A evolução do código de barras e o surgimento da realidade aumentada e sua utilização na administração moderna

A evolução do código de barras e o surgimento da realidade aumentada e sua...

A EVOLUÇÃO DO CÓDIGO DE BARRAS E O SURGIMENTO DA REALIDADE AUMENTADA E SUA UTILIZAÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO MODERNA

Grupo: RUMO

Alessandro Soares Machado (1º – SI)

Bruno Martins dos Santos Cruz (4º – SI)

Sthefany Garcia Ribeiro (2º – SI)

PROJETO SEMESTRAL SUBMETIDO AO CORPO DOCENTE DA FACULDADE PROFESSOR MIGUEL ÂNGELO DA SILVA SANTOS (FeMASS) COMO PARTE DA SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO POR PROJETOS (SAP).

Banca Examinadora:

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Prof. Leonardo Geyer Maia

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Prof. B, D. Sc.

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Prof. C, D. Sc.

MACAÉ, RJ - BRASIL

06/2010

RESUMO:

Desde o nascimento do comércio, formas de facilitar e agilizar o processo de compra e venda foram criadas, visando atender melhor e ao maior número de pessoas possíveis. Como a identificação das mercadorias, muitas vezes era falha e confusa, medidas como a ampliação do estabelecimento e o aumento do número de atendentes eram suficientes, ,mas não diminuíam o incômodo da espera do cliente pelo produto, nem o transtorno dos proprietários. Com o desenvolvimento de cada vez mais variedades de produtos e comércios, viu-se então a necessidade de criar uma forma ágil de leitura e identificação dos produtos. Em 1973, após anos de estudos, os americanos Bernard Silver e Norman Woodland, ambos estudantes graduados pelo Drexel Institute of Technology, criaram e patentiaram a primeira versão do código de barras, sendo aprimorada até o ano de 1974. Nesta data, o código de barras foi usado oficialmente pela primeira vez em um supermercado americano. A partir deste momento houve a incorporação pelos demais comércios e rapidamente expandiu-se pelo mundo.

Após trinta e cinco anos, o molde do código de barras continua o mesmo, tendo apenas a evolução nos sensores de captação, que agilizam ainda mais o processo de compra e venda.

Acompanhando as evoluções tecnológicas, atualmente o “mundo do comércio” se depara com mais uma novidade: a realidade aumentada. A base dos códigos de barras (leitura de códigos pré-definidos) vem sendo utilizada para, além de demonstrar preços, somas e controles de estoques, mostrar imagens holográficas ou informações sobresalentes, demonstrando detalhes dos produtos em questão e possibilitando uma gama de informações muito superior das encontradas hoje em dia, sem necessitar da presença fisica do produto. Essas informações podem ser obtidas através de códigos divulgados em revistas, jornais ou qualquer mídia impressa, atraindo clientes e possibilitando uma nova ferramenta de marketing.

PALAVRAS-CHAVE: Códigos de Barras, Realidade Aumentada, Código de Barra 2D.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Códigos de barras numéricos 8

Figura 2. Códigos de barras alfanuméricos 8

Figura 3. Scanner de códigos de barras 9

Figura 4. Códigos de barras mais usado 10

Figura 5. Códigos Colorido 10

Figura 6. Leitora de tipo Caneta esferográfica 12

Figura 7. Leitora à laser 12

Figura 8. Leitora CCD 13

Figura 9.Leitora com câmera 14

Figura 10. Utilização de realidade aumentada na área da saúde 15

Figura 11. Imagem tridimensional de um automóvel 16

Figura 12. Novidade da Sony para o mercado de entretenimento 16

Figura 13. Projeção holográfica 18

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS iii

SUMÁRIO 4

1. INTRODUÇÃO 5

1.1. OBJETIVOS. 6

1.1.1. Objetivo geral 6

1.1.2. Objetivo específico 6

1.2. JUSTIFICATIVA 6

1.3. METODOLOGIA 7

2. DESENVOLVIMENTO 7

2.1 Análise histórica do código de barras 7

2.2 TIPOS DE LEITORES DE CÓDIGO DE BARRAS 12

2.3 A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DO CÓDIGO DE BARRAS 14

2.4 A REALIDADE AUMENTADA 15

2.5 APLICABILIDDE DA REALIDADE AUMENTADA 18

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 21

3.1. CONCLUSÕES 20

3.2. PROPOSTAS DE TRABALHOS FUTUROS 20

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 21

ANEXO I – Neuror: Sistema de Realidade Aumentada para a reabilitação física de pacientes vitimas de Acidente Vascular Encefálico.................................................................................23

