Automedicação em Idosos

Automedicação em Idosos

FEMM - FUNDAÇÃO EDUCACIONAL MIGUEL MOFARREJFIO - FACULDADES INTEGRADAS DE OURINHOSDEPARTAMENTO DE FARMÁCIA

AUTOMEDICAÇÃO EM IDOSOS

Franciene Silva - RA 10120084Hugo Mello Vidor - RA 10120004Leonardo Azevedo Soares - RA 10120113Vitório Roberto Aguera - RA 101200401º Termo AFarmáciaProfa. M.Sc. Cristiane Guarido

Ourinhos – 2010

INTRODUÇÃO

Em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, o envelhecimento da população ocorre de forma acentuada, assim como a redução da fecundidade e mortalidade infantil. No Brasil, o número de habitantes com sessenta ou mais anos de idade passou de três milhões em 1.960 para quatorze milhões em 2.000, devendo atingir trinta e dois milhões em 2.025, correspondendo a sexta mais numerosa população idosa do mundo.

A população idosa é vítima frequente da automedicação - o ato de consumir medicamento sem prescrição médica. Esta prática pode surgir por diversos fatores e contextos socioeconômicos. Com o intuito de alívio da dor ou sintomas, os idosos procuram direto a farmácia ou os próprios medicamentos que têm em casa, o que pode acarretar sérios riscos a saúde. A polifarmácia pode contribuir para a automedicação nos idosos, sendo que é o ato de consumir medicamentos para combater as reações indesejadas de outros medicamentos que se faça uso.

A automedicação encontra-se em contínuo crescimento sendo favorecida pela multiplicidade de produtos farmacêuticos lançados no mercado e pela publicidade que os cerca, pela simbolização da saúde que o medicamento pode representar e pelo incentivo ao autocuidado, pois explora o conhecimento dos consumidores acerca dos produtos e seus efeitos diversos.

Facilmente podem-se comprar medicamentos sem a apresentação de uma receita médica, sendo que, segundo a lei, precisam de prescrição. Na farmácia encontra-se o balconista que visa o lucro sobre o medicamento relacionado à venda; na internet não há relação paciente-farmacêutico para esclarecimento de dúvidas, assim como nas vendas pelo telefone.

Uma taxa de 10 a 20% das internações hospitalares de idosos decorre de reações adversas a medicamentos, sendo estes são mais vulneráveis a riscos inclusive porque são excluídos dos ensaios clínicos, desconhecendo a farmacodinâmica de muitos medicamentos nesta faixa etária; além da diminuição da quantidade de água presente no corpo, das taxas de excreção renal e do metabolismo hepático, o que contribui para aumentar a concentração plasmática dos medicamentos, o que pode chegar a concentrações tóxicas.

OBJETIVO

O objetivo é analisar estudos já realizados sobre automedicação em idosos e comparar os resultados dos mesmos para indicar fatores relacionados aos resultados obtidos.

REFERNCIAL TEÓRICO

A automedicação vem sido praticada há muito tempo no Brasil. Atualmente, observa-se um número muito alto de idosos que praticam o ato de automedicar-se. O ato da automedicação nada mais é quando um individuo ou responsável decide, sem passar por uma avaliação medica, fazer o uso algum medicamento acreditando que o mesmo possa lhe trazer a cura de sua doença ou fazer com que a dor com que esteja sentindo passe. (SÁ, BARROS, SÁ, 2007).

A maioria da população utiliza prescrições antigas pra saber o nome do medicamento e como utilizá-lo, faz a utilização de alguma sobra de medicamento que possui em casa ou simplesmente vai ate a farmácia ou drogaria e compra sem a prescrição medica o medicamento que deseja, o que é contra a lei. (LOYOLA FILHO et at., 2005; BORTOLON et al., 2008).

O uso do medicamento de forma incorreta pode gerar reação adversa, reação alérgica, pode entrar em reação com outro medicamento que está se fazendo uso, atrasar no diagnostico, chegar a um nível de intoxicação medicamentosa podendo levar o paciente a uma internação hospitalar ou ate mesmo a morte. (ANDRADE, SILVA, FREITAS; SÁ, BARROS, SÁ, 2007).

A população idosa – população acima de 60 anos – teve um grande aumento no Brasil devido ao desenvolvimento do País nos últimos anos. Estudos mostram que a população idosa vai continuar aumentando a cada ano, assim como também o aumento da expectativa de vida. Os idosos são responsáveis por 25% da venda total de medicamentos nos países desenvolvidos. O envelhecimento humano causa várias mudanças e alterações no nosso corpo como: alteração cardiovascular, mudanças na pele, alterações no sistema respiratório entre outras. Os idosos são quem mais utilizam medicamentos, cerca de cinco medicamentos por idoso, devido as suas doenças crônico-degenerativas. (ANDRADE, SILVA, FREITAS; BORLOTON et at., 2008).

