Aula 02 - noções de embriologia - parte 01

Aula 02 - noções de embriologia - parte 01

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PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 1

ZOLOGIA NOÇÕES DE EMBRIOLOGIA – PARTE 01

01 – TIPO DE ESTRUTURA DIGESTIVA:

O local da digestão nos diversos grupos animais é também motivo de discussão e classificação. Existem pelo menos três tipos de estruturas digestivas presentes nos diversos grupos animais: 1.1 – REDE DE CANAIS.

São estruturas digestivas em que a água e o alimento penetram por um conjunto de aberturas inalantes denominadas de poros; percorre a cavidade digestiva, e os resíduos do metabolismo saem por uma abertura exalante denominada de ósculo. Exp: Poríferos.

Imagens retiradas das páginas: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7c/Osculo.jpg e http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/filo-porifera/imagens/filo-porifera-19.gif

1.2 – TUBO COM UMA ABERTURA.

É uma estrutura digestiva incompleta, portanto, os animais que apresentam tubo com uma única abertura são denominados de animais com tubo digestivo incompleto. Existe apenas uma abertura inicial denominada de boca. A água e os alimentos penetram pela boca, percorrem a faringe, esôfago e intestino (em alguns animais) ou da boca caem na cavidade gastrovascular; sofrem digestão e os resíduos do metabolismo são eliminados diretamente pela boca. Exp: Celenterados e platelmintos.

Imagem retirada da página: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/filocnidaria/imagens/filo-cnidaria-20.gif

1.3 – TUBO COM DUAS ABERTURAS.

É uma estrutura digestiva completa, portanto, os animais que apresentam tubo com duas aberturas são denominados de animais com tubo digestivo completo. Existe uma abertura inicial denominada de boca e, uma abertura terminal que dependendo do animal, pode ser o ânus ou a cloaca.

O ânus diferencia-se da cloaca no seguinte aspecto: O ânus é uma abertura final relacionado à eliminação do resíduo metabólico sob a condição pastosa denominada de fezes; portanto, está ligado ao sistema de excreção digestiva.

Imagem retirada da página: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Avian_cloaca.jpg

A cloaca é um órgão misto relacionado aos sistemas excretores de origem urinária e digestiva, assim como ao sistema reprodutor feminino. Os animais que apresentam cloaca, portanto, podem urinar, copular e defecar, enquanto que, tecnicamente os que apresentam ânus podem defecar. Exp: Todos os animais a partir de nematelmintos.

Imagem retirada da página: http://www.ficharionline.com/imagens_conteudo/img5375n2.gif

02 – DIFERENCIAÇÃO DO BLASTÓPORO:

Durante a fase de desenvolvimento embrionário, o embrião na fase embriológica de blástula sofre implantação ou nidação. A blástula humana é denominada de blastocisto, e após o fenômeno de nidação o embrião segue seu desenvolvimento até encontrar sua fase final fetal. Nesse processo desde o momento da fecundação passa seqüencialmente pelas fases de mórula, blástula e gástrula. A mórula é um maciço celular contendo até mais ou menos sessenta e quatro blastômeros (células resultantes da segmentação ou clivagem da célula ovo ou zigoto).

Imagem retirada da página e modificada: http://es.geocities.com/batxillerat_biologia/repros13.jpg

A blástula é formada por um grupo celular circular denominado de blastoderme e uma cavidade rica em líquidos denominada de blastocele, que ao sofrer um recurvamento formará uma estrutura com dois folhetos embrionários iniciando a fase de gástrula.

1. Blástula; 2. Gástrula. Imagem retirada da página: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/31/Gastrulation.png

A gástrula é a fase do desenvolvimento embrionário que se caracteriza pela formação de dois folhetos embrionários que de fora para dentro são: Ectoderma e mesentoderma (por ser indiferenciado). O mesentoderma é objeto de discussão entre vários pesquisadores que o chamam de mesoderma; prefiro acreditar que o mesoderma seja um folheto diferenciado.

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Imagem retirada da página: http://www.conecteeducacao.com/escconect/medio/BIO/imagem/10_3_2.jpg

O mesentoderma irá formar o intestino primitivo do embrião denominado de arquêntero, que sofrerá comunicação com o meio externo a partir de um orifício denominado de blastóporo. Dependendo do animal, o blastóporo poderá sofrer diferenciação em boca ou ânus, e por isso esses animais podem pertencer a dois grupos distintos: 2.1 – ANIMAIS PROTOSTÔMIOS.