1. INTRODUÇÃO

Desde o nascimento do comércio e da troca de produtos, segundo Dr. Wagner Luiz de Marquez, professor de contabilidade gerencial, foram criadas formas de identificação das mercadorias com o objetivo de facilitar o dia-a-dia dos fornecedores e consumidores, favorecendo a aceleração do comércio e a confiabilidade nas informações arquivadas.

Após o advento da informática, criou-se o código de barras usado para identificar, rastrear e controlar estoques de produtos, integrando os sistemas de venda das empresas, objetivando aperfeiçoar as relações comercias e ter um controle mais rígido das informações.

Com a observância dessas questões, demonstrar-se-á a importância do código de barras, sua história, aplicabilidade e novas tecnologias como o código de barra 2D e a realidade aumentada, que trazem novas possibilidades de armazenamento de dados para os produtos e novas ferramentas para o meio comercial.

Espera-se que o projeto contribua na discussão do assunto e no esclarecimento de novas tendências tecnológicas, que possam oferecer uma maior comodidade nas relações do cotidiano.

1.1. OBJETIVOS

1.1.1. Objetivo geral

O propósito deste projeto é discutir a importância do código de barras usado atualmente, apontar novas tendências tecnológicas para a substituição deste modelo por modelos mais modernos, e mostrar o avanço tecnológico e a variação de área onde possa ser aplicada e alguns benefícios que pode trazer ao mercado atual.

1.1.2. Objetivo específico

  • Apresentar a história do código de barras.

  • Mostrar a importância da aplicabilidade nos dias atuais.

  • Discutir as novas tendências de substituição dos modelos de código de barras usados atualmente.

  • Apresentar a Aplicabilidade da Realidade na atualidade.

1.2. JUSTIFICATIVA

O tema pretendido se justifica pelo cenário atual no “mundo do comércio” após o surgimento do código de barras dando início a uma nova era na venda varejista, acelerando as transações comerciais e dando às empresas um método mais eficiente para o controle do estoque.

A evolução do popular código de barras proporciona expectativas e surpresas, pois contém ferramentas que ultrapassam a atividade comercial clássica, abrangendo inúmeras possibilidades.

Neste sentido, o presente trabalho procura contribuir para essa discussão, abordando aspectos que colaborem para o desenvolvimento do tema sob a perspectiva dos benefícios trazidos pelo código de barras e a realidade aumentada.

    1. METODOLOGIA

Como metodologia, optou-se por uma revisão da bibliografia existente sobre o tema, através de livros e pesquisas bibliográficas na Internet, aliada à aquisição e análise de dados sobre o cenário comercial e o advento de novas tecnologias de código de barras.

2. DESENVOLVIMENTO

    1. Análise histórica do código de barras

Desde o nascimento do comércio até meados do século XX, o método para se fazer o controle do estoque era a contagem individual dos produtos, proporcionando, na maioria das vezes, o fechamento do estabelecimento para este fim.

Segundo Alessandro Greco, jornalista colaborador da Revista Super Interessante, durante os balanços, os empregados faziam a contagem manual dos produtos. Cada mercadoria era contada duas vezes, por duas pessoas diferentes, sendo um procedimento caro, cansativo e com alto risco de falhas. Essa prática trazia prejuízos aos estabelecimentos e, conseqüentemente, riscos a sobrevivência das empresas, pois o único modo de saber se um produto estava sendo bem vendido, era examinando as prateleiras e constatando que estavam vazias.

