O turismo cultural no brasil

O turismo cultural no brasil

(Parte 5 de 6)

Mais de 1 0 a 1 5 anos Mais de 1 5 a 20 anos

Mais de 20 a 25 anos Mais de 30 a 35 anos

Mais de 35 anos

As empresas são predominantemente jovens (75% têm menos de 10 anos) igura 5: Divulgação

à forma de divulgação do empr

, o que é consistente com a história da localidade. Com efeito, conforme se viu na introdução deste anexo, Pirenópolis ficou relativamente “esquecida” até o início dos anos oitenta. Ela foi tombada patrimônio histórico em 1989 pelo IPHAN. Somente durante a década de 1990 o turismo passou a ser a principal fonte de renda da população urbana. Toda a infra-estrutura de turismo é desta década. O maior empreendimento de recepção turística, a pousada dos Pireneus, foi inaugurado em 1991 e somente em 1997 se inicia um processo de revitalização do centro histórico com a restauração das igrejas, a reconstrução do Cine-pireneus (originalmente construído em 1930), a reforma do Theatro de Pirenópolis (construído em 1899) e, a partir de 2002, a instalação subterrânea da fiação elétrica (do centro histórico).

O quesito “planejamento de mídia” refere-se eendimento. 92% dos entrevistados responderam que realizavam planejamento de mídia. No entanto, quase todos utilizam o cartão de visitas como principal instrumento de divulgação. De forma consistente com o que se viu na pesquisa que caracterizou o perfil e as impressões dos turistas de Pirenópolis, parece ainda faltar um sistema mais abrangente de informações turísticas.

Sim Não nejamento de mídia

Fnte: Pesquisa Sebrae/2005 (%)

Realização de pla

Figura 6: Participação em atividades de formação profissional (pale

os 48% que participaram de atividades de capacitação profissional, 93% igura 7: comercialização de artesanato

noria dos empreendimentos turíst stra/cursos)

Participação em atividades profissionais

Fonte: Pesquisa Sebrae/2005

D foram palestras ou cursos ministrados por técnicos do Sebrae. Um dos eixos fundamentais para o desenvolvimento do turismo sustentável é justamente o treinamento e capacitação profissional. Um ponto importante é incluir nesses treinamentos a preocupação com a preservação do patrimônio histórico e cultural da localidade, não se limitando apenas a métodos de gestão eficiente de recursos. Uma das linhas de ação coordenadas pelo Sebrae é a organização cursos para guias da região.

F Comercialização de artesanato

Font Pesquisa Sebrae/2005e:

A figura 7 mostra que somente uma mi icos comercializa artesanato local. Há espaço, portanto para a formação de parcerias entre os serviços de turismo e o artesanato local, o que poderia ter efeitos benéficos tanto para o fluxo de turistas – uma vez que esse artesanato poderia ser incluído no “produto cultural” oferecido pela comunidade, quanto para os produtores locais.

Figura 8: Permanência do turista

igura 9: taxa de ocupação – baixa temporada

tempo médio de permanência do turista muda de acordo com a temp

O orada (figura 8). Na baixa temporada, uma parcela grande permanece apenas um dia. Por isso, um dos objetivos deste programa do Sebrae é estruturar ações que elevem a taxa de ocupação dos empreendimentos em 15% nos períodos de baixa temporada (meio da semana nos meses de Junho,

Tx Ocupação meio da semana Junho 2005

Apenas 1 dia Até 2 dias

Até 3 dias Até 4 dias

Até 5 dias Acima de 5 dias cia do turista Tempo médio de permanên

Maneira geralAlta temporadaBaixa temporada

Fonte: Pesquisa Sebrae/2005 Base: 61 hotéis/pousadas/sítio turístico

Agosto e Novembro). A figura 9 mostra a taxa de ocupação em um período de baixa temporada. De fato, mais de 60% dos entrevistados responderam que esta é de apenas 10%. Dentre as linhas de ação elencadas pelo Sebrae, está um plano de marketing e um plano de realização de novos eventos para baixa temporada (já existe um festival de cinema que vem ganhando vulto, e outros eventos vêm sendo estudados).

Figura 10: Número de pessoas ocupadas nos estabelecimentos de pessoas ocupadas nos estab

) Síntese dos principais resultados – Pirenópolis TUR mostrou que o visitante de Pirenópolis na época das cavalhadas é predominantemente etária mais avançada e maiores níveis de escolaridade e renda.

