Projeto de construção sustentável

Projeto de construção sustentável

Projeto de construção sustentável

Quando nos indagamos sobre qual será o lugar ideal para se viver neste século XXI, surgem algumas questões.

De um lado, as novas tecnologias que facilitam as nossas vidas e nos colocam facilmente em contato com o mundo - e com todos no mundo. Utilizamos a mobilidade do sistema “wireless”, as videoconferências, os filmes digitais e as informações que permitem o lazer e o trabalho em qualquer ambiente (no ar-condicionado dos escritórios fechados ou sob as copas das árvores, ao ar livre).

Por outro lado, ainda almejamos o conforto e o equilíbrio tanto do corpo quanto da mente, tanto da razão quanto das emoções e dos sentidos; e, cada vez mais, almejamos o contato direto e constante com a natureza. A busca da “equação ideal” entre o trabalho e o descanso, entre os compromissos de negócios e o contato com a família e os amigos é uma constante na vida do homem atual. O objetivo é fugir do estressante caos urbano e alcançar na prática o tão falado conceito da qualidade de vida.

É por isso que, é importante desenvolver projetos paisagísticos que valorizam o lado mais sensitivo dos seres humanos, mas sem deixar de utilizar a tecnologia adquirida, o nosso lado racional. A idéia é respeitar e enaltecer a natureza no nosso cotidiano, no meio urbano, no lazer e no ambiente de trabalho para atingir um equilíbrio em nossas vidas.

Vejam o exemplo do projeto paisagístico desta residência no Guarujá.

Cores, formas e texturas da vegetação tropical nativa valorizam a preservação do ecossistema local. Foram introduzidas, também, algumas plantas que atraem pássaros e, assim, evocam a audição e a visão, estimulando os sentidos humanos.

O paisagismo que valoriza o uso da vegetação local contribui para conservação ambiental. O “green building”, por sua vez, passa pela utilização de energias alternativas, reciclagem de materiais e reuso da água para promover a sustentabilidade. Atento a esses conceitos, nosso escritório tem desenvolvido em todo Brasil projetos que buscam soluções compatíveis com nossa cultura, sociedade, orçamento e realidade.

Tambémé importante materiais que desempenham função ecológica, tais como: piso drenante com fibra de coco para minimizar enchentes; piso anti-impacto feito com pneu triturado para a prática de esportes; e um sistema composto por placas de plástico reciclado para irrigação natural do jardim por capilaridade.

Essas são técnicas que, além de desempenharem funções específicas, contribuem ecologicamente para a sustentabilidade do paisagismo em novos projetos e novos empreendimentos.

http://maisprojeto.wordpress.com/2008/07/14/projetos-sustentaveis-sustentabilidade/

desenvolvimento

tecnologia

Plásticos biodegradáveis

Sem petróleo na composição, os bioplásticos levam apenas algumas semanas para se degradar e já são comuns em embalagens

Por Rodolfo S. FilhoRevista Arquitetura & Construção - 08/2008

Impulsionadas pelos preços do petróleo e pela crescente consciência ecológica, as pesquisas com plásticos obtidos de matérias-primas vegetais ganham espaço. Além de dispensar o petróleo, o bioplástico se degrada rapidamente, explica João Carlos de Godoy, diretor de tecnologia e inovação da Biomater, empresa de materiais biodegradáveis. Enquanto o produto tradicional demora até 500 anos para desaparecer na natureza, o bioplástico leva 18 semanas. Desenvolvido em parceria com a Unicamp, a Universidade Federal de São Carlos e a USP de São Carlos, o bioplástico pode ser manipulado no mesmo maquinário que a versão convencional, o que facilita a adoção pela indústria. Estamos pesquisando usos na construção civil em aplicações como telas de proteção de fachada, diz João Carlos. Atualmente, as empresas do setor estudam sistemas de certificação e rastreabilidade (para identificar os responsáveis caso o produto não se biodegrade no tempo prometido), além de um logotipo que identifique o bioplástico para facilitar sua separação nas recicladoras. Mas o maior empecilho ainda é o preço entre o dobro e o triplo do plástico de petróleo. DE ONDE VEIO Pesquisas com plásticos feitos de milho existem desde a década de 30, mas apenas nos últimos anos os laboratórios obtiveram produtos com a resistência e a facilidade de manipulação exigidas pela indústria. PARA ONDE VAI O plástico compostável substitui o tradicional em quase todas as aplicações, como canaletas, tubulações, espelhos de tomadas e interruptores, explica João Carlos. Leis ambientais e o alto preço do petróleo tendem a popularizar o uso.