O termo “fechado para balanço” só começou a desaparecer das redes varejistas na metade do século XX, de acordo com o artigo publicado por Vanderlei Ferreira, Diretor-geral da divisão de Mobilidade Corporativa da Motorola para o Brasil e Cone Sul, às 08h01min da manhã de sete de outubro de 1974, no estado norte-americano de Ohio, aconteceu a primeira compra de um produto com código de barras. Era um pacote de chiclete com dez unidades. Este marco deu início a uma nova era na venda a varejo, acelerando os caixas e dando às companhias um método mais eficiente para o controle do estoque. Esta compra histórica foi o ponto de partida para novas pesquisas e desenvolvimentos.

No Brasil, no início da década de 80, surgiu a real aplicação do código de barras, com a necessidade de eliminar erros em digitação de dados numéricos em produtos e operações. Neste período houve um ganho significativo diminuindo expressivamente as margens de erro.

O código de barras é uma representação gráfica que pode se apresentar de duas formas: numéricos (Imagem 1) e alfanuméricos (Imagem 2), sendo que o segundo é capaz de representar maiores informações sobre o produto.

A figura 1 é composta de uma série de barras (código de barras) e uma seqüência numérica geralmente abaixo, para ser digitada caso o equipamento de leitura não o reconheça. Os códigos são representados por treze números onde cada grupo indica um detalhe do produto:

Figura 1 – Códigos de barras numéricos

Figura 2 – Códigos de barras alfanuméricos

  • Os 3 primeiros dígitos representam o prefixo da organização responsável por controlar e licenciar a numeração no país; 789 representam o Brasil;

  • Os próximos dígitos, que podem variar de 4 a 7 números, representam a identificação da indústria, dona da marca do produto;

  • Os dígitos 1234 (Vide a figura 1) representam a identificação do produto determinado pela indústria;

  • O último dígito é chamado de dígito verificador, auxilia na segurança da leitura.

O equipamento necessário e responsável em ler os dados de alguns modelos de código de barras é o scanner (imagem 3), que consiste em um módulo ótico, um decodificador e um cabo que faz a interligação entre o decodificador e o computador. A função do módulo ótico é realizar a leitura do símbolo do código de barras fornecendo uma saída elétrica ao computador, que corresponde às barras e espaços inseridas no código. Contudo, é o decodificador que reconhece a simbologia, analisa o conteúdo e transmite estes dados ao computador com um formato tradicional.

Figura 3 – Scanner de códigos de barras

Existem atualmente no mercado vários tipos de códigos de barras, estes códigos permitem a leitura de simbologias diferentes, possibilitando que as informações sejam lidas de forma exata permitindo a impressora entender as informações que devem ser impressas na etiqueta. Cada segmento possui símbolos exclusivos ao seu produto. A figura 4 demonstra os tipos de caracteres mais usados para a solução de problemas específicos:

Figura 4 – Códigos de barras mais usado

Há ainda os códigos de barras 2D que são também coloridos. E que podem reconhecer uma quantidade enorme de informações. Os principais criadores dele é a Universidade de Yonsei Coréia, que desenvolveu código em fevereiro de 2000, e a Microsoft que em Janeiro de 2009 nos trouxe o código de barra como triângulos coloridos. Como os criadores do protótipo coreano dizem que ele tem uma capacidade tão grande quanto a sua imaginação. Esse tipo de código de barra permite que uma câmera possa reconhecer códigos indexados que remetem a dados que estão na matriz de cores por blocos.

Figura 5 – Código de barras Colorido

Os códigos de barras agilizam­­ processos de identificação de produtos e permitem usar processos automatizados de trabalho, sem intervenção humana. A tecnologia de identificação automática, que inclui os códigos de barras, é também chamada de entrada de dados sem digitação. Os códigos de barras são rápidos e precisos, o seu uso elimina muitos erros e, muitas vezes, economiza tempo e dinheiro. Têm várias aplicações em processos de armazenagem, transporte de produtos, controle de documentos, vendas e controle de preços.

Ao contrário dos sistemas tradicionais que processam as informações no final do dia ou a cada período de tempo, os códigos de barras permitem o acesso a informações on-line, trazendo uma grande vantagem para as empresas.

