Aula 33 - meiose - fases e subfases - parte 01

Aula 33 - meiose - fases e subfases - parte 01

PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 1

REPRODUÇÃO E EMMBBRRIIOOLLOOGGIIAA MEIOSE – SUBFASES – PARTE 01

Interfase:

Antes do início da meiose I as células passam por um processo semelhante ao que ocorre durante a intérfase das células somáticas. Os núcleos passam pelo intervalo G1, que precede o período de síntese de DNA, período S, quando o teor de DNA é duplicado, e pelo intervalo G2.

Na intérfase o núcleo apresenta-se bem individualizado pela presença da membrana nuclear. Os cromossomos começam a se diferenciar, engrossando-se e tornando-se mais visível. Ocorre a divisão longitudinal do cromossomo e replicação da informação genética, no modelo semi-conservativo.

Fases da Meiose:

A meiose consiste em duas divisões sucessivas do núcleo, mas apenas uma divisão de cromossomos. A primeira divisão é chamada reducional (meiose I ou primeira divisão meiótica) pelo fato do número de cromossomos homólogos se reduzir à metade. Segue-se a segunda divisão, chamada equacional (meiose I ou Segunda divisão meiótica), que mantém o número haplóide de cromossomos. Ambas são subdivididas em quatro fases, que tem o mesmo nome da mitose.

Meiose I:

A meiose I é subdividida em quatro fases, denominadas:

Prófase I, Metáfase I, Anáfase I, Telófase I. PRÓFASE I:

Relativamente longa e complexa. Os cromossomos homólogos se associam formando pares, ocorrendo permuta (crossing-over) de material genético entre eles.

Imagem digitalizada do Atlas do corpo humano, vol.06, editora Gold Editora Ltda. Subdivide-se em cinco subfases: Leptóteno, Zigóteno,

Paquíteno, Diplóteno e Diacinese. ش Leptóteno (leptos=fino, delgado): É a fase inicial da prófase da primeira divisão meiótica. Os cromossomos, devido à sua espiralização, ficam visíveis. Apesar de duplicados desde a interfase, aparecem ainda como filamentos simples, bem individualizados. Os cromossomos iniciam a sua condensação, podendo notar a presença de regiões mais densas, chamadas cromômeros, que têm a mesma distribuição ao longo dos homólogos. As cromátides são invisíveis. A invisibilidade das cromátides permanece até a sub-fase de paquíteno. Cada cromossomo, no leptóteno, é formado por duas cromátides. Embora a síntese de DNA já tenha ocorrido não é possível observar os dois cromatídeos que constituem cada cromossomo.

Imagem retirada da página: http://sistemas.liceu.com.br/ftp/www_content/FOLDER_3fb8ca9796a724.69417019/file s/meiose.ppt.

ش Zigóteno (zigon=emparelhamento): Durante o estágio de zigóteno cada cromossomo parece atrair o outro para um contato íntimo, à semelhança de um ziper. Sendo caracterizado por um emparelhamento de cromossomos homólogos. O emparelhamento começa num ou mais pontos do cromossomo e estende-se, progressivamente, ao longo de todo o comprimento (cromômero a cromômero). Este processo de emparelhamento é denominado sinapse sendo muito preciso. À medida que este processo evolui, os cromossomos vão sofrendo um encurtamento e engrossamento devido a uma progressiva espiralização. Os pares de cromossomos homólogos são designados bivalentes ou tétrade.

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ش Paquíteno (pachys=espesso, grosso): O paquíteno é um estágio de progressivo encurtamento e enrolamento dos cromossomos que ocorre após o pareamento no zigóteno ter sido completado. Ocorre o fenômeno da permutação ou crossing over, troca de conteúdo. O emparelhamento torna-se mais acentuado e no decorrer desta fase os cromossomos aparecem enrolados um em torno do outro.

Completa-se o pareamento dos homólogos e cada par forma uma díade ou bivalente, com quatro cromátides formando uma tétrade. É nesta fase que ocorre a permuta ou crossing-over. É um fenômeno durante o qual as cromátides homólogas, porém não-irmãs se entrelaçam, sofrem quebras e fazem a permuta de segmentos cromossômicos. Há troca de genes. Aumentando a variabilidade genética das espécies.

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ش Diplóteno(diplos=duplos): Inicia-se a separação das cromátides, com possível visualização dos pontos de ocorrência da permutação: os quiasmas.

