Interlandi 10.4 - análise cefalométrica

Interlandi 10.4 - análise cefalométrica

(Parte 3 de 7)

Discrepância Total da Área anterior e média = -20

Os cálculos acima levam a um EFam = -8 (Ver seqüência no quadro da direita relativo ao

"Espaço Final", lembrando-se que os valores expressos referentes à área posterior, não são considerados para o preenchimento do gráfico).

Portanto, EFam / 2 = -4 3) "Acerto original direito": "ajuste nos modelos" do segundo premolar sup. direito = 2,5 (distal)

Na "previsão da relação da arcada inf. com a sup.", foi estimado um "avanço" de +2. O

"ajuste nos modelos" é, então, alterado, resultando num valor para o "acerto original direito", de 0,5 (distal). 4) "Acerto original esquerdo": "ajuste nos modelos" do segundo premo-

Sendo a "previsão da relação da arcada inf. com a sup". = +2, o "ajuste nos modelos" será zero para o lado esquerdo.

Vetorização

Os quatro valores básicos acima, e que alimentem o gráfico; são empregados no seguinte es'1uema para a seqüência de vetorização:

- fileira D- lado esquerdo: traçar, de "x", 4 quadrícu- Ias dj~·:.js e conectar verticalmente, à ·C;L,.l'8.'r1:~ cula iruerior (da fileira "E"). " lad: direito: traçar, de "x", 4 quadrículas distais e conectar verticalmente, à quadrícula inferior (da fileira "E").

lado esquerdo: traçar, da conexão vertical da fileira "D", 3 quadrículas mesiais, e desenhar a flecha do vetor resultante, em 1 (distal).

lado direito: traçar, da conexão vertical da fileira "D", 3 quadrículas distais, e desenhar a flecha do vetar resultante, em 7 (distal).

- fileira C- lado esquerdo: traçar, de "x", zero quadrícula e conectar verticalmente à quadrícula superior (da fileira "B").

lado direito: traçar, de "x", 0,5 quadrícula distal e conectar verticalmente, à quadrícula superior (da fileira "B").

- fileira B- lado esquerdo: traçar, da conexão vertical da fileira "C", 4 quadrículas distais, e conectar verti- calmente à quadrícula superior (da fileira "A").

lado direito: traçar, da conexão vertical da fileira "C", 4 quadrículas distais, e conectar verticalmente, à quadrícula superior (da fileira "A").

- fileira A- lado esquerdo: traçar, da conexão vertical da fileira "B", 3 quadrículas mesiais, e desenhar a flecha do vetor resultante em 1 (distal). lado direito: traçar, da conexão vertical da fileira "B", 3 quadrículas distais e desenhar a flecha do vetor resultante em 7,5 (distal). ~ o exame dos "vetares resultantes" pode alertar quanto à impossibilidade de movimentos, cujas extensões ultrapassem os limites aceitos pela experiência clínica. Isto poderá sugerir, inclusive, a necessidade de alteração do plano inicial de tratamento (o quê nãoA9i o caso, por exemplo, daf.jgura 10.IV.6).Conseqüentemente, os "vetores resultantes" deverão ser alterados segundo o critério do ortodontista, em benefício de mo- ~entos julgados clinicamente viáveis. Se- rã-::><;ti\9rtanto,traçados no m~s:tpo~J.áfico, novos vetares modificados, que se lecaliza- rão .paralelos aos primeiros,.agora .1~'l'\ndoo nome de "vetores reajustados". Estes estarão nas linhas tracejadas que terminam nos extremos laterais do gráfico, com os dizeres: "vetares-reajuste". Em virtude desta modificação do plano de tratamento, o valor suprimido de um "vetar resultante", para o traçado dos "vetores reajustados", deve ser igualmente deduzido de todos os outros três vetares das arcadas- superior e inferior, dos lados direito e esquerdo. Isto acontecendo, a correção da "discrepância cefalométrica", que

aparece no centro do gráfico, será também alterada, pois, os incisivos inferiores exibirão no final, posição deslocada para a frente, numa distância igual ao valor suprimido dos vetores. Aos incisivos inferiores é, então, reservada após a correção, nova posição final, expressa no corpo do gráfico, onde se lê "discrep. cefalom. (DC)". O desenho oclusal dos dois incisivos inferiores está originalmente, obediente ao plano de tratamento inicial, isto é, sem" discrepância cefalométrica".