Outro benefício considerável é a possibilidade de trabalhar com o controle físico do estoque, em vez do controle estatístico. Segundo Heitor de M. Quintella, do Departamento de Engenharia de Produção – UFF, esses controles estatísticos são derivados de cálculos matemáticos baseados em estatísticas de demanda de um determinado produto, acrescidas de certa margem de segurança, pois esse método ainda é muito usado no Brasil.

    1. TIPOS DE LEITORES DE CÓDIGO DE BARRAS.

Da mesma forma que existem alguns tipos de códigos de barras, existem diferentes tipos de leitores. São esses:

  • Leitores Esferográficos e a Laser: Os Leitores esferográficos funcionam a partir de uma fonte de luz e de um fotodiodo que estão na ponta de uma caneta ou objeto similar, como mostra a figura N. Para a leitura, arrasta-se a ponta da caneta sobre a superfície do código de barra. O fotodiodo faz a medição da luz que é refletida a partir da fonte de luz e com isso gera uma onda que serve para medir o tamanho das barras e seus espaçamentos. Sendo que a barra escura absorve a luz e a parte branca reflete. Esse sistema é bem similar ao código Morse. Os leitores a Laser funcionam de forma bem parecida com os esferográficos, porém ele utiliza o raio laser como fonte de energia eles normalmente usam um espelho para redimensionar todo o raio pela superfície do código. Nos dois casos os leitores emitem a luz em uma freqüência pré-estabelecida e o fotodiodo é desenvolvido para ler essa freqüência.

Figura 6 - Leitora tipo Caneta Esferográfica.

Figura 7 – Leitora a Laser.

  • Leitores CCD (Charge Coupled Device): Esses leitores utilizam uma matriz com centenas de pequenos sensores luz alinhada, esses sensores não “varrem” o código de barras eles fazem a Leitura de forma panorâmica. A única grande diferença entre os outros leitores e o leitor CCD é que os outros leitores emitem sua própria luz para medir o código de barras enquanto o leitor CCD mede através da luz ambiente.

Figura 8 – Leitora CCD.

  • Leitores com Câmeras: Esses leitores são os mais modernos que existem já que trabalham de forma diferente, já que não tem somente uma linha de sensor eles podem ler centenas delas em qualquer posição que elas estiverem dispostas. Esses leitores podem ser qualquer tipo de objeto que possua uma câmera e crie uma imagem, como, por exemplo, uma webcam e a câmera de um celular.

Figura 9 – Leitora com câmera.

2.3 A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DO CÓDIGO DE BARRAS

A criação do código de barras há 35 anos, transformou a vida de varejistas e consumidores como podemos ver no capítulo anterior. Com a evolução tecnológica outros sistemas de decodificação de dados como o QR code (Quick Response Code) surgiram, trazendo benefícios e alternativas criativas para o mercado econômico.

A mobilidade e automatização de entrada de dados foram a grande vantagem do código de barras tradicional. Porém, apresentava a desvantagem de necessitar de um leitor apropriado e limite para a entrada de dados, devido ao padrão unidimensional e seqüencial do modelo.

No ano de 1994, o QR code foi criado pela empresa japonesa, Denso-Wave, trazendo um diferencial nos códigos de barras tradicionais, que antes podiam apenas inserir números e tinham o limite de 20 caracteres. O QR Code (código de resposta rápida) é um código bidimensional (2D), podendo inserir qualquer tipo de informação codificada, tanto números como letras. Outra vantagem consiste em poder “ser lido” diretamente por câmeras de celular e interpretado pelos programas desenvolvidos pelo fabricante, não sendo necessário um leitor apropriado como o código de barras anterior.

Os códigos de barras 2D permitem que, através da câmera de vídeo de seu celular seja possível visualizar o código e seja apresentado dados daquele produto, que podem ser informações sobre o produto ou até mesmo a história da empresa dona do produto.

A transformação tecnológica permitiu o armazenamento de mais informações através dos códigos 2D, possibilitando projetar objetos virtuais em filmagens do mundo real, melhorando as informações exibidas, ampliando as fronteiras da interatividade e possibilitando a utilização e a criação de novos veículos para o mercado.

