Cartilha Homeopatia -CRF

Cartilha Homeopatia -CRF

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Homeopatia novo

COMISSÃO ASSESSORA DE HOMEOPATIA2

• IMPRESSÃO: Rettec Artes Gráficas• TIRAGEM: 3.0 exemplares

• DIAGRAMAÇÃO: Ana Laura Azevedo

Alcione Geralda de Alencar Rocha Amarilys de Toledo Cesar Daniel de Aguiar Magano Flávia Silva Trovão Flávio Ernesto Milanese Graziela Garbi Helena Pires Fujiara Guerino Ivana Stefanini Carreiro Joely Pucci Cristino Josiane Cameshi Magalhães Luiz Henrique de Faria e Silva Márcia de Cássia Silva Borges Marialba Salvador Lopes Moreno Rocha Salette Maria Krowczuk de Faria Stela Maria Garbi Vera Lúcia Martins

REvISÃO TécnIcA:

Daniel de Aguiar Magano Marcelo Ferreira C. Cunha Márcia Rodriguez Vázquez Pauferro Vanessa Boeira Farigo

Expediente

Publicação do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo - Setembro/2010

Raquel Rizzi presidente

Marcelo Polacow Bisson vice-presidente

Pedro Eduardo Menegasso diretor-tesoureiro

Margarete Akemi KishiR secretária-geral cOMISSÃO ASSESSORA DE hOMEOPATIA

Daniel de Aguiar Magano Coordenador

Flávia Trovão

Helena Pires GuerinoVice-coordenadoras

REvISÃO ORTOGRáfIcA: Allan Araújo

COMISSÃO ASSESSORA DE HOMEOPATIA3

Essa cartilha é dedicada a todos aqueles que procuram esforços comuns na melhoria da qualidade de vida e no relacionamento social mais humano e compreensível. Que o trabalho não fique somente no papel e que as liberdades democráticas de expressão de trabalho e de vida não sejam meras utopias.

Comissão Assessora de Homeopatia

COMISSÃO ASSESSORA DE HOMEOPATIA4

PALAvRA DA DIRETORIA

A elaboração deste material representa a concretização de um projeto idealizado pela

Diretoria do CRF-SP com o intuito de oferecer informações sobre as várias áreas de atuação do profissional farmacêutico, em linguagem acessível e com diagramação moderna.

As Cartilhas são desenvolvidas por profissionais que atuam nas respectivas áreas abrangidas pelas Comissões Assessoras do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), a saber: Acupuntura, Análises Clínicas e Toxicológicas, Distribuição e Transporte, Educação Farmacêutica, Farmácia, Farmácia Clínica, Farmácia Hospitalar, Homeopatia, Indústria, Pesquisa Clínica, Plantas Medicinais e Fitoterápicos, Regulação e Mercado, Resíduos e Gestão Ambiental e Saúde Pública.

Nestas Cartilhas são apresentadas:

• As áreas de atuação; • O papel e as atribuições dos profissionais farmacêuticos que nelas atuam;

• As atividades que podem ser desenvolvidas;

• As Boas Práticas;

• O histórico da respectiva Comissão Assessora.

Cada exemplar traz relações das principais normas que regulamentam o segmento abordado e de sites úteis para o exercício profissional. Se as Cartilhas forem colocadas juntas, podemos dizer que temos um roteiro geral e detalhado de quase todo o âmbito farmacêutico.

Por conta disso, as cartilhas são ferramentas de orientação indispensável para toda a categoria farmacêutica, tanto para aqueles que estão iniciando sua vida profissional, como para quem decide mudar de área.

Aqui lhes apresentamos a Cartilha da área de Homeopatia. Boa leitura!

COMISSÃO ASSESSORA DE HOMEOPATIA5

APRESEnTAÇÃO

A Comissão Assessora de Homeopatia surgiu da necessidade de se promover o entrosamento e a troca de informações entre os farmacêuticos atuantes nesta área, que pode ser considerada relativamente recente, tendo em vista o reconhecimento dessa área pela Classe Farmacêutica somente em 1986. Embora seus conhecimentos tenham sido desenvolvidos pelo médico alemão Samuel Hannemam em 1796, a Homeopatia permaneceu, durante muito tempo, como uma prática não reconhecida no meio científico, dada a inexistência de métodos capazes de comprovar sua eficácia naquela época.

Atualmente, esta Comissão integra a estrutura organizacional do CRF-SP, regida pela Deliberação nº 04/2007; tem caráter aberto e é constituída por farmacêuticos com experiência na área de Homeopatia, que participam voluntariamente de suas reuniões e discutem temas relativos à área. Para se tornar um membro, é necessário ser farmacêutico com inscrição ativa no CRF-SP, atuar na área e ter participado de, no mínimo, três reuniões consecutivas.

