História da Biologia

História da Biologia

(Parte 1 de 3)

CURSO: Ciências Biológicas

VI Semestre

DISCIPLINA: História e Filosofia das Ciências PROFª. Isaias Lima

Samira Alexandre

As reflexões sobre o fenômeno da vida, sua origem e processos, emergiram em várias civilizações e culturas, ao longo do tempo histórico. Em um primeiro momento, o objetivo do homem em obter conhecimento sobre o mundo natural, voltava-se ao desenvolvimento de técnicas que garantissem sua sobrevivência. Nos seus primórdios, o ser humano aprendeu a utilizar as plantas e os animais em seu proveito. Aprendeu a evitar plantas venenosas e como tratar os animais. E ao observar o comportamento destes últimos, pode adotar técnicas de caça. Partindo também dos conhecimentos acerca da utilidade e da época de frutificação de diversos vegetais, desenvolveu a agricultura, aprendendo assim, a garantir, de maneira mais regular e segura o sustento das comunidades

A Biologia pode ser definida como o conjunto de todas as ciências que estudam as espécies vivas e as leis da vida. Mais particularmente, é o estudo científico do ciclo reprodutivo das espécies animais e vegetais,

do desenvolvimento da vida individual. O termo Biologia (bios + logo – estudo da vida) foi introduzido na linguagem científica somente no século XIX, por G. R. Trevianus, e divulgado por J. B. Lamarck, embora os conhecimentos dessa ciência fossem, sem dúvida, muito anteriores.

Na Mesopotâmia, sabia-se já que o pólen podia ser utilizado para fertilizar plantas.

Elementos do mundo vivo eram já utilizados como objetos de comércio em 1800 a.C., durante o período de Hammurabi, especialmente as flores.

Os povos orientais já tinham conhecimento do fenômeno de polinização em palmeiras e do fenômeno de dimorfismo sexual em variadas espécies vegetais.

Na Índia, textos descrevem variados aspectos da vida das aves.

m agens

M eram ent e I lus t rat iv as

Egípcios e babilônicos tinham já um conhecimento apreciável de anatomia e fisiologia de várias formas de vida.

Na Mesopotâmia, animais eram mantidos naquilo que hoje podemos considerar como sendo os primeiros jardins zoológicos.

m agens

M eram ent e I lus t rat iv as

No Egito, eram usados baixos relevos e papiros para fazer a representação anatômica do corpo humano e de outros animais. A prática do embasamento utilizado pelo povo egípcio requeria já um amplo conhecimento das propriedades de plantas e óleos de origem vegetal.

Desenvolveu um trabalho relacionado com a categorização dos seres vivos, tendo sido o primeiro a formular um sistema de classificação, baseado na distinção entre animais com sangue e animais sem sangue. Constatou a existência de órgãos homólogos e análogos em vários grupos de seres vivos. O seu trabalho foi de tal modo importante que a sua influência e idéias perduraram durante séculos.

O sucessor de Aristóteles, Teofrasto, foi o autor de inúmeros trabalho sobre botânica (Historia Plantarum) que sobreviveram como sendo os mais importantes contributivos para esta área até à Idade Média.

• Na Roma Antiga, Plínio, o Velho é conhecido pelos seus conhecimentos em botânica e natureza em geral.

• Mais tarde, Galeno tornou-se um pioneiro nas áreas da medicina e anatomia.

m agens

M eram ent e I lus t rat iv as

Marcada por uma série de considerações preconceituosas, compreende o período que parte da queda do Império Romano, até o surgimento do movimento renascentista. É precisamente no mundo árabe que as ciências naturais mais se desenvolveram. Muita da literatura da Grécia Antiga, incluído as obras de Aristóteles, foi traduzida para árabe.

Encontra-se o trabalho de al-Jahiz (776-869): Kitab al Hayawan (Livro dos animais). Em sua obra, discorre sobre variados assuntos, entre os quais os que dizem respeito à organização social de insetos (especialmente formigas), à psicologia e comunicação animal. Parte da obra sobreviveu até aos nossos dias, encontrando atualmente numa biblioteca em Milão

Durante o século XIII, Alberto Magno escreveu De Vegetabilis et Plantis (por volta de 1260) e De animalibus. Este autor deu especial relevância à reprodução e sexualidade das plantas e animais.

Na primeira obra, há a destacar a diferenciação entre plantas monodicotilodôneas e dicotiledôneas e entre plantas vasculares e não vasculares. Alberto Magno retirou o melhor dos conhecimentos de Aristóteles, porem adotando uma atitude crítica. Chega a afirmar que “a ciência não consiste em ratificar o que outros disseram, mas em buscar as causas dos fenômenos”.

Estudou intensivamente a natureza, utilizando de modo intensivo o método experimental. Em De vegetabilis relata que: A experimentação é o único meio seguro em tais investigações. Em termos do estudo da botânica, os seus trabalhos são comparáveis, em importância aos de Teofrasto.

Talvez o principal legado da Idade

Média para o avanço do conhecimento científico na área das

ciências biológicas terá sido o estabelecimento de inúmeras universidades que funcionaram como gérmen do pensamento e método científico contemporâneos.

Na Europa foram fundadas as primeiras universidades por volta de

1200 (Paris, Bologna e Oxford).

Muitos documentos gregos e árabes começaram a ser traduzidos, dando ímpeto a um avanço em várias

áreas do conhecimento, incluindo a Biologia e a Medicina.

Universidade de Paris

Universidade de Oxford Universidade de Bologna

Acredita-se que Leonardo da Vinci também contribui para os estudos biológicos devido ser um dos primeiros a estudar a anatomia humana (estudo do corpo humano). Durante o apogeu do renascimento, Da Vinci, enquanto anatomista, preocupouse com os sistemas internos do corpo humano, e enquanto artista interessou-se pelos detalhes externos da forma humana, estudando exaustivamente as suas proporções

Em 1628, William Harvey mostra que o sangue circula pelo corpo todo e que é bombeado pelo coração.

• O trabalho na área da história natural das plantas foi impulsionado por Giovanni Bodeo da Stapel, em 1644, de forma quase enciclopédica.

Com a descoberta do microscópio por Antony van

Leeuwenhoek, por volta de 1650, abre-se um pequeno grande mundo que até então havia escapado do olhar atento dos cientistas e curiosos.

Por volta de 1680, observou pela primeira vez espermatozóides e bactérias.

Em 1658, tornou-se o primeiro a observar eritrócitos.

Descreveu as estruturas do cérebro, pulmões e medula espinhal humanos.

Foi pioneiro no uso do microscópio.

Carolus Linnaeus ou Carl von Linné, naturalista sueco, escreveu a obra “Sistema naturae”.

Em 1735 publicou o seu sistema taxonômico, baseado nas semelhanças morfológicas entre seres vivos e na utilização de uma nomenclatura binominal (nomes científicos) em latim

Apesar de iniciar seus trabalhos no século XVIII,

(Parte 1 de 3)

Comentários