(Parte 1 de 3)

ELETRÔNICA I Prof. Sidney José Montebeller

Referências Bibliográficas e Internet

Referências Bibliográficas

1- TOCCI, R. J.; WIDMER, N.S.;Sistemas Digitais: Princípios e Aplicações. Rio de Janeiro: LTC, 2000.

2- MALVINO, A. P.; LEACH, D. P.;Eletrônica Digital: Princípios e Aplicações. São Paulo: McGraw-Hill, 1987.

3- TAUB, H.;Circuitos Digitais e Microprocessadores. São Paulo: McGraw-Hill, 1984.

4- LOURENÇO, A. C.;Circuitos Digitais.São Paulo: Érica.

5- CAPUANO, F. G.; IDOETA, I. V.;Elementos de Eletrônica Digital.São Paulo: Érica.

6- MELO, M.;Eletrônica Digital. São Paulo: Makron Books. 7- TOKHEIM, R. L.;Princípios Digitais.São Paulo: McGraw-Hill.

Internet

1- ALTERA –http://w.altera.com/ - Dispositivos de Lógica Programável 2- XILINX – http://www.xilinx.com/ - Dispositivos de Lógica Programável

3- ATMEL –http://w.atmel.com/ - Microcontroladores (AVR) e Componentes Discretos

4- MICROCHIP –http://w.microchip.com/ - Microcontroladores (PIC) e Componentes Discretos

5- NATIONAL –http://w.national.com/ - Microcontroladores (COP8) e Componentes Discretos

6- TEXAS INSTRUMENTS –http://w.ti.com/ - Microcontroladores (MSP430) e Componentes Discretos

7- BURR-BROWN –http://w.burrbrown.com/ - Conversores A/D e D/A e Amplificadores Operacionais

8- INTEL –http://w.intel.com/ - Microcontroladores (8051) e Componentes Discretos

9- ANALOG DEVICES –http://w.analog.com/ - Conversores A/D e D/A e Componentes Discretos

10- MOTOROLA –http://e-w.motorola.com/ - Microcontroladores (M68HC) e Componentes Discretos

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José MontebellerI

1. Revisão de Circuitos Combinatórios1
1.1- Conceitos Introdutórios1
1.2- Representação de Quantidades Binárias2
1.3- Circuitos Digitais/Circuitos Lógicos3
1.4- Sistemas de Numeração e Códigos3
1.5- Portas Lógicas e Álgebra Booleana5
1.6- Teoremas da Álgebra de Boole8
1.7- Universalidade das Portas NAND e NOR9
1.8- Simplificação de Circuitos Lógicos9
1.9- Projetando Circuitos Lógicos10
1.10- Método do Mapa de Karnaugh para Simplificação Circuitos Lógicos1
1.1- Outras Portas Lógicas1
1.12- Circuitos Integrados Lógicos12
2. Famílias Lógicas de Circuitos Integrados14
2.1- Introdução14
2.2- Terminologia de Circuitos Integrados Digitais14
2.3- Família Lógica TTL18
2.4- Características da Série TTL Padrão19
2.5- Séries TTL Aperfeiçoadas20
2.6- Fan-Out e Carregamento para TTL2
2.7- Outras Características TTL23
2.8- Conectando Saídas TTL Juntas24
2.9- Tristate (Terceiro Estado) para o TTL26
2.10- Circuitos Integrados Digitais MOS27
2.1- O MOSFET27
2.12- Circuitos Digitais com MOSFETs27
2.13- Características da Lógica MOS29
2.14- Lógica MOS Complementar30
2.15- Características da Série CMOS31
2.16- Tecnologia de Baixa Tensão35
2.17- Saídas CMOS de Dreno Aberto e Tristate36
2.18- Interfaceamento de Circuitos Integrados37
2.19- TTL Acionando CMOS37
2.20- CMOS Acionando TTL38
3. Dispositivos de Lógica Programável (PLDs)40
3.1- Introdução40
3.2- Conceito Básico41
3.3- Simbologia42
3.4- Arquitetura de um PLD42
3.5- Outros Recursos Disponíveis4
3.6- Outros Tipos de PLDs4
3.7- Programação45
3.8- PLDs Programáveis45