Plásticos biodegradáveis

Sem petróleo na composição, os bioplásticos levam apenas algumas semanas para se degradar e já são comuns em embalagens

Impulsionadas pelos preços do petróleo e pela crescente consciência ecológica, as pesquisas com plásticos obtidos de matérias-primas vegetais ganham espaço. Além de dispensar o petróleo, o bioplástico se degrada rapidamente, explica João Carlos de Godoy, diretor de tecnologia e inovação da Biomater, empresa de materiais biodegradáveis. Enquanto o produto tradicional demora até 500 anos para desaparecer na natureza, o bioplástico leva 18 semanas. Desenvolvido em parceria com a Unicamp, a Universidade Federal de São Carlos e a USP de São Carlos, o bioplástico pode ser manipulado no mesmo maquinário que a versão convencional, o que facilita a adoção pela indústria. Estamos pesquisando usos na construção civil em aplicações como telas de proteção de fachada, diz João Carlos. Atualmente, as empresas do setor estudam sistemas de certificação e rastreabilidade (para identificar os responsáveis caso o produto não se biodegrade no tempo prometido), além de um logotipo que identifique o bioplástico para facilitar sua separação nas recicladoras. Mas o maior empecilho ainda é o preço entre o dobro e o triplo do plástico de petróleo. DE ONDE VEIO Pesquisas com plásticos feitos de milho existem desde a década de 30, mas apenas nos últimos anos os laboratórios obtiveram produtos com a resistência e a facilidade de manipulação exigidas pela indústria. PARA ONDE VAI O plástico compostável substitui o tradicional em quase todas as aplicações, como canaletas, tubulações, espelhos de tomadas e interruptores, explica João Carlos. Leis ambientais e o alto preço do petróleo tendem a popularizar o uso.

Impulsionadas pelos preços do petróleo e pela crescente consciência ecológica, as pesquisas com plásticos obtidos de matérias-primas vegetais ganham espaço. Além de dispensar o petróleo, o bioplástico se degrada rapidamente, explica João Carlos de Godoy, diretor de tecnologia e inovação da Biomater, empresa de materiais biodegradáveis. Enquanto o produto tradicional demora até 500 anos para desaparecer na natureza, o bioplástico leva 18 semanas. Desenvolvido em parceria com a Unicamp, a Universidade Federal de São Carlos e a USP de São Carlos, o bioplástico pode ser manipulado no mesmo maquinário que a versão convencional, o que facilita a adoção pela indústria. Estamos pesquisando usos na construção civil em aplicações como telas de proteção de fachada, diz João Carlos. Atualmente, as empresas do setor estudam sistemas de certificação e rastreabilidade (para identificar os responsáveis caso o produto não se biodegrade no tempo prometido), além de um logotipo que identifique o bioplástico para facilitar sua separação nas recicladoras. Mas o maior empecilho ainda é o preço entre o dobro e o triplo do plástico de petróleo. DE ONDE VEIO Pesquisas com plásticos feitos de milho existem desde a década de 30, mas apenas nos últimos anos os laboratórios obtiveram produtos com a resistência e a facilidade de manipulação exigidas pela indústria. PARA ONDE VAI O plástico compostável substitui o tradicional em quase todas as aplicações, como canaletas, tubulações, espelhos de tomadas e interruptores, explica João Carlos. Leis ambientais e o alto preço do petróleo tendem a popularizar o uso.

Revista Arquitetura & Construção - 08/2008

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_296387.shtml

11/10/2007 - 00:54 | Edição nº 491

Ele criou o Bolsa-Floresta

Como Eduardo Braga, governador do Amazonas, pretende gerar riqueza sem derrubar mais árvores.

As pessoas que vivem na floresta já sabem ganhar dinheiro de forma sustentável. Elas só precisam ter acesso aos mercados, para vender seus produtosEDUARDO BRAGA, governador do Amazonas

A agricultora Francinete Alves Marinho, de 29 anos, vai ajudar a preservar o clima do planeta. Ela vive em uma comunidade no interior de uma reserva extrativista no município de São Sebastião do Uatumã, no Amazonas. Mora a cinco horas de barco da cidade mais próxima. Com seu marido e seis filhos, faz uma roça em um pequeno trecho aberto de seus 2 hectares de floresta. Às vezes, vende bananas e mandioca. Ou carvão, que diz produzir a partir dos galhos mortos das árvores. Também tira um pouco de castanha e açaí. Segundo o marido, Manoel, o trabalho da família rende algo entre R$ 50 e R$ 100 nos meses de maior produção. Nos piores meses, nada. Desde setembro, a família de Francinete conseguiu uma renda mais estável. Ela passou a receber R$ 50 por mês do governo do Estado. Em troca, assumiu o compromisso de não abrir nem mais 1 metro quadrado da floresta em seu terreno.

