Análise integrada e recuperação de áreas degradadas ok

Análise integrada e recuperação de áreas degradadas ok

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

TECNÓLOGO EM GESTÃO AMBIENTAL

ALINE DE FÁTIMA SILVA ANDRADE. EAD-00379171

BRUNA GRACIELLE MUNIZ MARQUES. EAD-00348334

BALTAZAR MACHADO DOURADO. EAD-00396697

JUCÉLIO DUARTE FERREIRA. EAD-00348339

LILIAM KELLY GOMES MARQUES. EAD-00348343

OREMIRIA SANTOS CARDOSO. EAD-00375648

ANÁLISE INTEGRADA E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS

Pirapora MG

2010.

ALINE DE FÁTIMA SILVA ANDRADE. EAD-00379171

BRUNA GRACIELLE MUNIZ MARQUES. EAD-00348334

BALTAZAR MACHADO DOURADO. EAD-00396697

JUCÉLIO DUARTE FERREIRA. EAD-00348339

LILIAM KELLY GOMES MARQUES. EAD-00348343

OREMIRIA SANTOS CARDOSO. EAD-00375648

ANÁLISE INTEGRADA E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS

Trabalho apresentado ao Curso Tecnólogo em Gestão Ambiental da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a disciplina: Análise Integrada e Recuperação de Áreas Degradadas.

Orientador: Luciana Andréia Pires.

Pirapora MG

2010.

1 Introdução

Esse trabalho aborda análises importantes sobre o meio físico e de aspectos geológicos e geomorfológicos da área da nascente estudada.Em relação a esses conceitos vimos que,

Campos(2009), define Geologia como:

A ciência que estuda a Terra, sua formação, composição, seus processos internos, externos e sua evolução no espaço e no tempo.

Segundo Cerqueira(2006)apud Casseti( 2006), Geomorfologia é um conhecimento específico, sistematizado, que tem por objetivo analisar as formas do relevo, buscando compreender os processos pretéritos e atuais.

Com o considerável crescimento e ocupação do espaço urbano e demográfico, a região dessa nascente considerada área de recarga do Córrego Entre Rios, vem sendo degradada com exploração na sua fonte para uso de produção de hortaliças.

A Lei Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 define degradação ambiental como:

“A alteração adversa das caracteristicas do meio ambiente”.

Segundo Kageyama et al 1994, considera área degradada aquela que por distúrbio, teve eliminado os seus meios de regeneração natural, não sendo, portanto capaz de regenerar sem a interferência antrôpica.

A escolha da área deve-se a alta importância hídrica, biótica e geomorfológica para a região.

O estudo foi realizado às 08h:00min da manhã do dia 26/10/2010.

A área da nascente se destaca em virtude de sua grande importância como recarga hídrica que descarrega no rio São Francisco e por possuir forte mudança na vegetação, sedimentação altenando-se em partes sílico-argiloso para arenoso do decorrer de seu percurso.

Essa nascente estende-se por grande parte do município de Pirapora, situada no Alto Médio São Francisco, sendo responsável por uma pequena parte da recarga hídrica do rio São Francisco. Rio este responsável pelo abastecimento público de água de várias cidades da região. No decorrer da visita foi realizado a pedido dos moradores locais, análise da água do Córrego Entre Rios para diagnosticar e monitorar possíveis anomalias geoquímicas da área em estudo, uma vez que percebe-se sua degradação em virtude dos desequilíbrios e das condições adversas de sua exploração imprópria para o crescimento das espécies nativas da região provocando estresse hídrico; degradação das propriedades físicas e químicas.

Baseando-se nas análises e nos dados levantados, não foi constatada nenhuma concentração química para o flúor com valores que pudessem colocar em risco a saúde humana ou animal da região.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Localizado no Alto Médio São Francisco em Minas Gerais, Pirapora apresenta limites com o município de Buritizeiro do qual se separa ao norte e a oeste pelo Rio São Francisco. Limita-se com o município de Várzea da Palma, do qual se separa ao norte e a leste pelo Rio das Velhas, e, ao sul, pelos córregos da Onça e Trincheite e pelo riacho Pedra da Brígida.

Pirapora MG, está posicionada na interseção das seguintes coordenadas: latitude: 17º 20’ 45” ao sul da linha do Equador; longitude: 44º 56’ 55” a oeste de Greenwich. Sua área é de 581 km2.

A área da nascente analisada possui “latitude de S17º 20.70’38” e “longitude W 44º 56.23’62”.

A vegetação típica é o Cerrado.Como lembra o IBGE, esse bioma tem a vegetação de pequeno porte, com troncos tortuosos e ramos retorcidos ,cascas e folhas grossas e relevo do tipo tabular.

