Controle do tabagismo no brasil

Controle do tabagismo no brasil

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Campo Grande 3,6 16,9 18,7 10,7 20,5 9,9 Distrito Federal 3,4 20,8 20,7 14,9 19,9 14,9

Manaus 30,6 18,1 26,8 13 20,7 8,9

Natal 35,4 21,9 19,6 12,8 17,5 10,3

Porto Alegre 31,1 25,7 28,4 23,5 26,3 17,0

Recife 3,6 23 2,3 14,4 19,3 1,0

Rio de Janeiro 38,1 23,3 18,8 15 16,1 13,2

São Paulo 37,6 23,5 2,6 17,7 23,6 14,6

Fonte: Estimativas do INCA baseadas na Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição, 1989, no Inquérito Domiciliar sobre Comportamento de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis (IDCRM) 2002-03 e no VIGITEL 2006.

A pesquisa de 2006 ainda revelou uma prevalência do tabagismo acima da média de 2003 entre os homens em Macapá (29 por cento), em Porto Alegre (26 por cento), em Porto Velho, Rio Branco (25 por cento cada), em São Paulo, Cuiabá e Teresina (24 por cento cada), e entre mulheres em Rio Branco (18 por cento), Porto Alegre (17 por cento), Curitiba e Florianópolis (16 por cento).

No Brasil, o tabagismo aparece consistentemente mais concentrado entre os grupos não educados da população (não seria melhor na população com baixo nível sócioeconômico?), que podem ser também os mais pobres. Verifica-se uma prevalência aproximadamente 1,5 a 2 vezes mais alta entre os que possuem pouca ou nenhuma educação, em comparação com os que adquiriram mais anos de escolaridade. Por outro lado, o que surge como inesperado é que se constata uma proporção mais alta de fumantes entre as pessoas que possuem nível superior, de graduação ou pós-graduação, do que entre os que têm educação secundária. Entre os fumantes com menos escolaridade, tende a prevalecer o consumo de outros produtos do tabaco, e a diferença entre a prevalência de consumo de produtos do tabaco e cigarros é maior entre as pessoas que não possuem educação, ou entre as que não completaram a escola primária (Tabela 6).

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Tabela 6. Prevalência do Tabagismo por Nível de Educação em 2003 (%)

Educação Produtos do Tabaco Cigarros

Nenhuma 27,1 13,6

Primário Incompleto 21,8 16,2 Primário Completo 20,7 18,1

Fundamental 15,9 14,9 Secundária 1,4 1,1 Superior 12,2 1,4

Pós-Graduação 14,3 14,3 Fonte: Pesquisa Mundial de Saúde 2003 – Brasil

As maiores diferenças em termos de prevalência do tabagismo entre as pessoas com menor e maior educação foram encontradas nas cidades do Norte e do Nordeste, como Belém, Natal, Recife e Aracaju. As cidades do Sul e do Sudeste, como Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e São Paulo, revelam as taxas de prevalência mais altas entre as pessoas com melhor nível de educação (Gráfico 1).

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Gráfico 1. Taxas de Prevalência do Tabagismo nas Principais Cidades Brasileiras, por Nível de Educação

Percentagem da população maior de 15 anos de idade

Manaus Bel ém

Fortale za Nat al

João P essoa Reci fe

Arac aju

Campo Gra nde

Distrito

F ederal

Belo Horiz onte Vit ória

Rio de J aneiro São P aulo

Cu ritiba

Flo ria nó polis

Port o Alegre

Escola Elementar Incompleta Escola Elementar Completa e mais

Fonte: Inquérito Domiciliar sobre Comportamento de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis (IDCRM) 2002/03.

Entre 1989 e 2002-2003, a queda na prevalência do tabagismo nas capitais dos estados foi significativa, à exceção de Porto Alegre, cidade com alta prevalência de fumantes (Tabela 7). Para poder comparar a prevalência do tabagismo nas principais áreas metropolitanas ou capitais entre 1989 e 2003, este estudo usou a Inquérito Domiciliar sobre Comportamento de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não Transmissíveis (IDCRM)(IDCRM) de 2002-2003, uma vez que a Pesquisa Mundial de Saúde não fornecia dados por estado. A pesquisa foi conduzida pelo INCA e pela Coordenação Nacional de Vigilância Epidemiológica (CENEPI-SVS) em 15 capitais e no Distrito Federal. Em 2006, a prevalência do fumo entre os adultos nas capitais dos estados variava do mínimo de 9,5 por cento em Salvador até 21,2 por cento em Porto Alegre e Rio Branco.

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Tabela 7. Prevalência do Tabagismo nas Capitais e no DF em 1989 e 2003

Prevalência do Tabagismo (%)

Capitais 1989 2003 Diferença Relativa

Belém 31 17 -45,2

Campo Grande 24 14 -41,7 Distrito Federal 26 17 -34,6

Manaus 27.6 19 -31,2

Natal 26 16.6 -36,2

Porto Alegre 29 26 -10,3 Rio de Janeiro 30 17 -43,3

São Paulo 30 20 -3,3

Fonte: Estimativas do INCA baseadas na Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição, 1989, e no Inquérito Domiciliar sobre Comportamento de Risco e Morbidade (IDCRM) 2002-03.

taxas mais altas do país, em termos de prevalência entre as mulheres

De uma forma geral, as cidades do Norte e do Nordeste apresentam taxas de prevalência inferiores à média, como resultado das baixas taxas de prevalência entre as mulheres (Gráfico 2). As grandes cidades localizadas no Sul e no Sudeste do país, como Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e São Paulo, apresentam taxas mais altas de prevalência (Gráfico 3), sendo que Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre têm as

Gráfico 2. Taxas de Prevalência do Tabagismo nas Cidades do Norte e do Nordeste, por Gênero, 2002-2003 Percentagem da população maior de 15 anos

Manaus Belém Fortaleza Natal J. Pessoa Recife Aracaju Campo GrandeTotal Homens Mulheres

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