(Parte 3 de 3)

A aplicação das telhas de capa e canal (tipo colonial, paulista e SODQ) deve ser iniciada pela colocação dos canais, posicionando-se com sua parte mais larga voltada para cima. As capas são posicionadas sobre os canais com a parte mais larga voltada para baixo. As capas e os canais devem apoiar-se nas fiadas inferiores, observando-se recobrimento longitudinal mínimo.

Cuidados devem ser tomados durante a colocação das telhas, de forma a evitar quebras e evita acidentes. Não se deve executar o telhado em dias de vento forte.

É recomendável que as telhas sejam posicionadas simultaneamente em todas as águas do telhado, para que o seu peso seja distribuído de forma uniforme sobre a estrutura de madeira.

O primeiro apoio da primeira fiada de telhas deve ser constituído por duas ripas sobrepostas ou por testeiras (tabeiras), de forma a compensar a espessura da telha e garantir o plano do telhado.

Em beirais desprotegidos, deve-se fixar as telhas à estrutura de madeira: as telhas de encaixe devem ser amarradas às ripas; as telhas de capa e canal devem ter as capas emboçadas e os canais fixados às ripas.

As telhas não necessitarão ser fixadas à estrutura de madeira, caso haja platibanda ou caso seja empregado forro do beiral.

No caso de beirais laterais, a proteção pode ser feita mediante o emboçamento de peças cerâmicas apropriadas (cumeeiras ou capas de telhas do tipo capa e canal).

A cumeeira deve ser executada com peças cerâmicas específicas, que devem ser cuidadosamente encaixadas e emboçadas com argamassa, obedecendo-se um sentido de colocação contrário ao dos ventos dominantes, deve-se observar ainda um recobrimento longitudinal mínimo entre as peças subsequentes.

O Espigão (encontro inclinado de duas águas) pode ser executado com peças de cumeeiras ou capas das telhas de capa e canal, como as do tipo colonial. No espigão, as peças são colocadas do beiral em direção à cumeeira, observando-se o recobrimento longitudinal mínimo. As peças devem ser emboçadas com argamassa.

O rincão é geralmente constituído por uma calha metálica (chapa de aço galvanizado) fixada na estrutura de madeira do telhado.

As telhas, ao atingirem o rincão, devem ser cortadas na direção do rincão de tal forma que recubram a calha metálica. A largura livre da calha deve ser de aproximadamente 100 m, sendo que suas bordas devem ser viradas para cima para não permitir o vazamento da água que ali se acumula.

Os encontros do telhado com paredes paralelas ou transversais ao comprimento das telhas devem ser executados empregando-se rufos metálicos ou componentes cerâmicos, de forma a garantir a estanqueidade do telhado.

A argamassa a ser empregada no emboçamento das telhas e das peças complementares (cumeeiras, espigão, arremates), deve ser de traço, em volume, 1:2:9 (cimento:cal:areia).

Concluindo esse texto, na tabela 7 é apresentado quadro comparativo entre três tipos de telhados executados com as telhas mais utilizadas no mercado, onde se procura discutir aspectos técnicos, de execução, de projeto e de pós-ocupação.

Telha cerâmica: determinação da massa e absorção d’água; impermeabilidade.

Telha francesa: carga de ruptura; es pec ific aç ão; padr onizaç ão.

Execução de telhado em telha francesa: pr oc edim ento

Telha capa e canal: especificação; carga de ruptur a

Telha capa e canal paulista, SODQ, colonial: padr onizaç ão.

Chapas estruturais de fibrocimento: es pec ific aç ões .

Chapas estruturais de cimento-amianto: es pec ific aç ões .

Emprego de chapas estruturais de ci mento- a mianto: pr oc edim ento.

Telha de fibrocimento: impermeabilidade; resistência; absorção d’água

Par afusos, ga nc hos ,...: padr onizaç ão

Não contam com normas técnicas br as ileir as.

Dispõem-se apenas de catálogos técnicos de produtos.

São fabricadas por moldagem plástica (manual ou por extrusão) ou por prensagem em massa semi-seca, seguidas de queima.

Parte da mistura de amianto com cimento (1 : 5), com adição de água. Segue-se homogeneização e prensagem e moldagem da pasta em mesas com o gabarito do perfil desejado.

