Manual de Iniciação Científica

Manual de Iniciação Científica

(Parte 7 de 13)

Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica- PIBIC. Manual do Usuário - (baseado na Resolução Normativa 019/2001)

3.1 Introdução

O objetivo deste capítulo é esclarecer quais são os recursos, os conhecimentos e as habilidades necessárias que o aluno da graduação deve desenvolver e/ou possuir para realizar com sucesso as atividades de iniciação científica.

O objetivo desta série de cinco capítulos é apresentar informações sobre a iniciação científica que é destinada aos alunos da graduação e as professores que orientarão estes alunos. No primeiro capítulo é apresentado o que é a iniciação científica e as razões para sua realização; no segundo, é apresentado o PIC (Programa de Iniciação Científica) da UNCISAL; no terceiro, quais são os recursos, habilidades e os conhecimentos necessários para realizar a iniciação científica; no quarto, como o aluno deve selecionar o seu orientador; no quinto, como continuar as atividades de pesquisa após a graduação.

O conteúdo deste capítulo está dividido em três partes:

a) a importância de determinar o que é necessário para realizar as atividades de iniciação científica; b) quais são os recursos, os conhecimentos e as habilidades? c) próximo passo: a seleção do orientador.

Para o melhor aproveitamento deste artigo é desejável a leitura prévia do texto a seguir que se encontra na internet.

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Número Mês/Ano Manual de Iniciação Científica http://www.metodologia.org/ecmal/livro a) Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC. Manual do Usuário (baseado na

Resolução Normativa 019/2001 e na resolução 015/2004). Disponíveis em: URL: http://www.cnpq.br/pibic

3.2 A importância de determinar o que é necessário para realizar as atividades de iniciação científica

O conjunto de recursos, de conhecimentos e de habilidades que são necessários que o aluno da graduação desenvolva e/ou possua para fazer com sucesso as atividades de iniciação científica tem que ser considerado antes do seu início.

O sucesso das atividades de iniciação científica vai depender da disponibilidade/desenvolvimento destes itens, bem como do compromisso do aluno. Assim, a identificação de tais itens ajuda o aluno da graduação e seu orientador a determinar qual o grau de ajuda que ele irá necessitar para realizar as atividades de iniciação científica e planejar as atividades de acordo com o perfil do aluno que possui.

Além das características individuais acima, um outro item tem que ser considerado, o conjunto de recursos (tangíveis e intangíveis) do laboratório/instituição onde a iniciação científica será desenvolvida possui ou necessita ter.

Na iniciação científica todo aluno está ligado a um orientador. O orientador possui título de mestrado ou doutorado, ou ainda, experiência na orientação de alunos da iniciação científica e/ou monitoria. Além de garantir que as atividades da iniciação científica sejam executadas apropriadamente, o orientador é co-responsável pela pesquisa, devendo participar de todas as fases da pesquisa: no planejamento, na execução e na divulgação.

Via de regra: tudo que existe de bom é graças ao aluno e tudo que existe de ruim é graças ao orientador.

3.3 Quais são os recursos, os conhecimentos e as habilidades que o aluno da graduação deve possuir/desenvolver para realizar com sucesso as atividades de iniciação científica?

O principal recurso solicitado do aluno de graduação é seu próprio tempo. A maioria dos alunos de graduação contribui durante seu tempo livre porque esta atividade é vista como parte do esforço de aprimorar sua formação no curso de graduação. A quantidade de tempo necessária depende do assunto, do tipo de pesquisa, dos métodos usados, da experiência do aluno e do tipo de apoio oferecido pelo orientador/laboratório/instituição. A carga de trabalho associada com a realização da iniciação científica é, portanto, muito variável. No entanto, entender quais são as tarefas e o tempo necessário para cada uma delas ajudará o aluno a fazer esta estimativa e decidir se vale a pena ou não se envolver com estas atividades.

Além do tempo os outros recursos necessários são:

a) o segundo pesquisador, possivelmente um outro aluno da iniciação científica, para trabalharem em conjunto no planejamento, na execução e na divulgação da pesquisa. Esse trabalho em conjunto com um segundo pesquisador ajuda a evitar vieses (erros sistemáticos) e melhorar o desempenho de ambos.

b) os equipamentos (computadores e aplicativos);

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Número Mês/Ano Manual de Iniciação Científica http://www.metodologia.org/ecmal/livro c) os suprimentos e os serviços (telefone, fac-símile, papel, impressão, fotocópias, ferramentas audiovisuais e outros); d) o local. Lugar onde serão realizadas as reuniões e as atividades com o grupo. Em uma versão mais aprimorada será o laboratório de pesquisa.

e) os recursos financeiros. Várias entidades financiam pesquisas de iniciação científica e cada vez mais a importância de apoiar este tipo de atividade vem sendo reconhecida. Estas entidades podem ser agências de fomento à pesquisa e as instituições responsáveis pela avaliação tecnológica. Em Alagoas, a FAPEAL

(Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas, http://www.fapeal. br) possui este tipo de bolsa.

