Concordância Verbal Concordância Nominal Regência Verbal Regência Nominal

Concordância Verbal

  • Na Concordância Verbal o verbo flexiona-se em pessoa e número a fim de se adequar ao sujeito.

Sujeito Composto:

  • Sujeito Composto:

  • Quando temos um sujeito composto, o verbo deve ficar no plural. Caso o sujeito composto esteja depois do verbo, a concordância poderá ser feita com o núcleo mais próximo.

  • O diretor e os professores saíram.

  • Saíram o diretor e os professores.

  • Saíram o diretor e os professores.

Sujeito composto de pessoas diferentes:

  • Sujeito composto de pessoas diferentes:

  • Quando o sujeito composto é formado por pessoas gramaticalmente diferentes, a concordância será feita da seguinte forma.

  • Se entre elas houver primeira pessoa, o verbo deverá ir para a primeira pessoa do plural.

  • Eu, tu e os alunos saímos.

  • O aluno e eu chegamos.

  • Se o sujeito for formado por uma segunda pessoa e uma terceira pessoa, o verbo deverá ir para a segunda pessoa do plural.

  • Tu e ele saístes.

  • O aluno e tu chegastes.

  • Se o sujeito for a indicação de uma porcentagem seguida de substantivo, o verbo pode concordar com o numeral ou com o substantivo.

  • 20% dos alunos obteve notas altas.

  • 20% dos alunos obtiveram notas altas.

O sujeito é o pronome relato que:

  • O sujeito é o pronome relato que:

  • Quando o sujeito de uma oração for o pronome relativo que, o verbo deverá concordar com o antecedente desse pronome.

  • Fui eu que falei.

  • Foi ele que falou.

  • Fomos nós que falamos.

  • Foram eles que falaram.

O sujeito é o pronome relativo quem:

  • O sujeito é o pronome relativo quem:

  • Quando o sujeito de uma oração for o pronome relativo quem, o verbo pode ficar na terceira pessoa do singular ou concordar com o antecedente.

  • Fui eu quem falou/falei.

  • Foste tu quem falou/falaste.

  • Foi ele quem falou/falou.

  • Foram eles quem falou/falaram.

O sujeito é um coletivo:

  • O sujeito é um coletivo:

  • Quando o sujeito for um substantivo coletivo, o verbo deve ficar no singular.

  • A multidão gritava entusiasmada.

  • Caso o substantivo coletivo venha especificado, a concordância pode ser feita com o verbo no singular ou no plural.

  • Um bando de aves voava (ou voavam) alegremente.

Concordância de haver e fazer impessoais:

  • Concordância de haver e fazer impessoais:

  • O verbo haver quando indica tempo ou é usado no sentido de “existir”, e o verbo fazer, quando indica tempo, são impessoais, isto é, não têm sujeito. Justamente por não terem sujeito, esses verbos devem sempre permanecer na terceira pessoa do singular.

  • Havia muitos livros na biblioteca.

  • Faz mais de dez anos que ele não viaja.

Quando um verbo auxiliar se juntar aos verbos haver e fazer impessoais, ele também deverá ficar no singular.

  • Quando um verbo auxiliar se juntar aos verbos haver e fazer impessoais, ele também deverá ficar no singular.

  • Devia haver muitos livros na biblioteca.

  • Vai fazer mais de dez anos que ele não viaja.

Concordância do verbo ser:

  • Concordância do verbo ser:

  • O verbo ser apresenta uma particularidade: muitas vezes deixa de concordar com o sujeito para concordar com o predicativo.

  • Quando, na oração houver pronome pessoal, o verbo ser concordará com ele, seja sujeito, seja predicativo.

  • Os responsáveis somos nós.

  • Nós somos os responsáveis.

  • O professor sou eu.

  • Eu sou o professor.

Quando o sujeito for um dos pronomes interrogativos que ou quem, o verbo ser concordará obrigatoriamente com o predicativo.

  • Quando o sujeito for um dos pronomes interrogativos que ou quem, o verbo ser concordará obrigatoriamente com o predicativo.

  • Que são células?

  • Quem foram os responsáveis?

  • Quando o verbo ser for impessoal, isto é, indicar tempo, data ou distância, deverá concordar com o predicativo.

  • É uma hora.

  • São duas horas

  • Daqui até a escola são cinco quilômetros.

  • São dez de julho.

Na indicação de data, admite-se também a concordância com a palavra dia, que se considera subentendida.

  • Na indicação de data, admite-se também a concordância com a palavra dia, que se considera subentendida.