Eles receberão uma flecha, cujo eixo já está traçado entre os dois dentes, indicando o valor numérico e o sentido da alteração. O va- lor corrigido da discrepância cefalométrica (DC), será expresso em milímetros, no centro do gráfico, ao lado do desenho dos incisivos centrais inferiores. Terá sinal positivo ou negativo, segundo a posição estimada do dente, seja lingual ou vestibular. (Ao lado, a "OC" é dobrada, para identificação em milí- metros, do valor total da discrepância, que persistirá após a correção).

A possibilidade de se reajustarem os vetares resultantes, é de grande valor prático na complementação da planificaçãodo tratamento.

O vetor resultante, referente ao hemiarco superior direito do caso da Figura 10.N7, indica, em obediência ao plano de tratamento inicial, a necessidade de uma distalização de 7,5 m. Esta extensão de movimento, sendo considerada excessiva, leva o clínico, de acor-do com suá experiência, a reduzi-Ia de 4,5 m (o que resulta em movimento distal de 3 m), mesmo com prejuízo da "discrepância cefalométrica" final que será também de -4,5 m. Com este critério, o "vetor resultante" será substituído por um "vetar reajustado" de 3 m, que será o vetar final, localizado na linha tracejada correspondente.

Esta nova proposta de distalização da hemiarcada superior direita, permite a iniciação do tratamento, como um alvo mais viável. Uma vez aceita esta redução de 4,5 m, os outros três vetares resultantes, como foi explicado, devem também ser diminuídos de 4,5 m em seus valores. Os novos "vetares reajustados" serão traçados nas linhas tracejadas correspondentes, em substituição aos "vetares resultantes". Da mesma forma,' corrige-se a discrepância cefalométrica zero, no corpo do gráfico,para uma DC de -4,5mm (total de -9mm).

As áreas inferiores do gráfico mostrarão os seguintes valores numéricos, que serão os movimentos ortodônticos a serem executados nas hemiarcadas correspondentes:

segundo premolar sup. esq.: 3,5 m mesial primeiro molar inf. esq." 3,5 m mesial eegundopremoiar sup. dir.: 3 m distal primeiro molar inf. dir:" 2,5 m distal

Os movimentos ortodônticos acima definidos pelos vetores reajustados, expressam matematicamente, o término do caso, com uma discrepância cefalométrica (DC) de -4,5, isto é, os incisivos centrais inferiores estarão 4,5 m à frente do que foi determinado pelo plano inicial de tratamento, mostrado inicialmente, pelos "vetares resultantes".

É de se lembrar que as análises numéricas, usualmente empregadas para o cálculo da discrepância cefalométrica (Tweed, Steiner, Holdaway, Reidel e outros), bem como as estabelecidas à custa de amostras popula-

PlANIFICAÇÃO ORTODÓNTICA PADRÃo "CEEO" Data:_I_L_ Paciente: A.~ A.M. Sexo: ri' Idade:Jl..a_m

Norma lat. dir.

are. inf/sup:&...,.

prev. relação .,

acerto _1l~5. original: ~

Norma frontal Sobremordida Linha I

Norma lat. esq.

. ~l\)uste nos modelos: :

prev. relação 2 are. inf/sup: ~

NQ ~.2B8

EXTRAÇÕES imediatas linha medo simétrica ~

Áreas: ANALISE DE ESPAÇO (mod. inf.) ESPAÇO FINAL

Anterior DC=~

Média

Posterior estimat./aum.

DMp= O

DTp: I O I

Total Geral: -2

1-Áreas anterior e média: DTam= -20 m xp~=+i+ m {.xpaIL'ãO + fatores - -2 desgaste + colaterais m dentíst.

2 - Área posterior:

DTp= O m m m m

GRÁFICO VETORIAL ORTODÔNTICO (S. Interlandi)

(vetorização: a partir da relação ântero-post. normal, eotre as arcadas) chaves de oclusão {segUndOS premo lares superíores: cúspides vestibulares usuais primeiros molares inferiores: faces mesiais

Fig. lO.IV.7 - GRÁFICO VETORIAL-Extração dos primeiros premolares superiores e inferiores. Chaves de oclusão: segundos premolares superiores e' primeiros molares inferiores. O gráfico mostra que o plano de tratamento inicial deve ser modificado, em virtude dos "vetores resultantes" denotarem grande extensão de movimento distal das arcadas. Após a redução de 4,5 m, os "vetores reajustados" autorizam o tratamento, em condições mais favoráveis. O caso será terminado, no entanto, com uma discrepância cefalométrica de -4,5 m. .

E I' .--UNHAMEDIANA--+ I EI I mesial •..Linha medo sagit. (inf.) ,

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