São aqueles em que o blastóporo sofre diferenciação em boca.

Esses animais são considerados mais primitivos na escala de evolução zoológica. Exp: Nematelmintos, moluscas, anelidas e artrópodas.

Imagem retirada da página e modificada: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos2/nematoda.jpg

2.2 – ANIMAIS DEUTEROSTÔMIOS.

São animais mais evoluídos embriologicamente, pois o blastóporo origina o ânus ao invés da boca. Exp: Equinodermos e cordados.

Estrela-do-mar e Anfioxo. Imagens retiradas das páginas e modificadas: http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos3/estreladomar3.jpg e http://www.sobiologia.com.br/figuras/Reinos3/cefalocordados.jpg

Importante notar que essa classificação obrigatoriamente acontece com animais que apresentam tubo digestivo completo.

03 – FOLHETOS EMBRIONÁRIOS E CELOMA:

Após a fase de gástrula, o embrião sofre um achatamento ao nível de ectoderma, formando a placa neural, gota neural e por último o tubo neural, voltando o ectoderma novamente a se fechar. O mesentoderma sofre uma dobra e recurvamento, fragmentando-se em três partes: Uma parte origina o endoderma, outra o tubo neural, e outra forma o mesoderma.

A cavidade revestida totalmente ou parcialmente revestida pelo mesoderma é denominada de celoma; a cavidade totalmente revestida pelo endoderma é o intestino do embrião. Dependendo do grau evolutivo do ser vivo, ele pode apresentar um ou dois folhetos embrionários, podendo ser denominado da seguinte maneira: 3.1 – ANIMAIS DIBLÁSTICOS:

São aqueles que apresentam somente dois folhetos embrionários: Ectoderma e endoderma. Exp: Poríferos e celenterados. 3.2 – ANIMAIS TRIBLÁSTICOS:

São aqueles que apresentam três folhetos embrionários:

Ectoderma, endoderma e mesoderma. Exp: Todos a partir de platelmintos.

Importante notar que o último folheto embrionário a se formar, é o folheto intermediário: Mesoderma.

É uma cavidade totalmente ou parcialmente revestida pelo mesoderma. Só apresentam mesoderma os animais triblásticos, porém, isto não quer dizer que por eles terem três folhetos embrionários, eles vão apresentar celoma. Portanto os animais triblásticos, dependendo da evolução celomática podem ser classificados em três grupos: a) ANIMAIS ACELOMADOS:

São aqueles que não apresentam celoma. Exp: Somente os platelmintos.

Imagem retirada da página: http://www.sobiologia.com.br/conteudos/figuras/embriologia/acelomado.jpg b) ANIMAIS PSEUDOCELOMADOS:

São aqueles em que o mesoderma reveste parcialmente o celoma, sendo o celoma denominado de PSEUDOCELOMA. Exp: Somente os nematelmintos.

Imagem retirada da página: http://curlygirl.no.sapo.pt/imagens/pseudoceloma.jpg c) ANIMAIS CELOMADOS:

São animais que apresentam o celoma verdadeiro, isto é, são aqueles em que o mesoderma reveste totalmente o celoma. Exp: Todos a partir de moluscas.

Imagem retirada da página: http://curlygirl.no.sapo.pt/imagens/celoma.jpg

04 – ORIGEM DO CELOMA:

O celoma é uma cavidade originada a partir do mesoderma diferenciado (mesoderma propriamente dito) ou do mesoderma indiferenciado (mesentoderma). Portanto dependendo dessa origem os animais podem sofrer a seguinte classificação: 4.1 – ANIMAIS ENTEROCELOMADOS.

São aqueles em que o celoma é originado a partir das células que formam o arquêntero (intestino primitivo do embrião), isto é, células que formam o mesentoderma. Exp: Equinodermos e cordados.

Importante notar que os animais mais evoluídos são tribláticos do tipo celomados com origem enterocelomada. 4.2 – ANIMAIS ESQUIZOCELOMADOS.

São aqueles em que o celoma é originado do endoderma, portanto, alguns autores afirmam que esse é o celoma verdadeiro. Exp: Moluscas, anelidas e artrópodas.

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