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Chave de Partida direta manual

Partida de motores É o método mais simples, em que não são empregados dispositivos especiais de acionamento. A chave de comando direto existe em grande número de modelos e diversas capacidades de corrente, sendo a chave faca a mais simples.

Chave de Partida direta automática (com contator e relé bimetálico) Os motores somente podem partir diretamente desde que sejam satisfeitas as seguintes condições:

• a corrente nominal da rede é tão elevada que a corrente de partida do motor não é relevante;

• a corrente de partida do motor é de baixo valor porque sua potência é pequena;

• a partida do motor é feita sem ou com mínima carga, o que reduz a corrente de partida.

Nas concessionárias de fornecimento de energia elétrica permitese partida direta de motores trifásicos até 5 CV em 220V e de 7,5CV em 380V.

Partida através de chave estrela-triângulo automática Sempre que possível, a partida de um motor trifásico de gaiola, deverá ser direita, por meio de contatores.

Nos casos em que a corrente de partida do motor é elevada podem ocorrer as seguintes conseqüências prejudiciais:

• elevada queda de tensão no sistema da alimentação da rede.

Em função disto provoca a interferência em equipamentos instalados no sistema.

• o sistema de proteção (cabos, contatores) deverá ser superdimensionada ocasionando um custo elevado.

• a imposição das concessionárias de energia elétrica que limitam a queda da tensão da rede.

Caso a partida direta não seja possível devido aos problemas citados acima, pode-se usar sistema de partida indireta para reduzir a corrente de partida.

É fundamental para a partida com a chave estrela - triângulo que o motor tenha a possibilidade de ligação em dupla tensão, ou seja, em 220 / 380V, em 380/660V ou 440/760V. Os motores deverão ter no mínimo 6 bornes de ligação.

A chave estrela - triângulo em geral só pode ser empregada em partidas da máquina em vazio, isto é, sem carga. Somente depois de ter atingido a rotação nominal, a carga poderá ser aplicada.

Esquema de ligação de um motor trifásico.

Consiste na alimentação do motor com redução de tensão nas bobinas durante a partida. Na partida as bobinas do motor recebem 58% (1/ 3) da tensão que deveriam receber. A chave estrela-triângulo é um dispositivo que liga as três fases do motor em estrela durante a partida até uma rotação próxima da nominal (90%), quando comuta a ligação para triângulo. Isto significa que a tensão por fase na ligação estrela será 3 vezes menor que a tensão de alimentação, conseqüentemente, a corrente de linha na partida será 3 vezes menor, assim como o seu conjugado motor.

Vantagens: • é muito utilizada, devido ao seu custo reduzido;

• não tem limites quanto ao seu número de manobras;

• os componentes ocupam pouco espaço;

• a corrente de partida fica reduzida para aproximadamente 1/3 da nominal.

Desvantagens:

• a chave só pode ser aplicada em motores com no mínimo seis terminais acessíveis;

• a tensão de linha da rede deve coincidir com a tensão da ligação triângulo do motor;

• reduzindo a corrente de partida em 1/3 reduz-se também o momento de partida em 1/3;

• se o motor não atingir 90% da velocidade nominal no momento da troca de ligação, o pico de corrente na comutação será quase como se fosse uma partida direta.

Diagrama Principal

Mecânica I

Diagrama de Comando

São utilizados três contatores: K1 que alimenta as pontas 1, 2 e 3 do motor com as três fases R, S e T, respectivamente; K2 que alimenta com a mesma seqüência as pontas 6, 4 e 5 e; K3 que interliga as pontas 4, 5 e 6. Desta forma a ligação simultânea de K1 e K3 corresponde a configuração estrela, enquanto que a ligação de K1 e K2 equivale a configuração triângulo.

Bibliografia

Automação Eletropneumática, Nelson G. Bonacorso e Valdir Noll. 5a Ed. São Paulo: Érica, 2001.

Automação Hidráulica: projetos, dimensionamento e análise de circuitos. Arivelto B. Fialho. São Paulo: Érica, 2002.

Tecnologia Eletropneumática Industrial. Apostila M1002-2 BR. Parker Hannifin Corporation. Ago. 2001.

Eletrotécnica para Escolas Profissionais. Anzenhofer et al, Ed. Mestre Jou.

Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Workshop. Proteção contra sobrecorrentes e dimensionamento dos condutores. Schneider/Procobre, Edição Jan. 2003.

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