Origem, funcionamento, evolução e impacto da radiologia na

Origem, funcionamento, evolução e impacto da radiologia na

Professor: Hélio Martins

Alunos: Ayodhya Ramalho Cícero Ferreira

Fonte:http://w.portalmedicos.com.br/medicosfotos/2009/02/radiologia-o-grande-auxilio-da-medicina.jpg

Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_whulT7zfBDI/SYJQp0iKl0I/AAAAAAAAADM/fTImpovcXEM/S220/radiologia-vet_07_copia.jpg Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_whulT7zfBDI/SYJQp0iKl0I/AAAAAAAAADM/fTImpovcXEM/S220/radiologia-vet_07_copia.jpg

Tubo de vidro onde se fazia vácuo –William Crookes.

Nascimento da radiografia Roentgen, em 1985, descobriu os raios X.

Radiação eletromagnética.

Penetração em materiais que absorvem ou refletem luz, dependendo do número atômico.

Produção de uma imagem latente em um filamento fotográfico (visível com a revelação)

Fonte:http://w.inpa.com.br/servicos/radiologia/radiologia.htm

RADIOGRAFIA - DIAGNÓSTICO Fonte:http://w.inpa.com.br/servicos/radiologia/radiologia.htm

Nomenclatura particularidades das diversas espécies

Fonte:http://w.portalmedicos.com.br/medicosfotos/2009/02/radiologia-o-grande-auxilio-da-medicina.jpg

A radiologia veterinária encontra-se num

período de evolução, com um passado

relativamente curto, um presente

excitante e um grande futuro pela frente,

face à importância no auxílio diagnóstico das enfermidades na clínica de animais.

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A Radioterapia nasceu o final do século

XIX na sequência da descoberta dos

raios X por Wilhelm Conrad Roentgen, em 1895.

Em 1898, Pierre e Marie Curie

descobriram um novo elemento radioativo: o radium.

Na investigação das suas propriedades

físicas e biológicas concluiu-se que

tinha aplicabilidade no tratamento dos tumores malignos.

PORTUGAL -Lisboa,Coimbra e Porto.

Trata-se de uma das modalidades de tratamento do câncer e vem crescendo gradativamente na medicina veterinária do Brasil e do exterior.

o morte de células neoplásicas, evitando atingir as células vizinhas sadias.

o Tratamento do tumor primário e localizado, e não da doença sistêmica.

o Utilizada em conjunto com outras modalidades, como quimioterapia ou cirurgia.

o Mas também pode ser indicada como tratamento único ou paliativo.

Como funciona?

Penetração da radiação criada pelo bombardeamento de elétrons acelerados, ou raios gama emitidos pelo radium ou outro material radioativo, em um alvo, reduzindo e por vezes eliminando o tumor.

Exemplos de isótopos: emissores beta, para

destruição tecidular (beta knife); emissores

alfa, que funcionam como cirurgia celular (alfa

knife) e, finalmente, emissores de elétron de

Auger,os quais visam a destruição molecular (Auger knife).

Objetivo

A carga tumoricida é aplicada através de aceleradores lineares e apresenta as seguintes indicações:

esterilizar os focos neoplásicos remanescentes após a cirurgia;

bloquear as células neoplásicas porventura presentes em via de drenagem linfática do órgão afetado que não foram dissecadas cirurgicamente como, por exemplo, a cadeia mamária interna e, principalmente, nos tumores muito volumosos;

proteger o leito cirúrgico de recidivas locais.

Efeito direto

A radiação interage diretamente com o alvo crítico da célula, isto é, o DNA.

Efeito indireto

A radiação interage com outras moléculas e átomos (sobretudo água, dado que 80% da célula é composta por este elemento) no interior da célula, produzindo radicais livres, os quais, por difusão, podem danificar o alvo crítico da célula.

Efeitos da radiação na célula: em cima, efeito indireto e, em baixo, efeito direto.

Quebra Cadeias de ADN Radiação Ionizante

Produção de Fotoelectrons Efeito Directo

Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/falando_cancer_mama3.pdf

Destino das Células Irradiadas

Ausência de efeito; Atraso na divisão;

Apoptose;

Falha reprodutiva: a célula morre na tentativa de executar mitose pela primeira ou subsequentes vezes;

Instabilidade genômica: caracteriza-se por um atraso da falha reprodutiva como resultado da introdução de instabilidade genômica;

Mutação: a célula sobrevive, mas está mutada;

Transformação: a célula sobrevive, mas a mutação leva a alterações de fenótipo e possibilidade de carcinogênese;

Efeito bystander: uma célula irradiada envia sinais às células vizinhas não irradiadas, induzindo danos genéticos nas mesmas;

Respostas adaptativas: a célula irradiada é estimulada para reagir e torna-se mais resistente à radiação subsequente.