Se por um lado a alta utilização de medicamentos por idosos pode lhes trazer uma ótima qualidade e prolongação de vida, por outro, o uso em excesso ou uso incorreto pode afetar muito sua qualidade de vida e até mesmo lhe causar a morte. A maioria dos idosos acredita que quando eles vão ao médico, devem sair do consultório com uma receita médica. (ANDRADE, SILVA, FREITAS).

Existem vários fatores que influenciam os idosos a prática da automedicação, dentre eles podemos citar:

- A grande propaganda de medicamentos que existe nos meios de comunicação;

- Os balconistas que encontramos nas farmácias e drogarias, que se importam com lucro que vão obter em vez de se preocuparem com os clientes, fazendo a venda de medicamentos sem prescrições;

- As vendas pela internet e telefone, que dificulta e, às vezes, impossibilita o contato do paciente com o farmacêutico;

- Medicamentos que estão em promoção ou possuem descontos;

- Os medicamentos de venda livre que são isentos de prescrição;

- As experiências positivas obtidas anteriormente no uso de algum medicamento;

- A dificuldade que o idoso encontra em ter acesso a serviços de saúde;

- A falta de informação, em alguns casos, os próprios médicos não explicam ao idoso como ele deve fazer o uso do devido medicamento ou o farmacêutico na hora da dispensação do medicamento também não faz o seu papel de informar o idoso;

- A polifarmácia: o idoso faz o uso de um medicamento para corrigir o efeito adverso que outro medicamento lhe causou. (ANDRADE, SILVA, FREITAS; BORTOLON et al., 2008; SÁ, BARROS, SÁ, 2007; SOUZA et al., 2007).

Pesquisas mostram que o medicamento mais utilizado para a prática da automedicação por idosos são os analgésicos, que são utilizados para aliviar a dor.

A automedicação pode ser evitada de diversas formas como: melhorar a fiscalização em farmácias e drogarias para acabar com a venda de medicamentos sem prescrição; melhorar o atendimento nos serviços de saúde; adotar a pratica da retenção da receita dos medicamentos sob prescrição; fazer a implantação de medidas eficientes em atenção farmacêutica tanto no sistema publico como no privado para promover uma melhor qualidade de vida do idoso, promover a assistência farmacêutica para o uso racional do medicamento e fornecer condições do idoso levar uma vida saudável com exercícios físicos para reduzir/prevenir um numero de declínios funcionais associados ao envelhecimento. (ANDRADE, SILVA, FREITAS; BORTOLON et al., 2008; SÁ, BARROS, SÁ, 2007; http://regional.bvsalud.org).

Análise das pesquisas:

Foram realizadas quatro pesquisas em idosos a fim de verificar o número dos mesmos que faziam uso da automedicação. As áreas estudadas foram os municípios de Carlópolis, Santa Cruz do Rio Pardo, Salgueiro e Bambuí.

Cidade de Carlópolis:

Metodologia:

Um estudo randômico epidemiológico foi realizado no município de Carlópolis, norte pioneiro do Paraná. Este município tem 13.303 habitantes, sendo 8.346 da zona urbana e 4.957 da zona rural. (http://www.carlopolis.pr.gov.br)

Foram entrevistadas 40 pessoas da zona rural e urbana, sendo 20 homens e 20 mulheres, todos com mais de sessenta anos de idade. A coleta de dados foi utilizada por meio de um questionário estruturado e realizado através de visitas domiciliares no mês de maio de 2010. A coleta de dados foi realizada pelo próprio pesquisador e ocorreu no período de 01/05 a 23/05/2010.

Variáveis:

Variável socio-demográfica (sexo, idade) e o uso de medicamentos nos últimos três meses, para isso foram feitas duas perguntas ao entrevistado visando obter esta informação: Você tomou algum medicamento nos últimos três meses? Esses medicamentos foram prescritos por médicos ou não? (LOYOLA FILHO et at., 2005).

Resultados:

Da amostra de 40 idosos da faixa etária de 61-71 anos, apenas 4 pessoas do grupo masculino (20%) procuram o médico antes de comprar medicamentos; nas mulheres foram 8 pessoas (40%) que procuram o médico, e 1 mulher (2,5%) fazem uso de remédios caseiros. Ao todo, foram 12 pessoas (30%) que procuraram o médico, 24 pessoas (60%) que automedicaram-se e 1 pessoa (2,5%) fez uso de remédios caseiros, o restante (3 pessoas) não fazia uso de nenhum medicamento. Abaixo podemos analisar dois gráficos, um mostrando o total de entrevistados que automedicam-se (Análise da pesquisa) e um segundo gráfico que nada mais é do que a separação por faixa etária (Faixa etária).

