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Localizaram-se, principalmente, no Vale do Tubarão. Neste Estado, o seu número é pequeno, porém fundaram Nova Veneza, Urussanga, Nova Trento.

Em São Paulo, os italianos chegaram a partir de 1873. É neste Estado que vamos encontrar o maior número destes imigrantes.

Enquanto no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina instalaram-se como pequenos proprietários, para São

Paulo vieram atraídos pela cultura cafeeira, que necessitava de mão-deobra. De assalariados, meeiros e colonos que eram a princípio, muitos imigrantes italianos posteriormente passaram a ser próprietários.

Também a atividade industrial, neste Estado, difere das anteriores. Enquanto nos dois Estados citados a indústria era doméstica, em São Paulo fundaram estabelecimentos de caráter capitalista.

Na cidade de São Paulo, concentram-se em dois bairros, principalmente: Brás e Bela Vista (Bexiga).

Talvez a maior contribuição deste imigrante, no campo econômico, tenha sido, como no caso alemão, a sua reação contra a monocultura, difundindo largamente a policultura.

Devido ao seu elevado número no Sul do país (além de São Paulo), são marcantes os traços culturais de influência italiana na população sulista do Brasil.

O total de italianos entrados no país, até 1970, era de aproximadamente 1.630.0, sendo 73% em São Paulo.

A sua integração cultural foi bastante rápida, pela semelhança com a cultura brasileira, também de origem atlanto-mediterrânea.

Além das áreas citadas, os italianos aparecem também no Espírito Santo, próximo à cidade de Colatina, juntamente com os alemães.

7. Espanhóis

Estes imigrantes são bastante antigos, tendo entrado no período de 1580 a 1640 um contingente relativamente grande. Porém, a sua entrada no país, até o período colonial, foi em número reduzido, talvez pela existência da América Espanhola.

Como imigrantes, o período de maior entrada situou-se entre 1904 e 1914. De 1950 a 1963, verificou-se uma reativação (cerca de 120 mil entraram no Brasil) seguida de uma redução, a partir de 1964.

Atualmente, os espanhóis têm imigrado em número maior, localizando-se principalmente nas áreas urbanas do Sul e Sudeste. Dedicam-se a várias atividades (comércio, indústria etc.).

Os espanhóis perfaziam, até 1970, por volta de 710 mil imigrantes. Desse total 78% entraram em São Paulo.

8. Portugueses

De 1500 até 1808, só os portugueses podiam entrar livremente no Brasil.

Após a independência, o Brasil continuou recebendo regularmente os imigrantes portugueses. Estes imigrantes tiveram dois períodos predominantes de entrada: o período de 1891 a 1930 e após 1950.

Estes imigrantes localizaram-se principalmente em dois Estados: São Paulo, com 45%, e Rio de Janeiro, com 40%, além de estarem geograficamente dispersos por todo o país.

Atualmente, é o imigrante mais numeroso, com aproximadamente 1.785.0 elementos.

Os portugueses, pelos dispositivos legais, não sofreram restrições aplicadas a outros imigrantes (quota de imigração).

Nos últimos anos, aproximadamente 50% dos imigrantes entrados no país são constituídos pelos portugueses, nos quais se inclui o grupo de angolanos. 9. Outros imigrantes

Além das nacionalidades acima citadas, aparecem ainda no Brasil, embora em número menor, chineses, ingleses, franceses, norte-americanos, holandeses, quase todos localizados nas áreas urbanas; para alguns, a assimilação de nossa cultura é fácil (franceses), mas para outros, a integração cultural se processa lentamente (chineses e ingleses).

O Brasil recebeu 86 mil austríacos e 34 mil franceses, imigrantes também encontrados quase somente nas áreas urbanas.

Os holandeses, apesar de terem emigrado para o Brasil desde o tempo colonial, só recentemente marcaram de fato sua presença no Brasil, por meio de um trabalho de colonização bastante eficiente. É o caso das colônias de Castrolândia, no Paraná, de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, da colônia da Holambra, no Estado de São Paulo.

Data do século passado a entrada de norte-americanos no Brasil. Eram principalmente confederados fugidos da Guerra de Secessão, nos EUA. Entretanto, quase nada ficou entre nós desse contato, com exceção da fundação da cidade de Americana (SP) e da instituiçâo de ensino Mackenzie, na cidade de São Paulo.

Urbanização 1 . Introdução

Hábitat

Refere-se à natureza do local em que os grupos humanos vivem. Em decorrência dessa ocupação e do reflexo do seu gênero de vida, a paisagem natural sofre diversas alterações.

De acordo com a situação geográfica, o hábitat pode ser rural ou urbano.

Hábitat Rural Relativo ao modo de ocupação do solo no espaço rural, e a sua exploração às relações entre os habitantes.

Hábitat Urbano

Relativo às cidades e sua ocupação: nelas, as atividades predominantes originam-se do setor econômico secundário e do terciário (serviços).

A sociedade rural apresenta contrastes com a urbana, tais como: ò a dimensão dos núcleos de povoamento; ò o grau homogêneo de cultura e etnia; ò a estabilidade social e ocupacional; ò o modo de viver de ambos os grupos é diferente.

Atualmente, no entanto, nenhuma sociedade é inteiramente rural ou completamente urbana, cidade e campo; hoje, não estão inteiramente em oposição como local de residência, ocupação ou modo de vida, pois cada vez mais se relacionam, sendo difícil separar o rural do urbano, uma vez que a sociedade vem se tornando menos rural e mais urbana à medida que passa de fazendas isoladas para estágios representados pelas aldeias, vilas (hábitat urbano), cidades comerciais, grandes cidades e, finalmente, metrópoles.

Assim, as definições de rural e urbano variam muito entre os países, tornando difíceis as comparações internacionais.

O tamanho do povoado é o tipo de distinção mais respeitado entre o urbano e o rural e é o critério entre as

Nações Unidas em suas publicações. Isto, no entanto, não resolve o problema da linha divisória, uma vez que a contagem da população urbana é subestimada e a rural exagerada, pois os citadinos que vivem fora dos limites da cidade vêm se tornando muito numerosos.

2. Hábitat rural Pode ser organizado, no Brasil, da seguinte forma:

Disperso Próprios das zonas rurais, onde as habitações se espalham em grandes espaços.

Ordenado

Quando um elemento orienta a dispersão, como um rio, ferrovia, rodovia, litoral. É o mais freqüente na paisagem rural brasileira.

Desordenado Quando não há um elemento que orienta a dispersão.

Aglomerado

Quando as moradias no meio rural estão próximas umas das outras, ocorrendo relação de vizinhança entre as habitações que, por sua vez, estão relativamente próximas às áreas de cultivo ou de pastagens.

O hábitat aglomerado apresenta três modalidades:

Núcleo

Em áreas ocupadas por grandes fazendas, nas quais os trabalhadores habitam junto à sede, formando o hábitat aglomerado. Exs.: cana-de-açúcar no Nordeste, cacau no sul da Bahia (Ilhéus e Itabuna) e café em São Paulo.

Povoados

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