  • Hoje é (dia) seis de setembro.

Concordância Nominal

  • Na Concordância Nominal os nomes (artigos, adjetivos, numerais e pronomes adjetivos) flexionam-se em gênero, número a fim de se adequarem ao substantivo a que se referem.

Um só adjetivo referindo-se a mais de um substantivo:

  • Um só adjetivo referindo-se a mais de um substantivo:

  • Se o adjetivo vier antes dos substantivos a que se refere, concordará com o substantivo mais próximo.

  • Escolheste hora e lugar para falar.

  • Escolheste mau lugar e hora para falar.

Se o adjetivo vier depois dos substantivos a que se refere, a concordância tanto poderá ser feita no plural quanto com o substantivo mais próximo.

  • Se o adjetivo vier depois dos substantivos a que se refere, a concordância tanto poderá ser feita no plural quanto com o substantivo mais próximo.

  • Encontramos a aluna e o aluno aborrecido.

  • Encontramos a aluna e o aluno aborrecidos.

  • Quando optamos pela concordância no plural, se entre os substantivos pelo menos um for masculino, a concordância será feita no masculino plural.

  • A casa tinha um jardim, uma piscina e uma quadra maravilhosos.

Anexos e inclusos:

  • Anexos e inclusos:

  • São palavras adjetivas, devem, portanto, concordar em gênero e número com o substantivo a que se referem.

  • Segue anexo o livro.

  • Segue anexa a prova.

  • Seguem anexos os livros.

  • Seguem anexas as provas.

  • Vai incluso o documento.

  • Vai inclusa a duplicata.

  • Vão inclusos os documentos.

  • Vão inclusas as duplicatas.

Mesmo, próprio, menos, obrigado e agradecido:

  • Mesmo, próprio, menos, obrigado e agradecido:

  • Ele mesmo falou a mim.

  • Ela mesma contou.

  • Homem diz: obrigado.

  • Mulher diz: obrigada.

  • Eles próprios ficaram agradecidos.

  • menos pessoas na escola.

  • O advérbio menos, refere-se à palavras no masculino e no feminino, não existe a palavra menas.

Meio/meia, bastante, caro, barato, muito, pouco.

  • Meio/meia, bastante, caro, barato, muito, pouco.

  • Certas palavras ora se comportam como adjetivos ora se comportam como advérbios. Quando se comportam como adjetivos, concordará com o substantivo a que se referem. Quando se comportam como advérbios, permanecem invariáveis.

Concordância dos pronomes de tratamento:

  • Concordância dos pronomes de tratamento:

  • Os pronomes de tratamento (Vossa Majestade, Vossa Alteza, Vossa Excelência, etc.) obedecem à flexão da terceira pessoa.

  • Vossa Alteza não precisa preocupar-se com a decisão.

  • Vossas Excelências não se importam com seus opositores.

Concordância do verbo ser + adjetivo:

  • Concordância do verbo ser + adjetivo:

  • As expressões formadas pelo verbo ser + adjetivo (é bom, é necessário, é proibido, etc.) não devem variar.

  • Aspirina é bom para dor de cabeça.

  • Chuva é necessário para a agricultura.

  • Bebida alcoólica é proibido para menores.

Se, no entanto, o sujeito dessas expressões vier antecedido de artigo (ou outro determinante qualquer), a concordância será obrigatória.

  • Se, no entanto, o sujeito dessas expressões vier antecedido de artigo (ou outro determinante qualquer), a concordância será obrigatória.

  • A aspirina é boa para dor de cabeça.

  • Aquela chuva foi necessária para a agricultura.

  • A bebida alcoólica é proibida para menores.

Regência Verbal

  • Na Regência Verbal alguns verbos necessitam de complementos com preposição ou não, dependendo de seu sentido.

Chegar/Ir: pedem a preposição a para indicar o lugar a que se quer chegar ou ir.

  • Chegar/Ir: pedem a preposição a para indicar o lugar a que se quer chegar ou ir.

  • Chegamos cedo à escola.

  • Na semana que vem iremos a Recife.

  • Namorar: por ser transitivo direto (quem namora, namora alguém), é errado empregar a preposição com.

  • Maysa namora Carlos.

  • Henrique está namorando aquela aluna.

Obedecer/Desobedecer: é transitivo indireto e exige a preposição a (quem obedece, obedece a alguém ou a alguma coisa; quem desobedece, desobedece a alguém ou a alguma coisa.).