Cidade de Santa Cruz do Rio Pando:

Metodologia:

O mesmo estudo randômico epidemiológico foi realizado no município de Santa Cruz do Rio Pardo, no estado de São Paulo. Este município tem 40.919 habitantes, sendo 35.120 da zona urbana e 5.799 da zona rural. (http://www.santacruzdoriopardo.sp.gov.br)

Foram entrevistadas 40 pessoas da zona rural e urbana, sendo 20 homens e 20 mulheres, todos com mais de sessenta anos de idade. A coleta de dados foi utilizada por meio de um questionário estruturado e realizado no através de visitas domiciliares no mês de maio de 2010. A coleta de dados foi realizada pelo próprio pesquisador e ocorreu no período de 01/05 a 23/05/2010.

Variáveis:

Variável socio-demográfica (sexo, idade) e o uso de medicamentos nos últimos três meses, para isso foram feitas duas perguntas ao entrevistado visando obter esta informação: Você tomou algum medicamento nos últimos três meses? Esses medicamentos foram prescritos por médicos ou não? (LOYOLA FILHO et at., 2005).

Resultados:

Da amostra, apenas 4 pessoas (10%) dos do total (homens e mulheres) procuram o médico antes de comprar medicamentos.

Abaixo podemos analisar dois gráficos, um mostrando o total de entrevistados que automedicam-se (Análise da pesquisa) e um segundo gráfico que nada mais é do que a separação por faixa etária (Faixa etária).

Cidade de Salgueiro:

Metodologia:

Foi realizado na zona urbana do município de Salgueiro, localizado na região sertaneja do estado de Pernambuco. O município possui 51.571 habitantes, dos quais 4.343 são idosos. (SÁ, BARROS, SÁ, 2007).

Foi selecionada uma amostra aleatória simples de 355 moradores da zona urbana de Salgueiro-PE, com 60 anos e mais. A coleta de dados foi utilizada por meio de um questionamento realizada através de visitas domiciliares nos meses de maio e abril de 2004. A coleta de dados foi realizada pelo próprio pesquisador e ocorreu no período de 01/05 a 10/06/2004. (SÁ, BARROS, SÁ, 2007).

Variáveis:

Faixa etária; sexo; motivos que os levaram a se automedicar; categorias terapêuticas utilizadas (de acordo com o Dicionário de Especialidades Farmacêuticas, DEF 2004) e atividades físicas. (SÁ, BARROS, SÁ, 2007).

Resultado:

A amostra foi composta por 44,9% de idosos na faixa etária de 60-70 anos, sendo 69,8% do sexo feminino, 53,1% de analfabetos, 60% dos idosos entrevistados praticavam a automedicação. (SÁ, BARROS, SÁ, 2007).

As categorias terapêuticas mais utilizadas por aqueles que recorrem a uma receita médica antiga foram os antihipertensivos (55,3%), antidiabéticos (8,1%), antipiréticos (5,0%), antiinflamatórios (3,5%) e ansiolíticos (3,75). Dos participantes, 90,2% explicam o uso de medicamentos sem receita médica pelo fato de já o “conhecerem”. Entre os que fazem uso de medicamentos sem receita, o predomínio foi dos analgésicos (30,0%), seguidos dos antipiréticos (29%). Os motivos mais frequêntes que levaram os idosos a utilizar medicamentos foram: dor (38,3%). Seguida de febre (24,4%), diarréia (8,0%), pressão alta (8,0%) e tosse (5,2%). (SÁ, BARROS, SÁ, 2007).

Abaixo podemos analisar gráficos, um mostrando o total de entrevistados que automedicam-se (Análise da pesquisa) e outros gráficos que mostram o total dos entrevistados dentro dos que praticam a automedicação que fazem atividades físicas, além de um gráfico que nos mostra os medicamentos que mais se faz uso.

Cidade de Bambuí:

Metodologia:

O município de Bambuí, de Minas Gerais, contava, em 1996, com 21.187 habitantes, sendo 70% da zona urbana. Foram selecionadas 1.742 idosos aleatoriamente na cidade para serem questionados em seus domicílios entre os meses de janeiro e agosto de 1997 e tiveram uma duração média de noventa minutos. (LOYOLA FILHO et at., 2005).

Variáveis:

A variável dependente deste estudo é o uso de medicamentos. As seguintes perguntas foram utilizadas para a obtenção de informações sobre o uso de medicamentos: Nos últimos três meses, você tomou algum remédio?; Qual o nome do remédio que está tomando ou tomou nos últimos três meses?; Este remédio foi prescrito por: médio/outro. (LOYOLA FILHO et at., 2005).