Sumário FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José MontebellerI

4. Flip-Flops46
4.1- Introdução46
4.2- Flip-Flop R-S (Reset – Set)46
4.3- Flip-Flops com Clock47
4.4- Flip-Flop R-S com Clock48
4.5- Flip-Flop J-K49
4.6- Flip-Flop D50
4.7- Latch D50
4.8- Entradas Assíncronas51
4.9- Características de Temporizações dos Flip-Flops51
4.10- Circuitos Integrados de Flip-Flops53
4.1- Problemas de Temporização em Flip-Flops53
4.12- Flip-Flops Mestre/Escravo54
4.13- Dispositivos Schmitt-Trigger54
4.14- Circuitos Geradores de Clock5
5. Contadores57
5.1- Introdução57
5.2- Contadores Assíncronos57
5.3- Contadores de Módulo < 2N59
5.4- Diagrama de Transição de Estados60
5.5- Contadores de Década60
5.6- Circuitos Integrados de Contadores Assíncronos60
5.7- Contador Assíncrono Decrescente61
5.8- Atrasos de Propagação de Contadores Assíncronos62
5.9- Contadores Síncronos63
5.10- Circuitos Integrados de Contadores Síncronos64
5.1- Contadores Síncronos Decrescentes64
5.12- Contadores com Carga Paralela64
5.13- Utilizando Contadores BCD65
5.14- Projeto de Contadores Síncronos6
5.15- O Flip-Flop J-K6
5.16- Procedimento para Construção de Contadores Síncronos67
6. Registradores70
6.1- Introdução70
6.2- Registradores de Deslocamento70
6.3- Transferência Paralela de Dados entre Registradores71
6.4- Transferência Serial de Dados entre Registradores71

Sumário 6.5- Comparação entre a Transferência Paralela e a Transferência Serial.. 72

6.6- Contadores com Registradores de Deslocamento72
6.7- Circuitos Integrados de Registradores74

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José MontebellerII

Sumário

Demultiplexadores75
7.1- Decodificadores75
7.2- Codificadores7
7.3- Multiplexadores78
7.4- Demultiplexadores81
8. Aritmética Digital83
8.1- Introdução83
8.2- Adição Binária83
8.3- Representação de Números com Sinal83
8.4- Representação de Números com Sinal Usando Complemento a 285
8.5- Multiplicação de Números Binários8
8.6- Divisão de Números Binários8
8.7- Adição de Números BCD89
8.8- Aritmética Hexadecimal89
8.9- Circuitos Aritméticos90
8.10- Somador Paralelo Integrado95
8.1- Ligação em Cascata de Somadores Paralelos95
8.12- Circuito Integrados de ULAs95
9. Conversão Digital-Analógica97
9.1- Interface com o Mundo Analógico97
9.2- Sistema Digital Interfaceando com Grandezas Analógicas97
9.3- Conversão Digital Analógica (D/A)98
9.4- Código de Entrada BCD100
9.5- Conversor D/A com Amplificador Operacional100
9.6- Fatores Importantes na Precisão da Conversão102
9.7- Conversores D/A com Saída em Corrente103
9.8- Rede R/2R104
9.9- Especificações de Conversores D/A104
9.10- Circuito Integrado de Conversão D/A – AD7524105
9.1- Aplicações de Conversores D/A105
10. Conversão Analógico-Digital107
10.1- Introdução107
10.2- Conversor A/D de Rampa Digital108
10.3- Precisão e Resolução de Conversores A/D108
10.4- Aquisição de Dados109
10.5- Reconstrução de Sinais Digitalizados110
10.6- Conversor A/D de Aproximações Sucessivas1
10.7- ADC0804 – Conversor A/D de Aproximações Sucessivas112

7. Decodificadores, Codificadores, Multiplexadores e FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José MontebellerIV

