Manuais de escopo

Manuais de escopo

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A reprodução deste Manual só pode ser feita mediante download, após cadastro individual e pessoal através do site de cada entidade signatária, ou autorizada para este fim.

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“In Memorian”

Ao término deste longo e árduo trabalho, no momento da celebração da sua conclusão, lamentavelmente perdemos o colega, amigo e incansável batalhador pelas causas da cadeia produtiva da indústria da construção civil e em particular do setor de projetos: ROBERTO AMÁ.

Por isso dedicamos a ele todos os Manuais de Escopo de Projetos e Serviços.

Direitos autorais reservaDos “In Memorian” apresentação Geral

Este manual de escopo projetos e serviços de impermeabilização visa a complementar e a integrar os manuais de escopos de serviços de arquitetura, de estruturas e de sistemas prediais.

Ele foi preparado com o objetivo de definir e detalhar, de forma abrangente, o fluxo de atividades que a coordenação de projetos da indústria imobiliária exige. Essas atividades poderão envolver outros agentes, no entanto, além da coordenação de projetos, sendo assim compartilhadas ou divididas com o incorporador, o construtor ou o arquiteto autor do projeto.

A aplicação e adaptação do conteúdo deste manual a um dado empreendimento imobiliário deve ser considerada uma atribuição característica da coordenação de projetos, consideradas as particularidades de cada empreendimento e as necessidades e expectativas de cada contratante.

Nesse sentido, os serviços de coordenação de projetos são classificados em: essenciais; específicos e opcionais, conforme se define a seguir.

SERVIÇOS ESSENCIAIS: são os que devem estar presentes no projeto de todo e qualquer empreendimento;

SERVIÇOS ESPECÍFICOS: são os que devem estar presentes em condições particulares de empreendimentos, segundo suas características, tipologia e localização, ou condições particulares da estratégia e dos métodos de gestão adotados pelo contratante (“essenciais quando necessário”);

SERVIÇOS OPCIONAIS: são os que não fazem parte das categorias acima, mas podem agregar valor ao atendimento às necessidades e características gerenciais e técnicas de cada contratante.

Os serviços de coordenação de projetos, além dessa classificação em categorias, integram o conjunto das demais atividades de projeto, igualmente divididas nas seguintes “fases de projeto”: concepção do produto; definição do produto; identificação e solução de interfaces de projeto; detalhamento de projetos; pós-entrega de projetos; pós-entrega da obra, como se pode ver na seqüência.

A definição prévia, clara e cuidadosa do escopo dos serviços envolvidos na elaboração de projetos, é uma necessidade para o início de qualquer projeto em qualquer tipo de empreedimento.

No entanto, nem sempre acontece dessa forma. Muitos projetos (grandes ou pequenos) começam com acordos mal-ajustados entre seus idealizadores e os responsáveis pela preparação dos projetos.

Dúvidas sobre o que, quando e como deveria ser elaborado, desenvolvido e entregue pelos projetistas são comuns em todas as etapas do projeto, gerando situações desconfortáveis para todos os envolvidos. De um lado, os empreendedores, com a impressão de que pagaram por serviços que não foram efetivamente realizados. De outro, profissionais e empresas de projeto, que apesar de cumprirem todas as tarefas que imaginaram fazer, têm sua imagem desgastada pelo descontentamento dos contratantes.

A situação não é benéfica para nenhuma das partes e, muitas vezes, nasce de um contrato mal-redigido, ou com lacunas importantes, que poderiam ser evitadas se houvesse um padrão para servir de referência para às contratações.

Para pôr fim a esse estado de coisas, as entidades representativas do setor de projetos, Abece, Abrasip,

Asbea, com a participação das entidades setoriais representativas dos contratantes de projetos do setor imobiliário e da construção, Secovi-SP, Sindinstalação e Sinduscon-SP, uniram esforços para oferecer ao mercado uma ferramenta capaz de esclarecer de uma vez por todas como desenvolver bons projetos, com toda a segurança, cumprindo todas as etapas necessárias: um guia completo do que deve fazer parte dos projetos e qual o nível de detalhamento requerido, cuja utilização evitará os desgastes, mal-entendidos e desencontros tão comumente observados no mercado.

