Modulo III - aula 38 - os seres vivos e suas características - parte 02

Modulo III - aula 38 - os seres vivos e suas características - parte 02

PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 1

MÓDULO I -- BOTÂNICA:: OS SERES VIVOS E SUAS CARACTERÍSTICAS – PARTE 02

Irritabilidade e sensibilidade:

Todos os seres vivos possuem irritabilidade. Isto quer dizer que eles são capazes de reagir a estímulos ou a modificações do ambiente.

No caso dos vegetais, as reações aos estímulos costumam ser mais lentas do que nos animais, manifestando - se, por exemplo, pelo crescimento do caule em direção à luz ou pelo crescimento das raízes em direção ao solo. Esse fenômeno de irritabilidade vegetal é denominado tropismo.

Em algumas plantas, como a sensitiva ou dormideira, a reação pode ser mais rápida: o simples contato de um animal ou um vento mais forte provoca o fechamento das folhas em poucos segundos. Esse fechamento se deve à diminuição na pressão da água existente numa dilatação na base das folhas. Mecanismos semelhantes também ocorrem com plantas carnívoras, que capturam pequenos animais.

Imagem retirada da página http://www.herbario.com.br/cie/universi/SEISMO.gif. A planta chamada sensitiva (ou dormideira) reage a um estímulo fechando as folhas.

Imagem retirada da página: http://curlygirl.naturlink.pt/plantcarn.jpg. Planta carnívora capturando um inseto

A ausência de sistema nervoso impede que os vegetais sejam capazes de entender e aprender, ou seja, de reagir de diferentes maneiras a um mesmo tipo de estímulo, como fazem os animais — principalmente aqueles com sistema nervoso mais complexo. Essa capacidade de reagir de diferentes maneiras aos estímulos ambientais é chamada de sensibilidade. Portanto, todos os seres vivos têm irritabilidade, mas só os animais possuem sensibilidade.

Imagem retirada da página: http://animais.netpita.com/uploaded_images/persh- 736642.jpg Animais são sensíveis

Existe mais um ponto que merece atenção. As formas que os seres vivos têm de reagir ao ambiente são adaptativas, isto é, são formas que contribuem para a sobrevivência ou a reprodução da espécie. O crescimento de uma planta em direção à luz, por exemplo, colabora para a ocorrência da fotossíntese, essencial para a sobrevivência da planta. O mesmo acontece quando o animal foge de um perigo ou corre atrás do alimento. Como veremos adiante essa característica é uma conseqüência do processo de evolução.

Homeostase:

Apesar das transformações do metabolismo, o ser vivo se mantém em equilíbrio, isto é, ele não muda sua composição química e suas características físicas. Essa propriedade do ser vivo de manter relativamente constante seu meio interno é chama - se da homeostase.

Um exemplo de homeostase ocorre quando faz calor e nosso corpo começa a perder água através do suor. Essa evapora, refrigerando o sangue abaixo da pele, o que ajuda a manter a temperatura do corpo. Por outro lado, a perda água é compensada quando sentimos sede e ingerimos água. No entanto, se bebemos muita água, o excesso é eliminada pela urina.

Através de mecanismos como esses conseguimos manter constantes a temperatura, a quantidade de água no organismo e a concentração de diversas substâncias presentes em nosso corpo.

A homeostase é importante para a manutenção da vida. Se o nosso ambiente interno mudar muito, ficando, por exemplo, excessivamente quente ou muito frio ou então demasiadamente ácido, as reações químicas podem parar e o indivíduo morre.

Reprodução e hereditariedade:

Apesar do contínuo trabalho de reconstrução de sua estrutura — através da nutrição e do metabolismo —, o ser vivo envelhece e morre. Antes de morrer, porém, ele se reproduz, isto é, produz descendentes. Os filhotes produzidos são semelhantes aos pais, caracterizando o fenômeno chamado hereditariedade.

Imagem retirada da página http://curlygirl.naturlink.pt/zebra.jpg

Quanto à reprodução, ela pode ser assexuada ou sexuada, como veremos logo adiante. Primeiro vamos estudar em que consiste a hereditariedade.

O gene e o controle das características hereditárias:

A reprodução e a hereditariedade dependem de uma substância orgânica: o ácido desoxirribonudéico ou DNA. Este se localiza em filamentos chamados cromossomos no interior das células.