10.8- Conversor A/D Flash114
10.9- Outros Métodos de Conversão A/D115
1. Memórias17
1.1- Introdução17
1.2- Definição de Termos Básicos17
1.3- Princípios de Operação das Memórias19
1.4- Conexões da Memória com a CPU120
12. Memórias Somente de Leitura (ROM)122
12.1- Introdução122
12.2- Diagrama em Blocos de uma ROM122
12.3- Arquitetura de uma ROM123
12.4- Temporização de uma ROM124
12.5- Tipos de ROM124
12.6- Aplicações de ROMs125
13. Memórias de Acesso Aleatório (RAM)126
13.1- Introdução126
13.2- Arquitetura de uma RAM126
13.3- RAM Estática (SRAM)128
13.4- RAM Dinâmica (DRAM)130
14. Expansão do Tamanho da Palavra e da Capacidade133
14.1- Introdução133
14.2- Expansão do Tamanho da Palavra133
14.3- Expansão da Capacidade134
15. Microcontrolador AT90S8515136
15.1- Introdução136
15.2- Características do Microcontrolador AT90S8515137
15.3- Encapsulamento137
15.4- Descrição Geral138
15.5- Diagrama em Blocos139
15.6- Descrição dos Pinos140
15.7- Oscilador141
15.8- Arquitetura141
15.9- Temporizadores/Contadores157
15.10- Watchdog Timer166

Sumário FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José MontebellerV

15.1- Acesso para Leitura/Escrita na EEPROM168
15.12- UART171
15.13- Comparador Analógico176
15.14- Interface com SRAM Externa178
15.15- Portas de Entrada/Saída179
16. Guia para Uso do Assembler AVR188
16.1- Introdução188
16.2- Código Fonte do Assembler188
16.3- Registradores da Memória de I/O do AT90S8515189
16.4- Tabela de Instruções190
16.5- Diretivas no Assembler196
16.6- Expressões204

SUMÁRIO FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José MontebellerVI

Revisão de Circuitos Combinatórios 1. Revisão de Circuitos Combinatórios

1.1- Conceitos Introdutórios

Grandezas Analógicas e Digitais

Grandezas analógicas são aquelas que podem variar em um intervalo contínuo de valores. Por exemplo, a velocidade de um veículo pode assumir qualquer valor de 0 a 200 Km/h.

Grandezas digitais são aquelas que variam em passos discretos. Por exemplo, o tempo varia continuamente mas a sua medição através de um relógio digital é feita a cada minuto.

Sistemas Analógicos e Digitais

Um sistema analógico contém dispositivos que podem manipular quantidades físicas analógicas. Por exemplo, a saída de um amplificador pode variar continuamente dentro de um certo intervalo.

Um sistema digital contém dispositivos capazes de manipular informações lógicas (representadas na forma digital). Um exemplo seria um computador.

As vantagens das técnicas digitais são várias: -Sistemas digitais são mais fáceis de projetar;

-Fácil armazenamento de informação;

-Maior exatidão e precisão;

-A operação do sistema pode ser programada;

-Circuitos digitais são menos afetados pelo ruído;

-Um maior número de circuitos digitais pode ser colocado em um circuito integrado.

Sistemas de Numeração Digital

-Sistema decimal– contém 10 algarismos (0 a 9). Representação:

Pesos10210110010-110-2
27 3 4 1

273,4110 = (2 x 102) + (7 x 101) + (3 x 100) + (4 x 10-1) + (1 x 10-2)

-Sistema binário– contém 2 algarismos (0 e 1). Representação:

Pesos2221202-12-2
10 1 0 1

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller1

Revisão de Circuitos Combinatórios

-Sistema octal– contém 8 algarismos (0 a 7). Representação:

157,28 = (1 x 82) + (5 x 81) + (7 x 80) + (2 x 8-1) = 1,2510

Pesos8281808-1
15 7 2

-Sistema hexadecimal– contém 16 algarismos (0 a F). Representação:

Pesos16216116016-1
1 510 2

1.2- Representação de Quantidades Binárias

Em sistemas digitais, a informação geralmente apresenta a forma binária. Essas quantidades binárias podem ser representadas por qualquer dispositivo que apresente dois estados de operação.

Uma chave, por exemplo, pode estar aberta ou fechada. Podemos dizer que a chave aberta corresponde ao dígito binário “0” e a chave fechada corresponde ao dígito binário “1”. Outros exemplos: uma lâmpada (acesa ou apagada), um diodo (conduzindo ou não), um transistor (conduzindo ou não) etc.

