[Processos de Fundição] Aula 06 - Fornos de Fundição

[Processos de Fundição] Aula 06 - Fornos de Fundição

(Parte 3 de 5)

Forno de Reverberação

Reverberação:

“Ato ou efeito de reverberar. Reflexão da luz ou calor.”

Prof. BrennoFerreira de Souza –Engenheiro Metalúrgico

Forno de Crisol

Amplamente utilizados para todo tipo de fundições: Fundição de ferro, aço, ligas leves e bronzes.

Crisol: recipiente construído de material refratário, argila e grafite, que é colocado no interior de uma mufla coberta interiormente por ladrilhos refratários, que se aquece por meio de carvão, gás, óleo combustível, petróleo, etc.

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Forno de Crisol

O combustível não entra em contato com o metal fundido, de modo que nestes fornos podem ser preparadas fundições de alta qualidade.

Através de tampas adequadas, capas protetoras de fundentes ou campanas de gases inertes, evita-se também o contato dos gases de combustão com o metal líquido,

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Forno de Crisol

Observa-se o crisol C de grafite, sustentado pelo pedestal P, sobre um fundo de revestimento refratário do forno. A chama do queimador envolve o crisol antes de sair pela chaminé superior.

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Forno de Crisol

Podem ser basculantes para facilitar o vazamento, ou pode ter o crisol retirado por meio de tenazes adequadas para efetuar o vazamento do metal líquido contido no mesmo.

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Forno de Crisol

Abaixo, um tipo de forno de crisol para fusão do bronze.

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Forno de Crisol

Neste tipo de forno para bronze a tampa está situada ao nível do solo.

O crisol é colocado sobre um queimador, estando totalmente rodeado pelo coque em combustão.

Construído num fosso, de modo que possa se extrair facilmente do crisol o metal fundido, com o auxílio de uma concha.

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Forno de Crisol

O crisol está apoiado por um suporte ou pedestal no fundo do forno, cujo interior está revestido de ladrilhos refratários

Na parte inferior temos o queimador, junto a uma entrada de ar forçado, procedente de um ventilador elétrico.

A chama sobre entre a parede refratário e o crisol, saindo pela parte superior do forno.

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Forno de Crisol

Desvantagens:

• Em fornos aquecidos por carvão, deve-se tomar cuidado no armazenamento do coque, para evitar umidade: desprendimento do vapor de água oxidaria o crisol.

• Da mesma maneira evita-se o abastecimento do forno com coque de alta granulometria, pois o ar alcançaria a superfície do crisol, oxidando-a.

• Em fornos com calefação a óleo, a oxidação dos crisóis é devida frequentemente também ao mal funcionamento dos queimadores, ao não pulverizar corretamento o combustível.

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Forno de Crisol

Atmosfera controlada:

• Neutra: não exerce nenhuma ação sobre o metal fundido, conseguido com a combustão completa, sem excesso de oxigênio (difícil de se obter na prática).

• Oxidante: excesso de ar, provocando perdas de metal fundido por oxidação.

• Redutora: Falta de ar, com combustão incompleta do combustível, produzindo gases redutores, que podem ser absorvidos pelo metal líquido formando porosidades.

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Forno de Crisol

Cuidados:

• Fusão de Bronze e Latões: evitar a incorporação dos gases redutores com a criação de atmosfera oxidante ao redor do metal.

• Efetuar a carga com lingotes e sucata que possam se dilatar livremente, evitando a pressão sobre as paredes do crisol, rompendo as mesmas.

• Ligas com muitos fundentes, evitar a incrustração destes na parede do crisol, também mantendo o mesmo livre de dilatações distintas.

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Fornos Elétricos

(Parte 3 de 5)

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