Uma nova tecnologia foi criada utilizando o código 2D combinado com um programa de computador, conhecido como Realidade Aumentada (RA).

2.4 REALIDADE AUMENTADA

A Realidade Aumentada não tem limites de aplicações. É definida como a sobreposição de objetos virtuais tridimensionais, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de alguns dispositivos tecnológicos. Entretanto, esta conceituação fica mais clara com sua inserção em um contexto mais amplo: o da Realidade Misturada, que vem mesclar imagens virtuais e reais facilitando e otimizando a utilização dessas imagens em diversos segmentos, na saúde, por exemplo, onde as imagens virtuais de vasos, veias e artérias são projetadas sobre a pele, demonstrando a exata localização das mesmas, possibilitando uma ação direta no ponto obstruído, como mostra a figura 9 abaixo.

Figura 10 - Utilização de realidade aumentada na área da saúde

Segundo Kátia Arima, editora da revista Info, essa é apenas uma das diversas formas de utilização da realidade aumentada, novas tecnologias e estudos estão sendo apresentados demonstrando a viabilidade e comodidade, já se pode gerar imagens tridimensionais e holográficas, além de possibilitar a integração, facilitando o conhecimento de alguns produtos. Já é possível, por exemplo, conhecer produtos com todos seus detalhes sem o ter nas mãos, bastando ter uma imagem impressa com códigos pré-definidos e apontá-lo para uma câmera que os reconheceram e a partir dai irá gerar a imagem tridimensional com a ajuda de softwares.

As indústrias de informática, imobiliária, automobilística e de entretenimento, estão investindo e patrocinando esses estudos, pois assim seus produtos se tornaram mais acessíveis e sua publicidade mais realista e interessante, tudo isso utilizando os mesmos veículos de comunicação que vem sendo usados há anos, como revistas, jornais ou panfletos atraindo possíveis compradores, com a facilidade e comodidade de nem sequer sair de casa, como mostra a figura 10 abaixo.

Figura 11 - Imagem tridimensional de um automóvel

No mundo do entretenimento a realidade aumentada também esta sendo bastante desenvolvida, pois esta tecnologia possibilitará uma interatividade muito maior do que as existentes hoje. A Sony esta desenvolvendo um produto onde o jogador poderá interagir com o mundo virtual utilizando a realidade aumentada para projetar um pequeno macaco na tela da televisão, como mostra a figura 11.

Figura 12 – Novidade da Sony para o mercado de entretenimento

A realidade aumentada é uma tecnologia que não só veio pra ficar como pra crescer, pois qualquer coisa poderá se "materializar" sobre uma simples folha de papel ou uma área própria que receba a projeção, um produto, um carro, um computador ou até mesmo uma vídeo conferência, como mostra a figura 12, onde apenas a garota de verde está presente no local, as demais são projeções holográficas apresentadas sobre um vidro especial.

Figura 13 – Projeção holográfica

2.5 APLICABILIDADE DA REALIDADE AUMENTADA.

A Realidade Aumentada está se disseminando no mercado em diversas atuações, por exemplo:

  • Manutenção e construção: É uma das formas mais simples da Realidade aumentada, já que poderá proporcionar ao usuário uma melhor definição da ferramenta que está trabalhando e sua disposição a ela. Em uma reforma de uma casa a pessoa analisaria o projeto da casa e saberia onde pode colocar os marcadores, furar paredes, saber onde se encontra a parte elétrica entre outras funções possibilitando a redução de danos e prejuízos por erros.

  • Militar: Durante décadas a área militar vem mostrando interesse em utilizar a realidade aumentada, tanto que o Departamento de Pesquisa Naval dos Estados Unidos já financiou pesquisas relacionada a utilização da realidade aumentada. Um projeto bastante interessante foi realizado pela DARPA (Agência Americana de Projeto e Pesquisa Avançada) que criou um vídeo-capacete (HMD) onde o visor pode se interligado a um sistema de informação portátil. Isso daria ao soldado informações importantíssimas como o local por onde ele está andando, saída de outro lado de um prédio de onde ele está saindo, o que se assemelha a visão de Raio X, informação muito útil quando se está em terreno inimigo.