Imagem retirada da página http://www.geocities.com/~esabio/genoma/cromjos.gif

A estrutura conhecida como gene corresponde a um segmento ou pedaço da molécula de DNA. Os genes contêm as informações responsáveis pelas características do indivíduo, como por exemplo a cor dos olhos, a cor dos cabelos, a forma do nariz e até mesmo

PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 2 o tipo de teia que a aranha tece para capturar suas presas. Deste modo, o DNA funciona como uma espécie de receita de bolo. O bolo — no caso o organismo — seria produzido de acordo com as instruções da receita, e suas características seriam a conseqüência deste trabalho. Usando outra imagem, poderíamos pensar no DNA como um programa de computador. Neste caso, o organismo corresponderia a um computador que trabalharia segundo as ordens do DNA.

Na realidade, as características de um organismo não dependem apenas do comando do DNA. O meio ambiente também é importante. Assim, as características são o resultado de um trabalho conjunto do gene e do ambiente. Por exemplo, duas pessoas que tenham os mesmos tipos de genes para altura poderão ter alturas diferentes devido a diferenças na alimentação durante o período de crescimento.

Existe também outra propriedade do DNA da qual a hereditariedade depende: sua capacidade de se duplicar, formando cópias exatamente iguais. Essas cópias passam de pai para filho, e assim as informações genéticas são transmitidas para as gerações seguintes, através do processo de reprodução, como veremos a seguir.

Reprodução assexuada:

A reprodução assexuada é a forma mais simples de reprodução de um ser vivo. Nessa reprodução, um pedaço do corpo do ser vivo se separa, cresce e origina um novo indivíduo. É uma reprodução freqüente em seres unicelulares, em animais de estrutura mais simples e em vegetais, razão pela qual é chamada de reprodução vegetativa.

Nos organismos unicelulares, como a ameba, esta é a principal forma de reprodução e equivale a uma simples divisão celular. Na reprodução assexuada, os descendentes recebem cópias iguais do DNA do indivíduo original e, conseqüentemente, possuem exatamente as mesmas características.

Ameba: Imagem retirada da página http://fajolle.tripod.com/protista.html

Paramecium: Imagem retirada da página http://pantransit.reptiles.org/images/1998- 05-23/Paramecium.jpg

Figura 4: A reprodução assexuada é muito comum nos seres mais simples, principalmente nos unicelulares. Como podemos observar nessas figuras, a ameba e o paramécio se reproduzem por divisão simples, a hidra, um pequeno animal aquático, apresenta reprodução por brotamento.

Reprodução sexuada:

Chama - se reprodução sexuada o tipo de reprodução realizada pela união pela união de células especializadas, denominadas gametas. Alguns organismos que comumente se reproduzem assexuadamente, como os unicelulares, podem apresentar reprodução sexuada.

Na maioria dos casos, a produção de gametas está ligada a uma diferença de sexo nos indivíduos adultos:

ش O sexo feminino produz o gameta feminino — chamado óvulo; ش O sexo masculino produz o gameta masculino — chamado espermatozóide.

Nos vegetais, os nomes são um pouco diferentes: o gameta feminino é chamado de oosfera e o masculino é chamado de anterozóide.

Quando ocorre a fecundação — ou seja, a união do espermatozóide com o óvulo — forma - se o zigoto, também chamado de célula - ovo. O zigoto divide - se várias vezes, originando assim um novo indivíduo (figura 5). Esse indivíduo formado possuirá genes (DNA) provenientes do pai e genes (DNA) provenientes da mãe; suas características, portanto, serão o resultado de uma combinação das características paternas e maternas.

Figura 5: Na reprodução sexuada, os filhos recebem genes do pai e da mãe através de células especiais, os gametas (espermatozóide e óvulo). Cada vez que um óvulo ou um espermatozóide é “fabricado”, há um embaralhamento de cromossomos e genes, de modo que cada espermatozóide ou cada óvulo tem um conjunto diferente de genes. Por isso, os filhos não são exatamente iguais aos pais, aos irmãos ou a qualquer outro individuo da família (exceto no caso de gêmeos univitelinos ou verdadeiros: esses vêm da mesma célula – ovo).

FORMATAÇÃO E EDIÇÃO: LAST UPDATE: 31.01.2011 PROF: LIMA VERDE, HUBERTT. huberttlima@gmail.com; BIOLOGIA MÓDULO I - BOTÂNICA.

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