HQ SPE - Guia para utilização da Coleção HQ SPE em sala de aula (UNESCO-MEC)

HQ SPE - Guia para utilização da Coleção HQ SPE em sala de aula (UNESCO-MEC)

(Parte 1 de 10)

© Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e Ministério da Educação (MEC).

BR/2010/PI/H/9

Representação da UNESCO no Brasil Setor de Comunicação e Informação Setor de Educação

Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde

Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica

Equipe técnica

UNESCO Mariana Braga Alves de Souza Neves (Coord.) Guilherme Canela Godoi Maria Rebeca Otero Gomes Arlete Herênio de Moraes

Ministério da Saúde – Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Nara Vieira Jeane Felix da Silva

Ministério da Educação Maria de Fátima Malheiro Claudio Dias

Redação Silvani Arruda Caio Westin

HQ SPE Um guia para utilização em sala de aula

Sumário

Apresentação do Guia HQ SPE7
Novos tempos, novas formas de comunicação19
Adolescências, juventude e participação23

Trabalhando com as HQs em sala de aula Módulo 1

Gênero e diversidade sexual43

Módulo 2

Direitos sexuais e direitos reprodutivos65

Módulo 3

Viver e conviver com o HIV e Aids95

Módulo 4

Saúde e prevenção125
Álcool e outras drogas153
Para finalizar197

HQ SPE Um guia para utilização em sala de aula

Apresentação do Guia HQ SPE

Este Guia foi elaborado para apoiar professores e professoras no trabalho com as Histórias em Quadrinhos do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (HQ SPE). Entretanto, antes de falar sobre ele, precisamos contextualizar o caminho percorrido até se chegar a esta proposta.

Este material surgiu no âmbito do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas

(SPE), uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação em parceria com UNESCO, UNICEF e UNFPA. Dirigido a adolescentes e jovens, o objetivo principal do projeto é desenvolver estratégias de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos, promoção da saúde, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, do HIV e da aids, e a educação sobre álcool e outras drogas por meio de ações articuladas no âmbito das escolas e das unidades básicas de saúde.

Seu início, em 2003, representou um verdadeiro marco na integração saúde-educação, reforçando o papel da escola como o melhor espaço para a articulação das políticas voltadas para adolescentes e jovens. Mais do que isso, enfatiza a participação dos sujeitos desse processo – estudantes, famílias, profissionais da educação e da saúde – como fundamentais na redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens às DSTs, à infecção pelo HIV e aids, ao uso de álcool e outras drogas. Adolescentes e jovens, aliás, compreendidos como sujeitos de direito e populações prioritárias na construção de uma sociedade mais igualitária, justa e solidária.

Objetivos do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE)

• Incentivar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde sexual e saúde reprodutiva, com a redução da incidência das doenças sexualmente transmissíveis e da infecção pelo HIV na população jovem.

• Fomentar a participação juvenil para que adolescentes e jovens possam atuar como sujeitos transformadores da realidade.

• Ampliar o debate sobre gravidez na adolescência na perspectiva dos direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens.

• Contribuir para a redução da evasão escolar relacionada à gravidez na adolescência.

• Ampliar os recursos da escola para que desempenhe seu papel democrático no respeito e convívio com as diferenças.

• Fomentar a inserção das temáticas relacionadas à educação no campo da sexualidade ao cotidiano da prática pedagógica dos professores.

• Ampliar parcerias entre escola, instituições governamentais e instituições não governamentais visando à integração de esforços para a formação integral do educando.

• Promover a ampliação da capacidade de acolhimento das demandas em saúde da população jovem nas Unidades Básicas de Saúde.

• Constituir uma rede integrada saúde-educação para colaborar na redução dos agravos à saúde da população jovem.

• Apoiar ações de formação continuada para profissionais de educação e saúde para responder às diferentes situações relacionadas à vivência da sexualidade no cotidiano dos adolescentes e jovens escolarizados.

• Ampliar o diálogo sobre viver e conviver com HIV/Aids nas escolas.

• Promover o diálogo na família, na comunidade e integrá-las ao Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.

• Construir redes para a troca de experiências entre participantes do projeto nos diversos estados e municípios brasileiros.

• Contribuir para a sustentabilidade das ações de promoção do SPE, visando consolidar políticas públicas de proteção à adolescência e à juventude brasileiras.

A gestão do SPE – inovadora e integrada – conduz-se, no âmbito federal, pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Essas instituições constituem o Grupo de Trabalho Federal (GTF) encarregado da elaboração de diretrizes, avaliação e monitoramento do projeto.

HQ SPE Um guia para utilização em sala de aula

Nas esferas estadual e municipal, a gestão do projeto é realizada por Grupos de Trabalho e/ou Grupos Gestores compostos por representantes das secretarias de saúde e educação além de outras como ação social e cultura, universidades, organizações da sociedade civil, adolescentes e jovens, entre outros parceiros identificados em cada localidade.

Em 2007, como forma de ampliar as ações de saúde voltadas para alunos e alunas da rede pública de ensino, criou-se um novo programa de atenção à saúde da população escolarizada: o Programa Saúde na Escola (PSE), instituído pelo Decreto Presidencial nº 6.286, de 05 de dezembro de 2007. Assim, atualmente, o SPE faz parte do PSE. Na prática, significa o estabelecimento de novos recursos financeiros e maior articulação entre os setores da saúde e da educação, conforme se ilustra a seguir.

Objetivos do Programa Saúde na Escola (PSE)

• Promover a saúde e a cultura da paz reforçando a prevenção de agravos à saúde bem como fortalecer a relação entre as redes públicas de saúde e de educação.

• Articular as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) às ações das redes de educação básica pública, de forma a ampliar o alcance e o impacto de suas ações relativas aos estudantes e suas famílias otimizando a utilização dos espaços, equipamentos e recursos disponíveis.

• Contribuir para a constituição de condições para a formação integral de educandos.

• Contribuir para a construção de sistema de atenção social, com foco na promoção da cidadania e nos direitos humanos.

• Fortalecer o enfrentamento das vulnerabilidades, no campo da saúde, que possam comprometer o pleno desenvolvimento escolar.

• Promover a comunicação entre escolas e unidades de saúde assegurando a troca de informações sobre as condições de saúde dos estudantes.

• Fortalecer a participação comunitária nas políticas de educação básica e saúde, nos três níveis de governo.

A escola e a unidade básica de saúde são os pilares de sustentação do PSE e do SPE desempenhando papéis articulados e complementares. Nem é preciso dizer que a parceria entre educação e saúde é fundamental para que as ações de promoção da saúde e prevenção possam ser bem-sucedidas, não é mesmo?

(Parte 1 de 10)

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