Esta Comissão assessora o Plenário e a Diretoria do CRF-SP em assuntos que exijam conhecimentos específicos da área de Homeopatia e também funciona como fórum de debates para troca de informações entre profissionais com vivências e experiências distintas, bem como as dificuldades cotidianas deste exercício. Os temas discutidos nessa Comissão são de vital importância para apontar caminhos ao Plenário e à Diretoria do CRF-SP.

Nas próximas páginas, são apresentados conhecimentos básicos sobre a área de

Homeopatia que visam a ajudar tanto aqueles que já exercem o ofício como aqueles que desejam trabalhar nesta área, que tende a se expandir frente às emergentes demandas em saúde e bem-estar, fazendo jus ao compromisso com a sociedade, que requer um profissional farmacêutico cada vez mais bem preparado, tanto do ponto de vista técnico-científico, quanto do ponto de vista ético e humanístico. Além disso, como os medicamentos antroposóficos são comumente dispensados em farmácias homeopáticas, foi inserido um capítulo sobre Antroposofia.

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Introdução7
A Homeopatia9
Histórico10
A Farmácia Homeopática18
Áreas de Atuação20
Assistência Farmacêutica23
Atenção Farmacêutica24
Homeopatia – para saber mais26
Sites Interessantes (Homeopatia)28
Legislação30
A Antroposofia32
Medicamentos antroposóficos – para saber mais35
Sites Interessantes (Antroposofia)36
A Comissão Assessora de Homeopatia37
Depoimentos38
Você sabia que40

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InTRODUÇÃO

Segundo a OMS, saúde é “um estado dinâmico de completo bem-estar físico, mental, espiritual e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Desde a Assembleia Mundial de Saúde de 1983, a inclusão de uma dimensão “não material” ou “espiritual” de saúde vem sendo discutida extensamente, a ponto de haver uma proposta para se modificar o conceito clássico de “saúde” da Organização Mundial de Saúde para “um estado dinâmico de completo bemestar físico, mental, espiritual e social e não meramente a ausência de doença” (WHO/MAS/MHP/98.2.15)

O universo da medicina humana é muito amplo. O conhecimento médico é estruturado por sistemas decorrentes de pensamentos filosóficos, influenciados por um contexto social e evolutivo. Os sistemas constituem-se de métodos terapêuticos com técnicas particulares para sua aplicação. Estes sistemas às vezes se interrelacionam e divergem entre si, conforme o enfoque, mas todos têm o objetivo comum de preservar ou restaurar a saúde. Nos casos em que a cura não for possível, é importante ao menos atenuar o sofrimento do doente.

No século X, a adoção do modelo biomédico mecanicista (modelo científico que divide o ser humano em partes para poder compreender o funcionamento do organismo) desencadeou inúmeros avanços na área médica. A utilização do modelo biomédico levou ao desenvolvimento de vacinas e antibióticos para combater infecções potencialmente letais, de medicamentos para aliviar as dores do corpo (analgésicos anti-inflamatórios) e da alma (antidepressivos), além de aumentar significativamente a resolutividade da medicina de emergência e da clínica em si. Por outro lado, nas últimas décadas, verificou-se uma dependência excessiva da alta tecnologia, o que elevou significativamente os custos dos tratamentos e produziu diversos efeitos adversos, bem como a crescente desumanização das práticas profissionais. Essa constatação tem abalado o prestígio da medicina científica, reabrindo espaço para as práticas alternativas (GONÇALVES et al, 2008).

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A medicina complementar e alternativa é definida como uma terapêutica não alopática, não convencional, holística ou natural. O Cochrane Colaboration define a MCA como “um grande conjunto de recursos curativos que engloba todos os sistemas de saúde, modalidades práticas e suas teorias e credos, outras que não intrínsecas ao sistema de saúde politicamente dominante, em uma sociedade particular ou cultura em um período histórico definido (IAPO, 2010). São diversos os modelos terapêuticos complementares ou alternativos entre os quais se inserem a Homeopatia, a Naturopatia (no sentido da utilização de recursos naturais, como as plantas medicinais), a Medicina Antroposófica, a Medicina Tradicional Chinesa, a Acupuntura, a Homotoxicologia, etc. Alguns desses modelos terapêuticos têm em comum a ênfase no doente como um todo, mais do que na doença propriamente, sem, no entanto, ignorá-la.

Na Homeopatia, considera-se a doença como a expressão de um desequilíbrio, que se manifesta na região mais suscetível, pela predisposição do organismo. Considera-se que este desequilíbrio não é apenas físico e, por isso, a homeopatia busca rearticular a esfera biológica aos campos diversos que constituem a existência humana. Alinhando a subjetividade às suas práticas, aproxima-se do pensamento antropológico, pois relaciona o adoecimento a uma multiplicidade de causas que não são fixas, mas suscetíveis a mudanças.

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A hOMEOPATIA

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