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Nesta etapa os cromossomos começam a se separar, mas permanecem unidos nos pontos das cromátides onde se formam as permutações.

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Ocorre o afastamento dos cromossomos homólogos que constituem os bivalentes. Embora os cromossomos homólogos se separem, seus centrômeros permanecem intactos, de modo que cada conjunto de cromátides-irmãs continua ligado inicialmente. Depois, os dois homólogos de cada bivalente mantêm-se unidos apenas nos pontos denominados quiasmas (cruzes). Os quiasmas representam as regiões em que houve a troca de pedaços.

Imagem retirada da página: http://morpheus.fmrp.usp.br/biocell/meiose.htm ش Diacinese (dia=através/cinese=movimento): Neste estágio os cromossomos atingem a condensação máxima.

Os pares de homólogos estão praticamente separados. Os quiasmas “deslizam” para as extremidades dos cromossomos. Aumenta ainda mais a espiralização dos cromossomos.

Na diacinese a espiralização e contração dos cromossomos continua até eles se apresentarem como corpúsculos grossos e compactos. Durante a fase final desse estágio ou início da metáfase I, a membrana nuclear dissolve e os bivalentes acoplam-se, através de seus centrômeros, às fibras do fuso acromático. O nucléolo e carioteca desaparecem. O número de quiasma é reduzido devido a terminalização. A terminalização é um processo pelo qual, dado o encurtamento dos filamentos e a força de repulsão existente entre homólogos, os quiasmas vão sendo empurrados para alguns se escaparem por completo. Os cromossomos homólogos ligam-se às fibras do fuso acromático pelo centrômero.

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Há o desaparecimento da membrana nuclear. As fibras do fuso já estão formadas, desde a Prófase I. Os cromossomos homólogos, ainda emparelhados, ocupam a região equatorial da célula, presos às fibras do fuso acromático. Os centrômeros dos cromossomos homólogos se ligam a fibras que emergem de centríolos opostos. Assim, cada componente do par será puxado em direções opostas.

O fuso acromático torna-se visível e os microtúbulos ligam-se aos centrômeros dos bivalentes.

Nesta fase os cromossomos atingem a sua condensação máxima, maior que alcançada na mitose.

Imagem digitalizada do Atlas do corpo humano, vol.06, editora Gold Editora Ltda.

Nessa fase inicia a movimentação das díades para pólos opostos, mas não há rompimento dos centrômeros. Nesse caso há movimento de cromossomos inteiros para pólos opostos e, conseqüentemente, essa fase reduz o número de cromossomos a metade.

Essa fase é adequada ao estudo da posição dos centrômeros, pois as cromátides se abrem permanecendo unidas apenas pelos centrômeros e assim apresentando especiais. Nessa fase ainda ocorre algumas quebras de quiasmas que ainda restaram.

Os cromossomos homólogos separam-se, pois são tracionados pelas fibras do fuso acromático, dirigindo-se aos pólos opostos da célula.

Como ainda não ocorre a duplicação dos centrômeros, as cromátides irmãs sequem juntas para o mesmo pólo.

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Os cromossomos chegam aos pólos ainda duplicados, formandos por duas cromátides presas pelo centrômero. O citoplasma se divide, formando duas células-filhas. Como não possuem homólogos, essas células são consideradas como haplóides e essa divisão, reducional.

A carioteca se reorganiza surgindo dois novos núcleos e ocorre a citocinese; os cromossomos se desespiralizam.

Reaparecem os nucléolos. Desorganiza-se o fuso acromático. Os centríolos duplicam-se. O citoplasma se divide e são originadas duas células haplóides.

Imagem digitalizada do Atlas do corpo humano, vol.06, editora Gold Editora Ltda.

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Sites:

http://www.coladaweb.com/biologia/meiose.htm http://www.ufv.br/dbg/labgen/divcel.html http://www.expoente.com.br/professores/borges/meiose.html http://curlygirl.naturlink.pt/celula.htm#meiose http://ffsvirus.vilabol.uol.com.br/BIOLOGIA/divcelular.html http://www.webvestibular.com.br/revisao_detalhe.aspx?cod=34 http://www.geocities.com/leonelpereira/meiose.htm

FORMATAÇÃO E EDIÇÃO: LAST UPDATE: 21.02.2011 PROF: LIMA VERDE, HUBERTT. huberttlima@gmail.com; BIOLOGIA REPRODUÇÃO E EMBRIOLOGIA.

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