Em sistemas digitais eletrônicos, a informação binária é representada por níveis de tensão (ou correntes). Por exemplo, zero volts poderia representar o valor binário “0” e +5 volts poderia representar o valor binário “1”. Mas, devido a variações nos circuitos, os valores binários são representados por intervalos de tensões: o “0” digital corresponde a uma tensão entre 0 e 0,8 volts enquanto o “1” digital corresponde a uma tensão entre 2 e 5 volts.

Com isso percebemos uma diferença significativa entre um sistema analógico e um sistema digital. Nos sistemas digitais, o valor exato da tensão não é importante.

Fig. 1-1: Intervalos típicos de tensão para os binários 0 e 1. FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller2

Revisão de Circuitos Combinatórios

1.3- Circuitos Digitais/Circuitos Lógicos

Circuitos digitais são projetados para produzir tensões de saída e responder a tensões de entrada que estejam dentro do intervalo determinado para os binários 0 e 1. A fig. 1-2 mostra isso:

Fig. 1-2: Resposta de um circuito digital

Praticamente todos os circuitos digitais existentes são circuitos integrados (CIs), o que tornou possível a construção de sistemas digitais complexos menores e mais confiáveis do que aqueles construídos com circuitos lógicos discretos.

1.4- Sistemas de Numeração e Códigos

O sistema binário de numeração é o mais importante em sistemas digitais. O sistema decimal também é importante porque é usado por todos nós para representar quantidades. Já os sistemas octal e hexadecimal são usados para representar números binários grandes de maneira eficiente.

-Conversões Binário-Decimal– Cada dígito tem um peso correspondente à sua posição.

110112= (1 x 24) + (1 x 23) + (0 x 2) + (1 x 21) + (1 x 20) = 2710

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller3

Revisão de Circuitos Combinatórios

-Conversões Decimal-Binário– O método usado é o das divisões sucessivas:

-Conversão Octal-Decimal– Cada dígito tem um peso correspondente à sua posição.

-Conversão Decimal-Octal– O método usado é o das divisões sucessivas:

-Conversão Octal-Binário – Cada dígito octal é convertido para o seu correspondente em binário.

Dígito Octal 01 2 3 4 5 6 7
Equivalente Binário 0001 010 011 100 101 110 1

-Conversão Binário-Octal– O número binário é dividido em grupos de 3 dígitos iniciando-se a partir do dígito de menor peso. Cada grupo é convertido no seu correspondente octal.

-Conversão Hexadecimal-Decimal – Cada dígito tem um peso correspondente à sua posição.

2AF16 = (2 x 162) + (10 x 161) + (15 x 160) = 68710

-Conversão Decimal-Hexadecimal – O método usado é o das divisões sucessivas:

-Conversão Hexadecimal-Binário – Cada dígito hexadecimal é convertido para o seu correspondente em binário.

-Conversão Binário-Hexadecimal – O número binário é dividido em grupos de 4 dígitos iniciando-se a partir do dígito de menor peso. Cada grupo é convertido no seu correspondente hexadecimal.

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller4

Revisão de Circuitos Combinatórios

-Código BCD – O código BCD não constitui um sistema de numeração. Ele apenas relaciona cada dígito do sistema decimal com um grupo de 4 dígitos do sistema binário.

Relacionando as Representações

DecimalBinário Octal Hexadecimal BCD
00 000
11 10001
210220010
31301
4100440100
5101550101
6110660110
7111770111
810001081000
910011191001
10101012A0001 0
110113B0001 0001
12110014C0001 0010
13110115D0001 01
14111016E0001 0100
15111117F0001 0101

Tabela 1-1

1.5- Portas Lógicas e Álgebra Booleana

A álgebra booleana é a ferramenta fundamental para descrever a relação entre as saídas de um circuito lógico e suas entradas através de uma equação (expressão booleana). Existem três operações básicas: OR (OU), AND (E) e NOT (NÃO).

