AULA hipertensão e DM ESP

AULA hipertensão e DM ESP

Doenças ou condições que ocorrem ou afetam indivíduos por um período amplo de tempo e que não se conhece um agente causal que transmita de um afetado a outro

  • Doenças ou condições que ocorrem ou afetam indivíduos por um período amplo de tempo e que não se conhece um agente causal que transmita de um afetado a outro

  • Cada vez mais vem tomando grandes proporções no mundo

  • Responsáveis por 60% das mortes globalmente e por quase 50% de toda a carga de doença

  • O índice de massa corporal acima do ideal contribui para cerca de 58% do diabetes, 21% das cardiopatias e entre 8% e 42% de certos tipos de câncer

Frutas: maçã, pêra, morango, goiaba, bagaço de laranja, amora, polpa de manga;

  • Frutas: maçã, pêra, morango, goiaba, bagaço de laranja, amora, polpa de manga;

  • Legumes: cará, abóbora moranga, brócolis e aspargo cozidos;

  • Cereais: aveia, centeio;

  • Leguminosas: feijões preto, branco e roxinho, grão de bico.

  • SHILLS, M. E, 2003

VARIEDADE: ”Consuma uma variedade de alimentos”

  • VARIEDADE: ”Consuma uma variedade de alimentos”

  • MODERAÇÃO: ”Consuma porções de alimentos nas quantidades recomendadas. Escolha uma dieta pobre em gordura total, gordura saturada e colesterol. Use açúcar com moderação”

Custo?

  • Custo?

  • Prevenção de doenças?

  • Efeitos no DM e na Hipertensão Arterial?

Escassez de tempo para o preparo e consumo de alimentos

  • Escassez de tempo para o preparo e consumo de alimentos

  • Presença de variados produtos industrializados

  • Crescente oferta de preparações e utensílios transportáveis

  • Oferta de produtos provenientes de várias partes do mundo

  • Grande arsenal publicitário associado aos alimentos

  • Muitas refeições feitas em restaurantes e não em casa

  • Flexibilização de horários para comer

Problema de saúde pública mais comum

      • Problema de saúde pública mais comum
  • prevalência crescente

  • aumenta com idade

  • maiores de 60 anos: + 50%

  • varia com o estilo de vida: evitável

Inevitáveis

  • Inevitáveis

  • Hereditariedade

  • Idade

  • Sexo

  • Etnia ou Raça

  • Jovens 0,1% população

  • 30 a 69 anos 7,6% população

  • 50 a 59 anos 12,7% população

  • 60 a 69 anos 17,4% população

        • Fonte: Censo MS/Brasil, 1988.

A entrada da glicose no cérebro e no tecido nervoso periférico, rins, intestino, cristalino e hemácias independe da ação da insulina.

  • A entrada da glicose no cérebro e no tecido nervoso periférico, rins, intestino, cristalino e hemácias independe da ação da insulina.

  • A glicose é capaz de reagir com proteínas, lípides por meio de reações químicas denominadas glicosilação não-enzimática formando compostos chamados de bases Schiff e produtos de Amadori. São quimicamente instáveis e reversíveis e existem em equilíbrio proporcional à quantidade de açúcar livre.

As proteínas se transformam ainda em uma série de reações não-enzimáticas: Reação de Maillard.

  • As proteínas se transformam ainda em uma série de reações não-enzimáticas: Reação de Maillard.

  • Tais reações induzem o enrijecimento da matriz protéica, prejudicando seu funcionamento. Nos rins e parede vascular apresentam capacidade de reter proteínas plasmáticas como lipoproteínas, imunoglobulinas, fibrina e albumina, que iniciam deposição de imunocomplexos. Essa deposição leva a dano tecidual e interfere na ação vasodilatadora, alterando a pressão arterial.

1 - Manter glicemia próximo do normal, através de um balanço entre a ingestão de alimentos, a insulina (endógena ou exógena), ou hipoglicemiante oral e atividade física.