Matéria prima: chapa de aço moldada a frio e zincada em linha contínua .

A telha é fabricada por estampagem ou calandragem ou, ainda, mais comumente, por perfilação (rolof or magem ).

7LSRO RJ LDV Telhas de encaixe: francesa (prensagem); romana (prensagem); 7HUPRSODQ (extrusão).

Telhas capa e canal: colonial; paulista; SODQ (todas por prensagem).

Telhas onduladas. Telhas tr ape zo ida is.

Telhas senoidais. Telhas tr ape zo ida is.

USP, 1994. 254 p.

Telhas de encaixe : 40 x 24 x 1,4 Telhas capa e canal : 46 x 18 / 14 x 1,4 / 7,0

Telhas ondulada : 91 a 244 x 92 a 110 x 0,5 a 0,8 / 5,0

Telhas senoidal : qualquer (<=12 m) x ~90 x 0,043 a 0,125 / 1,7

Telhas trapezoidal : qualquer (<=12 m) x ~100 x 0,043 a 0,125 / 2,5 a 4,0

Telhas de encaixe : 36 Telhas capa e canal : 40

Apoios em função da espessura (para telhas onduladas, entre 50 e 100 cm)

/R WHV S DUD LQ VS HomR Telhas de encaixe : 1 lote / 40.0 telhas; 50 telhas / lote

Telhas capa e canal : 1 lote / 60.0 telhas; 50 telhas (25 + 25) / lote

Telhas onduladas : 1 lote / 1.0 telhas; 50 telhas / lote

Não há norma. Guiada por critérios visuais e pessoais.

O controle dos materiais (propr ie dad es m ecânic as, galvanização, pintura) é feito pelos fabr ic antes .

&ULWpU LR V G H DFHLW DomR Limite de telhas quebradas (3 %).

Ausência de fissuras.

Ausência de esfoliações (capa e canal).

Ausência de som metálico. Respeito às formas dos encaixes.

Características geométricas (espessura média, comprimento, largura e esquadro).

Ausência de trincas, quebras e rebarbas.

Cara cterística s ge o métrica s (espessura média, comprimento, largura, passo, altura, esquadro e em penam ento) .

Ausência de amassamentos.

Ausência de defeitos na superfície do reves tim ento.

Francesa : 20 o ou 38 % ;

Romana e 7HUPRSODQ : 21 o ou 40 % ;

Colonial e paulista : 12 o ou 2 % ;

3ODQ : 14 o ou 25 %.

Telha ondulada : depende do recobrimento entre telhas :

• até 5 o ou 18 % - 25 cm de recob.

Longitudinal ;

• até 15o ou 27 % - 20 cm ;

Depende do recobrimento entre telhas :

• até 3 o ou 5 % - 30 cm de recob.

Longitudinal ;

• até 6o ou 10 % - 20 cm ;

• acima de 6 o ou 10 % - 15 cm.

5H FREU L PHQWR ORQJ LWXGL QD O Telhas de encaixe : fixo

Telhas capa e canal : 60 m Função da declividade (ver acima)Função da declividade (ver acima)

Telhas capa e canal : fixo Telha ondulada : depende da declividade :

• até 5 o ou 18 % - 1 ¼ de onda ou ¼ de onda com cordão de vedação ;

• acima de 5 o ou 18 % - ¼ de onda.

Telha ondulada :

• depende do fabricante (1/2 onda a partir de 5 % ou 20 %).

Telha trapezoidal :

• idem, 5 % ou 25 %.

Romana : 480 / 580 ; Colonial : 650 / 780 ; Paulista : 690 / 830 ; 3ODQ : 720 a 860.

150 a 240 / idem42 (#0,43 m) a 121 (# 1,25 m) / idem

Conforme vento ou declividade, as telhas devem ser amarradas.

Recomendações quanto ao número e posição das amarrações.

Garantir estanqueidade dos furos fazendo uso de massa de vedação ou de arruelas de PVC.

Ganchos para fixação em estruturas metálic as .

Uso de ganchos ou de parafusos auto- at ar rachan tes .

Empregar arruela de QHRSUHQH e arruela metálica dobrada conforme o perfil da telha e calço par apoio do par af us o.