Operação Lógica OR (OU)

Fig. 1-3:Porta OR (OU) FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller5

Revisão de Circuitos Combinatórios Operação Lógica AND (E)

Fig. 1-4:Porta AND (E) Operação Lógica NOT (INVERSORA)

Fig. 1-5:Porta NOT (INVERSORA)

Descrevendo Circuitos Lógicos Algebricamente

Qualquer circuito lógico pode ser descrito usando as portas AND, OR e

NOT. Essas três portas são os blocos básicos na construção de qualquer sistema digital.

Fig. 1-6: Circuito Lógico e sua Expressão Lógica

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller6

Revisão de Circuitos Combinatórios

Implementando Circuitos Lógicos a partir de Expressões Booleanas

Podemos usar a expressão booleana para gerar o circuito lógico. Por exemplo:

Fig. 1-7: Expressão Lógica e seu Circuito Lógico

Portas NOR e NAND

Outros tipos de portas lógicas existentes são as portas NOR e NAND, que na verdade são combinações das portas OR, AND e NOT.

Fig. 1-8: Portas NOR e NAND FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller7

Revisão de Circuitos Combinatórios

1.6- Teoremas da Álgebra de Boole

Esses teoremas, aplicados na prática, visam simplificar as expressões booleanas e consequentemente os circuitos gerados por estas expressões.

Teoremas Booleanos

Teoremas de DeMorgan

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller8

Revisão de Circuitos Combinatórios

1.7- Universalidade das Portas NAND e NOR

Qualquer expressão lógica pode ser implementada usando apenas portas NAND ou portas NOR. Isso porque podemos representar portas OR, AND ou NOT usando apenas portas NAND ou NOR.

Fig. 1-9:Uso de PORTAS NAND para implementar outras funções booleanas.

1.8- Simplificação de Circuitos Lógicos

Depois de encontrada a expressão de um circuito lógico, podemos reduzi-la para uma forma mais simples. A intenção é diminuir o número de variáveis nessa expressão, o que significa diminuir o número de portas lógicas e conexões em um circuito lógico.

Simplificação Algébrica

A simplificação algébrica é feita com o uso dos teoremas da álgebra booleana e de DeMorgan. Exemplo:

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller9

Revisão de Circuitos Combinatórios

1.9- Projetando Circuitos Lógicos

Passos para o projeto completo de um circuito lógico: a) Montar a tabela-verdade:

AB C x
00 0 0
00 1 0
01 0 0
01 1 1
10 0 0
10 1 1
11 0 1
11 1 1

b) Analisar a saída:

Quando qualquer entrada de uma porta OR for “1” então a saída será “1”.

Então podemos deduzir que a saída x é uma operação OR de todos os casos em que a saída x é “1”. Cada caso corresponde a uma operação lógica AND com todas as variáveis de entrada.

c) Simplificar a expressão lógica obtida:

A expressão pode ser reduzida a um número menor de termos se aplicarmos os teoremas booleanos e de DeMorgan.

d) Implementar o circuito através da expressão lógico:

Fig. 1-10:Circuito lógico final FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller10

Revisão de Circuitos Combinatórios

1.10- Método do Mapa de Karnaugh para Simplificação Circuitos Lógicos

Vamos usar a tabela anterior como exemplo.

1.1- Outras Portas Lógicas Circuito XOR

Fig. 1-1:Porta XOR (OU-Exclusivo)

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller11

Revisão de Circuitos Combinatórios Circuito XNOR

Fig. 1-12:Porta XNOR (NOU-Exclusivo)

1.12- Circuitos Integrados Lógicos Exemplos de circuitos integrados lógicos:

Fig. 1-13:Circuito integrado 74LS08 (4 portas AND de 2 entradas)

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller12

Revisão de Circuitos Combinatórios Fig. 1-14:Circuito integrado 74LS04 (6 portas inversoras)

Fig. 1-15:Circuito integrado 74LS32 (4 portas OR de 2 entradas)

Outros: -7400 – Quatro portas NAND

-7486 – Quatro portas XOR

-74266 – Quatro portas XNOR

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller13

Famílias Lógicas de Circuitos Integrados 2. Famílias Lógicas de Circuitos Integrados

2.1- Introdução

Circuitos integrados são amplamente usados na construção de sistemas digitais. Isso porque eles têm muito mais circuitos em um pequeno encapsulamento e são mais confiáveis.

