Aula 08 - determinação e diferenciação sexual humana - parte 02

Aula 08 - determinação e diferenciação sexual humana - parte 02

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REPRODUÇÃO E EMMBBRRIIOOLLOOGGIIAA DETERMINAÇÃO E DIFERENCIAÇÃO SEXUAL HUMANA – PARTE 01

Nos humanos e na grande maioria dos mamíferos, à presença ou ausência do cromossomo Y no cariótipo esta ligado à determinação e diferenciação sexual.

Na primeira fase do desenvolvimento embrionário, as gônadas são consideradas indiferenciadas ou bipotenciais sendo chamadas assim por não apresentarem diferença histológica entre uma gônada masculina de uma gônada feminina. Porém, a presença do cromossomo Y no genoma do embrião na 6ª semana da gestação é que vai fazer com que os testículos se desenvolvam a partir da gônada indiferenciada, processo mediado pelo gene localizado no cromossomo Y, na designada região do cromossomo Y determinante do sexo (SRY); a identificação da região determinante do sexo no cromossomo Y (gene SRY) constitui uma etapa crucial na compreensão da determinação do sexo gonadal masculino.

Imagem retirada da página e traduzida: http://www.nature.com/scitable/nated/content/18935/pierce_4_10_mid_1.jpg

Com a continuação do desenvolvimento dos testículos, eles se organizam em dois compartimentos diferentes que são os cordões testiculares e a região intersticial.

Nos cordões testiculares situam-se as células de Sertoli e as células germinativas primordiais. Enquanto que, na região intersticial situam-se as células secretoras de esteróides, as células de Leydig e as células mióide peritubulares. Já os ovários, não mostram diferenciação estrutural até uma fase tardia da gravidez.

Imagens retiradas das páginas: http://www.uff.br/fisiovet/Conteudos/reproducao_machos_clip_image006.jpg e http://microanatomy.net/Male_Reproductive/testis_and_ducts.htm

É a determinação sexual que torna os ovários e testículos diferentes histologicamente.

Facilita o entendimento dos achados anatômicos normais, e interpretação dos anormais, exemplo intersexos.

O processo de diferenciação sexual ocorre após algum tempo depois da fecundação, nos humanos esse processo acontece na sétima semana de gestação.

Durante o desenvolvimento fetal, nas primeiras semanas de vida, independentemente do sexo genético, o feto apresenta estruturas indiferenciadas que originarão os SEM e SGF.

No início do desenvolvimento embrionário, tanto as gônadas como as vias urogenitais não são diferentes em embriões com genótipo masculino ou feminino. Durante a fase indiferenciada, os embriões do sexo masculino e do sexo feminino apresentam dois pares de canais chamados de par de canais Mulleriano e o par de canais Wolffiano.

Imagem retirada da página e traduzida: http://www.colorado.edu/intphys/Class/IPHY3730/image/Wolffian.jpg

Os testículos começam a se desenvolver devido à presença do cromossomo Y, produzindo hormônios específicos do sexo masculino, fazendo a diferenciação. Os mediadores hormonais para a diferenciação são androgênios (produzidos pelas células de Leydig) e o hormônio anti-Mulleriana (produzida pelas células de Sertoli).

Imagem retirada da página: http://1.bp.blogspot.com/_TTL0bm-ruDM/SsZb- _hxxzI/AAAAAAAAAB8/f8JPDAdiUUQ/s400/espermat1.JPG

Imagem retirada da página: http://www.dombosco.com.br/Curso/estudemais/biologia/imagens/rep3.jpg

Ao nível de androgênios, os canais Wolffianos diferenciam-se em epidídimo, canal deferente, vesículas seminais e canais ejaculadores. Já a nível de hormônio anti-Mulleriana, os canais Mullerianos degeneram. Para que os androgênios atuem na diferenciação sexual é preciso que se tenha presença de receptores de androgênios nas células-alvo. Quando não ocorrem os hormônios testiculares, os canais wolffianos diminuem e os

PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 2 canais Mullerianos dão origem as trompas uterinas, útero e vagina.

Imagem retirada da página: http://2.bp.blogspot.com/_- pH3zEuDr5I/RnqQeYKsC4I/AAAAAAAAAe4/3k9LPFlNeGg/s400/repfem.jpg

Genes Envolvidos no Desenvolvimento dos Genitais Internos:

Os ductos de Wolff (ductos mesonéfricos) e os ductos de Müller (ductos paramesonéfricos) estão presentes na gestação.