Recomendações quanto ao número e posição das fixações.

Possibilidade de aparecimento de corrosão eletroquímica. Solução: galvanização e pintura e uso de parafusos de aço inoxidável.

Possibilidade de aparecimento de corrosão galvânica : evitar apoiar telha galvanizada em terças de aço (cátodo) .

Possui apenas elementos especiais para cumeeiras, rincões e espigões.

Empregar argamassa 1:2:9 ou 1:3:12. Disponibilidade de telhas de vidro.

Possui diversos elementos especiais em fibrocimento para cumeeiras, rincões, espigões e ventilação e iluminação, rufos, etc .

Possui diversos elementos especiais em chapa de aço para cumeeiras, rincões, espigões e ventilação e iluminação, rufos, etc.

Possui peças flexíveis de borracha colada com silicone para a s aberturas para a passagem de dutos executadas nos canteiros.

Inicia-se pelo beiral, prosseguindo-se até a cu meeir a.

Nas capa e canal, os canais devem ser colocados com a parte mais larga voltada para a cumeeira.

Na montagem, prever execução de passarelas (evitar pisar sobre telhas).

Montagem no sentido contrário a direção dos ventos.

Inicia-se pelo beiral, prosseguindo-se até a cumeeira.

Montagem no sentido contrário a direção dos ventos.

Na montagem, prever execução de passarelas (evitar pisar sobre as telh as ).

([H FXomR E HLUD LV Recomenda-se pingadeira com comprimento maior que 6 cm ; em beirais desprotegidos, amarrar as telhas de encaixe e emboçar as capa e canal.

Recomenda-se beiral com balanço entre 25 e 40 cm (sem calha) e 10 a 25 cm (com calha) .

Beirais laterais com balanço máximo de 10 cm.

Recomenda-se beiral com balanço máximo de 10 a 15 cm.

Dispõe-se de barras em SROLHWLOHQR com o formato das telhas para o fechamento dos perfis nos beirais.

As telhas podem ser dobradas, desde que com ferramentas especiais.

([HF Xo mR U XIRV Emprego de componentes cerâmicos ou metálic os .

Não emboçar com argamassa encontros com par ed es (dilataç ão).

Prever detalhes para possibilitar movimentações decorrentes de dil ataç ões .

Manuseadas individualmente, com cuidados para evitar quebras.

Armazenadas na posição vertical.

Podem ser empilhadas até 100 telhas, ou, na vertical (5 o ), até 300 telhas.

Evitar submetê-las a esforços de flexão. Cuidados com os cortes (amianto).

Embaladas em fábrica com lona plás tica.

Armazenar em local seco e ventilado. Estocar por no máximo 60 dias.

Estocar empilhadas, com leve inc linaç ão.

Manusear as telhas com luvas . Evitar esforços de flexão.

’HVHPS HQKR WpU PLFR H GXUDE LOLG DG H Bom desempenho (frestas; inércia térmica).

Boa durabilidade.

Desempenho térmico ruim. Durabilidade boa ; problemas fissuras.

Durabilidade depende da agressividade do meio.

Desempenho térmico ruim, melhorado com o uso de isolantes (VDQGXtFKH).

Idem, isolamento acústico.

0DQX WH Qo mR Programa de inspeção e limpeza das telhas

(algas, líquenes, musgos).

BORGES, A. C. 3UiWLFD GDV SHTXHQDV FRQVWUXo}HV. 7a edição revisada e ampliada. São Paulo, Edgard Blucher. p. 100-120 (capítulo 1).

GUIA TÉGULA (Manual Técnico do fornecedor, 1999). MANUAL HIRONVILLE (Manual Técnico do fornecedor, 1999).

MELHADO, S. B. ,PSHUPHDELOL]DomR. Apostila utilizada na disciplina de PCC 436 –

Tecnologia da Construção de Edifícios I. Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1991.

Dissertação (mestrado). Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1994.

PICCHI, F. A,PSHUPHDELOL]DomR GH FREHUWXUDV GH FRQFUHWR – PDWHULDLV VLVWHPDV

PERKROM ( Manual Técnico do fornecedor).

QRUPDOL]DomR. Dissertação (Mestrado). Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo, 1994.

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