Plano Museologico

Plano Museologico

(Parte 5 de 12)

NECESSIDADES PARA O FUTURO: situação ideal

FASE 2 PROGRAMAS

FASE 3 PROJETOS

G. Plano Museológico: fases de implantação

FASE 1 - DEFINIÇÃO DA INSTITUIÇÃO 1.1 Definição operacional 1.2 Missão

FASE 2 - PROGRAMAS 2.1 Programa Institucional 2.2 Programa de Gestão de pessoas 2.3 Programa de Acervos 2.4 Programa Exposições 2.5 Programa Educativo e Cultural 2.6 Programa de Pesquisa 2.7 Programa Arquitetônico 2.8 Programa de Segurança 2.9 Programa de Financiamento e Fomento 2.10 Programa de Difusão e Divulgação

FASE 3 - PROJETOS

FASE 1 - DEFINIÇÃO DA INSTITUIÇÃO

1.1 Definição operacional: apresentação das características gerais da instituição, destacando sua trajetória e histórico de suas coleções e de seu território.

1.2 Missão: instrumento básico da instituição que serve para a definição de sua identidade, singularidade e relevância.

Missão

Idealmente, a “missão” de uma instituição responde a cinco perguntaschave e procura resumir as respostas de forma sucinta:

Para que existimos (finalidade) O que queremos alcançar (metas) O que fazemos (função) Para quem o fazemos (público/sociedade)

Conceito: a missão é um conjunto de palavras que contem, de forma resumida, a finalidade, metas, estratégias e o público alvo de uma instituição (Davies, 2001, p. 32)

DIAGNÓSTICO GLOBAL: O diagnóstico incluirá aspectos tanto internos quanto externos ao museu. Será necessário iniciar o diagnóstico interno procurando identificar quais parecem ser os problemas básicos que o museu enfrenta, ou seja, analisar os Pontos Fortes, Pontos Fracos, Oportunidades e Ameaças.

Análise SWOT (segundo Davies, 2001)

Pontos fortesPontos fracos
(Strengths)(Weaknesses)
OportunidadesAmeaças

(Opportunities) (Threats)

FASE 2 - PROGRAMAS

2.1 Programa Institucional: trata do desenvolvimento e da gestão política, técnica e administrativa do museu.

Exemplos: - Criação ou redefinição do regimento interno da instituição

- Criação de uma associação de amigos do museu (Portaria Normativa nº 1, de 12 de janeiro de 2007)

- Relações institucionais necessárias para o cumprimento dos fins do museu: participação em redes temáticas nacionais e internacionais, participação em organizações nacionais e internacionais;

2.2 Programa de gestão de pessoas: aquele que apresenta as ações destinadas à valorização, capacitação e bem estar do conjunto de trabalhadores do museu, independentemente do tipo de contratação, assim como aponta um diagnóstico da situação funcional existente e das necessidades de ampliação do quadro de pessoal, incluindo estagiários e servidores.

Exemplos: - Organograma funcional e pessoal da instituição (regimento interno)

- Qualificação e perfil dos cargos

- Necessidades de contratação

- Propostas de capacitação

- Propostas de formação

- Propostas de parceria com outras instituições para estabelecimento de estágios, voluntariado etc.

2.3 Programa de acervos: aquele que organiza o gerenciamento dos diferentes tipos de acervos da instituição, incluindo os de origem arquivística e bibliográfica, podendo ser dividido em diferentes subprogramas, tais como: aquisição, documentação, conservação e restauração

- Subprograma de aquisições:

exemplos: prioridades de aquisição para complementar coleções já existentes, meios de captação.

- SubPrograma de documentação:

exemplos: diretrizes geral do sistema de documentação, prioridades, adoção de vocabulário controlado, implantação de sistemas informatizados, documentação dos processos de conservação e restauração, digitalização dos documentos em suporte papel, política de segurança de dados, acessibilidade da documentação a pesquisadores etc.

- Subprograma de conservação:

1. conservação preventiva - condições ambientais (sistemas de medição e controle de umidade, temperatura etc) - iluminação (estabelecimento de parâmetros, sistema de medição, instalação de filtros etc ) - acondicionamento e manuseio

- Subprograma de restauração: estabelecimento de prioridades

2.4 Programa de exposições: aquele que trata de todos os espaços e processos de exposição do museu, sejam eles intra ou extramuros, de longa, média ou curta duração.

Exemplos: - conceito, organização dos conteúdos (temáticas, cronologia etc), seleção de objetos, utilização de recursos audiovisuais, recurso de quiosques informativos, recursos expográficos etc.

- desenvolvimento de exposições em parceria (curadoria, investimento etc.) com instituições afins.

2.5 Programa educativo e cultural: aquele que compreende os projetos e atividades educativo-culturais desenvolvidos pelo museu, destinados a diferentes públicos e articulados com diferentes instituições.

Exemplos: - treinamento das monitoras para atendimento aos portadores de necessidades especiais (deficientes físicos, cegos etc) - Implantação de visitas guiadas

- compra de audio-guias, encenações teatrais

- Festas comemorativas, shows, eventos etc

2.6 Programa de pesquisa: aquele que contempla o processamento e a disseminação de informações, destacando as linhas de pesquisa institucional e de projetos voltados para estudos de público, de patrimônio cultural, de museologia, de história institucional e de outros.

Exemplos:

- Pesquisas de público - Publicações (MUSAS: revista brasileira de museus e museologia; Coleção

Museus, Memória e Cidadania etc.) - Cursos, conferências, palestras

possibilidades de expansão

2.7 Programa arquitetônico: aquele que trata da identificação, da conservação e da adequação dos espaços livres e construídos, bem como das áreas de entorno da instituição, contendo descrição dos espaços e instalações, além de informar sobre os aspectos de acessibilidade, conforto ambiental, circulação, identidade visual e

- Considerações gerais: planejamento urbanístico, histórico, aspectos técnicos (ex: estudos do terreno, condicionantes climáticos) etc.

- Espaços: o programa deverá conter uma relação dos espaços do museu.

Cada espaço deverá ser descrito em termos de características (m2, instalações, equipamentos), uso e função.

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