  • 1 - Manter glicemia próximo do normal, através de um balanço entre a ingestão de alimentos, a insulina (endógena ou exógena), ou hipoglicemiante oral e atividade física.

2 - Alcançar níveis de lipídeos séricos ideais;

  • 2 - Alcançar níveis de lipídeos séricos ideais;

  • 3 - Prover calorias adequadas para manutenção ou recuperação do peso; Promover o crescimento e desenvolvimento normal para crianças e adolescentes;

4 -  Prevenir e tratar complicações agudas e complicações crônicas, como hipoglicemia, neuropatia, hipertensão arterial, doença renal e cardiovascular .

  • 4 -  Prevenir e tratar complicações agudas e complicações crônicas, como hipoglicemia, neuropatia, hipertensão arterial, doença renal e cardiovascular .

  • 5 - Proporcionar energia necessária durante gravidez, lactação e doença catabólica.

Difundir conhecimentos básicos da nutrição;

  • Difundir conhecimentos básicos da nutrição;

  • Desenvolver capacidade de identificar problemas alimentares-nutricionais;

  • Diagnosticar causas;

  • Buscar soluções;

  • Melhorar o controle da doença;

  • Adaptado de SEYFFARTH, A.S. et al. 2000

Carboidrato

  • Carboidrato

  • Recomendação geral: 60 - 70% do VCT

  • CHO simples X complexos

  • Passado: uso de açúcares simples era proibido

  • Contudo, CHO complexos ajudam a controlar a glicemia

Proteína

  • Proteína

  • Recomendações:

  • 15 a 20 % do VCT

  • 0,8 a 1,0 g/Kg de peso/dia (igual ao da população geral)

  • Nefropatia diabética: 0,6g/Kg do peso corpóreo

  • (estudos não têm mostrado tanto efeito na restrição e ↓ TFG)

Lipídios

  • Lipídios

  • 20-30% do VCT, sendo:

  • < 7% do VCT de gordura saturada ;

  • 10% de gordura poliinsaturada;

  • ˷10% de gordura monoinsaturada;

  • Gordura saturada: consumo = colesterol

  • Margarina (ác. graxos saturados e trans)

Ácidos Graxos Trans:

  • Ácidos Graxos Trans:

  • Semelhante aos saturados:

  • Expressão de receptores LDL-c

  • Ativam a CETP: proteína de transferência de éster de colesterol: transferência de colesterol HDL para LDL= LDLc

  • Inibem a ACAT: acil-CoA aciltransferase  esterificação do colesterol citoplasmático no fígado  formação de receptores de LDL  captação no fígado do LDL  LDLc (sangue)

Lipídios

  • Lipídios

  • Consumo de colesterol: < 300mg/dia

  • Indivíduos com nenhum ou 1 fator de risco = baixo risco

  • Meta LDLc < 160mg/dL

  • Indivíduos com 2 ou + fatores de risco = alto risco

  • Meta LDLc < 130mg/dL

Dependente dos níveis séricos de glicose e lipídeo, e do peso do indivíduo;

  • Dependente dos níveis séricos de glicose e lipídeo, e do peso do indivíduo;

  • Redução de AGS, trans e colesterol e W-3;

  • Para controle dos Triglicérides: controlar a ingestão de CHO em geral (pães, biscoitos, massas, batatas, farinhas e seus derivados, frutas e leite).

Porcentagem variável e individualizada conforme hábitos alimentares, níveis de glicose e gorduras no sangue.

  • Porcentagem variável e individualizada conforme hábitos alimentares, níveis de glicose e gorduras no sangue.

  • A quantidade total é mais importante do que a fonte (2000). A quantid. e a qualidade ou tipo são importantes (2006). Contagem de CHO, índice glicêmico (2010).

Diet”

  • Diet”

  • Possuem um ingrediente a menos em relação ao produto original.