Francinete faz parte da primeira comunidade a receber o Bolsa-Floresta, um programa criado pelo governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), uma estrela verde emergente na política. Braga paga para os habitantes de reservas extrativistas preservarem a mata. É um sinal para pequenos agricultores e coletores cuja única opção de melhorar de vida, até então, era buscar um empréstimo para derrubar a mata e abrir pastagens. Francinete tem uma noção do que sejam as mudanças climáticas. “As pessoas de outros países jogaram ar sujo no céu e isso está fazendo o planeta ficar mais quente”, diz. “Agora, a gente que cuida dessa floresta tem de garantir que ela vai continuar mandando ar limpo para o céu. Isso vai garantir que a temperatura não fique mais quente do que está.” Francinete ouviu essa explicação do próprio governador Braga. No início de setembro, ele pousou de hidroavião no Rio Arumã para entregar as primeiras bolsas. Em um galpão de madeira entre uma dúzia de casas (o centro da vila), sob o sol do meio-dia, reuniu os moradores vizinhos de rios (ribeirinhos), secretários de Estado e prefeitos dos municípios da região para lembrar seu slogan: “A floresta vale mais em pé do que deitada”.

O Bolsa-Floresta é uma das faces mais charmosas do programa ecologicamente correto do governo do Amazonas. Desde que assumiu o primeiro mandato, em 2003, Braga multiplicou áreas de conservação e criou mecanismos econômicos para incentivar a produção sustentável da floresta. Isso é relevante em um Estado que tem um terço da Amazônia e ainda guarda 98% de suas florestas. O projeto que tenta valorizar a mata é o grande trunfo político de Braga para crescer na política nacional – e até ganhar projeção fora do país. Braga vem sendo chamado de “Al Gore brasileiro” por Michel Temer, presidente do PMDB. Neste mês, foi convidado pela fundação do ex-presidente americano Bill Clinton para exibir suas iniciativas em um encontro sobre mudanças climáticas, em Nova York.

O governador já tem alguns sucessos para mostrar. Ele mudou o foco da agência estadual de fomento, que passou a investir em negócios sustentáveis na floresta. Desde sua criação, a agência investiu R$ 2,5 milhões para treinar técnicos e realizar planos de manejo florestal. Eles permitem extrair madeira sem destruir a floresta. A agência também conseguiu triplicar o preço pago ao produtor pela castanha extraída de forma não predatória. Agora está instalando usinas de processamento de óleos vegetais, como o buriti, em 11 municípios. Uma dessas comunidades já obteve certificação do selo mais reconhecido internacionalmente, o FSC, programa eleito pela ONU um dos 20 melhores projetos com inovação social. “As pessoas que vivem na floresta querem soluções simples”, diz Braga. “Elas têm bons produtos. Só precisam de ajuda para chegar aos mercados.”

Braga diz ter descoberto isso na campanha política de 1998, quando foi conhecer a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, a primeira reserva extrativista do país, tida como o melhor exemplo de economia baseada na manutenção da floresta. Para surpresa do então candidato a governador, os negócios em Mamirauá eram precários. “Os pescadores da reserva tinham produzido a primeira leva de pirarucus de forma não predatória”, diz. “Só que eles entregaram todo o peixe para um caboclo que ia vender na cidade. E ele sumiu. Foi ali que compreendi que a base da economia da floresta podia ser sustentável, s mas o Estado precisava ajudar a acabar com o atravessador.” No ano passado, a agência estadual fechou um contrato com o Grupo Pão de Açúcar para vender pirarucu em 170 supermercados do país.

O governador vem conquistando aliados entre as ONGs. O coordenador do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adário, não é de elogiar autoridades. Mas deu-lhe voto de confiança em 2003, quando Braga criou um bloco de unidades de conservação na divisa com o norte de Mato Grosso, o Mosaico de Apuí. As áreas ajudam a conter a pressão de desmatamento e grilagem de terras que vem do Estado vizinho. Em quatro anos, Braga dobrou o tamanho das áreas de conservação ambiental, criando 9 milhões de hectares de parques e reservas. “É claro que ele pensa em ter ganho político com isso”, diz Adário. “Mas a gente precisava de alguém que decidisse ser o campeão verde do Brasil. Pelo menos é um governador que vai contra o senso de que é preciso desmatar para desenvolver.”

‘‘Ele está mostrando que é possível proteger as florestas que beneficiam as comunidades’’ PAULO ADÁRIO, do Greenpeace

Ironicamente, Braga entrou na cena política do Amazonas como protegido do ex-governador Amazonino Mendes, um homem que se gabava de distribuir motosserras para os fazendeiros. Em 1993, Braga, então secretário de obras de Amazonino, elegeu-se prefeito de Manaus. Em 1998, teria o apoio de Amazonino para o governo. Com a aprovação da emenda da reeleição, Amazonino decidiu concorrer e os dois romperam. “Foi um divisor de águas em minha carreira. A partir dali desenvolvi uma identidade política própria.”