  • Obedecer/Desobedecer: é transitivo indireto e exige a preposição a (quem obedece, obedece a alguém ou a alguma coisa; quem desobedece, desobedece a alguém ou a alguma coisa.).

  • Ele obedecia à leis antigas.

  • O filho obedeceu aos pais.

  • O aluno desobedeceu ao professor.

  • Preferir: exige dois complementos, um sem preposição, outro com preposição a (quem prefere, prefere alguma coisa a outra).

  • Prefiro cinema a teatro.

  • Prefiro namorar a ficar.

Simpatizar/Antipatizar: é transitivo indireto exige complemento com a preposição com (quem simpatiza, simpatiza com alguém ou com alguma coisa; quem antipatiza, antipatiza com alguém ou com alguma coisa.)

  • Simpatizar/Antipatizar: é transitivo indireto exige complemento com a preposição com (quem simpatiza, simpatiza com alguém ou com alguma coisa; quem antipatiza, antipatiza com alguém ou com alguma coisa.)

  • Simpatizei com aquela aluna.

  • Nós simpatizamos com a ideia do professor.

  • Antipatizei com sua proposta.

Aspirar: no sentido de cheirar, sorver, exige complemento sem preposição.

  • Aspirar: no sentido de cheirar, sorver, exige complemento sem preposição.

  • Aspiramos um ar poluído.

  • Aspirava o perfume do amigo.

  • No sentido de almejar, pretender, exige complemento com a preposição a.

  • Aspiro à uma vida saudável.

  • Aspiramos a um cargo melhor.

Assistir: no sentido de prestar assistência, ajudar, exige complemento sem preposição.

  • Assistir: no sentido de prestar assistência, ajudar, exige complemento sem preposição.

  • O médico assiste o doente.

  • Aquela diretora assiste os alunos.

  • No sentido de ver, presenciar, exige complemento com a preposição a.

  • Assistimos à uma partida de futebol.

  • Assisti à uma palestra na escola.

No sentido de caber, pertencer, exige complemento com a preposição a.

  • No sentido de caber, pertencer, exige complemento com a preposição a.

  • É um direito que assiste a todo aluno.

  • Assiste ao professor ensinar as matérias aos alunos.

  • Esquecer/Lembrar: quando não acompanhados de pronome oblíquo, exigem complemento sem preposição.

  • Esqueci o assunto da prova.

  • Lembrei a história que me contou.

Quando acompanhados de pronome oblíquo, exigem complemento com a preposição de.

  • Quando acompanhados de pronome oblíquo, exigem complemento com a preposição de.

  • Esqueci-me do assunto da prova.

  • Lembrei-me da história que me contou.

  • Pagar/Perdoar:quando têm por complemento uma coisa, não exigem preposição. Se o complemento é pessoa, contudo, pedem a preposição a.

  • Paguei o livro. Perdoa os desaforos.

  • Paguei ao colega. Perdoa aos alunos.

Querer: no sentido de desejar, exige complemento sem preposição.

  • Querer: no sentido de desejar, exige complemento sem preposição.

  • Eu quero uma faculdade excelente.

  • No sentido de estimar, ter carinho, exige complemento com a preposição a.

  • Quero a meus colegas.

  • Quero à minha professora.

Visar: no sentido de mirar exige complemento

  • Visar: no sentido de mirar exige complemento

  • sem preposição.

  • O jogador visou o alvo.

  • No sentido de aprovar, analisar, exige complemento sem preposição.

  • O gerente visou o cheque.

  • No sentido de desejar, objetivar, exige complemento com a preposição a.

  • Visamos à uma posição de aluno destaque.

Regência Nominal

  • Na Regência Nominal alguns nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) necessitam de complemento com preposição.

  • Acessível, adequado, obedientea:

  • O aluno foi obediente ao professor.

  • Capaz, digno, medode:

  • Quem estuda é capaz de passar no vestibular.

  • Amoroso, carinhoso, cuidadoso, acostumadocom:

  • Os alunos já estão acostumados com o horário.

Entendido, indeciso, hábilem:

  • Entendido, indeciso, hábilem:

  • Ele é entendido em informática.

  • Apto, bom, essencial, imprópriopara:

  • Esse livro é bom para estudar.

  • Responsável, curioso, carinhopor:

  • A coordenadora é responsável pela organização da escola e as orientações.

Dúvidaem, sobre:

  • Dúvidaem, sobre:

  • Tenho dúvida sobre o assunto.

  • Ansiosopor, para:

  • Estou ansioso pela prova.

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