2.2- Terminologia de Circuitos Integrados Digitais

Os fabricantes de circuitos integrados digitais seguem praticamente o mesmo padrão de nomenclatura e terminologia:

a) Tensão e Corrente:

-VIH(min) –Mínima Tensão de Entrada em Nível Alto. -VIL(max) –Máxima Tensão de Entrada em Nível Baixo.

-VOH(min) –Mínima Tensão de Saída em Nível Alto.

-VOL(max) –Máxima Tensão de Saída em Nível Baixo.

-IIH–Corrente de Entrada em Nível Alto. -IIL–Corrente de Entrada em Nível Baixo.

-IOH–Corrente de Saída em Nível Alto. -IOL –Corrente de Saída em Nível Baixo.

Fig. 2-1:Tensões e correntes em nível lógico 1 e 0 b) Fan-Out

O Fan-Out corresponde ao número máximo de entradas lógicas que uma saída de um circuito lógico pode acionar. Se esse número for excedido, os níveis de tensão e corrente não serão garantidos.

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller14

Famílias Lógicas de Circuitos Integrados c) Atrasos de Propagação

Um sinal lógico, ao atravessar um circuito, sofre um atraso. Existem dois tipos de atraso:

-tPLH–Tempo de atraso do estado lógico “0” para o “1”. -tPHL–Tempo de atraso do estado lógico “1” para o “0”.

Fig. 2-2:Atrasos de propagação

Os valores dos tempos de atrasos de propagação são usados para medição de velocidade em circuitos lógicos.

d) Potência

Como todo circuito elétrico, um circuito lógico consome uma certa quantidade de potência. Essa potência é fornecida por fontes de alimentação e esse consumo deve ser levado em consideração em um sistema digital.

Se um circuito integrado consome menos potência poderemos ter uma fonte de menor capacidade e com isso reduziremos os custos do projeto.

e) Velocidade x Potência

Um circuito digital ideal é aquele que possui o menor consumo de potência e o menor atraso de propagação. Em outras palavras, o produto de velocidade e potência deve ser o menor possível.

f) Imunidade ao Ruído

Ruídos são sinais indesejáveis gerados por campos eletromagnéticos podem afetar o funcionamento de um circuito lógico. Esses sinais podem fazer com que a tensão de entrada de um circuito lógico caia abaixo de VIH(min) ou aumente além de VIL(max), gerando falsos sinais. A imunidade ao ruído se refere à capacidade de um circuito lógico de rejeitar esse ruído.

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller15

Famílias Lógicas de Circuitos Integrados

Fig. 2-3:Margens de ruído g) Níveis de Tensão Inválidos

Circuitos lógicos só trabalharão confiavelmente com níveis de tensão especificados pelos fabricantes, ou seja, as tensões devem ser menores que

VIL(max) e maiores que VIH(min) – fora da faixa de indeterminação – e com alimentação adequada.

h) Fornecimento de Corrente e de Absorção de Corrente

O fornecimento de corrente é mostrado na fig. 2-4. Quando a saída da porta lógica 1 está em ALTO, ela fornece uma corrente IIH para a entrada da porta lógica 2.

Fig. 2-4:Porta de acionamento fornecendo corrente para a porta de carga

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller16

Famílias Lógicas de Circuitos Integrados

A absorção de corrente é mostrada na fig. 2-5. Quando a saída da porta lógica 1 está em BAIXO, ela absorve uma corrente IIL para a entrada da porta lógica 2.

Fig. 2-5:Porta de acionamento absorvendo corrente da porta de carga i) Encapsulamentos de Circuitos Integrados

Alguns tipos de encapsulamentos de circuitos integrados são mostrados na fig. 2-6.

Fig. 2-6:Encapsulamentos mais comuns de circuitos integrados

FACENS ? ELETRÔNICA I ? Prof. Sidney José Montebeller17

Famílias Lógicas de Circuitos Integrados

2.3- Família Lógica TTL

Um circuito básico utilizado na lógica-transistor-transistor é mostrado na fig. 2-7:

(Parte 1 de 3)

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