O principal mentor e articulador da vertente ambiental de Braga é Virgílio Viana, o secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Engenheiro florestal pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Viana foi um dos criadores do instituto Imaflora, pioneiro na certificação de madeira produzida de forma sustentável. Em 2002, foi convidado a fazer o programa de governo do candidato Braga. “Era o desafio de pôr em prática, em larga escala, aquilo em que eu acreditava”, diz Viana. Um dos maiores orgulhos de Viana – e de Braga – foi a redução da contaminação de mercúrio nos garimpos na Bacia do Rio Madeira. A substância é usada para separar o ouro das impurezas. O mercúrio, que ataca o sistema nervoso, intoxica os garimpeiros e entra na cadeia alimentar do rio através da carne dos peixes contaminados. “Depois de dois dias percorrendo o rio em uma voadeira, fiz uma assembléia com 300 garimpeiros”, diz Viana. “Descobri que são ribeirinhos que, na época chuvosa, colhem açaí e castanha. Na seca, pegam o cachorro e a família e passam a semana tirando ouro dos barrancos.” Esses garimpeiros-ribeirinhos, segundo Viana, não sabiam que o mercúrio fazia mal. “Eles diziam que a substância era saudável, que fazia até ficar forte”, afirma. A secretaria criou cooperativas que orientam e financiam os garimpeiros a comprar um equipamento simples, o cadinho, para recuperar o mercúrio usado. Em dois anos, o consumo de mercúrio nos garimpos caiu 73%, segundo a secretaria.

INTERESSE ECONÔMICOFrancinete e Manoel na comunidade de Uatumã. Eles estão ganhando para preservar a floresta

Mas a política ambiental do governador tem limites. Ela cria opções para manter em pé as florestas em regiões de extrativismo organizado, dentro de unidades de conservação. Só que a maior parte da Amazônia ainda é composta de terras públicas devolutas. São florestas que, teoricamente, pertencem à União ou aos Estados. Mas que não têm a posse regularizada. Isso abre espaço para uma luta por usurpação da terra por fazendeiros. O desmatamento é o efeito colateral. É isso que acontece em regiões do sul do Amazonas, como os municípios de Apuí e Humaitá. Ali, madeireiras ilegais ainda retiram toras de terras invadidas. Depois da pilhagem, a mata é queimada por pecuaristas, que espalham seus bois entre os troncos calcinados, enquanto tentam negociar a terra com documentos precários de posse. Graças a essa especulação imobiliária, o ritmo de desmatamento do Estado voltou a crescer. Tinha caído 53% nos primeiros anos de governo Braga. Subiu 3,7% no ano passado, o pior índice do país.

A essas questões, o governador dá duas respostas. A primeira é que lhe falta poder para regularizar a bagunça fundiária. “Isso tem de começar com uma ação do governo federal, através do Incra.” Enquanto isso, Braga diz preparar-se para lançar uma espécie de força policial especial que fiscalize áreas de conflito. A idéia, ainda não apresentada oficialmente, é usar os oficiais e soldados da reserva do Exército, com treinamento para ação na selva, como uma divisão subordinada à Secretaria de Segurança Pública. “Eles atuariam junto com os órgãos estaduais ou federais como uma SWAT ambiental”, diz Braga, referindo-se à unidade tática da polícia americana.

A principal diferença do programa de Braga em relação a outras iniciativas de salvar a floresta são as vantagens aos ribeirinhos. Segundo Carlos Miller, coordenador da Fundação Avina na Amazônia, o mundo quer preservar a floresta, mas ninguém oferece uma forma prática de fazer os recursos chegar a quem está na ponta da linha. “Quando criam uma reserva no meio do mato, a gente sempre fica com a expectativa de que vão nos expulsar”, diz Angela Ferreira, outra moradora do Uatumã. “Agora parece que enxergaram a gente.”

O que ele fez

Bolsa-Floresta Abriu um fundo com R$ 20 milhões. Os rendimentos servirão para pagar uma bolsa de R$ 50 aos ribeirinhos de comunidades extrativistas para não desmatar

Fomento A agência estadual está treinando técnicos em manejo sustentável de madeira. Também triplicou o preço pago pela castanha, um produto que não degrada a mata

Conservação Criou 9 milhões de hectares em unidades de preservação. Elas servem para evitar a usurpação de terras públicas em áreas de pressão dos grileiros

Desmatamento A taxa no Estado tinha caído 53% nos primeiros anos de governo. Mas subiu 3,7% no ano passado

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG79544-6009-491,00.html

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