Plano Aquarela 2020

Plano Aquarela 2020

(Parte 4 de 11)

• o Brasil é o destino líder no turismo da América do Sul;

• o Brasil faz parte do imaginário de latinidade, onde estão Argentina, México e Caribe;

• o Brasil é um dos dez destinos mais importantes do mundo na realiza- ção de eventos internacionais, de perfis variados;

O Brasil é um país ao qual sempre temos que regressar.

Um país extenso e intenso, onde encontramos e sentimos.

Um país excelente e competente.

Um país com grande diversidade natural e cultural. Um país com identidade própria, onde o povo define e marca esta diferença.

Um país moderno, modelo de sustentabilidade. O Brasil é um país sensacional!

• o Brasil está distanciando-se cada vez mais do imaginário exótico;

• a Marca Brasil já tem um reconhecimento e valor de mercado.

A partir de agora, seja do ponto de vista da promoção do turismo, seja pela realização dos grandes eventos esportivos, é necessário formular uma nova estratégia de futuro. Para continuar consolidando o que foi feito até agora e alcançar novos objetivos, é preciso:

1. Mostrar o Brasil como um país conti- nental, imenso, com uma grande di- versidade de oferta turística em seg- mentos e produtos;

2. Desenvolver uma arquitetura para a marca Brasil baseada em quatro eixos:

Destino Brasil, marca guarda-chuva que expressa o posicionamento global desejado pelo país como destino turístico;

Segmentos do Brasil, marcas para os segmentos prioritários de promoção, definidos segundo o número de turistas potenciais e que já visitaram o Brasil, a receita gerada por permanência e gasto diário, e a oferta disponível em patamar internacional, hoje e no futuro;

Produtos Brasil, que considera o apoio e a parceria dos grandes atores pri- vados do turismo mundial no exterior – tais como operadoras, companhias aéreas, empresas internacionais líderes que operam produtos próprios no Brasil e os promovem no mercado internacional (hotelaria, resorts, cruzeiros, produtos especiais) e as empresas de eventos de diversos perfis;

Priorizar o fortalecimento do mercado latino-americano como emissor para o Brasil, mantendo a estratégia de diversificação de mercados europeus e norte-americanos.

Além disso, trabalhar para mudar o cenário competitivo do Brasil, implan- tando uma estratégia segundo a aces- sibilidade, considerando três re- giões emissoras:

Mercados vizinhos, do continente americano, com uma cultura comum de latinidade;

Mercados intercontinentais, da Europa ocidental e incluindo também os Estados Unidos e Canadá;

Mercados muito distantes, com conexões e com uma acessibilidade difícil e que podem formar roteiros sul-americanos.

3 – As metas para 2020

Para o cálculo das metas do número de turistas que podemos ter anualmente até 2020, são utilizados os dados disponíveis hoje e são feitas estimativas de crescimento anual, considerando a previsão de crescimento excepcional nos anos da Copa do Mundo Brasil 2014 e das Olimpíadas Rio 2016 e da tendência desse crescimento nos anos posteriores a esses eventos. Vale observar que, na estimativa, os dados de crescimento do número de turistas de países que receberam os dois grandes eventos foi analisado; assim como as diferenças existentes entre eles e o Brasil, tais como: países vizinhos, acessibilidade aérea e terrestre, tempo de voo até o país, situação enquanto destino turístico e de eventos em anos anteriores a esses eventos excepcionais.

O crescimento do Brasil deve liderar o desempenho previsto na América do Sul em 2009 e 2010, como assinala a própria OMT, na edição de outubro de sua publicação Barômetro do Turismo Internacional. Estima-se para o Brasil um crescimento de 1% acima do previsto para o conjunto da América do Sul para 2009 e 2010, a partir dos patamares de 2005.

O crescimento dos anos 2014 e 2016, segundo dados das edições anteriores de Copa do Mundo e de Jogos Olímpicos, é aproximadamente de 15% sobre o ano anterior, mas para a tendência de futuro aos anos seguintes à sua realização, essas taxas de crescimento não são consideradas. Grande parte da oferta de voos nos anos de realização dos eventos será por meio de fretamentos e haverá um pequeno aumento dos voos regulares, o que deve levar a uma queda do número total de visitantes nos anos de 2015 e 2017, em relação aos anos anteriores.