  • Informações instantâneas: Imagine andar por um centro histórico e visualizar uma cena que aconteceu como, por exemplo, uma guerra civil usando apenas um vídeo-capacete? E, principalmente, como se você estivesse participando dele? A realidade aumentada pode proporcionar esse tipo experiência que seria muito útil para alunos e no mercado do turismo.

  • Jogos: Um mercado privilegiado, pois o jogador deixa de apenas controlar o personagem como passa a ser o personagem. O jogador pode também interagir com o jogo, como o EyePet da Sony desenvolvido para PlayStation3, e as industria de games estão cada vez mais focada nesse tipo de pesquisa já essa é uma forte tendência onde os jogos vão buscar cada vez mais a interação com o jogador. Um pesquisador australiano criou um protótipo de um game que combina o famoso Quake com realidade aumentada. Ele colocou o protótipo dentro de um modelo de um campus de uma universidade. Ele quando usa o sistema se sente caminhando pelo campus como se estivesse nele.

  • Industria de Automóveis: A empresa BMW está utilizando a Realidade aumentada em sua oficina para ajudar em funções do cotidiano como, por exemplo, na manutenção do motor., onde o mecânico colocará o dispositivo de realidade aumentada e poderá simultaneamente ver o campo real e o digital. No campo real terá o modelo a ser manuseado e no digital onde e como ele deve tirar os parafusos, o caminho correto para se chegar a um bom trabalho. Com isso evita danos ao equipamento que consequentemente diminuir os custos com esses erros/ danos, logo, mais lucros para a empresa.

  • Industria de Cosméticos: A empresa japonesa Shiseido desenvolveu o que eles chamam de Digital Cosmetic Mirrors (espelhos de cosméticos digitais) ele faz uma leitura do rosto da pessoa e aplica através da realidade aumentada diversos produtos da companhia com diversas combinações até que uma seja adequada ao rosto da pessoa. Facilitando a escolha já que ele mapeia tonalidade de pele e contorno facial imprimindo uma lista às “recomendações”. Ele também proporciona que a pessoa vá testando manualmente cada tonalidade e criando suas próprias combinações.

  • Medicina: É uma área que se beneficia bastante principalmente no tratamento vascular, ajudará os pacientes que se submetem a quimioterapia, já que eles tem recebem várias doses de medicamentos intravenoso que causa muito sofrimentos, mas com a tecnologia que dará uma precisão maior isso será reduzido. Outra área médica que se beneficiará bastante é a área de neurologia e dermatologia. A neurologia no tratamento de pacientes que sofreram acidente vascular encefálico ajudando na sua reabilitação. De acordo com o artigo da SIBS (Sociedde Brasileira de Informática em Saúde) vide anexo I.

Como se pode observar a realidade aumentada consegue abranger diversos campos de conhecimento. Ajudando e melhorando cada vez mais os processos, mas temos que observar que o campo que mais se beneficiará com ela e o do entretenimento, jogos entre outros tipos de produtos/ serviços voltado para a diversão.

Existem quatro tipos de realidade aumentada:

  • Optical See-through: projeta imagens e informações em um pára-brisa ou outra interface transparente à frente da pessoa Vídeo

  • See-through: por meio de um capacete ou óculos dá para ver imagens reais com informações virtuais

  • Espacial: a informação virtual é projetada sobre objetos da cena

  • Indireta: objetos virtuais são projetados no monitor e seguem movimentos do mundo real

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

3.1. CONCLUSÕES

O presente trabalho foi elaborado tendo como interesse de estudo a gestão interna dos processos de catalogação e identificação proporcionados pelo código de barras. Desde as primeiras experiências ainda rústicas e pouco práticas até os modelos atuais utilizados nas gestões mais modernas, o objetivo sempre foi otimizar o processo de comercialização tornando-o mais eficiente e atrativo ao consumidor.