Figura 1: mapa da cidade de Pirapora MG limite com os municípios de Várzea da Palma e Buritizeiro. Fonte: www.maps.google.com.br ACESSADO 24 DE OUTUBRO DE 2010 AS 15H:38MIN.

DESCRIÇÃO:

As principais atividades econômicas do município de Pirapora variam.

Segundo SILVA, Brenno Álvares, (2000, p.277):

As principais atividades econômicas são; Indústria: tecidos, metalurgia, cerâmica, mobiliária, artesanato, pescado. Comércio: tecidos, calçados, alimentos, bebidas, material de limpeza, material de construção, eletrodomésticos, veículos. Lavoura: frutas, verduras, legumes, cereais. Pecuária: bovinos, suínos, aves. Outros: transportes, bancos, hotelaria, serviços públicos, prestação de serviços. Tendo como características especiais: é ponto extremo da malha ferroviária da Rede Ferroviária Federal atualmente ativada. É ponto extremo, ao sul, do trecho navegável do Rio São Francisco, que se estende até a cidade de Juazeiro (BA), da qual dista 1371 km. Possui 165 propriedades rurais, além de dispor de distrito industrial.

A economia da região da nascente estudada é voltada para a agricultura de subsistência, sendo o solo em partes constituído de areia, favorecendo o cultivo de feijão, mandioca, milho, amendoim, leguminosas combinadas com espécies arbóreas sobre a mesma unidade de manejo da terra, sendo propícia para a pequena agricultura familiar.

Segundo PORTUGAL, Alberto Duque (2004):

A chamada agricultura familiar constituída por pequenos e médios produtores representa a imensa maioria de produtores rurais no Brasil.

Percebe-se a existência de áreas alternadas com latossolo eutrófico. Possuindo abundância de minerais pesados com textura argilosa e relevo predominante plano, possuindo excelente capacidade de exploração agrícola de alta fertilidade, tanto do ponto de vista das propriedades físicas quanto químicas apesar de possuir deficiência de fósforo.

É relevante informar, preliminarmente que foram observados várias situações que colocam em risco o equilíbrio ecológico na área tais como: moradias instaladas muito próximas da nascente, com risco de serem inundadas em épocas chuvosas, além da criação de gado que provoca a compactação do solo prejudicando a nascente.

Geomorficamente observa-se a presença de blocos de argila compactada em volta da nascente que está sendo usada para saciar a sede de animais como gado, equinos e suínos, não sendo encontrados fósseis na formação da área.

MEDIDAS PROPOSTAS:

Observa-se a existência de ocupações da área sujeita ao alagamento. Portanto torna-se necessário ainda recomendar que medidas cabiveis sejam tomadas nesse sentido.

As medidas a serem tomadas nessa área, dessa forma, precisaria da colaboração do setor público que teria o controle das ocupações irregulares da região.

Esse controle é necessário para impedir a ocupação de áreas de risco e impedir o agravamento das existentes, uma vez que nota-se que a área de preservação encontra-se em um processo lento e constante de completo abandono por parte das autoridades públicas e municipais.

Constata-se que a situação de risco existente na área analisada constitui-se uma importante ferramenta no planejamento do uso e ocupação do solo, assim como na elaboração de importantes estratégias de intervenção do poder público junto à população instalada em áreas que deveriam ser consideradas de preservação ambiental, embora estejam favorecendo sua transformação em uma área de risco desconsiderando assim a preservação desse ecossistema.

JUSTIFICATIVA

O presente trabalho tem sua justificativa em função da relevância dos conhecimentos adquiridos no curso de Gestão Ambiental, especificamente destacando a necessidade de usar o planejamento da ocupação urbana aliado aos conhecimentos científicos disponíveis sobre as consequências das alterações provocadas pelo homem no meio em que vive.

O planejamento urbano é uma importante ferramenta para gerir de maneira sustentável e racional a crescente necessidade da ocupação de áreas em torno das cidades diminuindo as alterações negativas ao meio ambiente.

É importante adotar medidas racionais de conservação, proteção e recuperação de áreas degradadas para atender as necessidades da atual geração sem comprometer as futuras.

Define-se recuperação como a “restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada uma condição não degradada que pode ser diferente de sua condição original [...]” Pires 2010(apud BRASIL,2000).

Unicamente através do uso racional dos recursos hidricos e oupação racional do solo, consegue-se o equilíbrio dos ecossistemas garantindo um futuro mais sustentável econômico e social que possibilite o desenvolvimento, reduzindo o consumo dos nossos recursos naturais que são finitos.

Segundo o WWF:

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.

OBJETIVO GERAL

Proteger área de preservação.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Plantar árvores nativas na região.

