Assistencia Pré-Natal

Assistencia Pré-Natal

(Parte 1 de 8)

Normas e Manuais Técnicos

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¡ SECRETÁRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS João Yunes ¡ DEPARTAMENTO DE GESTÃO POLÍTICAS Ana Figueiredo ¡ ÁREA SAÚDE DA MULHER Tania Di Giacomo Lago Elcylene Leocádio Janine Schirmer ¡ ILUSTRADOR

Fernando Castro Lopes

Angel P. Parras Janine Schirmer José Ferreira Nobre Formiga Filho Martha Lígia Fajardo Paulo Afonso Kalume Reis Pedro Pablo Chacel Regina Coeli Viola

¡ COLABORAÇÃO Alunas do Curso de Mestrado em Enfermagem - Área de Concentração em Enfermagem Obstétrica da Universidade Federal de São Paulo.

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Brasília

Ministério da Saúde 1998

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© 1998. Ministério da Saúde

Saúde da Mulher Ministério da Saúde Esplanada dos Ministérios, Bl. G, 6° andar CEP: 70.058-900 Brasília, DF Tel.: (061) 315-2869 Fax: (061) 322-3912

1a edição: saiu com o título Pré-natal de baixo risco 1aed. 1986. 2a ed. 1988.

ISBN: 85-334-0138-8

colaboração: Martha Ligia Fajardo[et al.]. - 3º ed. Brasília

Assistência pré-natal: normas e manuais técnicos / equipe de : Ministério da Saúde, 1998.

62p.

1. Preparo para o parto e o nascimento humanizado, Bernardo Pedrosa.

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Apresentação3
Introdução1
1 – Organização dos serviços na assistência pré-natal13
2 – Assistência pré-natal19
2.1 – Calendário de consultas19
2.2 – Consultas20
2.2.1 – Roteiro de primeira consulta20
2.2.2 – Roteiro das consultas subseqüentes26
2.2.3 – Padronização de procedimentos e condutas27
xMétodo para cálculo da idade gestacional (IG)27
xMétodo para cálculo da data provável do parto (DPP)29
xAvaliação do estado nutricional da gestante/ganho de peso

SUMÁRIO durante a gestação em relação ao padrão de peso/altura inicial 30

xControle da pressão ou tensão arterial (TA)37
x Verificação da presença de edema38
xMedida da altura uterina/acompanhamento do crescimentoFetal
xAusculta dos batimentos cardiofetais (BCFs)4
2.3 – Exames laboratoriais na assistência pré-natal e condutas46
2.3.1 – Outros exames complementares50
2.4 – Vacinação antitetânica50
2.5 – Educação em saúde51
2.6 – Preparo para o parto e o nascimento humanizado52
2.7 – Assistência odontológica54
2.8 – Visita domiciliar54
3 – Anexos5
3.1 – Técnicas padronizadas para os exames clínico e obstétrico5
3.1.1 – Identificação da situação e apresentação fetal59
3.2 – Condutas nas queixas mais freqüentes na gestação normal62
3.3 – Aconselhamento pré e pós-teste anti-HIV na gravidez65
4 – Sistema de Registros Perinatais67
4.1 – Ficha Perinatal Ambulatorial67
4.2 – Cartão da Gestante69
Bibliografia consultada70

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Ao receber pela primeira vez uma gestante num ambulatório de pré-natal, quem a recebe ainda não sabe os múltiplos significados daquela gestação. O contexto em que se deu essa gestação influencia substancialmente seu desenvolvimento, a relação que a mulher e sua família estabelecerá com a criança desde as primeiras horas após o nascimento, a sua capacidade de amamentar, os cuidados, a higiene e principalmente o vínculo mãe-bebê, condição básica para o desenvolvimento saudável dos seres humanos.

Assim, a história que cada gestante carrega em seu próprio corpo deve ser contada durante o pré-natal. Contando sua história as mulheres e adolescentes grávidas esperam obter ajuda. Ajuda para esclarecer fantasias e as mudanças que ocorrem durante o período gestacional, desmonte de medos e proibições relacionadas a sexualidade. Elas esperam esclarecimentos sobre a alimentação adequada, sobre o parto, exercícios, cuidados com o bebê. Enfim uma série de questões que são únicas para cada mulher. Mesmo para quem já teve outros filhos.

Essa ajuda terá a medida da sensibilidade e da capacidade de escuta de quem faz o pré-natal. Ela será tanto maior quanto melhor a interação entre profissionais de saúde e a mulher, sua família ou acompanhantes.