Para abordar este assunto, a pesquisa se dedicou à análise bibliográfica dos principais autores que tratam sobre o assunto e uma análise histórica da evolução dos sistemas de identificação por código de barras. Acompanhando as inovações tecnológicas, abordando a criatividade aliada à tecnologia como a última barreira para tornar a experiência com um produto virtual cada vez mais real e dar ao administrador sempre mais tranqüilidade e segurança frente à administração. É certo que a tecnologia dos códigos de barra será cada vez melhor desenvolvida já que o mundo virtual encontra-se ainda nos primórdios de sua utilização.

Com esse estudo pretende-se contribuir na busca pela excelência no mundo do comércio e lançar o olhar sobre um tema relevante e fértil para o campo da administração tendo como foco sempre a gestão adequada de processos e a satisfação do consumidor.

    1. PROPOSTAS DE TRABALHOS FUTUROS

O propósito para os trabalhos posteriores é ressaltar e demonstrar o funcionamento e qualidade dos novos modelos de códigos de barra juntamente com a tecnologia de realidade aumentada, para que desta interface seja possível consolidar uma ferramenta de reconhecimento utilizando câmeras de segurança para que seja inserida no mercado empresarial com a função de monitoramento instantâneo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • MOURA, Benjamim do Carmo - Logística: conceitos e tendências. Vila Nova de Famalicão: Edições Centro Atlântico, 2006.

SITES

  • http://info.abril.com.br/professional/desenvolvimento/bem-vindo-a-realidade-aumentada.shtml

  • http://skollenon.com/wp-content/imagens/2009/08/realidade_aumentada.jpg

  • http://www.baixaki.com.br/info/2124-como-funciona-a-realidade-aumentada.htm

  • http://www.b2bmagazine.com.br/web/interna.asp?Id_canais=4&id_subcanais=10&id_noticia=24168&pg=

  • http://mais.uol.com.br/view/remjj3dhipp2/contabilidade-gerencial--professor-dr-wagner-luiz-marques-040270C8894386?types=A&

  • http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI157168-EI1426,00.html

  • http://www.realidadevirtual.com.br/cmsimple-rv/

  • http://www.revistatag.com.br/web/index.php?option=com_content&view=article&id=128

  • http://www.phpavancado.net/node/419

FIGURAS

  • FIGURA 1- Códigos de barras numéricos. http://www.auricchioetiquetas.com.br/img/cod_barra.gif

  • Figura 2 – Códigos de barras alfanuméricos. - http://www.logismarket.pt/ip/markem-imaje-impressora-a-jacto-de-tinta-de-pequeno-caracter-imprime-datas-de-validade-logotipos-texto-alfanumerico-e-codigos-de-barras-1d-e-2d-435150-FGR.jpg

  • Figura 3 - Scanner. - http://www.xiracomp.pt/images/scanner_ccd_80mm.jpg

  • Figura 4 – Códigos de barras mais utilizados http://www.scb.com.br/secundarias/tiposdecodigos.htm

  • Figura 5 – Leitora tipo Caneta Esferográfica.http://www.trixtec.com.br/CAT_2008/CANETA_OTICA_03.jpg

  • Figura 6 – Leitora a Laser.http://www.trixtec.com.br/CAT_2008/PISTOLA_LASER_PLS2100_03.jpg

  • Figura 6 – Leitora CCD.http://www.trixtec.com.br/CAT_2008/LEITOR_CCD_BT1000_(PS800)_03.jpg

  • Figura 9 - utilização de realidade aumentada na área médica. http://info.abril.com.br/professional/desenvolvimento/bem-vindo-a-realidade-aumentada.shtml

  • Figura 10- imagem tridimensional de uma automóvel. - http://skollenon.com/wpcontent/imagens/2009/08/realidade_aumentada.jpg

  • Figura 11 - Novidade da Sony para o mercado de entretenimento. http://www.youtube.com/watch?v=fU8kC_upeaQ&feature=player_embedded

  • Figura 12 –imagem holográfica - http://www.abczdigital.com.br/wordpress/?paged=2

ANEXO I.

  • www.sbis.org.br/cbis11/arquivos/867.pdf

ANEXO I – Neuror: Sistema de Realidade Aumentada para a Reabilitação de pacientes vitima de Acidente Vascular Encefálico.

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