Para o aumento dos gastos dos visitantes, o esforço de aumento da permanência, dos roteiros integrados, a apresentação do país e sua diversidade deverão acontecer junto com o aumento dos negócios, dos turistas por motivação de esportes, eventos e incentivos. Todos são clientes com gastos médios superiores aos de lazer.

Entrada de Divisas - Metas

Entrada de Turistas - Metas

Com esses pressupostos, as metas numéricas mais importantes para o pe- ríodo são:

Aumentar em 113% o turismo internacional de 2010 a 2020. Crescimento anual sustentado - Metas

• aumentar em 304% a entrada de divisas com os gastos dos estrangeiros no Brasil de 2010 a 2020;

• aumentar em 500 mil turistas no Brasil, no ano da Copa 2014; e em 380 mil no ano dos Jogos Olímpicos Rio 2016 sobre os anos anteriores;

As condições necessárias

Para atingir os objetivos e metas propostos, um investimento em marketing necessário deve ser disponibilizado.

Em um contexto de crescimento do turismo, os países estão aumentando seus investimentos promocionais no mundo. Para que o Brasil se mantenha e avance no cenário competitivo, é importante ter um investimento por turista, no mínimo, equivalente ao dos países que são seus concorrentes diretos. É também importante garantir um orçamento de marketing equivalente a 1% da receita marginal gerada a cada ano sobre o ano anterior, pelo turismo no Brasil, além dos orçamentos extraordinários que devem ser dedicados à Copa do Mundo Brasil 2014 e às Olimpíadas Rio 2016.

No ano 2010, estima-se um investimento mínimo de 140 milhões de reais, nos quais já está incluído o orçamento especial de lançamento da promoção turística da Copa Brasil 2014, que se inicia assim que for encerrada a Copa 2010 da África do Sul. A partir de 2010, o investimento previsto é de 25 reais por turista, em valores de 2009.

Nos anos seguintes, o orçamento necessário será calculado de acordo com as estatísticas de receita gerada e com os novos dados de investimento competitivo que se apliquem ao mercado em função da evolução turística regional e mundial.

• manter um crescimento sustentado de, no mínimo, 1 ponto percentual acima do crescimento da América do Sul;

4 – Países prioritários: onde promover?

O investimento por países e o estabelecimento de prioridades combina dois elementos: a estratégia regional definida (mercados vizinhos, intercontinentais e muito distantes) e a formulação das prioridades por países (de acordo com os níveis de atratividade para cada país e a posição competitiva do Brasil diante de seus concorrentes).

Dessa forma, são usados vários fatores para definir os países prioritários. O primeiro são as possibilidades de crescimento de cada país emissor, ou atrativo do mercado. Este fator valoriza o número de turistas de cada país e a receita gerada pelos gastos de acordo com a motivação e permanência média no Brasil. Considera também a capacidade de crescimento de mercado em cada um dos países, tanto o aumento do número de visitantes como da receita. O segundo fator é a posição competitiva, ou seja, a capacidade de crescimento do Brasil em cada mercado, e também as restrições impostas a este crescimento, derivadas do acesso aéreo ou terrestre.

É importante esclarecer que, desde 2007, independentemente do orçamento, uma condição para o estabelecimento de prioridades é a existência de acessibilidade direta – dessa forma, todos os novos voos diretos ou novos acessos terrestres passam a ser considerados.

A partir desses critérios, a matriz de prioridades estratégicas foi determi- nada com a indicação, por cores, dos países prioritários.

Países azuis: pelo seu volume atual ou sua importância para o turismo mundial, bem como pela acessibilidade e interesse pelo Brasil são considerados de altíssima prioridade.

Países verdes: pelo seu volume atual e pela predisposição para viajar ao Brasil, são também de alta prioridade.

Países amarelos: hoje representam um volume pequeno, mas podem crescer devido ao interesse pelo Brasil.

Países brancos: têm hoje um volume pequeno, mas podem constituir-se em oportunidades a serem consideradas. Seu desenvolvimento deve ser monitorado e, de acordo com as circunstâncias, resultar em ações pontuais de oportunidade.

O plano de ação

O planejamento da promoção turística internacional do Brasil atende tanto à continuidade das ações desenvolvidas nos países prioritários para ampliar a presença do país em termos de comercialização e imagem como uma série de iniciativas que integram, à promoção, as oportunidades geradas com a realização da Copa e das Olimpíadas.

Os detalhes da agenda 2010 – 2020 estão descritos nas páginas centrais deste documento.

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