Foram considerados três conjuntos de variáveis exploratórias: sócio-demográficas (sexo, idade, estado conjugal, número de pessoas residentes no domicílio, número de anos completos de escolaridade, renda familiar mensal em salários mínimos da época); indicadores da condição de saúde (percepção da própria saúde, história de diagnóstico médico para algumas doenças/condições selecionadas, interrupções das atividades rotineiras por problemas de saúde nas duas últimas semanas, ter estado acamado nas duas últimas semanas); indicadores da utilização de serviços de saúde (nos últimos 12 meses, número de visitas um médico, consulta a um farmacêutico/atendente e internações hospitalares). Além dessas, foi considerada a filiação a plano privado de saúde. (LOYOLA FILHO et at., 2005).

Resultado:

Nos 1.742 idosos residentes na cidade de Bambuí, 1.606 participaram do presente estudo. Destes, 1.383 relataram ter consumido pelo menos um medicamento nos últimos três meses: 1.109 (69,1%) haviam consumido exclusivamente medicamentos prescritos; 102 (6, 4%), medicamentos não prescritos, e 172(10,7%) haviam consumido simultaneamente medicamentos prescritos e não prescritos. (LOYOLA FILHO et at., 2005).

Abaixo podemos analisar um gráfico que mostra o número de pessoas que automedicaram-se, que consumiram medicamentos sem prescrição médica e que consumiram medicamentos prescritos e não prescritos.

Comparação:

Carlópolis, Santa Cruz do Rio Pardo e Salgueiro apresentam altos índices de automedicação em sua população idosa, algo comum em qualquer município do país, se não, do mundo. No entanto, Bambuí não apresenta o mesmo resultado. Isso deve-se ao fato de que Bambuí, ao contrário de muitos outros municípios brasileiros, oferece um nível de educação pública muito elevado, e pelo projeto Bambuí.

As escolas contam com ensino fundamental de qualidade, inclusive com uma escola de tempo integral - CIEP Padre Mário Gerlin. O projeto Bambuí tem como os principais objetivos a identificação de preditores da mortalidade, hospitalização, limitações físicas, déficit cognitivo e de doenças e condições crônicas selecionadas, com ênfase em saúde mental e doenças cardiovasculares. (http://www.cpqrr.fiocruz.br:81/; http://pt.wikipedia.org/)

CONCLUSÃO

Muito embora a automedicação proporcione reações complexas à medida do uso de cada medicamento, a mesma só terá um fim – ou no mínimo contê-la - quando houver um verdadeiro investimento de cunho governamental para a fiscalização e acompanhamento a fundo de tudo que se diz respeito à dispensação de medicamentos, e quando este governo tome medidas adequadas para a conscientização da população com palestras e educação de qualidade.

Fato é que boa parte dos brasileiros não visam com bons olhos o ato de consultar um médico para uma determinada complicação investindo dinheiro em consultas, uma vez que apenas baseando-se no conhecimento do dispensador, farmacêutico, ou até mesmo no seu próprio conhecimento, ele pode sanar suas complicações sem este investimento, e às vezes até mesmo burocráticas, dado que para determinados casos o tempo para uma consulta médica em um posto de saúde é longo.

Podemos considerar o brasileiro um ser passivo perante todas as reações que a automedicação proporciona, bem como os governantes que encabeçam esta consideração, portanto podemos concluir que perante todos os fatos e dados esse sentimento passivo é algo hierárquico, que só terá um fim com uma intervenção governamental na questão de fiscalização das farmácias e drogarias, num investimento na área da educação e de conscientização da população como um todo.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, M.A.; SILVA, M. V. S.; FREITAS, O. Assistência Farmacêutica como Estratégia para o Uso Racional de Medicamentos em Idosos. Semina. v.25, n.1, 2004. p.55-63

BORTOLON, P.C. et al. Análise do perfil de automedicação em mulheres idosas brasileiras. Rev. Ciência e Saúde coletiva. v.14, n.4, 2008. p.1219-1226

Disponível em: URL: http://www.carlopolis.pr.gov.br Acesso em 20 mai. 2010.

Disponível em: URL: http://www.cpqrr.fiocruz.br Acesso em 30 mai. 2010.

Disponível em: URL: http://regional.bvsalud.org Acesso em 30 mai. 2010.

Disponível em: URL: http://www.santacruzdoriopardo.sp.gov.br Acesso em 20 mai. 2010.

Disponível em: URL: http://pt.wikipedia.org Acesso em 30 mai. 2010.

LOYOLA FILHO, A.I. et al. Estudo de base populacional sobre o consumo de medicamentos entre idosos: Projeto Bambuí. Cad. Saúde Pública. v.21, n.2, 2005. p.6.

SÁ, M. B.; BARROS, J. A. C.; SÁ, M. P. B. O. Automedicação em idosos na cidade de Salgueiro-PE. Rev. Bras Epidemiol. v.10, n.1, 2007. p.75-85

SOUZA, P. M. et al. Diagnóstico e controle da polifarmácia no idoso. Rev. Saúde Pública. v.41, n.6, 2007.

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