Assim nasceu o conjunto de Manuais de Escopo de Projetos e Serviços para Indústria Imobiliária voltados inicialmente para as áreas dos projetos deArquitetura e Urbanismo, Estrutura, Sistemas Elétricos e Hidráulicos, perfeitamente integrados e compatibilizados entre si. O que se espera é que este conjunto de manuais seja um começo, referência para a criação de outros manuais abrangendo outras especialidades de projeto. Posteriormente seguindo a mesma sistemática, foram desenvolvidos os Manuais de Escopo de Serviço para Coordenação de Projetos e o Manual de Escopo de Projetos e Serviços de Ar Condicionado e Ventilação Mecânica.

A idéia que sustenta essa iniciativa não é cercear a liberdade dos procedimentos de contratação, mas facilitar esse processo, contribuindo para que os projetos se tornem uma ferramenta importante na otimização e aumento de produtividade dos serviços nos canteiros de obras, a partir da disponibilidade de referências claras, corretas e completas quanto ao que deve ser executado.

A definição clara do escopo dos projetos é um primeiro passo de uma mudança cultural importantíssima para o setor da construção brasileira. A partir da organização das etapas do próprio empreendimento, isso levará a uma revisão de todos os relacionamentos entre os agentes que interagem em seu desenvolvimento. Além disso, ele tende a melhorar a definição das responsabilidades envolvidas, atendendo às exigências do novo Código Civil.

A reprodução dos Manuais ocorrerá por meio de downloadsatravés dos sites das entidades. Este processo permitirá que atualizações periódicas sejam feitas através de uma Comissão Gestora com representantes das entidades que participaram e participam dos Manuais, possibilitando assim um conjunto de Manuais sempre atualizados.

Apresentação Geral

Eng.Augusto Pedreira de Freitas Eng.Marcelo Rozenberg

Eng.Fabio Pimenta

Eng.Levon Sevzatian Arq Henrique Cambiaghi

Arq. Roberto Amá

Eng. Carlos Massaru Kayano Eng. Raul José de Almeida

Eng. Ricardo Bunemer Eng. Silvio Melhado Arq. Cecília Levy

Arq. Eliane Adesse Arq. Márcio Luongo Eng. Marco Antonio Manso

estrutura Geral do Manual impermeabilização

A estrutura geral do Manual foi desenvolvida com base na Norma da ABNT NBR13.531/95 adequando a sistemática de desenvolvimento dos projetos para a Indústria Imobiliária.

reLaÇÃo De MaNuais De esCoPo Para iMPerMeaBiLiZaÇÃo a atuação da coordenação de projetos nas diversas fases do processo de projeto

Fase a – CoNCePÇÃo Do ProDuto

Apoiar o empreendedor nas atividades relativas ao levantamento e definição do conjunto de dados e de informações que objetivam conceituar e caracterizar perfeitamente o partido do produto imobiliário e as restrições que o regem, e definir as características demandadas para os profissionais de projeto a contratar.

Fase B – DeFiNiÇÃo Do ProDuto

Coordenar as atividades necessárias à consolidação do partido do produto imobiliário e dos demais elementos do empreendimento, definindo todas as informações necessárias à verificação da sua viabilidade técnica, física e econômico-financeira, assim como à elaboração dos projetos legais.

Fase C – iDeNtiFiCaÇÃo e soLuÇÃo De iNterFaCes De ProJeto

Coordenar a conceituação e caracterização claras de todos os elementos do projeto do empreendimento, com as definições de projeto necessárias a todos os agentes nele envolvidos, resultando em um projeto com soluções para as interferências entre sistemas e todas as suas interfaces resolvidas, de modo a subsidiar a análise de métodos construtivos e a estimativa de custos e prazos de execução.

Fase D – DetaLHaMeNto De ProJetos

Coordenar o desenvolvimento do detalhamento de todos os elementos de projeto do empreendimento, de modo a gerar um conjunto de documentos suficientes para perfeita caracterização das obras e serviços a serem executados, possibilitando a avaliação dos custos, métodos construtivos e prazos de execução.

Fase e – PÓs-eNtreGa De ProJetos

Garantir a plena compreensão e utilização das informações de projeto e a sua correta aplicação e avaliar o desempenho do projeto em execução.

Fase F – PÓs-eNtreGa Da oBra

Coordenar o processo de avaliação e retroalimentação do processo de projeto, envolvendo os diversos agentes do empreendimento e gerando ações para melhoria em todos os níveis e atividades envolvidos.

sumário ÍNDICE GERAL suMÁrio - ÍNDiCe GeraL

Avaliação preliminar dos tipos de impermeabilização viáveis de serem adotados14
Estudo de implantação do empreendimento15

Fase a - CoNCePÇÃo Do ProDuto SERVIÇOS ESSENCIAIS

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