Politica Nacional de Promoção da Saúde

Politica Nacional de Promoção da Saúde

(Parte 5 de 6)

Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde.

¾ Monitoramento do teor de sódio dos produtos processados, em parceria com a ANVISA e os órgãos da vigilância sanitária em Estados e Municípios.

¾ Fortalecimento dos mecanismos de regulamentação, controle e redução do uso de substâncias agrotóxicas e de outros modos de contaminação dos alimentos.

6.2.6 Reorientação dos serviços de saúde com ênfase na Atenção Básica

¾ Mobilização e capacitação dos profissionais de saúde da atenção básica para a promoção da alimentação saudável nas visitas domiciliares, atividades de grupo e nos atendimentos individuais.

¾ Incorporação do componente alimentar no Sistema de

Vigilância Alimentar e Nutricional de forma a permitir o diagnóstico e o desenvolvimento de ações para a promoção da alimentação saudável.

¾ Reforço da implantação do SISVAN como instrumento de avaliação e de subsídio para o planejamento de ações que promovam a segurança alimentar e nutricional em nível local.

6.3 Prática Corporal/Atividade Física 6.3.1 Ações na rede básica de saúde e na comunidade

¾ Mapear e apoiar as ações de práticas corporais / atividade física existentes nos serviços de Atenção Básica e estratégia de Saúde da Família, e inserir naqueles onde não há ações.

¾ Ofertar práticas corporais / atividade física como caminhadas, prescrição de exercícios, práticas lúdicas, esportivas e de lazer, na rede básica de saúde, voltadas tanto para a comunidade como um todo quanto para grupos vulneráveis.

¾ Capacitar os trabalhadores de saúde em conteúdos de promoção à saúde e práticas corporais / atividade física na lógica da educação permanente, incluindo a avaliação como parte do processo.

¾ Estimular a inclusão de pessoas com deficiências em projetos de práticas corporais / atividades físicas.

¾ Pactuar com os gestores do SUS e outros setores nos três níveis de gestão a importância de ações voltadas para melhorias ambientais com o objetivo de aumentar os níveis populacionais de atividade física.

¾ Constituir mecanismos de sustentabilidade e continuidade das ações do Pratique Saúde no SUS (área física adequada e equipamentos, equipe capacitada, articulação com a rede de atenção).

¾ Incentivar articulações intersetoriais para a melhoria das condições dos espaços públicos para a realização de práticas corporais / atividades físicas (urbanização dos espaços públicos; criação de ciclovias e pistas de caminhadas; segurança, outros).

6.3.3 Ações de aconselhamento/divulgação

¾ Organizar os serviços de saúde de forma a desenvolver ações de aconselhamento junto à população, sobre os benefícios de estilos de vida saudáveis.

¾ Desenvolver campanhas de divulgação estimulando modos de viver saudáveis e objetivando reduzir fatores de risco para doenças não transmissíveis.

6.3.4 Ações de intersetorialidade e mobilização de parceiros

¾ Pactuar com os gestores do SUS e outros setores nos três níveis de gestão a importância de desenvolver ações voltadas para estilos de vida saudáveis, mobilizando recursos existentes.

¾ Estimular a formação de redes horizontais de troca de experiências entre municípios.

¾ Estimular a inserção e fortalecimento de ações já existentes no campo das práticas corporais em saúde na comunidade.

¾ Resgatar as práticas corporais / atividades físicas de forma regular nas escolas, universidades e demais espaços públicos.

¾ Articular parcerias estimulando práticas corporais / atividade física no ambiente de trabalho.

6.3.5 Ações de monitoramento e avaliação

¾ Desenvolver estudos e formular metodologias capazes de produzir evidências e comprovar a efetividade de estratégias de práticas corporais / atividades físicas no controle e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis.

¾ Estimular a articulação com instituições de ensino e pesquisa para monitoramento e avaliação das ações no campo das práticas corporais / atividade física.

¾ Consolidar a Pesquisa de Saúde dos Escolares (SVS/MS) como forma de monitoramento de práticas corporais / atividade física de adolescentes.

6.4 Prevenção e controle do tabagismo

6.4.1 Sistematizar ações educativas e mobilizar ações legislativas e econômicas, de forma a criar um contexto que:

¾ reduza a aceitação social do tabagismo,

¾ reduza os estímulos para que os jovens comecem a fumar e os que dificultam os fumantes a deixarem de fumar,

¾ proteja a população dos riscos da exposição à poluição tabagística ambiental,

¾ reduza o acesso aos derivados do tabaco,

¾ aumente o acesso dos fumantes ao apoio para cessação de fumar,

¾ controle e monitore todos os aspectos relacionados aos produtos de tabaco comercializados, desde seus conteúdos e emissões até as estratégias de comercialização e de divulgação de suas características para o consumidor.

6.4.2 Realizar ações educativas de sensibilização da população para a promoção de “comunidades livres de tabaco”, divulgando ações relacionadas ao tabagismo e seus diferentes aspectos.

¾ Dia a Mundial sem Tabaco (31 de maio) ¾ Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto)

6.4.3 Fazer articulações com a mídia para divulgação de ações e de fatos que contribuam para o controle do tabagismo em todo o território nacional.

6.4.4 Mobilizar e incentivar as ações contínuas através de canais comunitários (Unidades de Saúde, Escolas e Ambientes de Trabalho) capazes de manter um fluxo contínuo de informações sobre o tabagismo, seus riscos para quem fuma e os riscos da poluição tabagística ambiental para todos que convivem com ela.

6.4.5 Investir na promoção de ambientes de trabalho livres de tabaco:

¾ realizando ações educativas, normativas e organizacionais que visem estimular mudanças na cultura organizacional que levem à redução do tabagismo entre trabalhadores;

¾ atuando junto a profissionais da área de saúde ocupacional e outros atores-chave das organizações/instituições para a disseminação contínua de informações sobre os riscos do tabagismo e do tabagismo passivo, a implementação de normas para restringir o fumo nas dependências dos ambientes de trabalho, a sinalização relativa às restrições ao consumo nas mesmas e a capacitação de profissionais de saúde ocupacional para apoiar a cessação de fumar de funcionários.

6.4.6 Articular com MEC/Secretarias Estaduais e Municipais de Educação o estímulo à iniciativa de Promoção da Saúde no ambiente escolar

6.4.7 Aumentar o acesso do fumante aos métodos eficazes para cessação de fumar, e assim atender a uma crescente demanda de fumantes que buscam algum tipo de apoio para esse fim.

6.5 Redução da morbi-mortalidade em decorrência do uso abusivo de álcool e outras drogas

6.5.1 Investimento em ações educativas e sensibilizadoras para crianças e adolescentes quanto ao uso abusivo de álcool e suas conseqüências.

6.5.2 Produzir e distribuir material educativo para orientar e sensibilizar a população sobre os malefícios do uso abusivo do álcool.

6.5.3 Promover campanhas municipais em interação com as agências de trânsito no alerta quanto às conseqüências da “direção alcoolizada”.

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