Além destes recursos, alguns conhecimentos podem ser necessários para realizar com sucesso as atividades de iniciação científica, como:

a) o método da pesquisa que estará envolvido, por exemplo, para o aluno que estará envolvido em revisão sistemática é essencial que ele domine o método de sua realização; caso o não domine prever um tempo de treinamento no início das atividades de iniciação científica); b) o inglês técnico; c) a bioestatística; d) a epidemiologia clínica, principalmente os fundamentos dos principais tipos de pesquisas clínicas (estudos de casos e controles, estudos coortes, estudos de acurácia, estudos de prevalência, ensaios clínicos aleatórios, revisões sistemáticas); e) a informática; f) o tema da pesquisa que servirá para iniciação científica para que o projeto, o relatório, o artigo e o tema livre tenham sentido clínico.

As habilidades necessárias ao aluno são: a) elaborar uma idéia brilhante; b) elaborar um plano de intenção; c) revisar a literatura; d) realizar o teste de instrumentos e procedimentos da pesquisa; e) elaborar o projeto de pesquisa; f) realizar o teste de instrumentos e procedimentos da pesquisa com uma parte da amostra calculada (pesquisa-piloto); g) obter os dados previstos; h) armazenar os dados; i) tabular os dados e construir tabelas; j) analisar os dados (qualitativamente e quantitativamente [análise estatística]) e apresentá-los. Na análise estatística pode ser necessário auxílio de um estatístico para sintetizar os resultados e realizar a análise de sensibilidade; k) interpretar os resultados e encontrar as conclusões; l) redigir o relatório da pesquisa;

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Número Mês/Ano Manual de Iniciação Científica http://www.metodologia.org/ecmal/livro m) publicar o artigo original; n) preparar o tema livre (oral e mural) e apresentá-lo.

Esses conjuntos de recursos, de conhecimentos e de habilidades serão decisivos para a realização da iniciação científica de forma otimizada. O aluno deve fazer uma autoavaliação se dispõe destes itens e qual o grau de auxílio que irá necessitar, e, em conjunto com o seu orientador, determinar um cronograma de suas atividades. Note que o uso da informática é indispensável a realização destas habilidades.

As atitudes que os alunos devem ter nas atividades de iniciação científica serão descritas na próxima versão deste texto.

3.4 Onde obter ajuda?

Existem três URLs com recursos úteis para a iniciação científica. Faça uso do material de acordo com suas necessidades. Mas lembre-se a melhor ajuda quem pode dar é o seu orientador. Os URLs são:

a) http://www.uncisal.edu.br b) http://www.metodologia.org/ecmal/ic c) http://www.evidencias.com d) http://www.metodologia.org

3.5 Próximo passo: a escolha do orientador

Uma vez determinados quais os recursos, os conhecimentos e as habilidades que o aluno tem ou precisa desenvolver para as atividades da iniciação científica, a escolha do orientador deve ser realizada. Os orientadores divulgam os critérios de seleção, freqüentemente, uma prova de seleção. Procure saber de antemão quais as áreas de interesse do orientador, perguntando outros alunos que participaram de programas de iniciação científica e/ou monitoria na disciplina deste professor-orientador ou diretamente a ele. A seleção do orientador é uma aposta no escuro! Só no final de suas atividade de iniciação científica é que o aluno descobrirá se o seu orientador foi um troféu ou uma bomba! No próximo capítulo iremos descrever as características mais comuns que devem ser notadas no orientador para que você tenha uma maior probabilidade de selecioná-lo adequadamente.

3.6 Referências

Clarke M, Oxman AD, editors. Cochrane Reviewers' Handbook 4.1 [updated March 2001]. In: Review Manager (RevMan) [Computer program]. Version 4.1. Oxford, England: The Cochrane Collaboration, 2001. Disponível em: URL: http:// w w w.cochrane.dk/cochrane/handbook/handbook.ht m

3.7 Leitura complementar

Clarke M, Oxman AD, editors. The logistics of doing a review. Cochrane Reviewers' Handbook 4.1 [updated March 2001]; Appendix 3a. in: Review Manager (RevMan) [Computer program]. Version 4.1. Oxford, England: The Cochrane Collaboration, 2001. Disponível em: URL: http:// w w w.cochrane.dk/cochrane/handbook/handbook.ht m

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Pontos para recordar

• A iniciação científica é realização de uma pesquisa durante o curso de graduação que tem como objetivo o aprendizado do método científico.

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