Alterações morfológicas observadas num trofoblasto em apoptose; imagem recolhida com microscópio durante um período de 6 horas (Dash 2008).

OS DANOS PROVOCADOS PELA RADIAÇÃO EM CÉLULAS DE MAMÍFEROS PODEM SER CLASSIFICADOS EM TRÊS GRANDES GRUPOS (SUNTHARALINGAM ,2002):

Danos letais: os quais são irreversíveis e irreparáveis, conduzindo à morte da célula;

Danos subletais: podem ser reparados em algumas horas exceto se outros danos subletais forem adicionados antes da recuperação celular, o que conduzirá ao aparecimento de um dano letal;

Danos potencialmente letais: podem ser manipulados pela reparação quando as células são retidas num estádio de não divisão.

O fracionamento radioterápico é importante por uma série de motivos, dentre eles:

Presença de células em diversas fases do ciclo celular é um fator importante na sensibilidade destas à radiação.

o Atinjir o maior numero possível de células nas fases radiosensiveis.

Permite que as células dos tecidos sadios vizinhos ao tumor reparem os danos provocados pela radiação.

Obs.: o tempo total de tratamento não deve ser muito longo, pois as células tumorais irradiadas que não foram destruídas aprendem a se replicar mais

rapidamente em um fenômeno conhecido como repopulação acelerada, levando à piora da neoplasia.

Desvantagens :

Alto custo do tratamento;

Necessidade de anestesias gerais constantes; o Fator limitante já que a grande maioria dos pacientes com câncer são geriátricos e portadores de outras enfermidades.

Os protocolos radioterápicos que são comprovadamente eficazes na cura de tumores requerem tratamentos constantes, às vezes diários, com pequenas doses de radiação.

Vantagens:

menor custo, maior praticidade,

menor freqüência da anestesia geral.

menoreschances de controle do tumor, maiores efeitos colateraisdecorrentes da alta dose utilizada.

Desvantagens:

Possível solução: aplicação semanal de radioterapia (protocolo de hipofracionamento).

Exemplo : carcinoma epidermóide -felino

Tumor de pele mais freqüente em felinos.

Intimamente ligado ao clima da região e exposição dos animais aos raios solares.

Radioterapia é o tratamento de eleição, principalmente em casos avançados, onde a cirurgia é impossibilitada.

A radiação deve ser dividida em múltiplos tratamentos

(fracionamento) para melhor controle do tumor e minimização dos efeitos colaterais.

o O tratamento radioterápico utilizado foi a aplicação semanal de 7,6 gy (em cada sessão) durante quatro semanas.

Aplicação de radioterapia em felino: regressão das lesões neoplásicas na primeira, segunda, terceira e quarta semana, respectivamente.

Considerações finais

A radioterapia mostra-se como uma boa alternativa para o tratamento do câncer, porém alguns fatores, como custo e disponibilidade de equipamentos, dificultam sua utilização.

CUNHA, S. C. S. et. al. Aplicação da radioterapia em felino portador de Carcinoma

Epidermóide nasal e palpebral utilizando Protocolo de Hipofracionamento. Rio de

TAVARES, A. A. S. Análise dos Efeitos Terapêuticos dos Electrões de Auger em

Culturas de Células. Portugal, 2009. Disponível em: <http://paginas.fe.up.pt/~tavares/downloads/publications/teses/MScAdrianaTavares.p df> Acessado em: 04 de abr. de 2010.

TORRES, R. C. S. Radiologia veterinária –Radiognóstico. UFMG Disponível em: < http://www.vet.ufmg.br:8080/Portal_Vet/departamentos/clinica/clinica/documentos/In troducao%20a%20Radiologia%20Veterinaria.pdf/view> Acesso em: 04 de abr. de 2010.

http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=24010

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/falando_cancer_mama3.pdf

http://www.atarp.pt/pdf/radioterapia-relfinal.pdf

http://www.tecnologiaradiologica.com/veterinaria.htm

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