas para a captação e fiscalização dos mananciais pelo poder público municipal.

PALAVRAS-CHAVE: ECOSSISTEMA- DEGRADAÇÃO- SENSIBILIZAÇÃO

AVALIAÇÃO DA (Moringa oleifera Lam.) SOBRE O DESENVOLVIMENTO LARVAL DO (Aedes aegypti)

Vitoria Luiza Moura Santos – vitorialuizagt@hotmail.com

Bruna Feitosa da Silva – iris_brunagt@hotmail.com

Larissa Lima Campos – gatinha90a@hotmail.com

Flávio Antonio de Oliveira Sousa (Orientador) – flaviooliveiraa@hotmail.com

Ana Claudia da Conceição Silva (Co – Orientador) – claldia@hotmail.com

Educandário Frei Osvaldo – EFO, Imperatriz – MA

Ciências Biológicas – 213 Parasitologia

Sabendo-se que Moringa oleifera possui diferentes potencialidades incluindo atividades medicinais, espera-se que essa espécie contribua para o combate ou mitigação do vetor (Aedes aegypti) da dengue. A Moringa oleifera Lam. pertence à família Moringaceae, que é composta apenas de um gênero (Moringa) e quatorze espécies conhecidas, é nativa do Norte da Índia, cresce atualmente em vários países dos trópicos. É uma árvore de grande porte. O uso medicinal da Moringa é amplo e desta forma, várias partes da planta, como as folhas, raízes, sementes, caule, flores e frutos tem sido estudadas quanto á ação na cicatrização de ferimentos. O uso das raízes da planta é descrito para o tratamento da asma, reumatismo e inflamações internas. Apesar de ser uma planta medicinal amplamente utilizada, seus efeitos fisiológicos ainda não estão bem conhecidas. O objetivo deste trabalho foi investigar a eficácia do pó da semente da Moringa oleifera no combate a fase larvar do Aedes aegypti. Os frutos de M. oleifera foram coletados manualmente, além disso, separadas das vagens (fruto), e retirada suas cascas por fim foram trituradas. Foi utilizada a seguinte concentração: 0,4 g/mL do pó de semente em 50 mililitros de água destilada com temperatura 25ºC, além disso, o pó da semente de Moringa foi instituído no processo de diluição seguido de decantação para repouso espontâneo. Os resultados foram satisfatórios para as concentrações já que ocorreram 100% de mortes das larvas no período no período de 2 (duas) horas. Assim conclui-se que o pó da semente da moringa apresenta resultados promissores e pode ser utilizado como larvicida.

PALAVRAS CHAVES: INSETICIDA NATURAL – ATIVIDADE – COMPARAÇÃO

ANÁLISE DA CAPACIDADE DE BIOACUMULAÇÃO DE METAIS POTENCIALMENTE TÓXICOS (Cd, Cu, Pb, Cr) POR MOLUSCOS BIVALVES NO RIO TOCANTINS NO PERÍMETRO DA CIDADE DE IMPERATRIZ-MA

Ravena Galvão de Almeida – ravena.galvao@hotmail.com

Jorge Diniz de Oliveira (orientador) – jzinid@uol.com.br

Marcelo Francisco Silva (co-orientador) – marcelobiouema@bol.com.br

Universidade Estadual do Maranhão, Imperatriz – MA

Ciências Biológicas – 204 Zoologia

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