aula 6 glicosídeos cardiotônicos

aula 6 glicosídeos cardiotônicos

compostos caracterizados pela ação altamente específica, homogênea e potente que exercem sobre o músculo cardíaco  medicamentos de escolha na insuficiência cardíaca.

  • compostos caracterizados pela ação altamente específica, homogênea e potente que exercem sobre o músculo cardíaco  medicamentos de escolha na insuficiência cardíaca.

  • glicosídeos esteroidais C23 e C24  genina derivada do núcleo fundamental tetracíclico ciclopentano-per-hidrofenantreno.

Séculos antes da era cristã, vários povos já conheciam extratos de diversas plantas contendo glicosídeos cardioativos

  • Séculos antes da era cristã, vários povos já conheciam extratos de diversas plantas contendo glicosídeos cardioativos

  • Utilizando-os como diuréticos, tônico cardíaco e emético

  • Em 1785, Withering publicou um livro que indicava o emprego da digital em estados edematosos

  • Em 1799, Ferriar atribuiu a ação cardiotônica às substâncias digitálicas

  • Somente há 70 anos é que foi definido claramente seu emprego como de escolha para ICC-mais prescrito: digoxina

2 tipos de genina, conforme ligante em C 17, β (α é inativo):

  • 2 tipos de genina, conforme ligante em C 17, β (α é inativo):

    • cardenólido (C23): anel lactona com 5 membros
    • bufadienólido (C24): anel lactona com 6 membros)
  • Devem possuir :

    • OH secundária em 3 β e terciária em 14 β;

Em relação à glicona :

  • Em relação à glicona :

    • ligada à genina pelo C3, β;
    • geralmente oligossacarídeos (2 a 4 oses) unidos por ligação β(1 4);
    • açúcares muito específicos
    • quando há glucose, se situa no extremo da molécula;
    • permite a classificação em glicosídeos primários e secundários.

Glicona não atua diretamente, e sim modula a atividade (aumenta a solubilidade e poder de fixação no miocárdio).

  • Glicona não atua diretamente, e sim modula a atividade (aumenta a solubilidade e poder de fixação no miocárdio).

  • Atividade cardioativa  genina. É fundamental:

    • anel lactona em C 17, β ;
    • configuração cis / trans / cis dos ciclos;
    • substituintes: OH em C 3 e C 14 β

mais ou menos solúveis em água dependendo do nº de OH na parte glicídica  define a farmacocinética;

  • mais ou menos solúveis em água dependendo do nº de OH na parte glicídica  define a farmacocinética;

  • solúveis em álcool e pouco solúveis em clorofórmio;

  • insolúveis em solventes orgânicos apolares (benzeno,éter);

  • as agliconas livres são insolúveis em água e solúveis em álcool e clorofórmio;

  • o anel lactona confere sabor amargo e instabilidade em meio básico (se hidrolisam facilmente em meio básico e o anel se abre).

Planta + etanol 50%

  • Planta + etanol 50%

  • Solução extrativa

  • Acetato de chumbo= precipitação de macromoléculas

  • Filtração

  • Fase líquida

  • Extração com clorofórmio

  • Fase clorofórmica= heterosídeos purificados

    • Reações de caracterização e análise cromatográfica

Reações por coloração

  • Reações por coloração

    • identificação dos açúcares (Keller-Kiliani)= H2SO4 + ácido acético=anel vermelho pardo
    • identificação do núcleo esteroidal (Liebermann-Burchard);
    • identificação do anel lactona (Kedde= ácido 3,5 dinitrobenzóico, com coloração vermelho-violácea, Baljet- ácido pícrico,com coloração laranja);
  • Reações de fluorescência ao ultravioleta (Pesez)-xantidrol

  • Cromatografia em CCD.

Indicados no tratamento da insuficiência cardíaca crônica (congestiva), ICC:

  • Indicados no tratamento da insuficiência cardíaca crônica (congestiva), ICC:

    • doença de progressão lenta, caracterizada pela incapacidade dos ventrículos em bombear quantidades adequadas de sangue para manter as necessidades periféricas do organismo.
    • é acompanhada de sintomas de cansaço aos esforços, retenção hídrica e redução da expectativa de vida.
    • na tentativa de aumentar o débito cardíaco surgem mecanismos compensatórios, como o aumento da freqüência cardíaca, da pressão diastólica final e da massa ventricular.
    • principal causa de hospitalização do idoso e de mortalidade cardiovascular.

aumento da força de contração miocárdica (efeito inotrópico positivo);

  • aumento da força de contração miocárdica (efeito inotrópico positivo);

  • aumento do débito cardíaco (esvaziamento mais completo do coração);

  • diminuição da freqüência cardíaca;

  • aumento da diurese (efeito indireto)  alívio do edema.

A margem terapêutica é bastante pequena  intoxicações são bastante comuns (20% dos pacientes).

  • A margem terapêutica é bastante pequena  intoxicações são bastante comuns (20% dos pacientes).

  • Fatores que acentuam o risco: hipopotassemia, isquemia miocárdica, idade avançada, hipotireoidismo, uso de antiarrítmicos etc.

  • São efeitos secundários e/ou sinais de intoxicação:

    • ritmo cardíaco anormal que produz tontura, palpitação, falta de ar, sudorese ou desmaio;
    • alucinações confusão e alterações mentais (ex. depressão);
    • cansaço ou debilidade anormais;
    • problemas de vista: visão borrada, dupla, percepção de auréolas amarelas, verdes ou brancas;
    • perda de apetite ou náuseas etc.

medicamentos antiarrítmicos (ex. quinidina), β-bloqueadores, βestimulantes;

  • medicamentos antiarrítmicos (ex. quinidina), β-bloqueadores, βestimulantes;

  • medicamentos depletores de potássio: diuréticos de tiazida, mineralocorticóides etc.;

  • sais de cálcio ou alimentos com cálcio absorvível;

  • certos antibióticos e antifúngicos;

  • certos ansiolíticos;

  • medicamentos para o estômago ou úlceras; antiácidos;

  • medicamentos para diarréia (que contenham difenoxilato);

  • certos medicamentos contra o câncer;

  • medicamentos para a colite;

  • certos redutores do colesterol, especialmente a colestiramina.

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