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Uma escuta aberta, sem julgamentos nem preconceitos, que permita a mulher falar de sua intimidade com segurança, fortalece a mulher no seu caminho até o parto. Favorece um nascimento tranqüilo e saudável.

Escutar uma gestante éalgo mobilizador. A fala da grávida remete a condição de poder ou não gerar um filho, sendo-se homem ou mulher. Suscita solidariedade, apreensão.

Escutar éum ato de autoconhecimento e reflexão contínua sobre as próprias fantasias, medos, emoções, amores e desamores. Escutar é desprendimento de si. Na escuta, o sujeito se dispõe a conhecer aquilo que talvez esteja muito distante de sua experiência de vida e por isso exige um grande esforço para compreender e ser capaz de oferecer ajuda.

As mulheres estão sendo chamadas a fazer pré-natal. Elas estão respondendo a esse chamado. Elas acreditam que terão benefícios procurando serviços de saúde. Elas depositam sua confiança e entregam seus corpos aos cuidados de pessoas autorizadas legalmente, a cuidarem delas.

Como abrir mão dos papéis pré-determinados socialmente, reaprender a fala simples da população, aproximar-se de cada mulher respeitando-lhe a singularidade?Como ser capaz de corresponder a confiança que as mulheres demonstram ao buscar um serviço pré-natal? A resposta e essas perguntas são da competência de cada pessoa que escolheu trabalhar com gestantes, ou

BlogEnfermagem.com que por força das circunstâncias, depara-se com essa função no seu dia a dia. Um desafio a ser aceito.

É competência do Ministério da Saúde estabelecer políticas e normas para oferta do pré-natal com boa qualidade. Além dos equipamentos e instrumental para realização das consultas e exames, deve-se levar em conta a capacitação adequada de todas as pessoas que atendem a mulher no seu percurso pela unidade de saúde.

A norma de pré-natal aqui apresentada foi elaborada com o propósito de oferecer parâmetros para a oferta desses serviços. Ela deverá ser adaptada as condições locais, garantindo-se no entanto, o atendimento integral e os requisitos básicos para promoção do parto normal sem complicações e prevenção das principais afecções perinatais.

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Na política de ação adotada pelo setor saúde, procura-se buscar a geração de métodos e processos de trabalho mais realistas, contemplando uma melhor utilização dos recursos disponíveis para o atendimento das necessidades mais essenciais.

Considerando as causas diretamente relacionadas com a função reprodutiva, observa-se que óbitos por hipertensão na gravidez, hemorragias, infecção puerperal, complicações no trabalho de parto e abortos, são a maioria, apesar de serem facilmente evitáveis, através de adequada assistência ao ciclo gravídicopuerperal, em todas as suas etapas: pré-natal, parto e puerpério.

As condições de assistência e a própria organização dos serviços são também fatores determinantes das condições de saúde da população e transparecem quando os principais problemas da mulher são analisados.

O acompanhamento pré-natal de reconhecido efeito positivo sobre a saúde da mulher e do concepto, tem na sua baixa cobertura associada àbaixa qualidade de atendimento, um grande desafio a ser superado.

Neste sentido faz-se necessário desenvolver e difundir procedimentos normativos que dêem conta dos problemas de maior impacto epidemiológico, onde se incluem, certamente, os que afetam a população materno-infantil.

A assistência pré-natal constitui num conjunto de procedimentos clínicos e educativos com o objetivo de vigiar a evolução da gravidez e promover a

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1 – ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS NA ASSISTÊNCIA PRÉNATAL

No contexto da assistência integral à saúde da mulher, a assistência prénatal deve ser organizada para atender às reais necessidades da população de gestantes, através da utilização dos conhecimentos técnicos-científicos existentes e dos meios e recursos mais adequados e disponíveis.

As ações de saúde devem estar voltadas para a cobertura de toda a população-alvo da área de abrangência da unidade de saúde, assegurando continuidade no atendimento, acompanhamento e avaliação destas ações sobre a saúde materna e perinatal.

Como condições para uma assistência pré-natal efetiva, os seguintes elementos devem ser garantidos:

a) captação precoce da gestante na comunidade; b) controle periódico,contínuo e extensivo à população-alvo; c) recursos humanos treinados; d) área física adequada; e) equipamento e instrumental mínimos; f) instrumentos de registro e estatística; g) medicamentos básicos; h) apoio laboratorial mínimo; i) sistema eficiente de referência e contra-referência; j) avaliação das ações da assistência pré-natal.

A -Captação precoce da gestante na comunidade

Objetivo:

–Inscrever e iniciar acompanhamento da gestante no 1º trimestre de gravidez, no sentido de obter intervenções oportunas, tanto preventivas como educativas e terapêuticas.

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