A figura 10 mostra que o número elecimentos aumenta em 26,3% dos períodos de baixa temporada para os períodos de alta temporada. Considerando que este número não inclui outros estabelecimentos (como os de venda de artesanato) que, embora não estejam classificados diretamente como “serviço de turismo” são evidentemente muito influenciados pelo fluxo de turistas, tem-se um noção do impacto desta atividade como fonte de renda para a comunidade13.

4 A análise da demanda a partir de dados da AGE jovem, com grau de instrução e nível de renda relativamente baixos. Com já se observou, isso indica que o turismo cultural pode e deve ser tomado como um ramo do turismo que pode contemplar faixas populacionais fora dos padrões normalmente encontrados na literatura sobre o tema – com faixa

Período Número de pessoas ocupadas

Alta Temporada 565

Baixa Temporada 447 Fonte: Pesquisa Sebrae/2005

13 Dados do IBGE sobre o município de Pirenópolis mostram que o valor adicionado pelo setor de serviços corresponde a 36% do PIB do município.

O período de visitação é pequeno, preferencialmente nos finais de semana, o que condiz com o padrão observado das viagens de turismo cultu aço para melhora do si para de informações turísticas, o que pode abrir capac e fato, para que o turism ral, fora dos pacotes de viagem estandardizados do paradigma “praia, coqueiro e sol”, aludido nas seções I e I dessa nota técnica.

A avaliação dos turistas sobre a experiência e sobre o patrimônio histórico é muito boa. Há indicações, no entanto, que há esp stema de informações e orientação, o que pode ter impacto positivo sobre a demanda e significar oportunidades de ocupação para a comunidade local.

A análise da oferta, a partir da pesquisa SEBRAE, mostrou que os empreendimentos ligados ao turismo em Pirenópolis oferecem oportunidades a comunidade local. Não se verifica, nessa localidade, o que ocorre em vários estudos de caso em comunidades que passaram, a partir de um determinado momento de sua história, a ter a sua renda derivada essencialmente dessa atividade: a exclusão dos representantes das comunidades locais em favor de pessoas de fora da comunidade, com maior grau de instrução e poder aquisitivo.

Tanto o estudo da demanda quanto o da oferta revelam que há espaço para promover melhorias do sistema outras oportunidades de ocupação para a comunidade local, além de ter um possível efeito benéfico sobre a demanda por serviços turísticos da região.

Muito importante, também, é o desenvolvimento de programas de capacitação profissional que envolvam não somente treinamento em idade de gestão, mas também conscientização sobre a necessidade de preservação do patrimônio histórico e cultural da região.

Um problema percebido pelos empreendedores da região relaciona-se ao baixo movimento no período de baixa temporada. D o seja uma atividade que se sustente como principal fonte de renda da comunidade, é preciso encontrar formas de incrementar o turismo na baixa temporada. Programas como o do Sebrae são importantes, assim como a promoção de alianças com entidades culturais para a promoção de novas atrações nesses períodos. Além disso, há espaço para desenvolver parcerias entre os ofertantes de serviços de turismo e os artesãos locais, com efeitos benéficos a ambos.

Cabe notar, ainda, que a comunidade de Pirenópolis é muito atuante e participativa nas tomadas de decisão que envolvem a vida econômica e social do m da 21 local”15 ainda em fase de implementação. Como se sabe, unicípio, tendo inclusive criado um fórum de discussão14 em que se discutem problemas relativos à cidade. Recentemente, ocorreu uma discussão sobre o número excessivo de pessoas no carnaval deste ano, que teria causado poluição ambiental. Houve um demanda por parte de moradores sobre a elaboração de um plano de turismo de iniciativa da prefeitura que controlasse esses excessos.

Há que se ressaltar que, por fim, Pirenópolis tem participado do programa “agen a agenda 21 é um programa de ação proposto durante a conferência das

Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Rio 92, no Rio de Janeiro. O Brasil é signatário do documento com outros 170 países. A Agenda 21 constitui um instrumento para implementar um modelo de desenvolvimento sustentável, criado para dar subsídios à formulação de políticas públicas orientadas para tal fim. A implementação da agenda 21 nas comunidades receptoras de turismo (e não apenas com uma visão de preservação do patrimônio natural, mas também do histórico e cultural), e de forma participativa, tem sido apontada16 com um ponto de fundamental importância para a construção de um modelo sustentável de turismo.

14 Acessável em http://www.pirenopolis.tur.br/site/index.php?id=forum

15 Para maiores informações ver http://www.agenda21pirenopolis.com.br/a21.php 16 Ver Santos, 2006.

Seção 7. Síntese dos principais resultados e conclusões

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