Imagem retirada da página e traduzida: Quando o feto é feminino, os ductos de Müller dão origem a tuba uterina, útero e vagina cranial.

Fusão dos ductos de Müller. A letra A indica ovários, o número 4 esquematiza que após a fusão forma-se o corpo uterino. 5B – corpo uterino; T – Trompas; A – Ovários; Ca –

Terço proximal da vagina; Cb – terço distal. Imagem retirada da página: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-39842007000200013&script=sci_arttext

No feto masculino, através da ação local da testosterona secretada pelas células de Leydig, os ductos de Wolff se diferenciam em epidídimo, ducto deferente e vesícula seminal; e os ductos de Müller sofrem atrofia sob ação do hormônio antimülleriano (HAM), secretado pelas células de Sertoli.

Epidídimo, ducto deferente e vesícula seminal. Imagem retirada da página: http://sistemareprodutivo.blogspot.com/2008_10_01_archive.html

Síntese e ação do HAM:

HAM é um hormônio glicoprotéico que significa hormônio anti-

Mülleriano. Sendo produzido pelas células de Sertoli, na fase embriogênica e no final da gestação, após o nascimento e ainda no adulto. Mutações inativadoras do gene do HAM ou do gene do receptor do HAM tipo I determinam a persistência dos ductos de Müller em indivíduos 46,XY com genitália externa masculina normal associada ou não à criptorquidia.

Células de Sertoli

Genes envolvidos no desenvolvimento dos genitais externos:

Os genitais externos, na mulher o tubérculo genital dá origem ao clitóris; as pregas urogenitais em pequenos lábios, as pregas lábio-escrotais em grandes lábios e o seio urogenital na porção inferior da vagina.

Controle da esteroidogênese testicular fetal:

É mediada inicialmente pelo HCG e posteriormente pelo LH

(Hormônio Luteinizante), que agem através de um receptor comum, o receptor do LH/CG, pertencente à família dos receptores acoplados à proteína G.

O HCG quer dizer gonadotrofina coriônica humana, sendo um hormônio que “manda” o ovário produzir estrógeno e progesterona, os quais chegam à hipófise, indicando que a mulher está grávida, então a hipófise para de gerar hormônios que irão fazer descer a menstruação.

Imagem retirada da página: http://img28.imageshack.us/i/ovulacao2.jpg/

Biossíntese da testosterona:

A primeira etapa da esteroidogênese adrenal e gonadal caracterizam-se pela transferência do colesterol de fora para dentro da membrana mitocondrial e é mediada pela proteína, StAR (steroidogenic acute regulatory protein) que é codificada pelo gene CYP11A1 ou gene STAR. Dentro da mitocôndria, a metabolização do colesterol em pregnenolona envolve três reações distintas: 20a-hidroxilação, 2-hidroxilação e quebra da cadeia lateral do colesterol que são mediadas pela enzima citocromo P450scc (side chain cleavage), localizada dentro da membrana mitocondrial.

Imagem retirada da página http://www.biochem.arizona.edu/classes/bioc462/462bh2008/462bhonorsprojects/462b honors2003/tilleys/Pathway.htm

O gene do receptor androgênico:

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Está localizado no cromossomo X na região Xq11-q12. Vários genes envolvidos na biossíntese e ação androgênica são polimórficos, porém a relação dessas variantes gênicas com a síntese e ação dos andrógenos durante as fases precoces da diferenciação sexual ainda não está esclarecida.

Gene envolvido na identificação sexual:

Em humanos, os indivíduos 46,XY com mutações na codificação dos genes 17b-hidroxiesteróide desidrogenase 3 e a 5 -redutase

2, esses indivíduos são do sexo feminino, porém quando chegam na puberdade passam a se identificar com o sexo masculino e começam as mudanças.

Diferenciação da Genitália Masculina:

O embrião torna-se do sexo masculino devido presença do cromossomo Y conforme já explicado anteriormente, porém é o gene SRY que vai determinar a produção gonadal no caso o testículo.

Imagem retirada da página e traduzida: http://health.stateuniversity.com/article_images/gem_05_img0625.jpg

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