O turismo cultural no brasil

O turismo cultural no brasil

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O visitante de Pirenópolis é relativamente jovem – apenas 9% têm mais de 40 anos. Isso foge do estereótipo do perfil do “turista cultual” típico europeu ou americano.

Figura 3: Local de hospedagem

A maior parte dos turistas ocupam a rede hoteleira/campings (63%).

Outros 10% alugam imóveis. É necessária grande elasticidade de ocupação para abrigar quase o mesmo número de visitantes do que a população local. Figura 4: Grau de instrução

No quesito “grau de instrução”, o visitante de Pirenópolis também não se enquadra no perfil do “turista cultural” típico dos relatos de experiências internacionais. Cerca de 60% tem segundo grau ou menos. Isso porque essa festividade (a ”Festa do Divino”) tem um caráter genuinamente popular.

Figura 5: Profissão

Chama a atenção a grande proporção de empregados do serviço público, mas isto se deve à proximidade de Pirenópolis em relação à Capital Federal (cerca de 140 km), sendo condizente com o perfil ocupacional da população da região.

Figura 6: Renda pessoal

A renda pessoal dos visitantes de Pirenópolis é consistente com o perfil observado do grau de instrução. Cerca de 30% aufere renda na faixa entre R$20,0 e R$ 50,0 e 47% até R$20,0. Isso pode mostrar que Pirenópolis é um caso bem-sucedido de turismo cultural mais “democrático”, no sentido de que foge da correlação positiva entre procura por atrações culturais e nível de renda usualmente encontrada na literatura.

Figura 7: motivo da viagem

O motivo da viagem que mais aparece nas respostas dos entrevistados é “turismo no município” – ou seja: trata-se de viagem de lazer.

Figura 8: Visitas anteriores à região

Um número significativo de visitantes (70,85%) já havia visitado a região. Este é um traço positivo, na criação da sinergia entre turismo e cultura, uma vez que favorece a criação de vínculos mais consistentes do visitante com o local. Esse dado também é consistente com a satisfação demonstrada pelos visitantes com relação à experiência (figura 15).

Figura 9: período de visitação

Figura 10: Tempo de permanência

As figuras 9 e 10 mostram que a maioria das viagens é curta, com tempo de permanência de 1 a 3 dias (73,8%) e em fins de semana (63,47%). Esse padrão é condizente com o das viagens de turismo cultural – e difere do observado nos destinos de “praia e sol”, em que o tempo de permanência é maior.

Figura 1: Meio de comunicação (como ficou sabendo da região)

A maior parte dos visitantes ficou sabendo da região por meio de amigos ou parentes (5,35%). Um percentual também não desprezível soube por meio da televisão (25%). Chama a atenção o percentual relativamente baixo de pessoas que ficaram sabendo por meio de agências de viagem (6,64%) ou sinalização turística na estrada (0,37%), indicando que há espaço para melhoria do sistema de informações. A figura 12 mostra que a sinalização turística é considerada apenas regular ou ruim por 28% dos visitantes.

Figura 12: Avaliação do turista sobre sinalização das atrações turísticas

Figura 13: Acesso aos guias

Ainda no tocante aos serviços de informação, 62% dos visitantes não encontraram nenhum guia na região. Parece haver espaço para o desenvolvimento dessa atividade, o que beneficiaria tanto os turistas quanto membros da comunidade local.

Figura 14: Avaliação do turista sobre patrimônio histórico

A avaliação do turista sobre patrimônio histórico é, para 91% dos visitantes, ótima ou boa. Esse, certamente, um elemento importante para explicar a avaliação da experiência de turismo em Pirenópolis na época das Cavalhadas, 100% positiva (figura 14).

Figura 15: Avaliação do turista sobre a experiência

3) Perfil da oferta: Pesquisa SEBRAE. Pesquisa T zero – Projeto GEOR – Desenvolvimento do Turismo em Pirenópolis. Agosto de 2005. Disponível no site:

http://www.pirenopolis.tur.br/arquivo/ApresentacaoPesquisaTurismoPiren opolis.ppt

Figura 1: Atividades ligadas ao turismo

Po usad a

Ba r/Re staurante

Ag ência

Ho tel

Po usad a/R estaurante Sítio Turistico

Atividades desenvolvidas pelas empresas

Fonte: Pesquisa Sebrae/2005

A figura 1 mostra as várias atividades das empresas da amostra, que compreende quase a totalidade das empresas locais do setor de turismo. A maior parte da amostra é formada por pousadas (68% das empresas analisadas).

Figura 2: Grau de escolaridade dos proprietários

Ensino fundamental

Ensino médio Ensino superior

Pó s-gradu ação

Grau de escolaridade dos proprietários/sócios

O grau de escolaridade dos proprietários ou sócios, assim como o dos gesto positivo da exploração do turismo em Pirenópolis: as opor igura 3: grau de escolaridade do Gestor

igura 4: Tempo de existência das empresas res é predominantemente (5%) até ensino médio. Entre os gestores, essa tendência se acentua: 65% dos entrevistados tem ensino fundamental ou médio (figuras 2 e 3).

Esse é um traço tunidades de empreendimento não ficam restritas às pessoas de alta qualificação, como se observou em vários estudos de casos – em que a atividade turística mostrou ter um caráter acentuadamente excludente.

Ensino fundamental Ensino médio

Ensino superior ó s-g ra du a ç ão res

Fon: Pesquisa Sebrae/2005 Bas 37 em

Grau de escolaridade dos gesto te e:presas com gestores

Tempo de existência das empresas

Menos de 1 ano Mais de 1 a 5 anos

Mais de 5 a 1 0 anos

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