Conseguir maior fiscalização do poder público para a ocupação da região.

Gerir o uso racional da ocupação da área citada.

MATERIAIS E MÉTODOS

Foi utilizada uma imagem do Google acessado gratuitamente em 24 de Outubro de 2010 às 15h:38min via internet, comprovando a veracidade da pesquisa, uma vez que a área analisada pertence ao município de Pirapora MG.

O método utilizado foi a pesquisa de campo e consultas bibliográficas, com registro da área observada em 22/10/2010 às 10h:00min em anexo.

CRONOGRAMAS

ATIVIDADES

MESES

J

F

M

A

M

J

J

A

S

O

N

D

1- Intervenção por parte da Prefeitura para isolamento da área a ser recuperada

X

2- Levantamento da área degradada

X

3- Levantamento das espécies que vivem neste ecossistema

X

X

4 – Palestras educativas com os moradores locais orientando sob o cuidado com a vegetação plantada e as fontes de água que existem em suas propriedades

X

X

4 – Plantio das espécies nativas, com ajuda dos moradores

X

5 – Monitoramento

X

X

X

X

X

X

X

X

X

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Vimos que na área analisada, as situações de riscos estão associadas à dinâmica de áreas sujeitas a alagamentos em virtude da ocupação urbana de locais sem planejamento além de degradar o ambiente, coloca em risco a segurança da população.

É importante salientar que na área analisada as situações de risco detectadas ainda são poucas e o risco existente não é muito elevado, levando em consideração o baixo adensamento da ocupação e o padrão construtivo das moradias ser relativamente bom. Porém, ocorrendo um processo maior de adensamento, simultaneamente tende a aumentar a gravidade e os riscos dessa ocupação sem o devido controle e planejamento.

Cabe aqui lembrar que é necessário insistir na constatação que as alterações provocadas pelo homem ao meio físico, também interferem na dinâmica dos processos naturais interrompendo e até mesmo induzindo a ocorrências de alguns processos negativos como a criação de vetores que propiciem a proliferação de insetos e animais que podem ser nocivos à saúde humana e de alguns animais.

Observou-se que em consequência da grande parte da população viver desprovida de capital financeiro, essa é obrigada a habitar as áreas geomorfologicamente impróprias para ocupação, sujeitando-se cada vez mais aos processos causadores de riscos.

ANEXOS

NASCENTE DA ÁREA ANALISADA, USADA PARA PECUÁRIA. FOTOGRAFADA EM 22/10/2010 às 10H:00MIN.

AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA DA ÁREA ANALISADA. ÁREA FOTOGRAFADA EM 22/10/2010 ÀS 10H:00MIN.

OCUPAÇÃO DE ÁREAS SUJEITAS A ALAGAMENTOS. FOTOGRAFADA EM 22/10/2010 ÀS 10H:00MIN.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Brasil. Lei n. 6.938, de 31 de agosto. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente seus fins e mecanismos de formulação e aplicação e dá outras providências. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm

CAMPOS, Clarismar de Oliveira. Elementos de Geologia. Petrolina 2009, 2 edição. Disponível em: http://www.ebah.com.br/livro-de-geologia-doc-a58499.html

CERQUEIRA, Marcelo de Souza. Utilização do Geoprocessamento para estudo e ocupação conflitante com a legislação ambiental na Bacia Hidrográfica do Rio Manhuaçu. Viçosa, 2006.

Disponível em: http://www.geo.ufv.br/docs/monografias/marcelo.pdf

IBGE Nosso Território: Ecossistemas. Disponível em:A http://www.ibge.gov.br/7a12/conhecer_brasil/default.php?id_tema_menu=1&id_tema_submenu=12cessado no dia 29/10/2010 as 13h00min

Kageyama, Paulo et al. Revegetação de Arcas Degradadas: Modelos de Consorciação com Alta Diversidade. Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas – SINRAD, 1994.

PIRES, Ewerton de Oliveira Pires. Analise integrada do meio ambiente e recuperação de áreas degradadas: gestão ambiental/Everton de Oliveira Pires, São Paulo: Pearson prentice Hall, 2009.

PORTUGAL, Alberto Duque.O desafio da Agricultura Familiar.Disponivel em: http://www.embrapa.br/imprensa/artigos/2002/artigo.2004-12-07.2590963189/.

Acessado dia: 28/10/2010.

SILVA, Brenno Álvares, DINIZ, Domingos e MOTA, Ivan Passos Bandeira. Pirapora – Um Porto na História de Minas. Projeto Gráfico e Editoração Interativa, 2000.

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WWF.O que é Desenvolvimento Sustentável?.Disponivel em http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/desenvolvimento_sustentavel/ Acessado dia: 29/10/2010.

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