  • Ex:Chocolate Diet, Sal Diet, etc.

  • Light”

  • Apresentam redução em pelo menos 25% das calorias em relação ao produto original.

  • Ex: Margarina Light, Bolo Light, etc.

  • Hortaliças A: Podem ser consumidos com liberdade, dada sua baixa densidade calórica e o teor de CHO.

  • (agrião, alface, almeirão, tomate, pimentão, cebola...)

  • Hortaliças B: Indicam-se porções médias por possuir maior teor de CHO. Utilizar a quantidade indicada na dieta.

  • (cenoura, chucu, beterraba, quiabo...)

  • Hortaliças C: Antigamente não eram permitidas na dieta do diabético. Atualmente é permitido oferecer (lista de substituição).

  • (batata inglesa, batata doce, cará, inhame, mandioca...)

  • Fruta A: Contém, em média, 10g de CHO, principalmente como mono e dissacarídeos.

  • (Abacaxi, cajú, goiaba, acerola, mexerica...)

  • Fruta B: Contém, em média, 15g de CHO.

  • (banana, uva, nectarina, manga, mamão, ameixa...)

  • São boas fontes de vitaminas, minerais e fibras. Entretanto, pela quantidade de carboidrato, indica-se o consumo controlado.

orientações para a escola

  • orientações para a escola

  • Educar os profissionais para reconhecer os sintomas de hipoglicemia, hiperglicemia e cetoacidose e valorizarem as queixas dos pacientes;

  • Ter um glicosímetro na escola e saber usá-lo;

  • Permitir às crianças ida livre ao banheiro, alimentar-se ou tomar líquidos mesmo fora do horário específico e realizar a monitorizarão glicêmica nos horários recomendados;

orientações para a escola

  • orientações para a escola

  • Para as crianças pequenas, lembrar os horários de lanche e realizar as glicemias capilares;

  • Ter os telefones do serviço de emergência, do médico e de familiares facilmente disponíveis;

  • Ter disponíveis insulina e glucagon e pessoas treinadas para aplicá-los em situações de emergência;

  • Possuir local adequado para guardar a insulina.

Microalbuminúria

  • Microalbuminúria

  • Excreção urinária: 20 –200μg/min ou 30 –300mg/24h

  • Glicosúria

  • Aparece quando os níveis de glicemia são > de 180mg/dL

  • Menos preciso. Limitação: resultado em cruzes (+)

  • Cetonúria

  • Indicado para glicemia ≥250mg/dL

  • 4 testes/dia (sistema de cruzes)

Paciente com hipoglicemia e consciente

  • Paciente com hipoglicemia e consciente

  • Antecipar a refeição, ou administrar o equivalente de 15 g de carboidrato de absorção rápida:

  • 15 g de glicose em gel ;

  • 1 copo de suco de laranja ou melancia ou 01 fatia grande de melancia;

  • 1 copo de refrigerante normal (não diet) – 150 ml;

  • 150 ml de suco artificial com açúcar ;

  • 1 colher de sopa de mel;

  • 1 pedaço pequeno de rapadura;

  • 3 biscoitos waffer;

  • 1 copo de água com 1 colher de sopa de açúcar;

  • 1 fatia de pão;

  • 3 balas moles

  • 1 unidade de bananinha comum

  • 2 colheres de sopa de leite condensado

Paciente com hipoglicemia e inconsciente

  • Paciente com hipoglicemia e inconsciente

  • NUNCA DAR LIQUIDOS PELA BOCA devido ao risco de engasgar e sufocar.

  • 15 g de glicose em gel ou mel ou açúcar: ESFREGUE NA GENGIVA E PARTE DE DENTRO DA BOCHECHA, SEM FAZER A PESSOA ENGOLIR.

  • Levar imediatamente ao hospital, onde deve ser informado da suspeita de hipoglicemia grave.

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